13 abril 2009

Gralha

Ontem em casa da minha mãe, tentavamos ouvir uma notícia:

Avó- Pshiu, calem-se agora um bocadinho.
A minha continua a falar.
Nuno- Beatriz cala-te para ouvir-mos sff.
Beatriz- Blábláblá ( já a falar sózinha que o primo tinha-se calado )
Avó- Cala-te gralha.
Beatriz - Blábláblá.
Quase todos - Oh Beatriz cala-te que queremos ouvir.

Entretanto diz-me a minha sobrinha:
- Ela nunca está calada.
- Raramente.
- Eu também era assim não era?
- Sim.
- É a tua sina, tia.

É um facto, a minha filha raramente está calada, nem a dormir que sonha e fala muito.
Se é verdade que me muitas vezes me cansa que fale tanto, também é que me faz confusão as crianças muito caladas... é que tanto os meus sobrinhos como ela são faladores e pouco ( ou nada ) inibidos ( sendo que ela e a minha sobrinha ocupam o 1º lugar " Ex Equo " ).

Ratatouille

( não sei se é assim que se escreve mas não dá para pesquisar ).
Ontem jantamos em casa da minha mãe e se calhar entusiasmada com a presença do primo começou a ver o filme.
Convenhamos que não são horas para dar um filme daqueles mas pensei que como sempre iria ver uns 10 minutos, vá meia hora e não quereria saber do restante.
Viemos para casa a meio do filme e pelo caminho pedia para ver o resto.
O pai deitou-a no puff novo da sala depois de a vestir enquanto eu preparava a roupa para o dia seguinte e me vestia. Confesso que nem dei conta que ela estava na sala, a não ser quando cheguei um bom tempo depois ( quase no final do filme ) e a ouço suspirar.
Viu o resto do filme,deitou-se tarde é certo, mas é de assinalar que ainda que não tenha visto uma parte entre a nossa casa e a da minha mãe, o resto do filme que viu em casa fui num silêncio e numa atenção como nunca. Excepção feita ao filme Robots.
De assinalar, porque aos quase 4 anos este é o 2º filme que efectivamente vê do princípio ao fim e sem distracções.

09 abril 2009

Férias marcadas

Nada como oficializar o destino das férias quando já começamos a precisar delas. Nesse(s) dia(s), a minha mente vagueia pelo local escolhido e planeia os locais a visitar.
Agora é esperar que a primeira tranche das férias chegue.

Páscoa à porta

Ainda não será este o ano em que lhe explico o significado da Páscoa.
Vamos de fim de semana grande... Boa Páscoa!

08 abril 2009

Prendas de aniversário

Pode ser muito fútil, mas adoro receber prendas de anos, mais ainda quando são mesmo mesmo há minha medida. Este ano foi o caso e para além de um jantar em família divertido e saboroso, recebi mimos para mim, egoista ou não, a aniversariante sou eu, logo as prendas foram para mim, não para a casa :).
É certo que eu dei uma ajudinha e a pedido do meu querido esposo, fiz uma listinha que ele distribuiu por quem lhe perguntou: " O que é que a Lúcia quer/precisa".
Tenho uma experiência zen à minha espera, uma viagem para os 3, roupa e muita vontade de as gozar.
A alegria, o carinho da família e amigos, as mensagens e telefonemas, as gargalhadas e o amor não são mensuráveis, mas também tive e tenho em quantidade :).
Coerentes e emoitivos foram os " gosto muito de ti" , vindo da família e de alguns bons amigos... é muito bom saber que se é querido!

07 abril 2009

31

Com as melhores das prendas... saúde q.b., uma filha linda e muitos abraços calorosos :)

Hoje sou eu a bébé da casa!

06 abril 2009

Fim de semana cheio

No Sábado fomos ver o espectáculo - Disney on Ice, à procura de Nemo. Plateia Vip Central e se é verdade que quando o meu gajinho me comunicou onde iriamos ficar, reclamei pelo preço, durante o espectáculo não pensei nisso. Estar na 3ª fila com um espectáculo daqueles, fez-me esquecer os 108€ gastos ( que só não foram 120€ porque o Nuno teve desconto ).
Gostamos do espectáculo e acho que por conhecer o filme, ainda achei mais piada que ela, que só hoje quis olhar para o DVD que está cá em casa há uns 4 ou 5 anos ( por aí ). Mas não se pense que ela não gostou, gostou e muito. Ainda pensei que tivesse medo por estar tão perto, da baleia gigante, ou do tubarão, mas qual quê, enquanto a miúda ao meu lado de 8 anos tapava a cara e dizia que tinha medo, a minha não despregou de lá os olhos. Acho bem que não gastamos tanto dinheiro para estar de olhos tapados :).
Saimos e fomos aproveitar que os bilhetes garantiam a entrada no Oceanário e fomos os últimos a entrar. Também gostou e não fosse o facto de termos de sair às 20h00 e por ela teriamos ficado sentados no chão encostados ao vidro a ver os peixes e os tubarões. Nem aqui teve medo quando o tubarão passava junto de nós, aliás, tentava assustá-los com uns " bú " sempre que passavam.
Domingo à tarde fomos ao parque infantil do Jardim da estrela, com as amigas Joana, Beatriz, Leonor e Júlia e com o amigo Martim e respectivas mães ( e alguns pais ). Sempre bom, mas como sempre, passa a correr.
A minha miúda esteve numa onda individualista e andou a rebolar-se nas pedras ou a fazer castelos com as pedrinhas e acabou por não confraternizar tanto quanto é costume. Mas gostou de estar com as amigas que me disse no caminho para casa.
Eu também gostei, como sempre !

Conquistas de...

A conversa vai rondar à volta da sanita, pois, é um assunto que andava a ser problemático há vários meses, desde que ganhou medo uma vez ao fazer cócó e lhe doeu, medo agravado uns dias depois, quando uma colega da escola passava por situação idêntica ( solidariedade infantil ).
Desde aí que fazer cócó era um drama, retinha e ao 3º 4º dia era forçada a fazer, ora com bébégel, ora ultimamente porque temia o mesmo, obrigando-a a manter-se sentada.
Ao 3º, 4º dia ela que já come mal, quase não comia, birras por tudo e nada, enfim. Tornou-se numa questão psicológica e não fisiológica que depois de obrigada fazia sem esforço ( não sem choro e gritos de medo ).
Tentamos de tudo, que a sopa ajudava a não doer, que não ia doer porque tinha comido sopa, que os iogurtes que comia também ajudavam, que, que... tinha medo e não havia nada que a convencesse do contrário, nem mesmo quando via que afinal, não lhe tinha custado, na vez seguinte ela voltava a temer.
Procurei informar-me mas lá está, a minha filha só tem " problemas " que os outros não tem, ou que a psicologia não fundamentou devidamente. Lá se falava que a obstipação podia ser " psicológica " mas não encontrei nada, nenhuma " dica " para como ultrapassar.
Um destes dias, uma colega falava-me que o filho em pequeno sofria de obstipação fisiológica e que ela costumava deixá-lo " de molho " na água quente. Isso já eu lhe fazia no banho e nem por isso ela fazia mas lembrei-me que, quando teve uma ou outra vez com eritrema ( vulgo " assada " ) que lhe aliviava estar com o rabo de molho no bidé e que pedia constantemente para a lavar.
Lembrei-me de lhe dizer que se antes de fazer cócó lavasse o rabo e ficasse um bocadinho sentada na água não doia. Tentei com o meu ar mais convincente e ela acedeu a tentar. No primeiro dia esteve uns segundos e fez de seguida sem choros. Disse ao pai que lavando o rabo não doía e convenceu-se disso. Pensei ser sorte de principiante. tentei nos 3 dias seguintes e fez sempre e sempre sem dramas.
Posso dizer que é batalha ganha. Finalmente. Ufa!

03 abril 2009

Pedido

Caros amigos e leitores. Já que vêm até aqui façam-me o favor de clicar no link abaixo para ver se também eu posso ganhar uns prémiozitos... vá lá... eu faço anos na Terça-feira... :)

http://www.lipton.pt/linea/l.aspx?i=c7067565-5a37-3a48-496b-372993e9b9ce

02 abril 2009

Lá vai 1, lá vão 2

2 kilinhos a voar...
Menos 2 kgr e menos 3 cms nestas últimas 3 semanas. 6 Meses e uns pózinhos e 22,6Kgrs a menos, sem comprimidinhos, cházinhos, nicles, só determinação.
Eu e o médico felizes com o resultado, primeiro porque o metabolismo ao fim de um tempo se adapta e a perda de peso não é tão grande, depois porque nestas 3 semanas, em 2 delas estive a anti-inflamatório ( primeiro uma crise de hemorroidal, depois a garganta ) e agora estou a cortisona por mais 2 dias ( pela crise alérgica e da rinite alérgica ), o que segundo ele, quer o anti-inflamatório quer a cortisona, podem fazer aumentar o peso e a cortisona, como se sabe, provoca inchaço. Mais feliz estou e isto não lhe disse, porque tenho cometido vários " pecados ", nunca nada demasiado exagerado, mas não deixam de ser fugas à regra.
Já perdi mais do que ganhei com o ano e 1 mês de cortisona, agora é mesmo, em contagem decrescente.
E a propósito... ainda não comprei o raio da balança.

Coisas de " gajas "

Ontem à noite fiz coloração ao meu cabelo. Ela assistiu o mais perto que pode, para não perder detalhes :).
- Oh mãe quau é a cor que vais pintar?
- Castanho.
- Eu também tenho o cabeuo castanho.
- Pois mas o teu cabelo é mais escuro que o meu e eu vou pintar assim escuro como o teu.

Entretanto distraio-me com o tempo e deixo passar mais do que devia. Resultado, o cabelo ficou preto e não " castanho chocolate ".
Quando vê o resultado:
- Mãe o teu cabeuo está preto. Eu também quero pintar o meu cabeuo de preto. O meu cabeuo já não é preto, eu quero.
( Ai a minha vidinha )
- Não podes pintar ainda o teu cabelo, o teu cabelo é bom, é muito brilhante, o da mãe não está brilhante por isso pintei. E deixei estar muito tempo a tinta e ficou mais escuro mas depois fica castanho.
- Oh mãe mas eu também quero, está aqui um bocadinho de tinta ainda, deixa pintar ( enquanto já estava de frasco da coloração na mão ).
- Nãoooo, não podes que faz mal.
Entretanto lembro-me de uma...
- Olha se eu puser o teu cabelo cinzento pode ser?
- Siiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmmm....
Agarro no pó de talco ( que lá está para por nos sapatinhos no fim do dia ), ponho nas minhas mãos e espalho pelo cabelo. Foi o delírio.
- Daqui a pouco penteias e sai.
- Oh eu não quero que saia, amanhã pões outra vez para eu uevar para a escoua tá bem?
- Não só em casa, para a escola não.
Aceitou e andou toda contente de cabelo branco acinzentado :)

01 abril 2009

Conversas nossas

A minha avó está internada há 3 semanas numa clínica de fisioterapia. Felizmente está bastante melhor e espera-se que dentre de umas 2 semanas regresse a casa.
Tive algum receio que a minha avó não superasse e já me andava a preparar para o pior e a preparar-me para como abordar o tema com ela, no caso do pior acontecer.
O assunto " morte " não é novo, mas tinha andado " esquecido ". Quando a informamos que a avó estava no hospital perguntou-me:
- Mãe, a avó vai morrer?
- Não sei filha, um dia, sim.
- Pois eua já é veinha e está doente, não é?
Dado que o tema estava a ser tratado com a maior naturalidade e sem qualquer receio por ela:
- Sim. Um dia todos vamos morrer. Não se sabe quando, um dia, quando formos muito muito velhinhos, em princípio.
- Pois é, quando formos muito veinhos morremos e pronto.
- Isso.

Com a maior simplicidade ( dela, que a minha foi um pouco disfarçada e preparada, confesso ), sem qualquer receio, por exemplo de nos perder ( que nestas idades pode ocorrer ), com a naturalidade que de facto o assunto tem, nascemos e morremos...um dia... esperançosamente velhinhos e depois de uma vida muito feliz.

Fase

Desde há 4/5 semanas que fica a chorar na escola. Começou com o pai, quando passou a levá-la alternadamente comigo para a escola, acto que foi exclusivamente meu até essa altura, salvo uma ou outra excepção. Quando era a excepção, ou seja, quando o pai a levava ela ficava sempre a chorar, comigo nunca ( a não ser no primeiro mês de adaptação à escola, com 14 meses ). Desde que alternamos que deixou de ir alegre. Começou a chorar apenas com o pai e apenas já na escola, entretanto foi de férias para os avós e no regresso já chorava com um e outro ( sendo que com ele a fita é maior, comprovado pelo meu irmão que assistiu ). Já lá vão mais de 3 semanas e o cenário tem sido o mesmo. Eu pensava que ao fim de uma semana, semana e meia, regularizava mas piorou e de manhã diz que não quer ir para a escola, chora, diz que quer ficar em casa, entra na sala e se ainda não está a educadora, regressa para junto de nós no pranto.
Ultimamente, mesmo com a educadora a levá-la pelo colo, não se poupa às lágrimas e eu venho com um sentimento de que qualquer coisa não está bem.
Já a questionei por diversas formas ( directa e indirectamente ) e aparentemente não se passa nada de novo, não há nada que a faça temer, diz que continua a gostar da escola quando a vou buscar e à noite, mas de manhã já diz que não gosta ou que quer ficar connosco.
Tentei investigar e a novidade na escola foi mesmo o facto da turma do 2/3 anos ter sido " distribuida temporariamente " dado que a educadora está em final de gravidez, sendo que tem novos colegas na sala mais novos. A turma cresceu de 15 para 22 salvo erro ( a sala dela é a dos 3/4 anos ).
Quando chega e vê poucos colegas do " bibe amarelo " ( da sala dela e colegas mais antigos ) diz que não quer ficar que não chegaram ainda os amigos.
Ora resumindo e concluindo, no fundo teve 4 alterações à rotina:
1 - deixei de ser eu a levá-la sempre para ser alternadamente com o pai;
2 - passou a entrar mais cedo na escola ( que no meu trabalho andam a controlar como " cães " os atrasos );
3 - a turma cresceu, com muitos meninos mais novos que ela ( alguns bem mais novos, apesar de terem passado os mais velhos da outra sala do 1/2 anos );
4 - teve 1 semana de férias nos avós pelo meio.
Já falei com a educadora que garantiu de que nada de mais se passava ( já que ela de eu tanto insistir e na falta de mais argumentos do que o " porque sim ", me disse que os amigos não brincavam com ela ) a não ser as alterações à rotina que mencionei. Frisou que ela não é muito adepta de mudanças na rotina e era apenas isso que se passava. Disse ainda que era também uma questão de mimo, que quer o colo da educadora sempre que assim é e que se cala de seguida. Que algumas crianças tem estas " crises " na passagem dos 3 para os 4 anos e que não lhe parecia que nada de mais se passasse.
Tranquilizei-me, voltei a falar com ela, a perguntar se estava tudo bem, se havia alguma coisa de que não gostasse na escola, se gostava da escola, da educadora, das auxiliares, se os colegas brincam com ela, etc.
- Gosto da escoua. Não gosto quando não estão uá os meus amigos do bibe amareuo; gosto muito da Ana; oh mãe os meus couegas são meus amigos; os do bibe amareuo brincam comigo, os do bibe vermeio ( da sala dos 4/5 ) não, só o Dani ( o primo ).
Nesta última não acredito muito porque já a vi muitas vezes a brincar com meninas da sala dos 4/5 anos.
Enfim, vamos esperar que seja só mesmo fruto das mudanças de rotina e do tal " salto de crescimento " dos 3 para os 4 anos. Até lá, mudamos os planos e já não a vamos inscrever no jardim escola público este ano. Se bem que as hipóteses de entrar fossem mínimas, não a iriamos sujeitar a mais uma mudança, não agora, na fase em que está, para mudar de educadora, auxiliares, colegas, etc e perder todas as referências que tem. Talvez para o ano, aos 5, tentemos, até lá, ainda que me custe muito pagar o colégio, lá se vai aguentando.

30 março 2009

Fiquei um bocado paranóica

Não era assim tão cuidadosa ( ou tão esquizofrénica, o que quer que seja ) mas as vivências da minha doença deixou-me marcas indeléveis no subconsciente que numa ou outra ocasião são despoletadas.
No Sábado, fruto das limpezas do fim de semana fiquei com uma crise alérgica como não tinha há muito. A juntar a uma garganta que andava a " arranhar " há uma semana. Domingo piorou ( que as alergias costumam melhorar mas foi o inverso ) e saí apenas para visitar a minha avó. Esta noite estava num misto de espirros, frio, transpiração, tosse, garganta a arranhar e o mais que ouvesse. As olheiras mais escuras que eu sei lá. Muitos dos sintomas indicavam alergias, até porque começou depois de remexer móveis, mexer em roupa, limpar o pó, etc, mas a garganta já se queixava há mais tempo e como em determinada altura a alergia se confunde com gripe/constipação não arrisquei.
Até saber o diagnóstico pela médica eu quase não beijei ninguém ( a não ser quem mesmo sabendo insistiu ) e ainda assim, de boca bem fechada :) A Beatriz deixou de receber abraços e beijos e a história da noite foi contada comigo de costas para ela e ela o mais encostada à parede da cama possível.
Não veio dormir comigo nem mesmo depois de acordar de noite e entendeu, ficando-se na cama dela.
Na clínica desinfetei as mãos umas 3 vezes na hora que lá estive.
De manhã não a beijei, tentei que não estivessemos próximas, tossi com as mãos em concha, andei de Detol atrás quer em toalhitas para limpar as mãos sempre que espirrava ou tossia, quer para vaporizar o ar e impedir a propagação de virus.
Depois da consulta da médica abracei-a dei-lhe uma beijoca na face mas ainda assim, apesar de serem só alergias, quero ver se os sintomas melhoram para " voltar à normalidade ".
É uma paranóia mas só assim fico mais descansada ( e mesmo assim... )

Hora do planeta

No Sábado, entre as 20:30 e as 21:30. Apagaram-se todas as luzes, as máquinas não trabalharam. Dei-lhe banho com a luz de emergência e uma lanterna. Vesti-a do mesmo modo, jantámos à luz de velas e o boicote foi feito pelo pai que não quis perder o jogo de Portugal. Vá que o plasma ( ou lcd que não sei a diferença :P ) é relativamente económico, mas para compensar, o " apagão " começou antes das 20:30 e terminou depois das 21:30.
Sendo que foi a um Sábado ( que se fosse a um dia de semana seria mais complicado ) bem que se poderia repetir esta atitude uma vez por mês, por exemplo, eu que por onde ando, ando de luz acesa.

Em Inguês

Como já disse não está inscrita em Inglês nem a educadora ensina nada pois a disciplina é extra-curricular, logo interessa-lhes que paguem se os pais querem os meninos a saber umas palavritas do idioma.
Hoje estou em casa com ela e entre um olhar pelo trabalho ( demorado que hoje está a custar ) e um olhinho nela ( que ficou comigo por não a ter conseguido levar ao colégio ), vejo-a parar as brincadeiras com os bonecos e olhar para o Baby First TV. Estão a contar em Inglês e para meu espanto acompanha alguns números.

Fim de semana

No Sábado tivemos a companhia da amiga Leonor, filha de uma amiga minha de infância. Das 11h até às 17 h, brincaram no quarto, fizeram uma pintura numa tela, desarrumaram e arrumaram que foi condição si ne qua non para que viessem brincar, entenderam-se. Na hora de almoço e não bastando a minha filha ser " o pisco " que é para comer, juntou-se outra igual mas que comeu depois de me ver de casaco vestido, calçada , de mala na mão e depois de lhe vestir o casaco. Percebeu que não brincava quando lhe disse que a levaria para casa da mãe e que não voltaria a vir brincar lá para casa, pois das condições impostas, para além de arrumar o que desarrumassem estava também o portarem-se bem, sem birras e que comessem.
Chorou mas comeu depois da Beatriz a avisar:
- Come, olha que a minha mãe vai por-te a casa, ela está a falar a sério.
Ah pois que cá em casa reina o regime monárquico parlamentarista, há uma espécia de democracia, mas em certas ocasiões, eu reino.
Pela confiança que tenho na minha amiga agi assim, como se fosse minha filha e tudo correu bem.
À tarde, eu e as 2 até à Biblioteca Municipal de Odivelas, assistir à hora do conto, uma espécia de leitura de história teatralizada. Contaram 2 histórias, uma feita pelas próprias sobre " como se fazem os bébés " onde se explicou como de facto ocorre com um a linguagem " não agressiva ". Eu que sou toda " aberta " fiquei encabulada quando disseram:
- O pai põe o tubinho ou pilinha no buraquinho da mãe, ou pipi. O pai põe muitas sementes que vão procurar o ovo que a mãe tem na barriga. A barriga cresce e crece o bébé. ( ... )
Depois a mãe vai para o hospital e o bébé sai pelo buraquinho ou abrem a barriga e o bébé sai pela barriga.
Foi engraçado e esclarecedor, felizmente que assim não houve mais perguntas eventualmente embaraçosas.
Depois contaram a história do Cuquedo, um bicho supostamente assustador que todos os animais da selva temiam sem o conhecer.
Foi a estreia da Leonor num espectáculo infantil e numa Biblioteca, Já da Beatriz a estreia foi apenas da Biblioteca.
Inscrevemo-nos como leitoras e daqui a dias podemos requisitar os livros, CD's, DVD's ou videos que quisermos. Ela queria trazer logo um livro e até me pediu para que a pegasse ao colo para " olhos nos olhos " pedir à Bibliotecária com muito jeitinho que a deixasse trazer logo um livro da Miffy. A Bibliotecária achou-lhe graça mas regras são regras e só quando chegar o cartãozinho a casa poderemos requisitar os livros.
O espectáculo acabou já depois das 16h30 e como a Leonor já denunciava algum cansaço, fui pô-la a casa para dormir.
Ficou o pedido e a promessa de um dia dormirem juntas mas para quando eu não tiver numa época de trabalho complicada. Claro que com condições: sem birras, sem choros para dormir, sem um adulto para adormecer com as duas.
Domingo era dia de usarmos a aula experimental de ginástica que anda a ser adiada à tanto mas uma crise de alergia impediu-me de ir com ela. Ficou novamente adiada. Crise essa que hoje me deixou k.o., ainda pior que ontem, com direito a ida ao médico e atestado para 2 dias em casa, afastada deste vento que traz os pólens todinhos e mais alguns.
Já não tinha destas crises há muito.


26 março 2009

Bom...

Vamos lá ver se ajuda...
O problema maior são as 32 páginas de livro, o que para uma criança da idade dela, ainda que adore livros e ouça histórias mais complexas e granditas, se calhar será demasiado para lhe prender a atenção do princípio ao fim e captar a mensagem.
Ainda assim o problema dela não é não saber ou não brincar sózinha, é mesmo o desejo imenso de ter uma irmã...
Tentar não custa!

Sinopse
João sem-irmãos é a história de um menino que não tinha irmãos. O João habituou-se a brincar sozinho e a fazer de cada árvore, de cada rajada de vento, seus companheiros e irmãos.
Conheceu o Afonso, que tinha 6 irmãos e não sabia como brincar e como viver quando eles não estavam presentes. O João não tinha aqueles medos e ajudou-o a tirar o melhor partido da vida, mesmo estando sozinho.
João Sem-Irmãos de
Paula Pato

Facto curioso: numa sociedade onde cada vez mais se tem filhos únicos, há uma infinidade de livros que exploram a vinda de um irmão, que preparam a criança e os pais, mas apenas 2, sendo que só 1 é infantil, que trata da realidade dos filhos únicos ( e há cada vez mais não só filhos únicos mas netos únicos, sobrinhos únicos, únicas crianças no seio familiar global ).
Descobri um nicho de mercado para os escritores, psicólogos, pedagogos, etc. Vá, depois quero direitos de autor ;).

25 março 2009

Ela continua a insistir

As histórias de que vai ter uma mana, os pedidos da mana não pararam, nem sequer diminuiram. Não há um dia que passe que ela não fale que vai ter uma mana, que quer uma mana, que a mana vai dormir no quarto com ela, que as roupas dela vão para a mana, que vai brincar com a mana, que, que...
Sabe que não pode ser no imediato, aliás sabe que é uma hipótese termos mais um filho, não uma certeza, mas insiste, fantasia e a mim não me custa ouvir os pedidos, confesso, custa-me que eventualmente sonhe em demasia e não saiba distinguir o real do desejo.
Não é por ela me pedir ou falar nisso que tenho mais ou menos vontade de ter mais um filho ( já não digo mais filhos ), criei uma qualquer barreira emocional, como em tudo sou assim, não quero criar demasiadas expectativas para não " cair do cavalo ", porque certezas não há e mesmo que houvesse, ter um filho não é algo que dependa única e exclusivamente da nossa vontade.
A fantasia dela vai ao ponto de dar como facto consumado na escola que eu já estava grávida e que era uma menina ( a mana Joana Macaca, que lindo nome ) e tem sido de tal modo convincente que a educadora, mesmo sabendo da vontade dela e das suas fantasias, veio questionar-me se de facto estaria grávida. Mais, como ultimamente tem ficado a chorar quase todos os dias na escola, associou o choro à eventual insegurança da chegada de um mano/crise de ciúmes.
Já não sei o que lhe diga, sempre que lhe explico ela diz-me que sabe que não estou grávida, que ainda não vai ter mana, que pode ser mano e não mana, mas mesmo assim diz:
- Mas um dia vais estar, não é agora é quauquer dia.
Outro dia, quando lhe disse que não sabia se ia estar grávida mais alguma vez disse-me :
- Então um dia eu vou ter um bébé na minha barriga e vai ser uma mana.
Lá lhe expliquei que quando um dia ela tiver um bébé na barriga será um filho e não um irmão, mas naquela cabecita de 3 anos ( quase 4 ), não cabe o entendimento de que uma doença minha a possa impedir de sonhar com uma irmã.
Resta-me o consolo de que crescerá e com ela aumentará o seu discernimento, até lá é esperar que não sonhe demasiado.
Já não sei o que mais lhe diga...
Alguma psicóloga que me explique esta " fixação " sff.

24 março 2009

A mãe tem umas ideias fantásticas

Ontem embrulhava o comer na boca ao jantar. Ia bebendo água para ver se " engolia ". Uma das vezes manteve a àgua na boca, na esperança se calhar de não engolir o que lá estava junto com a dita.
" Ameaço " que lhe aperto as bochechas se não engole e passo da ameaça ao facto consumado. Esta minha ideia fantástica deve ter sido gerada num momento de pausa dos meus neurónios e claro que a rapariga não ficou chateada mas achou muita graça. Comer o resto do jantar foi obra porque depois de decobrir que ao apertar as bochechas, a água esguichava em grande velocidade, percebeu também que quando se começava a rir, o efeito era semelhante.
Pior de tudo, foi eu estar num momento zen, resultante do fim de semana de " relax " e não conseguir parar de rir com os disparates.
Eu devia punir-me...

Coração cheio

- Mãe ( enquanto enrola os bracinhos no meu pescoço ).
- Sim, filha?
- Gosto muito de ti. Minha lindaaaa!

Os 3 anos ( quase 4 ) tem muitas birras, muitas teimosias, muitas afirmações e mais poder de argumentação, mas também trazem muita meiguice.

19 março 2009

Quase tudo pronto para o próximo fim de semana

- reserva feita;
- voucher para uma refeição tirado;
-" roteiro " planeado, incluíndo os restaurantes recomendados e económicos escolhidos;
- tempo " checkado " no sapo para a região em causa;
- solução para me ficarem com a cadela que a bichinha não vai no fim de semana;
- vontade que Sábado de manhã chegue;

Falta:

- carregar a bateria da máquina fotográfica e descarregar o cartão;
- fazer as malas;
- arrumar e limpar a casa ( e o limpar deve ficar por fazer por causa do ponto que se segue ou vai lá uma amiga a pagar, claro, fazê-lo );
- fazer serão a trabalhar hoje e amanhã para poder dispensar de trabalhar no fim de semana;

Festa do dia do pai

Relato dado por um pai emocionado e feliz.
Andaram em ensaios desde a semana passada.
Cantaram e tocaram ( com orgão e viola ) vestidos com bibes como os dos miúdos e com sardas falsas na cara várias músicas entre elas:
- André Sardet - Gosto de ti
- Come a papa
- Doidas andam as galinhas
- Pombinhas da catrina, etc

No final distribuiram gomas, abraços e beijinhos.
Miúdos e graúdos adoraram e eu estou ansiosa por ver as fotos e o video que fizeram.
É por estas e por outras que gosto daquela escola ( não é só falar mal ), há uma grande participação dos pais e criam-se relações de empatia com os pais e as crianças ( e também com o s funcionários ) que vão além do comum.
Claro que ele saiu e ela ficou a chorar, mas isso é o costume, nada de anormal.

Prenda do dia do pai

Na sexta-feira passada, quando fomos ter com ela disse-lhe que o dia do pai estava próximo.

- Já compraste uma prenda mãe?
- Já comprei mas não te vou dizer se não tu dizes ao pai e não tem graça.
- Não digo, não, o que é?
- Não dizes mesmo? É um segredo e os segredos não se contam a ninguém.
- Está bem.
- É uma caneca com uma fotografia tua do carnaval e outra fotografia quando eras bébé que estás com o pai na praia.
Breve pausa, cerra a boca e diz-me muito baixinho:
- Eu vou contarrr ( do tipo, não aguento ).
Depois de lhe repetir que não devia contar porque era um segredo, uma surpresa então lá se conteve.
Ontem a caminho de casa com o pai:

- Pai, os segredos não se contam a ninguém.
- Pois não.
- Nem ao pai nem à mãe não é?
- É.
- Eu não contei da caneca.
- Da caneca, qual caneca?
- Da tua.

E para ela, guardou mesmo segredo, ainda que ontem o tenha revelado, lol. É a ingenuidade infantil :)

Coisas que inventa

Na semana que esteve com a minha sogra num almoço era empadão de carne ( hum tão bom, mas não posso ).
- Avó o que é o almoço?
- Empadão de carne.
- Ah o meu pai faz é empadão de pouvo. Eu gosto muito de empadão de pouvo ( polvo ).
- Ah então a avó faz para ti empadão de polvo.

Comeu o suposto empadão de polvo ( que era mesmo de carne mas não interessa ) cheia de satisfação.
Vendo bem, empadão de polvo é capaz de ser bom... será que temos aqui uma futura " chef " de cozinha?

16 março 2009

Sábado no parque








O reencontro

É tão tão bom, que vale a pena estarmos afastadas.
Beijinhos, miminhos, abraços, muitos amo-te, gosto muito de ti, tive muitas saudades tuas, minha mãezinha, etc etc que nos enchem o coração.

13 março 2009

Up-date

Menos 4 kgrs e menos 3 cms, salvo erro. Nos cms da anca pouco deu para ver que estou inchada ( 1º dia do mês ). Eu e o médico ficamos satisfeitos, mais satisfeita eu que tenho cometido algumas gafes na dieta ultimamente mas ao fim de quase 6 meses era ou umas fugidinhas à regra de vez em quando, ou os meus nervos à flor da pele.
Pensava eu que ainda não tinha chegado ao peso pré-cortisona e estou " só " a 1 kgr de distância do dito. Tendo em conta as diferenças das balanças, se calhar nem isso.
No total, menos 20,600gramas, ainda não fez 6 meses e de cms perdi a conta.
Faltam 19 kgrs e agora quero comprar uma balança lá para casa.

12 março 2009

Está nos avós

Chega a meio da semana e atinge o limite, quer voltar para casa, chama por nós nos sonhos. A " novidade " passa e ela quer voltar à rotina, a estar connosco. Felizmente não lhe deu para grandes choros e deve aguentar-se até sexta à noite. E eu hoje já não posso falar com ela ao telefone ou " arrisco-me " a ter de fazer 220 kms ao fim do dia para a ir buscar.
No fundo, fico até com alguma satisfação egoísta que assim seja.
Eu já estou cheia de saudades.

11 março 2009

Compras para mim

Estou naquela fase crítica de que já não tenho o que vestir. E é um stress todos os dias porque a opção não é muita e ir trabalhar sem parecer que ando com a mesma roupa requer imaginação e tempo que nesta altura do campeonato não tenho. Isto porque apesar de ainda ter mais peso que na época "pré-cortisona ", na altura era Verão e se é verdade que a primavera anda a dar o seu ar de graça, não posso ainda vestir camisas de manga curta, nem calças de Verão. Até os sapatos me estão grandes, sim, que o pé " cresceu " 2 números. Finalmente regressei ao meu 37 mas lá está, os sapatos do ano passado desta época estão grandes e os anteriores dei porque já estavam muito usados. Investir num guarda roupa quase todo de novo fica fora do orçamento e o que eu precisava mesmo era de um " What not to wear " que me enchesse o roupeiro com 5000USD de roupa, ui, isso é que era.
Cheguei ao ponto crítico que até as camisolas que sempre vão dando, estão largas demais o que me faz parecer um saco de batatas.
Tenho saído sempre tarde ( depois das 21h ) e ontem como acabei por jantar no Centro Comercial, sai do restaurante e meti-me na C&A. A minha mãe foi comigo deu-me um par de calças e 1 camisola e eu comprei mais 2 camisola e umas calças ( é tão bom ir às compras com a mãe ). Não experimentei nada que não tinha tempo nem paciência e chegada a casa fo experimentar. Trouxe o número que pensava estar a usar e fantástico foi saber que estavam largas as calças.
Hoje fui trocá-las na hora de almoço e troquei umas calças umas por 2 números abaixo, as outras como não haviam, troquei por umas calças diferentes 1 número anaixo e uns sapatos restos de saldos. Veio também mais uma camisola de losângulos. Incrível foi não comprar nada para ela, mais incrível foi passar junto da secção de criança e não parar, mas primeiro tinha pouco tempo, segundo, neste momento quem precisa de roupa sou eu, não ela e portanto, foi para mim que trouxe. Isto é muito racional e tal mas estou surpreendida como " consegui " fazê-lo sem o mínimo de tentação ou remorsos. Às vezes tenho de ser um bocadinho egocêntrica, também mereço.

10 março 2009

Ao telefone

- Vou ao chocouate e fazer um picnic.
- Ai sim? Que bom.
- Estás a trabaiar?
- Estou.
- Eu tenho um iuvro e ainda não mexi naquilo?
- Naquilo no quê?
- Tenho um uivro, ui-vro.
- Eu percebi que tens um livro, mas não mexeste no quê?
- Xau, porta-te bem, mãe.

09 março 2009

Não sou eu que lhe ensino

Ontem foi com os avós e a tia a uma sapataria. Os avós queriam comprar-lhe uns sapatos. Como a tia lhe tinha oferecido uns na terça-feira foi à sapataria mas não quis escolher para ela mas sim para mim. Lá convenceu os avós ( e não é preciso muito ) a me comprarem um par de sapatos e assim, quem saiu a ganhar fui eu :)
Linda menina !

08 março 2009

Dia da Mulher

A mulher mais pequena da casa foi de férias com os avós, a mulher maior da casa ( e o homem também ) aproveitam a ausência da mulher pequenina e vão trabalhar todo o dia de Domingo.
Feliz Dia da Mulher.

Medos meus

Não estou imune, mas preocupo-me e tento adivinhar o perigo nos objectos que manipula, nas situações do dia-a-dia. Não chega a ser paranóico ( acho ) mas não me sinto a cumprir bem o meu papel de mãe se assim não agir. Não quero de modo algum ser a mãe perfeita, nem sequer me acho como tal. Essa pretensão e miopia não tenho, até porque, a meu ver, quem muito se vangloriza de que é excelente em qualquer coisa, acaba por cegar com o seu amor próprio, expondo-se assim a ser facilmente ultrapassado/a, no caso da maternidade, a descurar muito. Agradeço a quem me alerta dos perigos que não sopus ou quando, por desatenção, minimizo consequências nela, porque como disse e repito, não acho que seja atenta a tudo, presente em tudo, capaz de prever todos os perigos que ela possa correr. Como mãe quero afastá-la dos perigos e por isso, muitas vezes não experimenta sem eu me certificar que é seguro, porque um parque infantil apesar de ter esse nome pode ser extremamente perigoso, uma rua sem carros, pode um dia ter um, etc. Como mãe também e por agradecer a quem me faz o mesmo, também alerto outras.
A minha filha não é aventureira, se calhar muito pelo meu zelo, que há quem considere excessivo, mas nunca se sabe se um dia, por curiosidade lhe vai por exemplo, apetecer trepar as grades da janela do quarto e por isso a janela não se mantem aberta com ela em casa, nunca se sabe se não lhe vai apetecer aproximar da lareira, mesmo sabendo que se queima, não lhe apetecerá experimentar as tesouras que cortam de verdade, ou as agulhas , ou provar os detergentes, ou, ou... Tem quase 4 anos é certo, há muitas situações que são mais comuns quando são mais pequenos, mas por um lado, em questões de segurança tento sempre pensar, tem só 3 anos e eu, com 30 tenho de ser por ela adulta, prever as situações e tentar impedi-las ao máximo. E por isso a minha filha quase não anda na rua sem me dar a mão, não brinca na rua sem um de nós estar próximo dela, não fica na banheira sózinha sem que eu pergunte quase de segundo a segundo se está tudo bem ( e já considero estar a arriscar muito quando a deixo por alguns momentos na banheira enquanto vou, por exemplo, buscar o lençól de banho que esqueci ou o pijama ), não consigo abastecer o carro com ela lá dentro sem o trancar e impensável é ir pagar e ela ficar no carro, por exemplo.
Este não é um relato de quem se acha uma super-mãe, nem uma crítica a quem não tem esta atitude, é antes um desabafo sobre alguns dos medos que povoam a minha mente. Se é paranóico? Não sei, sei que consigo disfrutar agradavelmente e de forma feliz os nossos dias, aliás, não conseguiria disfrutar alegremente dos nossos dias, se estes medos não morassem por perto. Pior que sentir medo, para mim é sentir remorsos pelo que não se fez pelo que não se previu, pelo que se devia ter deduzido e por isso, no meu papel de mãe, " prefiro-me " assim.
Por não ser nenhum " ataque " ou " crítica mordaz ", este post não fica em draft, mas fica sem comentários.

07 março 2009

6 verdades e 3 mentiras

Já quase toda a gente deve ter feito este desafio. Como só encontro mais que 6 verdades partilháveis e menos de 3 mentiras, não consigo fazer o desafio.

06 março 2009

Coisas de que gosto na escola e post longo

Das aulas de música. Eu gosto ela também. Gosto não porque vá aprender a tocar qualquer instrumento, a treinar a voz ou algo mais " profissinal " mas porque aprende de forma divertida, porque canta, dança, aprende coreografias, treina expressões faciais, decora cantilenas e tem uma vertente ligada à música erudita que a mim, fã de operas e música clássica me delicia, especialmente porque ela também gosta ( desta vertente das cantatas, não propriamente da mesma ópera que eu ouço ).
A escola dela tem a aula de música 1 vez por semana, salvo erro 45 minutos, como actividade curricular, com uma professora que faz parte do Foco Musical, uma organização que se dedica não só à vertente do ensino/introdução à música em bébés e crianças, mas também a vertente de produtora de operetas com orquestra sinfónica e tudo. A professora dela tem uma boa formação não só musical mas também pedagógica.
Tem música desde que entrou no colégio, com 14 meses. Na festa do final do 1ºano lectivo tivemos uma demonstração conjunta de todos os " alunos ", desde a creche ao ATL de uma cantata, A Floresta D'Água, da autoria da organização que lá lecciona. A minha filha e os outros colegas, na altura ainda não tinham 2 anos, acompanharam a coreografia e cantaram alguns trechos da mesma. É no fundo uma história cantada que fala na destruição do ecossistema e na importância de preservar o meio ambiente e não poluir.
No ano seguinte continuou com a mesma cantata e no final do passado ano lectivo já a sabia de cor. Continua a sabê-la aliás. Mas não só de cantatas " vivem " aquelas aulas, e também se cantam músicas tradicionais, músicas de época ( Natal, por exemplo ) e se tocam instrumentos como tambor, ferrinhos, maracas e outros que não me lembro/ não sei o nome. Tem momentos em que manipulam o cavaquinho mas ainda não há grandes desenvolvimentos nesta área.
Este ano já deu a cantata " Quinta da Amizade " que trata da tolerância às diferenças.
Ontem, penso que pela primeira vez, deu a cantata " O Conquistador " que trata da história de D. Afonso Henriques. Ao jantar fez-me uma descrição tão boa da história que eu, vergonhosamente assumo, tive de confirmar alguns dados na internet, já esquecidos da minha memória. Acho que tem para além de uma excelente memória, um jeitinho para a história.
Depois de me descrever a primeira vez a história pedi que me repetisse para que eu escrevesse ( que a minha memória não é como a dela ). Da segunda vez já não contou tão bem nem tanto como da primeira, um bocado porque no fundo estava a " maçá-la ", mas aqui fica mais ou menos a explicação dela ( e vou confirmar se de facto foi a primeira vez que deu a cantata ou não ):

B(ea)- Mãe hoje dei a História do Afonso Henriques. O Afonso Henriques era o fundador.
M(ãe)- Fundador? Fundador de quê? Sabes o que é fundador?
B- Foi o primeiro rei.
M- Rei de onde?
B- Rei de Portugaue.
M- E mais?
B- A mãe dele era a Teresa, D. Teresa. Ele namorou com a mãe. A mãe era má, uma bruxa má e feia. Ele teve muitas namoradas, uma tinha cabelo cor-de-laranja, não gostava, outra tinha o cabelo cinzento, não gostava, outra tinha o cabelo azul, gostaaava. Ela era rainha. A D. Teresa não era Rainha. Ele tinha um professor.
M- Como se chamava o professor?
B- Egas Moniz.
M- O pai do Afonso Henriques não dá na história.
B- Acho que morreu cedo.
M- Como é que se chamava?
B- Não me lembro.
O Afonso Henriques zangou-se com a mãe e lutou com a mãe e prendeu-a com os amigos dele e mandou-a para muito longe. O Afonso lutou com uma espada e um escudo. E aleijou-se num pé, num pé e numa perna numa luta.
Depois o Afonso teve um filho, ficou velhinho e filho era Rei.
M- E como se chamava o filho?
B- Não me lembro.

Depois de pesquisar na net :
M- O filho chamava-se D. San...
B- Sancho.

D. Afonso Henriques feriu-se numa perna na Batalha de S. Mamede.
( Substituam os éles e os lhes por ue que é como ela diz ).
Fiquei boquiaberta. [ E Carla lembrei-me de vocês pela conincidência de também a tua Bia ter dado a mesma cantata e também conseguir contar bem a história mas de facto foi uma coincidência, juro :) ]

PS - Pode-se ouvir trechos musicais aqui:

Quinta da Amizade - http://focomusical.org/OrqQuinta.htm
Floresta D'Água - http://focomusical.org/OrqFloresta.htm
O Conquistador - http://focomusical.org/OrqConquistador.htm

Saídas ( da casca )

Eu e o Nuno conversavamos entre nós. Ela estava também na sala, sentada no sofá entretida com folhas, lápis e um livro.
Caem-lhe os lápis da mão e sai-se com um:
- Ai a merda!
Olhamos os dois para ela com ar de espanto e repreendemo-la.
Faz o sorriso habitual depois de dizer/fazer um disparate, na esperança de nos desarmar e diz:
- Estava a brincaaar.
Põe a mão à frente da boca e ainda com os sorrisinhos:
- Desculpa. Merda não se diz pois não? E porra?

05 março 2009

E o casaco...

Apareceu, pelas mãos da tal mãe que se desconfiava, que foi lá hoje à tarde levá-lo. Os meus e-mails fizera mexer aquela gente e a educadora ligou-lhe a informá-la que o casaco que tinha levado era da minha filha.
Foi lá deixá-lo, já com alguns borbotos o que era impossível pelo uso que a Bia lhe deu pois usou-o apenas no trajecto casa/escola uma vez ( 5 minutos ).
Palavras da dona do colégio quando viu os ditos borbotos:
- Deve de o ter vestido à filha que ela hoje não veio e veja se não está sujo porque habitualmente dá-lhe bolachas e ela suja-se toda.
A razão que a senhora apresentou para o engano, pois bem, disse que tinha desaparecido um casaco da filha igual, quando viu o casaco da Bia no cabide disse:
- Ah já apareceu o casaco da J.
Agarra no casaco ( que estava no cabide da minha filha ), tira-o, enrola-o e sai de fininho. Vale que uma educadora assistiu bem como uma auxiliar. Não vale porque deixaram que retirasse algo que não estava no cabide da filha dela, sem se certificarem de quem era mesmo. Vale que a educadora da minha filha tem boa memória e lembrava-se qual o casaco que a outra mãe diz ter desaparecido que afinal até era nº 4 e aquele é nº 3.
Enfim... tenho o casaco de volta, já com aspecto de usado mas de volta

1ºs sapatos escolhidos

Até aqui comprei sempre o que eu achei, independentemente da opinião/aprovação dela. Na terça-feira fomos procurar uns sapatos que os que tem começam a ficar pequenos e deixei que escolhesse dentro do que eu não achava demasiado piroso.
Trouxe da lefties um par de sapatos cremes, com um lacinho de lado, um pouco " queques " e com um pouco de brilho/piroseira. Não adoro os sapatos, tolero-os mas valeu a pena ver a satisfação de trazer os sapatos que ela escolheu. Ainda não os experimentou porque com medo de deixarem de servir rapidamente ( como se isso acontecesse com ela ) e no meio da excitação, comprei o 24 mas já vi que estão grandes pelo que trocarei pelo 23.

Quase a chegar ao fim de semana

Relato o passado.
Fim de semana no Algarve com a minha mãe, marido, filha e sobrinha. O tempo não esteve tão mau quanto anunciavam, deu para ir à praia brincar na areia ( com roupas, claro ), deu para ir a banhos na piscina coberta aquecida e para estar de molho no jacuzzi.
Passou a correr.

New look

Menos 3 ou 4 dedos de comprimento de cabelo, novamente ligeiramente escadeado à frente, numa cabeleireira perto de casa que cobrou 6,5€ pelo corte ( sem lavagem mas com um creme desembaraçante ) e não os 12,5€ da cabeleireira do centro comercial.
O 9º ou 10º corte, já nem sei, perdi a conta.

1ºs Soutiens

Andava há tempos a falar-me que a colega Inês S. tinha um soutien. Pediu um também " quando fosse grande " e ficava aparentemente satisfeita com o meu consentimento de que lhe daria mas , quando fosse mais crescida. O que é certo é que andava sempre a falar no mesmo mas não passava disso.
No fim de semana que passou fomos com a minha mãe ao Algarve e na ida ao hiper para nos abastecermos de alimentação, passa com a minha mãe no corredor das cuecas e afins e pede um soutien à avó. A neta pediu e a avó deu e quando a vejo chegar junto de mim com o " xutiano " levo as mãos à cabeça e imagino como passarão a ser ainda mais problemáticas as minhas manhãs. Reclamo com a minha mãe e digo-lhe que ao menos compre outro pois adivinhava que não iria querer despi-lo e teria de ter algum para " substituir". Lá tras mais um conjunto de cueca e soutien e ela inchada de orgulho ( e eu com ar de pânico e ao mesmo tempo descontente por a minha mãe ter tido semelhante ideia ). Verdade é que fomos depois passear, eu escondi os ditos e só hoje voltou a encontrá-los. Já pediu para por mas ainda não cedi. Vamos ver. ( a minha mãe arranja-me cada uma... )

Há sempre uma primeira vez

Na terça-feira, estrei um casaco na Beatriz que a minha mãe lhe ofereceu. Um casaco a 3/4 de fazenda da Tifosi. Eu não sou de marcas, até porque geralmente marca equivale a preços altos e para além de não ligar nenhuma ao que vem nas etiquetas mas ao aspecto das peças, acho um desperdício gastar tanto dinheiro, principalmente em crianças que deixa de servir em menos de nada. Mas foi uma oferta ( generosa ).
De manhã, quando lho vesti pensei : Este casaco ainda vai desaparecer, juro que pensei. Pensamento estúpido até porque ela não usa roupas de marcas e existem lá muitos miúdos a usarem-nas, além do mais nunca me desapareceu nada no colégio, mas pensei, não vou dizer que não.
À tarde foi o Nuno buscá-la e não viu casaco no cabide e pensou que ela não tinha levado e nem sequer perguntou a ninguém ( é gajo nada a fazer ). Quando chega junto de mim, sem casaco pergunto pelo mesmo. Confesso que me lembrei do meu pensamento matinal, mas também pensei que poderiam ter trocado o cabide e ele não ter notado.
No dia seguinte vou buscá-la e pergunto pelo casaco, depois de procurar em todos os cabides e não o encontrar. Estava antes uma parka " perdida " e muito usada, da mesma cor do casaco dela, em cima do banco.
Uma educadora pergunta como era o casaco e diz que viu a mãe de uma colega da Beatriz levar um casaco com as mesmas descrições. Fico um bocado fula, até porque mesmo que o trocasse, chegaria a casa e daria pela troca. E se fosse um homem ( que são mais desligados ) seria mais comum. Não deixo de pensar que fez de propósito e dou a " ordem " para perguntarem aos pais/encarregados de educação/familiares que vão buscar as crianças se tem o dito casaco, perguntando à mãe da tal menina de quem se desconfiou.
Hoje de manhã pergunto pelo casaco. Continua desaparecido e eu tomo as minhas medidas, mando e-mail para a directora da escola, colégio e educadora. Através do hi5 ( as maravilhas da net ) mando uma mensagem soft à mãe " confusa " e até agora ninguém teve coragem de me responder.
No e-mail que mandei para o colégio informo que caso o casaco não apareça será descontado na próxima mensalidade e são nada mais nada menos que 75€. Nem ai nem ui, até porque para quem não sabe, ao se entregar algo a alguém para " guardar " estamos a celebrar um contrato de depósito em que a pessoa que recebe fica responsável pelo mesmo, responsabilizando-se pelo seu desaparecimento ou destruição. Benditas aulas de Direito que tive ( e não, não sei por ter uma mãe advogada que tive essas aulinhas bem antes de a minha mãe iniciar a licenciatura ) Ora neste caso, não deixo a uma pessoa, mas ao colégio, pelo que o mesmo é responsável. Sei que não foi ninguém de lá, mas é o colégio que é responsável e será a quem imputarei responsabilidades. Se não querem correr o risco, não deixem que os pais acedam à zona dos pertences comuns ou arranjem cacifos com chaves para os pais e para a escola.
Sinto-me revoltada não tanto pelo valor que não o paguei, mas pelo acto e principalmente porque só aconteceu desaparecer algo no colégio quando levou uma peça de marca.

04 março 2009

44 meses

E já se denota algum sentido de humor ( se bem que em alta está o humor de wc que envolva xixis, cócós e orgãos sexuais ) e alguns trocadilhos, tentando virar o rumo da tua sorte em teu proveito.
- Má.
- Quem é que é má? ( de olhos bem arregalados )
- Ehehe, Ma-ma mia, eu ia dizer mama mia, Ma-ma mia.

Birrenta, teimosa, inteligente, meiga, bonita, atenciosa, cheia de pressa de crescer, assim és tu, Meu Amor.

02 março 2009

Faltam quase 4 meses para a festa de anos

É certo que sim, mas até final de Maio vou ter pouco tempo para programar o que quer que seja e este ano, o aniversário dela exigia outras programações, dependentes de terceiros pelo que exigiam planos atempados.
Este ano pensei na hipótese de, para poupar os 55€ de uma semana de praia, que a Beatriz fosse com a tia para o Algarve uma semana de férias, na primeira semana de praia da escola.
Ainda sem a confirmação que poderia frequentar 2 semanas de praia e não as 3 usuais, falei com a minha cunhada que já tinha a confirmação de que poderia ter férias nessa altura.
Problema nº 1 - A Beatriz faz anos num Sábado e a semana em que iria com a tia era a que se inicia logo depois do seu aniversário pelo que não teria festa na escola;
Problema nº 2 - Ela gostava muito de ter os amiguinhos da escola na festa pelo que pensei em convidá-los e fazia-se em vez de uma festa na escola e outra para família e amigos, uma só festa, com todos.
Comecei a contabilizar e já iamos em mais de 70 pessoas. Impensável, isto sem os pais dos colegas da escola.
Problema nº 3 - Com quase 50 crianças, sendo que pelo menos 20 delas não tinham lá os pais, como controlar a multidão.
Contratar alguém está fora de questão, até porque o que ia poupar na semana que não ia à praia, gastava ( e mais ainda ) em animadores e comida. Ir para algum local de organização de festas dem pois cobram cerca de 10€ por criança.
Pus a hipótese de este ano só convidar crianças ( e nem os familiares e amigos iriam ) mas mesmo assim, seriam umas 48 ( se fossem todas claro ). O problema mantinha-se e lá está, não ia contratar ninguém.
Vai daí tomei a decisão, mais vale ir as 3 semanas à praia, fazer a festa na escola com o bolinho e uma festa no Sábado, dia de anos dela, como é costume.
Ainda assim, entre adultos e crianças seriamos uns 50. Já estava a imaginar muita comida por fazer, muita comida a sobrar, muita coisa para preparar, arrumar sala, limpar, etc e no fim de contas, não conseguir prestar atenção a nada nem ninguém por ser muita gente.
Tenho quase a decisão tomada e este ano, também a festa de " casa ", será só para as crianças e familiares mais próximos ( como os avós e bisavós, tios e padrinhos ) , com horas definidas para a festa ( entre as x e as y ), apenas com um lanchinho por criança e claro, o bolo de aniversário.
Vou saber quanto cobra uma educadora lá da escola que organiza estes eventos e quanto cobra por umas horas a controlar e entretar a pequenada. Acho que não cobra muito e se assim for, será a opção, para não ficarmos os 2 loucos no fim do dia.
Os tempos são de crise e esta moda já há muito pegou mas tinha dificuldades em aderir à mesma, mas não estou com paciência, nem quero gastar tanto dinheiro como fiz nas anteriores festas dela. Acabamos os dias estafados e com a sensação de que não aproveitamos como deveriamos.
assim sendo, este ano ( quase certo ), a festa é ( quase ) só das crianças e para as crianças ( e ainda assim serão umas 28 ).

27 fevereiro 2009

Retrocesso

Largou a chucha ( há um mês ) mas ouve um retrocesso muiiiito grande no adormecer, aliás, não só deixou de adormecer sózinha como sempre que acorda ( e voltou a acordar todas as noites mais que uma vez ) não quer ficar sózinha na cama.
Nem a luz acesa a demove e de madrugada não há grandes lutas que ou vem para a nossa cama ou o pai vai para junto dela.
As nossas costas andam ressentidas.

26 fevereiro 2009

Rotinas ao deitar

- Dorme bem meu amor/ princesa.
- Tu também, mãe.
- Gosto muito de ti, muito, muito ( e beijocas à mistura ).
- Eu também gosto muito de ti. Minha amiiiigaaaaaaa.

Agora a novidade:
(...)
- Gosto muito de ti, muito, muito ( e beijocas à mistura ).
- Eu também gosto muito de ti. Amo-te !
- Eu também te amo muito filha.

Coisa boa, pá!

25 fevereiro 2009

Cabelo

Fui ao cabeleireiro e dei um desbaste a sério ao meu cabelo. Ela viu-me e deslumbrada disse-me:
- Mãe, amanhã uevas-me à minha cabeireira do Mickey para cortar o cabeuo assim como tu.
Estou a pensar seriamente no assunto, mas preferia não a levar aquela cabeleireira pois confirmei que o corte não são 12€, mas 12.50€

Coisas que me deixam orgulhosa...

Tenho tentado incutir-lhe alguma noção do esforço necessário para ter dinheiro para os gastos quer necessários, quer supérfluos, tentando que perceba que há uma realidade diferente da nossa, com pessoas com dificuldades de combater as necessidades básicas para que dê valor ao que tem ( também é certo que há quem tenha muito mais que nós ).
Ela tem entendido, mas como criança que é, lá vai fazendo alguns pedidos, mas normalmente pergunta:
- É muito caro mãe?
- Podes comprar quando tiveres dinheiro, mãe? Não é hoje é outro dia...
Há uns dias, a caminho de casa pedia-me qualquer coisa. Não me lembro o que era mas acho que não era nada de muito caro. Disse-lhe que agora não poderia comprar-lhe porque tinha gasto muito dinheiro com os fatos de carnaval.
Chega a casa e quando estou a despi-la para o banho encontro o mealheiro dela em cima da cama. Desvio para a deitar e despir e ela agarra nele e dá-mo.
- Toma mãe, é para ti.
- É para mim? Para quê?
- Para comprares as coisas que é preciso, comida, para pagares a casa, a escola...
Derreti completamente, enchi-a de beijos e desfiz completamente o mito : " Filho único é egoísta e egocêntrico ". A minha filha empresta e dá, sem problemas, sem birras. Partilhar não é um acto difícil para ela :)

Para o ano há mais...

Terminamos as festividades do Carnaval com uma menina vestida de capuchinho vermelho de flor pintada numa bochecha e coração na outra.
Comprei umas pinturas faciais e ela delirou com o facto, pondero até que na festa de anos dela eu dê um ar de graça e pinte a criançada que até não me saí mal.
Fomos à Quinta Pedagógica dos Olivais e acabamos o dia com um lanche no Centro Vasco da Gama e um passeio na " Av. das Bandeiras ", no Parque das Nações.
Para o ano diz que quer ser Lobo Mau e outra coisa qualquer que não me recordo, mas o Lobo é o mais pedido.
Até lá muda de ideias ( ou não ), caso contrário, difícil vai ser encontrar disfarce de Lobo.

23 fevereiro 2009

Fim de semana

Sábado:
Passeio ao parque com uma Capuchinho vermelho delirante por concretizar o desejo adiado desde o ano passado.
Ida a casa de uma amiga e brincadeira com a filha da minha amiga e uns vizinhos. Para nós mães, foi um fartote de risadas e conversas postas em dia.

Domingo:
Saí de casa com uma princesa Bela ( Bela e o Monstro ) muito trapalhona que volta e meia tropeçava no vestido. Tive de lhe subir o saiote com a armação para que não caisse. Ia trombuda que queria a máscara de capuchinho que estava suja.
Tive de a relembrar que esta tinha sido a fantasia escolhida por ela pelo que não tinha de se lamentar nem razões para birras. Ou vestia aquela ou não vestia nenhuma.
Ao longo da manhã a birra foi cedendo no meio das brincadeiras com o primo.
Ida até Belém, atravessamos o rio no cacilheiro para a Trafaria e almoçamos na outra margem.
Regresso de barco e dá uma queda aparatosa no meio dos amassos com o primo. Bate com a cabeça e eu fico aflita, confesso. Não passou de susto.
Regresso a casa, com uma criança que supostamente deveria estar exausta e adormecer no caminho ( que eu sei que não dorme a sesta mas tinha acordado às 8h e fartou-se de andar e correr ), mas não adormeceu.
Depois do jantar a birra do sono chegou mas nem por isso adormeceu mais cedo.
Anda a especializar-se em birras, parece-me.

Hoje lá foi de gnomo, pacífica depois da conversa de ontem à noite, com a promessa de que amanhã, volta a ser Capuchinho Vermelho.

Fim de semana de Carnaval em imagens



20 fevereiro 2009

Os E.T devem mesmo existir

E esta noite devem ter programado a minha filha na versão " o mais birrento, desobediente,irritante e mal comportado possível ".
Começou às 6h da manhã, hora a que devem ter acabado a programação.
Ela acorda, começa a chorar, o pai vai até lá, não quer o pai, não quer vir para a nossa cama, só quer mesmo chorar e gritar, porque sim.
O pai deixou-a lá e depois de perguntar várias vezes porque chorava e de ela lhe ter dito que não queria falar, deixou-a no quarto com a " ordem " para se calar. Não se calou e ainda veio a berrar mais e para mais perto de nós, para o hall de entrada, não fossemos nós não estar a ouvir bem. Eu já estava a sentir a espuma nos meus cantos da boca e aviso-a que se não se cala vai chorar com gosto.
Vem para junto de nós, já calada e deita-se a nosso lado, assim como se nada tivesse acontecido.
À hora de acordar tem sono, reclama, chora, não se quer mascarar porque se lembrou que não gosta da máscara que a escola " exige ". Eu também não gosto, não tanto da máscara mas da exigência mas lá lhe explico que ou veste aquilo, ou não vai passear com os colegas e fica sozinha na escola com uma auxiliar.
- Eu não quero passear, deixa-me, eu não quero essa máscara, quero a de Bela.
- Não pode ser, amanhã vestes a de Bela, mas hoje tem de ir todos de igual para irem passear para o parque.
Não adiantou de nada e começo a vesti-la. Ela esperneia e parte-me o colar que eu tinha ao pescoço. A mim salta-me a tampa e a mão para o rabo dela.
Vestiu-se muito a contragosto mas colocar-lhe o chapéu de gnomo é que não deu. Pentear foi outro 31 e:

- Ai estás maleijar. estás a fazer com muita força.
- Chega-te para cá que assim não te consigo pentear.
- Não, eu fico aqui.
- Não ficas aqui ( e agarro nela ).
- Buáaaaa, máá. ( e volta para onde estava )

Ela fica onde estava e eu prepositadamente penteio-a com força ( pois, temos pena ).
Depois não quer comer. Ou quer, quer batatas fritas.
Enfio-lhe um iogurte boca abaixo e saimos.
No meio da confusão fica em casa o meu telemóvel e o meu almoço e lanche no saco à porta de casa.
No caminho não falamos ( que nestas alturas é o melhor ) e quando paro o carro, pede-me desculpa pela cena e por ter partido o meu fio.
Ainda com cara de poucos amigos, enfio-lhe o chapéu. Chega uma educadora que comenta a sua insatisfação com o fato.
Melhora quando vê os colegas vestidos de igual e lá consigo tirar umas fotos.
Deixo-a na escola, chego atrasada ao trabalho.
A saga do ano passado repete-se. Que mau feitio, filha!

19 fevereiro 2009

Com 2 meses de atraso

Tem pavor de bonecas de porcelana. Descobrimos nas nossas férias na Bélgica, em casa da minha prima que as faz artesanalmente.
Teve de esconder a que tinha visível, uma quase do tamanho da Beatriz e com um aspecto bem real, é certo, pois não adormecia com medo.
Até se vir embora perguntava pela boneca ( que diziamos ter deitado fora ) e ainda se lembra da dita.
No Natal a nossa empregada doméstica ofereceu-lhe uma boneca que dentro da caixa parecia mesmo uma boneca de porcelana. Quando ela desembrulhou a prenda e com a boneca ainda na caixa deu um salto de susto. Afastei a boneca e só depois de a retirar da caixa percebi que era de plástico. Expliquei-lhe, mostrei-lhe e só assim passou a brincar com a boneca, a medo a princípio.
Não houve mais experiências, porque como é óbvio, não queremos assustá-la ou confirmar o medo, até porque ela de vez em quando ainda menciona a boneca da prima, sempre com ar assustado.

A precisar de mais um corte de cabelo

Em frente do espelho e a mexer no cabelo:
- Mãe, já preciso de cortar o cabeuo.
- Quem te disse isso? ( A pensar que teria sido a educadora ou alguém na escola ).
- Ninguém. Eu disse.
- Mas não gostas do cabelo comprido?
- Gosto, mas gosto mais assim mais pequenino. Assim como quando fui à cabeireira, assim. ( a gesticular indicando a franja escadeada, que entretanto o cabelo cresceu e já não tem o corte ).
- Sim, mas assim também ficas gira.
- Mas eu quero cortar, vamos à cabeireira aqueua que pôs aquiuo do mickey, vamos ?
- Está bem, qualquer dia vamos.

Aquela cabeleireira foi a que cobrou 12€ pelo corte dela sem lavagem pelo que acho que não vou a essa mas a outra, menti-lhe.
De facto o cabelo já está bastante comprido, já embaraça imenso mesmo usando o amaciador nas lavagens, o champô desembaraçante e o spray desembaraçante para a pentear e molhado já passa do meio das costas.

O que vale é que a quem o diz, não acreditam

Por várias vezes pede comer em casa dos outros para trazer para casa. Um dia em casa da minha tia quis comer um boião de fruta. Comeu, pediu outro. A minha tia ia abrir-lho e disse:
- Não tia, esse é para uevar para casa, que não tenho.
- Coitadinha da minha menina, a mãe não te compra? ( a dar-lhe conversa )
- Não!

Em casa da minha mãe, foi lá passar um dia de Sábado e acabou por lá dormir. No regresso a casa:
- Avó vou uevar uma bananinha e um iogurte de chocouate que a minha mãe não tem fruta nem iogurtes.

Tinhamos ido às compras dias antes e tinhamos fruta e iogurtes, sim. Chegou a casa com o iogurte e com a banana.

Em casa da avó paterna este fim de semana:

- A minha mãe não me compra destes iogurtes ( danoninhos líquidos ). Posso uevar estes iogurtes para minha casa avó ?
Trouxe iogurtes e fruta.

Com a tia paterna no mesmo fim-de-semana.
- O meu pai ensina-me a ser imbejosa.

18 fevereiro 2009

Quando for grande quero ser...

- Mãe quando for grande quero ser médico.
- Não é médico, mas médica, és uma menina.
- Não ( em tom de gozo ) quando for grande eu quero ser médico, médico e professora.
- Médica, não médico.
( Já visivelmente a gozar comigo ):
- Não, médico, eu vou ser médico.
- Ok ( leva lá a taça ).

E faz isto constantemente, tantas que jé nem emendo para médica. No mundo da fantasia podemos ser o que a nossa imaginação desejar, certo?

Pressa de crescer

- Mãe, eu vou fazer 5 anos.
- Não, filha, vais fazer 4, já sabes.
- Mas depois faço 5 não é?
- É.
- E depois 6, 7, 8 ....
- Sim é isso, mas ainda falta muito tempo.
- Mãe, eu quero fazer 6 anos.

Não chegava dizer que tinha 4 quando tem 3, quer passar de 4 para 6 anos.
Que pressa de crescer...

17 fevereiro 2009

Fato(s) de Carnaval

Tinha comprado o fato de Bela igual a este ( mas que custou 11€ ), como ela me pediu, mas o pedido dela em voltar a mascarar-se de capuchinho vermelho " apelou-me ao coração ".
Fui à arrecadação procurar a capa de capuchinho que a minha tia lhe fez no seu primeiro carnaval, em 2006. Como o capuchinho era ( e ainda é ) comprido ia dar, faltava a saia e o avental.
Arranjei uma saia que lhe tinha comprado na lefties vermelha de fazenda com roda, arranjei a blusa branca, pedi à minha tia que lhe fizesse uma saia em tule para " armar " mas faltava-me o avental.
Pedi emprestado a um amiga que já tinha mascarado a filha anteriormente de capuchinho mas como já não tinha a máscara falou com a mãe dela e a mãe disponibilizou-se a fazer o avental.
Fiquei delirante, eu e a Beatriz por se ir mascarar do que já deseja desde o carnaval passado.
Assim, este ano ( e parece que já é tradição ), tal como nos anteriores não terá só uma fantasia, mas 4, a de Bela, a de capuchinho, a de gnomo da escola ( que tem de vestir obrigatoriamente na sexta e na segunda se não, não deixam participar nos desfiles, enfim ) e uma de minnie que uma amiga a quem emprestei a máscara de bruxa, nos emprestou. Se bem que a de Minnie não sirva muito bem ( que o carapuço das orelhas está pequeno ) tem para 5 dias, 4 fatos :)

Voltei à kid-to-kid

E vendi mais umas pecitas da colecção Primavera/Verão e o escorrega que lhe compramos há quase 2 anos. Trouxe 25€ e bem sei que mais que isso custou o escorrega, mas estava na arrecadação, a ocupar espaço que já não cabe no quarto e mesmo que coubesse, já quase não escorrega nele que era só de 3 degraus.
Vim a saber ( tardiamente ) que também compram fantasias de carnaval e para o ano, caso não haja melhor proposta, vendo os fatos de sevilhana e o de duende deste ano da escola. Não vendo a de holandesa ( da escola do ano passado ) porque ao lavar ficou tingida de vermelho. A de fada também lá tenho, mas este ano vou emprestá-la e para o ano se verá.

Agradecer

Ao princípio custava a lembrar-se de agradecer ( ainda custa o se faz favor ou por favor ), agora, sempre que lhe oferecem alguma coisa ( e pode ser roupa, um brinquedo, um livro, um chocolate, um chupa, etc ) pergunta:
- É uma prenda?
- É filha ( mesmo que seja um sugo ela assume como prenda ).
- Obrigadaaaa, mãeeeee! ( seguido de beijinhos e abracinhos de contentamento )

Gosto que assim seja, não tanto pelo agradecimento, mas pelo contentamento e por ficar tão feliz com uma " prenda de verdade " , como com um doce, por exemplo.

Tem a mania que é chique ( ou boas maneiras à mesa )

Faz-me confusão quem mastiga de boca aberta ou faz um bocado mais de barulho a comer. É tanto assim que nunca vou almoçar aqui na nossa cozinha do escritório quando lá está um colega meu que o faz.
O Nuno às vezes " distrai-se " e eu repreendo-o mas penso que nunca lho fiz a ela, no entanto, ela tenta mastigar de boca fechada ( e faz um biquinho lindo ) quando se lembra e faz questão de nos mostrar o feito para que a elogie.
Agora quando vê alguém mastigar com a boca aberta repreende:
- Não se mastiga com a boca aberta.
Quando alguém fala ainda com comida na boca:
- Não se faua com a boca cheia.
Curioso é que nos repreende convenientemente, quando lhe dizemos:
- Come Beatriz.
O que lhe ensinei sim, foi como colocar os talheres no prato após comer e já o vai fazendo.
Eu também tenho umas maniazinhas e ela tem a quem herdar, é certo, mas lá em casa somos os opostos, eu que reparo nisto, o Nuno que muitas vezes se esquece disto...

Os dias começam a crescer

E nós já começamos a aproveitar os finais do dia com luz do sol para ir até ao parque com ela.
Ontem o pai foi buscá-la à escola e foi com ela até ao parque. Eu fui lá ter de surpresa.
Aquele bocadinho passado ali, mesmo que sejam só 15 minutos, dá para descomprimir a ouvir os passarinhos, as gargalhadas dos miúdos, a vê-la brincar e a brincarmos juntos, os 3, sem olhar para o relógio, apenas atentos à luz que vai ficando mais ténue e ao frio que fica mais forte, para regressarmos para casa e voltar às rotinas do dia-a-dia.

16 fevereiro 2009

Para quem não sabe

É possível compras vales de desconto que realmente valem a pena e que se traduzem em descontos em hotéis, centros de massagem e estética e restaurantes.
Usei pela primeira vez este fim de semana 4 dos 33 vales de desconto que comprei online por 15€ todos numa refeição aqui, no Restaurante Almourol, em Tancos, Ribatejo. Gastei 1.82€ nos vales e tive um desconto de cerca de 15€ ao não pagar um dos pratos da nossa refeição a 2 no dia dos namorados.
Fiquei ainda com 29 vales sem validade para usar em vários locais pelo país.
Vale a pena.

Fim de semana

Começando na quinta foi assim:
Quinta a trabalhar das 9h da amhnhã ás 5 da manhã de sexta. Dormir 4 horas. Trabalhar sexta das 10h da manhã às 5h e qualquer coisa da manhã de Sábado.
Sábado dormir menos de 5 horas, acordar às 10h e sair ao meio dia em direcção a Torres Novas. Conduzir 110 kms, ir a casa dos sogros deixar os cães ( que tinha o da minha mãe connosco ) e ir almoçar, só os 2 em Tancos, junto ao Rio Tejo. Um passeio à beira rio a aguardar o barco que foi até ao Castelo de Almourol. O barco não regressa e vamos nós até junto do castelo, ver se ainda conseguiamos apanhar a embarcação mais próxima para visitar o Castelo ( que já conhecemos mas que tem uma vista sobre o Tejo soberba ). O barqueiro já não quis viajar às 16.20 quando a última embarcação deveria partir às 17h.
Aproveitamos o dia de sol lindo e fomos até ao Castelo de Bode. Como o meu gajo é que é da zona, fiei-me nele e não pus combustível na bomba que encontrei e depois iamos ficando " apeados " no meio do nada. Da saga dos insólitos, encontramos 2 bombas pelo caminho, uma sem combustível, a outra sem funcionário.
Conseguimos ir até Constância, abastecemos, lanchámos e ainda passeamos junto dos margens do Rio Zézere.
Regressámos a casa dos meus sogros com um céu cheio de nuvens vermelhas e com as baterias mais ou menos recarregadas.
Domingo saimos depois de almoço e antes das 17h já eu estava de novo a trabalhar, já em casa, até às 2h20 de hoje, segunda-feira. Tinha mais trabalho para fazer mas já não aguentava o cansaço.
Hoje estou no escritório, depois de só ter adormecido às 3h30 ( que eu mesmo muito cansada custa-me adormecer, não custava com a medicação mais forte , mas agora custa ) e de ter acordado às 7h45 e chegado atrasada ao trabalho.
Hoje tenho mais uma sessão de trabalho em casa, após horas normais e amanhã idem. Quero muito que chegue a sexta-feira à noite...

E Domingo

Foram " só " mais 8h de trabalho.
A semana está agora a começar e eu já anseio pelo fim de semana...

14 fevereiro 2009

E na continuação de anteontem

De cerca das 11h às 5h10 da madrugada, com uma breve pausa para as refeições e para contar a história da noite à pequenina.
Desde quinta até agora, que já é sábado, em 48 horas, trabalhei cerca de 32h e dormi até agora 4h.
Vou dormir umas 4 horas e durante o dia de Sábado vou apenas descansar e passear que Domingo tenho outro dia difícil e a semana que se segue prevê-se complicada de suportar.
Eu devia ter escolhido outra profissão, definitivamente!

13 fevereiro 2009

Não sei se alguma vez o disse

Mas desde que a Beatriz começou a ligar a objectos/bonecos /brinquedos ( 1 mês e pouco ) que o boneco/animal preferido dela é e continua a ser... a Vaca.
E tenho quem comprove a sua fixação na sua primeira vaquinha de peluche, oferecida pela madrinha que viram a reacção dela quando lhe " deram a escolher " entre vários peluches, ainda não teria 2 meses de vida.
Se lhe perguntarem qual o animal preferido, ela responde sem dúvidas, a Vaca, não o cão, o gato ou o cavalo, mas a Vaca.

Parece que estou estável

A confirmação de que a doença deve estar estável chegou-me entre o dia de ontem e o de hoje, depois de 16h30 a trabalhar e a dormir 4 h. Sendo que um dia tem 24 horas, as outras 3h30 foram gastas nas refeições, viagens de e para o trabalho, necessidades e higiéne pessoal.
Sinto-me bem ( stressada com um prazo ) mas bem o que deve ser positivo pois em ocasiões diferentes, trabalhar mais de 10 h já daria direito a valentes dores de cabeça.
Contribui o ter diminuido a medicação e o facto de o sono já não ser como era se não não conseguiria estar até tão tarde a trabalhar. Curioso é que já tenho saudades de dormir como uma pedra e de não ouvir nada.
Ontem comecei a trabalhar às 9 h, sai às 17h30, recomecei a trabalhar às 21h e parei às 5h da manhã. Dormi até às 9h e agora estou já em frente ao computador.
Ainda mais curioso é que tenho quem descaradamente me inveje, não o trabalho em si, mas o meu rendimento. Mas são pobres de espírito que se fizessem as contas, mais valia ser empregada doméstica ou vendedora no El Corte Inglês.
Se eu ganhasse à hora, isso sim, eu estaria sem problemas financeiros e não me importaria nada destas " estopadas " de trabalho, mas não ganho, ganho ao mês, independentemente do pouco ou muito trabalho, das muitas ou poucas horas de sono e de descanso.
Mas fico feliz por saber que tenho trabalho, que não está em risco num ano terrível de crise, que o meu ordenado no fim do mês está lá.

12 fevereiro 2009

(Des)actualizando

Estala os dedos com som desde Janeiro e fica toda orgulhosa do feito, mostrando-o sempre que se lembra a alguém conhecido ou repetindo-o para nós.
Tenta assobiar e de vez em quando sai uns ameaços de som.

Limpezas domésticas

Há uns tempos falei com uma amiga sobre a minha intenção de que pelos 5/6 anos, a Beatriz começaria a ajudar nas tarefas domésticas, como por exemplo limpar o pó ( que arrumar o quarto dela e os brinquedos já o tem de fazer, com ajuda, mas faz ).
Em janeiro deixamos de ter empregada doméstica ( que ainda assim ia 4h de 15 em 15 dias ) e claro que as tarefas domésticas aumentaram.
Na primeira vez que me viu nas limpezas ( que antes também as fazia, mas apenas de 15 em 15 dias ) depois de já não termos a empregada, quis colaborar e eu deixei. Passei-lhe uma pano para a mão e foi repetindo os mesmos movimentos que eu. Agarrou na esfregona dela e andava atrás de mim a limpar. Atrapalha um bocadinho é certo, mas é uma forma de se ir habituando.
Na 2ª vez, quis limpar o pó e deixei e desde então que as prateleiras mais baixas são limpas por ela, com a minha supervisão e muitas vezes, comigo a passar o pano de seguida quando não fica bem.
Ultimamente já se esmera mais e já não são precisas tantas vezes quanto isso eu voltar atrás para refazer a limpeza.
Era suposto fazê-la esperar até aos 5/6 anos mas como se antecipou eu deixei, não há muitas coisas que se partam nos móveis e o que há está geralmente nas prateleiras superiores, onde ela não chega.

11 fevereiro 2009

As birras aos 3 anos e meio ( mais coisa menos coisa )

Ela está incrivelmente meiga mas também incrivelmente birrenta. No caso dela, que até teve a sua fase dos terríveis dois anos, acho que as birras dos três são mais rebuscadas, mais difíceis de contornar, dão-nos mais cabo da cabeça ( e dos ouvidos ). E parece-me que com o tempo, até podem diminuir de frequência, mas aumentarão a sua dificuldade de ultrapassar.
Se até não há muito eu conseguia com conversa, castigos e etc que ela fizesse o que eu acho que deve ser feito, agora não passa muitas vezes sem uma palmada. E custa-me que tenha de ser assim, mas é, tento, apelo a toda a minha boa vontade e paciência mas leva-me várias vezes ao ponto em que já não vai com reprimendas, castigos ou privações e resta a palmada, que não resolve nem acalma, pelo contrário, nos momentos seguintes agudizam-se os choros e os gritos, mas minutos depois acalma.
Ontem foi um fim de dia, como é muitas vezes. O motivo: a sopa.
Ela tem de comer sopa porque caso contrário não faz cócó sem ajuda do bebegel e mesmo com sopa, faz de 3 em 3 dias só. O problema não se resolveu, melhorou mas não resolveu e umas refeições sem sopa e lá vem o problema da obstipação e do medo de ir fazer.
Ontem insisti para que comesse a sopa, acabada de fazer. O de sempre, não queria ( que só quer quando está aflita e aí quer sopinha, como se adiantasse ).
A minha explicação de sempre :
- Tens de comer, só este bocadinho ( 1 concha ) se não custa-te a fazer cócó e doi e tal e tal...
- Não queeeerooo ( e começa a chorar, a elevar o tom de voz e a baixar a cabeça para que não lha conseguisse dar ).
- Vá lá , comes só 10 colheres, vá, tem de saber, já sabes....
- Não querooo.
Levanto-lhe a cabeça de cima da mesa e levo com uma sacudidela no braço. Castigo para o quarto.
- Não vouuuu .
Aqui já aos berros e a chorar no hall de entrada . Pego nela e levo-a até ao quarto e sento-a em cima da cama. Viro costas e digo que só sai quando se portar bem.
Percebo que mal saí do quarto ela veio para a porta gritar. Volto atrás ( e quem tem filhos já consegue imaginar a cena ) , pego nela, com ela a fugir tipo enguia pelos meus braços e a espernear e volto a sentá-la na cama. No imediato sai da cama e vem para a porta do quarto numa de me desafiar. Faço o mesmo umas 2 vezes mais e ela volta para a porta do quarto.
Da última vez que a sento venho para a cozinha, sento-me ( e percebo que estava novamente no hall ) e respiro fundo.
Aparece a gritar na cozinha depois de várias vezes a ter repreendido para não o fazer.
Não deu mais e fiz como a minha avó me fazia. Deitei-a com a barriga nas minhas pernas e dou-lhe 3 palmadas no rabo, mas palmadas não sacudidelas como costumo fazer.
Mando-a novamente para o quarto e aí já vai, a gritar ainda mais, a chorar ainda mais, a chamar-me má, a dizer que só gosta da cadela e das avós, mas vai.
Fico na cozinha e ela no quarto uns segundos para que ambas " descomprimissemos ". Volto ao quarto com o prato de sopa na mão, pego-a no colo, não lhe digo mais nada e come a sopa toda.
Acaba de comer, aninha-se em mim, pede desculpa, vem a história da pedagogia, explico o seu mau comportamento, blábláblá e depois já sem chorar agarra-se ao meu pescoço e diz-me:
- Minha amigaaaaa.
E dá-me um beijo repenicado.
Fico sem perceber qual a melhor estratégia com ela, se a pedagogia, se a palmada se a conjugação de ambas ( que é o que tenho feito ).

10 fevereiro 2009

Conversas ao deitar

( Esta já tem talvez um mês )

- Mãe, sabes, eu vou me casar com o Gabriel. Vou casar numa igreja, em Torres Novas e depois vou morar com o Gábi.
- Oh filha tu ainda és tão pequenina.
- Cou ( quando dito muito depressa ) eu for grande como tu.
- Está bem e então vais morar com ele? E eu?
- Tu ficas a morar com o pai.
- Oh mas eu vou ficar triste, eu quero morar contigo.
- Não pode ser mãe, eu vou casar e vou morar com o meu marido e tu moras com o teu.
( Aqui eu já disfarçava o riso enquanto me pasmava com a conversa )
- E não podemos morar todos juntos?
- Não, tu moras com a tua mãe, moras?
( Pronto fiquei sem argumentos )
(...)

- Oh mãe, o Gábi diz que não quer casar???
- Os homens são assim filha, ele é que faz bem ainda é tão pequenino, não tem de pensar nessas coisas, nem tu.
- Mas eu gosto muito deue eue é meu amurado.

Preparação para a adolescência

- Mãe, quando eu for mais crescida compras-me um sutiano ? ( soutien )
- Compro filha. ( que remédio ).
- Eu quero um assim cor-de-rosa, assim com umas coisas. Eu depois posso escoier?


Beatriz - 3 anos... 3 anos!

09 fevereiro 2009

Da pausa

A vontade de continuar por aqui não é muita, mas a vida continua e acontece todos os dias, a todo o momento, com momentos mais ou menos felizes, mais ou menos hilariantes, mais ou menos banais.
Isto não é a minha vida, como acho que não será a de ninguém, mas se ando mais cansada, menos feliz, mais preocupada, reflete-se nos posts, na escrita, no que se escreve ou não por aqui.
Claro que não quero que um dia a minha filha pense que a nossa vida era o máximo e estavamos sempre todos a rejubilar de felicidade. Somos felizes sim, mas temos os problemas e as dificuldades que muitas pessoas tem e a nossa vida não é uma redoma, isolada dos problemas que acontecem fora das nossas paredes ( ou dentro delas ).
Quero que perceba , porque só assim conseguirá ser feliz com o que tem, que melhor que nos lamentarmos do que não temos, ou das dificuldades por que passamos, há que olhar para o que temos, há que olhar para o lado e ver que às vezes a nossa realidade é tão feliz junto de tantas outras. E por isso, sim sou feliz com o que tenho, ainda que o que tenha possa ser tão pouco para outros. Tenho uma família unida e coesa, tenho amor dentro de minha casa, comida, casa, trabalho, compreensão e pelo menos quatro braços dispostos a abraçar-me nos dias menos felizes.
Uns dias mais felizes que outros... assim é a nossa vida, que continua, felizmente, assim como continuarei por aqui que ainda que não tenha grande vontade de partilhar, sinto-me no dever de me manter presente para quem se preocupa connosco e que sabe notícias nossas por aqui.
Siga a marinha que a vida são 2 dias, o Carnaval 3 e o dito está quase aí à porta!

04 fevereiro 2009

Olhei para a data após publicar o post e vi

Hoje mais um mês, 3 anos e 7 meses.
Estás linda e crescida.

A piroseira em franco período de crescimento

Quer pintar os lábios e quando apanha um baton a jeito lambuza-se toda, quer pintar as unhas de vermelho ou castanho ( e aí não deixo que não gosto, detesto, unhas vermelhas em crianças pequenas ), quer por perfume e despeja o frasco por ela abaixo, quer anéis e pulseiras e às vezes anda por casa tal qual uma árvore de Natal, em casa, não na rua.
Às vezes faz de mim a sua palhaça e pinta-me a cara, as orelhas, o peito e o que mais se lembrar com lip gloss. Eu deixo mas custa tirar o gloss do cabelo e da pele.
Penteia-me ( ou puxa-me o cabelo com a escova ) e põe-me ganchos e outro dia fui para a rua com um gancho na nuca que não dei por ele a não ser quando cheguei a casa.
Acho que ainda não atingiu o pico da piroseira, mas esta fase está em franca ascenção.



Não são olheiras ( ok também tenho olheiras ) nem nódoas negras, é lip gloss .

03 fevereiro 2009

Eu sabia

Não sei como mas sabia. A alteração visual que senti não se deveu a uma debilitação da minha acuidade visual ou lesão no nervo óptico mas melhor ainda, por uma diminuição da minha miopia. É muito bom mas é mau qe mudei de óculos há 2 meses e já estão desadequados. Enfim, não há €uros que resistam às mudanças de lentes nem às consultas do neuro-oftalmologista ( ai mais 160€ que foram ... que dor ).
O nervo óptico está estável e sem lesões ( claro, ainda com as marcas das anteriores ).
Dentro de 3 semanas volto a tentar reduzir a medicação e pela primeira vez o médico disse-me que há possibilidade de não ter de tomar medicação o resto da vida, mas por enquanto é uma hipótese e como ele me relembrou: Estamos a fazer uma experiência e vamos adequando a medicação de acordo com a reacção do nervo óptico. Parece que estamos no caminho certo.
Disse-me que tinha tido a atitude correcta ao não ir ao hospital porque, se quem me visse desconhecesse o meu caso, na incerteza e dada a gravidade que uma lesão ocular pode ter, seria muito provável que me fizessem uma punção lombar e neste momento não há necessidade disso.
Custou a encontrar as pessoas certas, custa-me muito pagar as fortunas que tenho pago neste médico que não tem acordo com a minha subvenção de saúde, mas custar-me-iam mais as punções, os internamentos e a operação.
" Vão-se os anéis e fiquem os dedos " e já agora, 4 braços, 4 pernas e duas cabecinha saudáveis para trabalhar de nós os dois ( mas uns quantos €uros a mais dão muito jeito sim, Senhor ).

Petição

Recebi o mail de uma familiar minha mas como também eu tenho parte do meu trabalho a recibos verdes, ainda que tenha a protecção da minha parte de rendimento da categoria A ( trabalhadora por conta própria ), tembém sinto na pele ( e no bolso ) a escandalosa discriminação de que quem trabalha nestas condições é alvo. É o facto de descontarem para a segurança social independentemente de receberem, são os 20% de IRS que são retirados ao vencimento, mesmo que na tabela de irs da categoria A ( se fosse trabalhador por conta de outrém ) fosse por exemplo 5% ou isento. Isto porque, para quem não sabe, nas tabelas de irs para trabalhadores por conta de outrém, apenas estão sujeitos à taxa de retenção de irs de 20% rendimentos entre os 2475€ brutos e os 4110€ brutos, conforme seja casado ou não, único titular de rendimentos ou não. ( vide http://www.dgci.min-financas.pt/pt/apoio_contribuinte/tabela_ret_doclib/ ) Sim, se recebessemos esses valores, se calhar não nos importariamos de descontar 20%, mas quer cobremos 100€ ou 20.000€ a taxa é sempre a mesma. Contribuimos grandemente para a diminuição da despesa pública com as nossas receitas de irs e segurança social e o que é que o estado nos dá desses rendimentos que descontamos?? Nada, absolutamente nada. Não há subsídios de desemprego, baixas, subsídios de maternidade, nicles. Há, há... há a obrigação de pagar ao Estado, só!
Como muitos sabem, estive doente e de baixa por 12 meses, entre 2007 e 2008 e nunca pude deixar de trabalhar a não ser quando estive internada. E porquê? Porque se não trabalhava, não recebia e ( felizmente não é o meu caso ) quem não trabalha porque adoece é substituído de imediato e lá se vai a fonte de rendimentos. Porque precisava ( e preciso ) desse rendimento que me advém dos chamados recibos verdes trabalhei com dores de cabeça fortíssimas, deitada na cama, com o pc ao lado e a teclar com uma mão. Trabalhei mesmo tendo a doença afectado gravemente a minha visão, com o pc em cima da cara para ver os milhares de números que me preenchem os meus dias. Trabalhei mesmo ainda quando não conseguia distinguir visualmente um 8 de um 3, um 5 de um 6, verificando o meu trabalho milhares de vezes, pedindo ao meu marido que me lesse o que eu tinha escrito. Porque em situação de doença, mais que nunca aquele dinheiro fez-me muita falta ( e mais houvesse ).
Por isso e porque é quase desumana esta realidade, peço-vos que assinem a petição, ainda que a mesma não vá alterar o irs ( que não falam no assunto ), mas e caso seja aceite na Assembleia da Republica, poderá pelo menos atribuir alguns direitos a quem contribui para o equilibrio das finanças públicas sem uma obrigação do Estado para com estes cidadãos. Para um Portugal um bocadinho menos discriminativo.
Por favor repassem aos vossos contactos.

Lúcia

http://www.petitiononline.com/recverde/petition.html

02 fevereiro 2009

Parece-me que foi mesmo de vez

Na semana passada, numa manhã e sem que se falasse no assunto diz-me a caminho da escola.
- Vou deitar a chucha fora.Descrédula digo-lhe:
- Vais deitar? Quando, agora?
- Não, quando vier da escola, uógo
.
- Está bem.
- Vou dizer à Ana que vou deitar a chucha fora.

Fiquei a pensar que mais uma vez era conversa dela e que logo já não se lembrava ou vinha com qualquer desculpa para não fazer o que se propôs.
Quando fui buscá-la e chegada ao carro pediu a chucha, coisa que já não fazia há muito.
- Então queres a chucha, já te esqueceste do que disseste de manhã? Eu não ta vou dar a chucha é só para dormir.
- Mãe, mas eu vou dormir sem ela é só um bocadinho e quando chegar a casa deito fora.

Concordei. Chegamos a casa e foi a correr direita ao caixote dos papeis do escritório ( chama-lhe parva, a ver se deitou no lixo comum ).
Deitou fora e relembrei-a que ao fazê-lo não ia dormir com ela.
À noite custou a adormecer e pediu baixinho a chucha. Falei-lhe que já não precisava dela e que a mesma já estava no caixote por vontade dela.
Acabou por adormecer no meu colo.
Durante essa noite acordou às 2 da manhã a chorar e quando a ouvi já lá estava o Nuno que foi buscar a chucha ao lixo, lavou lha e deu. Eu ia tentar adormecê-la sem a dita mas atrasei-me.
Na manhã seguinte voltou a deitá-la fora e à dizia que não queria adormecer ( sem dizer que o que queria mesmo era a chucha ).
Perguntei-lhe se queria beber o leite no biberão ( que não usa há mais de um ano ) e disse que sim. O objectivo era mostrar-lhe que já não gostava de beber o leite assim porque já era crescida. Funcionou, deu duas goladas e pediu para beber no copo. Depois de ela ver que já não gostava do biberão expliquei que quando era bébé gostava mas que agora já não porque era crescida e que qualquer dia também já não gostaria da chucha.
Adormeceu desta vez já deitada na cama dela.
Desde aí não mais falou na chucha, mesmo quando acorda a meio da noite, só que exige a nossa companhia para adormecer.
Vamos ficando até porque nas últimas noites entre o contar a história e o adormecer dela são não mais de 30 minutos.
A única coisa que lhe resta de bébé é a fralda de pano, que largará quando quiser.
Mais uma vez percebi que com ela não funciona nada do que é imposto mas sempre que haja vontade dela em tomar a decisão/iniciativa.
Foi assim em todas as " mudanças de crescimento " e esta não foi excepção, foi quando ela quis, não quando nós achamos que deveria ser.
Adeus chucha, obrigada pelos momentos em que acalmaste a minha menina, mas agora, já não és necessária por cá :)

01 fevereiro 2009

Fim de semana

O dia de Sábado em casa nas limpezas e em algumas brincadeiras. À noite saímos com o começo do temporal ( e só soubemos dele pelas notícias no caminho ) e fizemos 40 kms a 70/hora.
Jantar com uns amigos que já não viamos há muito, os miúdos em brincadeiras e a entenderem-se bem ( as parvoíces são as mesmas que tem os dois 3 anos e meio ).
Regressamos com imensa chuva, ventos fortíssimos e eu com algum receio de passar a ponte assim.
O caminho todo feito a 50km/hora, por vezes menos e chegámos a casa por volta das 2 da manhã.
Domingo de manhã cinema, ver o Bolt ( não em 3 D ) com a avó e umas amigas. Portou-se menos mal mas na 2ª parte já andava para cima e para baixo da cadeira. Eu gostei do filme, ela diz que também gostou.

Almoço em casa da avó, passeio à feira de stocks, lanche no café e regresso a casa com o anoitecer.
Passou a correr!