26 novembro 2007
Fotografias de Natal
Devem sair umas fotos lindas, devem.
Construções frásicas
Pimeiro, depois, a xeguir.
Pronomes:
Connosco, contigo, eu, tu, nós, noxa, noxo, teu, tua, meu, minha, dele, dela ( nos pronomes possessivos ainda se baralha ).
Utiliza-os correctamente. Eu ainda fico espantada com estas construções frásicas dela e ainda sorrio sempre que aplica um termo novo. Ela fica a olhar para mim do tipo:
- Estás a rir-te porquê?
Verbos:
Responde às perguntas com o tempo correcto dos verbos, por exemplo:
- Gostas de...?
- Gosto.
- Queres...
- Quero.
- Vais ...
- Bou. :)
Mas o que me deixa de sorriso nos lábios é esta fase de me ensinar coisas e terminar as frases com um entusiasmado: Xabias, mãe, xabias?
25 novembro 2007
30 anos
23 novembro 2007
Minha rica filha...II
Laços
Ontem quase não falamos na consulta e nas " novidades ". Foi mais um:
" Olha, tem de ser mais uma punção porque parece que os edemas estão piores" e pronto, ficamos por aí, porque já nem sei o que diga nem me apetece falar sobre isso. Eu estava bem ( e estou ) porque ainda não assimilei, ri como riu todos os dias, brinquei como brinco todos os dias, tudo dentro da normalidade. Ela sentiu, percebeu, sei lá eu explicar e quando a levei para o banho convidou-me:
- Vamos tomar banho as duas mãe, vamos?
Sabe que adoro tomar banho com ela e nada como um bom banho relaxante, para tranquilizar corpo e mente. Claro que um banho a duas é tudo menos relaxante e acabei por não tomar porque na hora H, apareceu o padrinho dela.
Mas vale pela intenção, pela doçura e pela confirmação, mais uma vez,de que a nossa ligação é tão especial.
22 novembro 2007
Para Ti...
E isto faz-me dar voltas à cabeça, porquê?, o quê?, o que quererás? e não chego a resposta nenhuma. Sentir o meu destino nas mãos de outrém, ainda que sejas tu, mostra-nos sobejamente pequenos, insignificantes e segundo sei e acredito, cada um de nós conta e muito para ti. Então porque não me respondes, porque me deixas neste silêncio tão cortante, neste mar de perguntas sem respostas, rumo ao desconhecido. Não consigo deixar de pensar no porquê? que mal fiz eu? Eu não gosto do coitadinha, mas acho que já começo a ter pena de mim mesma.
Sinto-te e não te ouço, quieto, a observar-me, como se o desenrolar dos acontecimentos dependesse da minha actuação. Mas não depende, ou se calhar depende e eu não consigo ver como. Ajuda-me a ver, ajuda-me a encontrar o caminho. Começo a sentir-me perdida, desmotivada, cansada de tudo isto. Tem mesmo de ser assim? Até quando?
Não era suposto...
O edema do bordo estava melhor na última consulta do que está agora e enquanto que há um mês a oftalmologista escreveu que o edema era quase inexistente, agora frisou que existia edema. A neurologista observou e achou que está pior apesar de eu até achar que vejo melhor do que via há um mês atrás. Tem medo que esteja a regredir e não me sabe explicar o porquê já que estou a fazer correctamente a medicação e até, segundo ela, numa dose elevada. Perguntei se os bacilos poderiam se ter tornado resistentes ( no caso de ser tuberculose ) e só me sabia dizer que: Não era suposto.
Para a semana nova punção lombar, que só não foi hoje porque levei a Beatriz comigo e porque quero passar o aniversário do Nuno no Domingo, bem.
Já não me assustam as punções, assusta-me esta regressão inesperada.
E acho que a partir de hoje deixo de escrever sobre o assunto, parece que me dá azar.
21 novembro 2007
Consulta de Oftalmologia
No olho direito diminuiu 0,50, no olho esquerdo aumentou 0,50 :)
Em relação à miopia, em princípio irá estabilizar e regressará aos valores normais, talvez daqui a uns 5 ou 6 meses, em relação às consequências dos edemas ( e a eventual morte dos neurónios ) é esperar para ver.
Eu sinto umas melhorias muito ligeiras, mas sinto o que já por si é bom sinal.
Para o próximo mês nova consulta e a partir daí serão espaçadas de 3 em 3 meses. E é ter paciência, paciência, paciência!
Amanhã, consulta de neurologia.
Devia ser proibido...
Isto para dizer que o Nuno faz anos no Domingo e já lhe comprei prenda, uma prima faz anos dia 10 e nascerá um priminho no dia 17.
Minha rica filha...
Isto só para te avisar que estás proibidíssima de mexer neste novo aparelho. É que por causa das tuas brincadeiras, o outro telefone sem fios morreu há vários dias.
20 novembro 2007
Prémios e Desafios ( em draft à tanto tempo )

São eles dois selos da amizade e que é suposto passar a 10 pessoas. Esta é a parte mais dificil mas cá vai ( sem saber se já receberam ou não, sem desprimor para as " não premiadas " e sem explicações, porque a amizade, não se explica):
Mónica - As aventuras dos bés
Liliana - O nosso Benny
Carla- Dois miminhos
Ana Rita- Tons Rosa
Susana - Doce de Margarida
Morena - Moreninhos de Olhos Escuros
Sara - Quezia
Blábláblá
Patrícia - Já sou Papá! Yeahh !
Vai sem os links porque está a dar erro
10, já está, ufa!
Desafio: 10 coisas que nunca aqui disse:
1- Faz-me uma impressão tremenda mexer em madeira " virgem", i.e., madeira não lixada/envernizada/pintada. É que até me arrepia;
2 - Não gosto nada que me perguntem se está tudo bem quando não estão dispostos a ouvir a resposta. Quando assim é digo sempre que está tudo bem, mesmo que não esteja, não vale a pena gastar o meu latim;
3 - Falo muito de noite a dormir e geralmente o meu " palavreado " é muito pouco católico. Só sai asneirada da grossa. O Nuno diz que os vizinhos devem pensar que me trata mal. Eu confio no bom isolamento acústico da casa :)
4 - Gosto muito de brincar com crianças e quando o faço, também eu retomo à infância e tenho comportamentos semelhantes. Nas festas geralmente fico a brincar com os miúdos em vez de a falar com os adultos. Dizem muitas vezes que sou pior que os " putos ";
5 - Sou de riso fácil e segundo dizem contagiante. No cinema não raras as vezes que as pessoas se viram para trás e riem não do filme mas da minha gargalhada.
6 - Conforme tenho riso fácil também tenho choro fácil, emociono-me muito mas o choro já tenho tendência a abafar e esconder.
7 - Detesto fazer fretes e raros são os que faço. Já lá vai o tempo em que para agradar a outrém me " prejudicava " a mim. Se não gosto não faço, salvo raras excepções ( como para a família ).
8- Sou impaciente. Tudo o que exija esperar é complicado. Esta doença tem exigido muita. Uma lição de vida para mim.
9 - Gostava muito de adoptar uma criança das " menos procuradas " depois de ter 2 filhos biológicos.
10 - Sou uma " atrasada " por feitio. Não consigo chegar a horas porque geralmente aproveito todos os minutos antes para fazer qualquer outra coisa.
Passo este desafio às 10 meninas supra citadas. ( Fiquei cansada, fui! )
19 novembro 2007
Da estadia com os avós e tia
Ontem adormecê-la não foi fácil. Começou com sono mas não queria ir dormir, não queria guardar os brinquedos.
Com aquele choro falso de mimo+ birra quis às 23.00 ir fazer xixi. Levei-a ao bacio. Não queria no bacio, queria na sanita. Sento-a na sanita e queria no bacio. Fica no bacio e pede uma história no meio do choro de birra.
- Não há história nenhuma, faz xixi para ires para a cama.
- Ãããããããããããã... está no cuatoooooooo.
- Eu sei onde está a história mas não ta dou agora. Já fizeste ?
-Ããããã...NÃO!
- Então faz
- Quero a estóia.
- Não Beatriz.
Deixo-me de conversas e espero que faça o xixi.
Pára de chorar, levanta-se do bacio, agarra-me na cara e diz-me:
- Dexcupa.
E dá-me um beijinho.
Depois disto quem é que é capaz de se lembrar que antes estava a fazer uma birra daquelas irritantes, ãh?
Por esta altura
As prendas estão pensadas, orçamentadas e algumas já compradas mas o espírito anda perdido por aí algures. A chegada do frio e da chuva já faz parecer mais com esta época do ano mas ainda assim,não me parece que faltem 36 dias para o Natal.
Para me mentalizar disso, hoje coloquei a barrinha lá em cima para a contagem decrescente dos dias, pode ser que com uma ar um bocadinho mais natalício, o espírito se digne a vir visitar-me.
Cenas de uma manhã chuvosa
Para a ir convencendo disse-lhe que estava a chover e que tinha de se despachar se queria ir para a rua com o chapéu de chuva dela. Na altura pareceu-me uma bela ideia para que se despachasse mas revelou-se uma ideia muito infeliz mais tarde.
A cena:
Chove a cântaros e o meu chapéu está na bagageira. Levo o dela até lá e tiro o meu.
Eu com 2 chapéus abertos, mais a mochila da escola e mais a sacola de segunda-feira com os lençóis, fralda de pano, babete e roupas extra.
Objectivo: Tirá-la do carro e levá-la até à escola sem a molhar, sem molhar a sacola que não é impermeável e sem me molhar também.
Tiro-a do carro e ela quer porque quer o chapéu dela. Agarra nele mas mantê-lo direito é que não. Eu com o meu chapéu de lado mas a tentar protegê-la, com ela ao colo, mochila às costas, sacola na mão, a tentar agarrar nos dois chapéus e a dizer um bocadito para o estérica:
- Põe o chapéu para cima, põe o chapéu para cima.
Ela ia pondo mas quando ela punha o dela para cima eu tinha de desviar o meu.
O portão fechado, toco à campaínha, já sentia as costas encharcadas, ela imaculada:)
Finalmente abrem a porta eu não consigo deixar de rir com a cena e quando chego junto da auxiliar está ela toda dobrada sobre si mesma, agarrada à barriga e a rir às gargalhadas.
Cheguei toda molhada ao carro, mas comecei a manhã a rir e melhor, ela não se molhou e a sacola também não.
18 novembro 2007
Saídas dela e palavras engraçadas
- Tagam a esfegona!
- Porquê?
- Tá xujo aqui!
- Quero cotár o cabeúo.
- Está bem, filha, depois vamos cortar o cabelo.
- Amanhã, mãe!
( Por acaso já precisa )
- Amanhã vais para a escola, a mãe e o pai vão trabalhar.
- Eu tamém vou tabáiár.
- Não, tu ainda és pequenina e os meninos pequeninos vão para a escola.
- Eu xou gande, eu bou tabáiar.
- Já fiz xixi na cadeia ( cadeira ).
( Culpa minha, ups ):
- Tou toda mijada.
16 novembro 2007
Só para assinalar neste Outono Primaveril
Pode ser que com a chegada do frio me chegue também o espírito natalício, é que não há meio!
15 novembro 2007
Biberão
Já não quer beber o leite pelo biberão. O copo/caneca com uma palhinha ou os pacotinhos de leite ( com a palhinha também ) passaram a ser a forma de beber o seu leite.
Em contrapartida voltou a pedir leite à noite, depois de já estar deitada, que bebe do pacotinho com a palhinha, sentada na cama. Com isto, as fraldas de manhã deixaram de estar secas.
Mais uma etapa ultrapassada, esta sem qualquer interferência nossa.
14 novembro 2007
A propósito da (super)protecção
Tinha a Beatriz 8 meses e estavamos afastadas durante o dia há apenas 2. Ainda não me tinha adaptado a estar longe dela quando a minha tia tem uma conversa comigo muito proveitosa.
Pediu-me para passar um fim de semana prolongado com a Beatriz no Algarve. Eu não queria aceitar porque só a frase me fez tremer por dentro de me pensar longe dela. Conversei abertamente sobre o que sentia e tive uma das mais proveitosas conversas acerca do tema maternidade.
Aceitando a minha decisão alertou-me que ela era pequenina sim, mas que lhe faria muito bem conviver com diferentes realidades, diferentes pessoas, mudar as rotinas e mudar de espaço físico. Aprenderia ela a confiar nos outros que lhe querem bem e aprenderiamos nós também enquanto pais, a confiar. Disse-me que nos fazia bem porque dormiriamos melhor ( e como ela dormia mal na altura) e namorariamos mais. Disse-nos que nesses momentos em que não estivessemos com a nossa filha deveriamos também nós mudar as rotinas e aproveitar para ir a um cinema, jantar fora ou pura e simplesmente descansar em frente do televisor.
Alertou-me para que um dia eu iria querer quem me ficasse com ela nem que fosse por uma noite e se ela não estivesse habituada não iria querer ficar ou pior, ninguém se iria oferecer para isso pois temeriam que eu negasse.
- Primeiro custa-te mas depois vais ver que te sabe bem. Se ela estiver bem e feliz, tu também estás não é?
Eu da tua prima não a deixava ir com ninguém, chegou a uma altura em que eu queria e ninguém se oferecia para ficar com ela. Aprendi e com o teu primo já não foi assim.
Pensei no assunto e como não podia tirar férias acedemos a que fosse com a minha tia. Fomos também nós durante o fim de semana, regressamos Domingo e ela regressou na quarta-feira.
Chorei baba e ranho, sentia uma dor no peito e disse que nunca mais a deixaria longe de mim. Aprendi que nunca digas nunca é uma afirmação mais que verdadeira.
Depois disso, de vez em quando fica a dormir em casa da avó pois sempre que lá vai quer lá ficar. Habituei-me a estar algumas noites sem ela e a satisfação que ela tinha em ficar compensava-me a sua falta física.
Passou muito tempo até que nas férias me deparei com um problema, a escola iria fechar durante todo o mês de Agosto, nós já tinhamos as nossas férias marcadas ( e algumas gozadas ) quando soubemos e tinhamos um periodo de 15 dias sem saber onde a deixar.
A minha sogra conseguiu marcar férias para esse período e disponibilizou-se a vir para cá uma semana tomar conta dela e na outra iria ela para lá.
Ia custar-me muito estar aqueles 5 dias úteis sem ela mas não tinha alternativa.
Entretanto adoeci e no período em que estive internada e pior felizmente a Beatriz estava em casa dos avós.
Custou-me estar sem ela numa fase debilitada em que precisava mais que nunca dos seus mimos mas para ela foi melhor não me ver como estive. Ainda assim, sempre que me via vomitar e deitada choramingava.
Os dias passaram, ela regressou com saudades e nós também.
Agora a minha cunhada entrou de férias e pediu-nos para que a Beatriz fosse passar 4 dias com ela. Acedi na altura porque sei que é bem tratada, porque sei que gosta de lá estar, porque sei que só assim pode conviver mais intensamente com os restantes familiares e amigos de lá.
Sempre que me pedem para que a Beatriz fique longe de nós me relembro da conversa sábia com a minha tia e hoje dou-lhe razão.
Muitas vezes, o melhor para eles não é o melhor para nós, mas se eles estiverem bem e felizes, nós também estamos.
Da viagem de combóio
No fim de semana estreou-se a andar num combóio eléctrico daqueles que fazem os percursos turísticos numa nossa ida ao Parque Municipal de Mafra ( muito giro). Gostou mas dado o trajecto ser muito curto, mal lhe tomou o gosto.
Desde a semana passada que andavamos a prepará-la para a estreia a sério, com uma hora de viagem de combóio e sem nós. Perguntavamos-lhe se queria ir e dizia entusiasmada que sim.
Quando na gare do Oriente se deparou com o tamanho real dos combóios ficou um pouco assustada mas sem nunca chorar, apenas ficou calada ( o que nela não é nada comum ).
Entrou no combóio com a tia e do lado de cá viamo-la de boca aberta a olhar à volta.
Durante a hora de viagem foi fazendo perguntas e sempre atenta lá fez a sua primeira viagem de combóio.
Découpage



Não, não se enganaram no link. Aprendi découpage ou a técnica do guardanapo na festa de final de ano da escola da Beatriz, no atelier de pintura. Não tentei mais porque sinceramente nunca me achei dotada para as artes manuais, mas de facto, esta técnica é tão simples que até o mais desajeitado dos seres consegue fazer qualquer coisinha engraçada.
Um destes dias comecei a pensar nas prendas de Natal. Como quase sempre, há que reduzir despesas e limitar as prendas a valores mínimos. Gosto que as prendas de Natal digam algo às pessoas, gosto de personalizar e só gosto de comprar quando sei que a pessoa gostará mesmo do que receberá.
Como as prendas personalizadas exigem que se planeie com mais antecedência porque há que encomendar comecei a pensar no que oferecer à educadora e auxiliares da Beatriz sem ser os tradicionais bombons ou velas. Olhei para a nossa máquina de fondue de chocolate que continua intacta e lembrei-me que a dita tem umas forminhas para se fazerem bombons. Pensei que seria engraçado oferecer bombons feitos por ela ( com a minha ajuda obviamente ). Para que não houvessem dúvidas tiraria uma foto nossa na confecção dos ditos que anexaria ao embrulho. Depois pensei onde colocar os bombons. Fui a uma loja de chineses e comprei uma caixa de madeira baratinha. Pensei em pintá-la e lembrei-me de usar da técnica que tinha aprendido. Comprei um guardanapo e experimentei. A primeira experiência teve um resultado mau porque aprendi que não se devem usar cores escuras na base da decoupage e eu usei, nada mais nada menos que castanho chocolate. Mais escuro mesmo, só preto :).
Depois disso já comprei mais 4 caixinhas pequeninas para as auxiliares que terão no seu interior apenas um chocolatinho feito por nós e 2 tabuleiros de madeira. Ainda não estão concluídos mas já dá para terem uma ideia.
Para além de ficar relativamente económico e de ser de rápida execução descobri uma verdadeira terapia.
13 novembro 2007
Sózinhos em casa
Eu pensava que com o tempo me habituava a estar sem ela e que já não ia custar nada. Custa menos que da primeira vez, mas custa sempre ( e vai me custar mais ainda quando de manhã eu não ouvir a sua vozinha a chamar por mim ).
Ontem enquanto arrumava a mala dela pensava nas mil e uma coisas que poderiam acontecer e meti os medicamentos possíveis e imaginários das doenças possíveis e imaginarias de que poderia precisar ( como se não houvessem farmácias por lá ), coloquei o dobro das mudas de roupa necessárias para o caso de como anda mais distraida, fizesse xixi, pus casacos quentes e casacos mais frescos, camisolas mais frescas e mais quentes e o resultado foram 2 malas de roupa para 4 dias fora.
A cada peça arrumada era a nostalgia de não a ter perto, porque uma coisa é passar uma noite em casa da minha mãe que é já ali e outra é estar a 100 kms de distância.
Faz-lhe muito bem a ela porque convive com os primos, tios e avós mais intensamente porque apesar de irmos frequentemente lá é sempre a correr e nunca dá para estar com todos. Faz-nos bem a nós que dormimos melhor ( e agora até nem nos podemos queixar ), namoramos mais e dedicamo-nos mais enquanto casal. Faz-me bem a mim, porque a cada ida relembro que é e será sempre a minha filha, mas também é e será sempre sobrinha, neta, prima, amiga.
Custa-me sim, mas sei que é tão bom para ela ( e ela adora ) que só temos ( todos ) a ganhar com isso.
12 novembro 2007
Hoje
Quando chama a Beatriz ouço a educadora Ana dizer que quer falar comigo. Como é de poucas palavras fiquei logo a " medo " ( coisas de mãe ).
Vem com ar satisfeito dizer-me que a Beatriz se tem portado muito bem e que estava a pensar a partir de amanhã retirar as fraldas da cesta pois acorda sempre seca e pede imediatamente para fazer xixi. Digo-lhe que em casa também não molhava as fraldas da noite mas que voltou a fazê-lo e que por isso ainda não iria tentar as da noite, mas concordei com tentarmos tirar as da cesta. Pediu para que no resto da semana o fizessem e que tivessem em atenção para que não houvesse regressões ( pois vai para casa dos avós passar o resto da semana com a tia que estará de férias e no meio da agitação e das alterações de rotina é normal que se descuide ).
Elogia-a e diz que tem estado impecável tanto no desfralde como no comportamento, pede-lhe um beijinho e retribui-lhe uns quantos e eu venho de lá a " pingar " baba pelo queixo.
Como é que uns xixis no sitio certo nos fazem delirar é que eu estou para entender. Coisas de mãe :)
Perguntas e raciocinios
Outro dia foi comigo à farmácia do hospital. No balcão estavam vários montes de documentos ( facturas, guias de remessa, etc ). Pergunta-me se aquele era o trabalho da senhora.
Outro dia de manhã diz-me que não quer ir para a creche e que quer ir para casa da avó.Digo-lhe que está a trabalhar e prontamente me diz que então quer ir para casa da avó velhinha porque a avó velhinha está doente e não trabalha. Apesar de numa dada altura ela saber que eu estava doente nunca lhe disse que não ia trabalhar, pelo contrário, sempre disse que ia para que não quisesse deixar de ir para a creche.
Sabe que os avós são nossos pais sem nunca lho termos dito, apenas porque nos ouve chamar mãe/pai. Sabe que os tios são pais dos primos da mesma forma.
É perspicaz e curiosa. Faz imensas perguntas e geralmente, a resposta a uma pergunta suscita-lhe outra dúvida. Ouve atenta e muitas vezes repete a pergunta para que repitamos a resposta até que entenda ou que aquilo " encaixe " na sua cabecinha.
Um dia destes viu o meu penso higiénico colocado nas cuecas e tive sérias dificuldades em explicar o que era aquilo e para que servia. Pensei em dizer que era uma fralda mas na fase em que está dizer-lhe que eu, crescida tinha fralda não me parecia nada bem. Disse-lhe que estava a deitar sangue, mas que não me doia e que ia passar no dia seguinte. Contentou-se com a resposta e eu fiquei aliviada porque realmente não sabia como dizê-lo a uma criança de 2 anos, principalmente a uma criança de 2 anos que conta TUDO o que se passa cá em casa se puxarem por ela ( e às vezes nem precisam de puxar ).
Já tem algumas noções temporais, por exemplo, sabe e aplica o amanhã e o hoje.
As últimas questões complicadas tem sido acerca de Jesus e da Nossa Senhora. Tudo começou porque a minha avó tem um fio com um crucifixo. Perguntou o que era e a minha avó disse-lhe que era Jesus, o Nosso Senhor. Depois disto em Santiago de Compostela na Catedral viu imensas imagens e perguntava quem eram. Iamos lendo os nomes e iamos dizendo e muitas vezes acompanhava a pergunta com um:
- Ahh, é tão uindooo!
Reconheceu Jesus.
Não somos de ir a igrejas, raramente vou a missas, tenho fé, sou cristã, católica porque nunca conheci outra religião. Pratico a minha fé à minha maneira, falo com Deus e com Jesus mas não necessariamente nos locais de culto. Fiz apenas a primeira comunhão porque um dia ia receber a Óstia e um padre negou dar-ma porque eu, com 12 anos e corpo de criança ainda, fui de cavas até ao altar. A partir daí não quis mais saber da educação cristã, apesar de ter casado pela igreja e baptizado a minha filha.
De volta ao assunto, só em Santiago de Compostela viu Jesus na cruz. Desde aí, sempre que passamos por igrejas pergunta se está lá Jesus e a Nossa Senhora. Pede para entrar e ir ver. Associa o aspecto exterior de uma igreja " à casa de Jesus ". Na Covilhã entramos numa delas e ficou impressionada com as feridas de Jesus. Perguntou quem fez aquilo ao Jesus e onde estavam. Pede-me para cantar músicas de Jesus. Isto realmente não sei onde foi buscar pois na escola não cantam músicas bíblicas, aliás, a escola é laica e acho bem, no sentido de que cada um seguirá o seu caminho, sem influências.
Um destes dias viu um livro infantil sobre o nascimento de Jesus e disse imediatamente que era um livro de Jesus e que queria a história do Jesus. Não lha comprei.
As perguntas dela começam a exigir respostas que a minha pouca educação bíblica não lhe consegue dar. Já não me lembro de muitas das histórias bíblicas e por isso, este fim de semana comprei-lhe uma Bíblia para criancinhas para lhe dar no Natal.
Cresce mais devagarinho filha, não tenhas pressa!
11 novembro 2007
Dia de S. Martinho
Há pouco mais de ano e meio voltei à freguesia onde morei até aos 11 anos. Há pouco fui à rua passear a cadela e no ar está um fumo imenso, um cheiro a lenha queimada, ouvem-se vozes de adultos e risos de criança, ouve-se música. Procuro de onde vem tanto fumo e vejo que vem dos quintais aqui e ali, um pouco por todo o lado.
Imagino que também eles irão saltar à fogueira e lembro-me de imediato de tudo o que descrevi. Não vou saltar à fogueira porque ao contrário da minha infância em que quase em cada rua, a festa era pública, aqui são " festas particulares ", mas comemora-se felizmente, que eu há coisas em que gosto de manter as tradições, ainda que adaptadas à realidade actual.
Só este ano conheci a lenda do Verão de S. Martinho, numa das revistas " pedagógicas " que compro.
Este ano comi castanhas assadas no forno eléctrico acompanhadas por uma tisana gelada. O ano passado bebi uns 10 mls de água pé em casa da minha mãe e já não consegui trazer o carro para casa ( tsss... fracota ).
Gostava que daqui a uns anos, também a minha filha associasse o dia de S. Martinho a convívio, a festa e a partilha e que não seja apenas um dia como os outros. Para o ano quero ver se combino com qualquer casal amigo com filhotes e com quintal para ver se fazemos uma festarola, ainda que "privada ".
09 novembro 2007
Como te chamas?
- Tiz B...
Se lhe pergunto o nome completo/todo diz:
- Biatiz de C..., M..., B... ( certinho com o de e tudo ).
Observadora
- É do Noddy?
Digo que não e ela aponta um pouco mais abaixo e volta a fazer a mesma pergunta.
Olho para onde tem o dedo e vejo que aponta para a letra N.
Respondo-lhe:
- Ahh sim filha é a letra N de Noddy, muito bem.
Contente volta a apontar para o local inicial que também tinha uma letra N e diz que é do Noddy.
Depois aponta para o O e para o D e diz que também era do Noddy.
Fico toda babada e encho-a de beijos.
Nunca tentamos ensinar-lhe as letras, fê-lo apenas por memória visual.
08 novembro 2007
6/11/07
Pena foi ter acabado o dia com o pai no hospital com taquicardias e crises de pânico/ansiedade, mas ainda assim, foi um dia bem passado contigo meu amor.
07 novembro 2007
" Novas " notas musicais
Nós por cá
" Vamos andando ".
05 novembro 2007
Nem tudo foi bom no fim de semana
Passo a explicar, a terapeuta antes de me iniciar a massagem de drenagem linfática pergunta-me o porquê de tomar cortisona ( pois foi a retenção de líquidos provocada pela dita que me levou à marquesa ). Digo-lhe que tenho uma meningite mas que não se sabe a origem ( bláblá blá ). Sinto que só ouviu a parte do " meningite " e ficou em pânico.
Não me diz nada e interrompe por 3 vezes a massagem, sai 2 vezes da sala e na outra vez batem à porta.
Pergunta-me em pânico se é contagioso uns largos minutos depois de eu lhe ter explicado e de máscara na mão pergunta-me se eu me importo que coloque a máscara. Explico tudo resumidamente mais uma vez, digo que não é contagioso que não é uma meningite meningocócica e que tinha uma filha de 2 anos que nunca poria em risco caso fosse contagioso.
Não deixou de pôr a máscara e devo dizer que aquilo mexeu comigo, abateu-me, fez-me sentir que realmente eu era portadora de uma doença perigosíssima e que poderia estar a por em risco a vida das centenas de pessoas com quem tenho convivido ao longo destes meses. ( Não é nada, mas enfim ).
O resto do dia foi passado num estado de espírito um pouco depressivo, com aquela imagem na minha cabeça dela de máscara na boca . Compreendo e aceito que não tenham de conhecer a doença, nem acreditar nas minhas palavras e que tentem como podem e sabem proteger-se, mas a sensação causada no suposto " foco transmissor " é terrivelmente dolorosa.
Depois dei 2 estalos psicológicos a mim mesma, levantei o nariz lá para cima e segui para outra mas deu-me uma nova prespectiva de como se sentem as pessoas com doenças contagiosas ou invulgares.
Não consigo explicar, mas é mau, realmente mau.
Gaba-te cesto...
Ela não é tímida, tem os seus momentos que passam quase tão depressa quanto chegaram. Sorri para quem não conhece, acena às pessoas por quem passa num centro comercial cheio de gente, manda beijinhos, dá beijinhos, fala, puxa conversa, mete-se com outras crianças para brincar( sejam mais velhas, mais novas ou da mesma idade e geralmente as crianças costumam fazê-lo apenas com crianças mais velhas ), cumprimenta as pessoas quando chega a algum lugar mesmo que ninguém esteja a reparar na fedelha de oitenta e poucos centímetros que lá de baixo vai falando até que lhe dêm troco.
É muito confiante nela própria e nisso posso dizer que tem uns quantos genes a quem puxar.
Dá-me cá um orgulho ver que tens uma boa auto-estima, miúda, faz-me sentir que enquanto pais estamos a fazer um bom " trabalho "( também tenho direito a babar)!
( Atenção que não quero com isto dizer que timidez é sinónimo de baixa auto-estima, quero apenas dizer que ela é muito confiante e isso nota-se também pela sua extroversão ).
28 meses ( e um dia )
Parabéns meu amor !
" Mini-férias - Fim de semana prolongado "
Ficou muito por ver porque os dias mais curtos e as estradas da Serra da Estrela dificultam os acessos, mas ficou a vontade de voltar para conhecer o que ficou por ver.
31 outubro 2007
Fim de semana prolongado
No arsenal levamos a máquina de aerosóis, de vapores e os medicamentos, o normal :)
Bom fim de semana e até já!
Tosse e expectoração
Voltei a fazer-lhe as massagens respiratórias ( em casa a dar-lhe as pancadinhas que aprendi enquanto deixa ) e de cada vez que o faço diz-me sempre que são maxagens como o Matim/Patim pois da última vez que estivemos com estes amigos eu fiz-lhe massagens e ela não se esqueceu.
30 outubro 2007
Dela aos quase 28 meses
- Que seca, mãe! ( ou outra qualquer expressão do género que se use na altura )
Pois filha, é o melhor que se pode arranjar, pois a mãe não é escritora nem tem pretensões a tal e dá-te por satisfeita de teres tantos detalhes da tua infância registados que de outra forma perder-se-iam nas memórias ( e fica tanto por registar ).
Adiante, tenho me esquecido de registar tanta coisa que tem aprendido que qualquer dia isto não pode ser chamado de diário dela mas sim mensário.
Domina as cores básicas, azul ( ajúlí ), verde ( bêde ), amarelo ( abaréuo ), vermelho ( vemêiu ) e também o preto ( pêto ), cor-de-rosa( cô de goja ), cor-de-laranja( cô de laanja , castanho ( castanho ) e nem sempre, o rôxo ( gôxo ).
Conta até 10 e reconhece os números também até ao 10, se bem que confunda o 6 com o 9. Se colocarmos as peças com os números espalhados reconhece um a um, se lhe pergunto que número é este, responde o primeiro que lhe vem á cabeça sem pensar. Não percebi bem o porquê já que os reconhece.
Sabe qual e a mão esquerda e a mão direita mas nos pés ainda se confunde.
Quando conta objectos começa pelo 2 e não pelo 1, pelo que conta sempre 1 a mais :)
Fala bastante e relativamente bem mas quando está nas brincadeiras dela fala numa linguagem exótica e lá no meio dessa linguagem aparecem umas palavras decifráveis. Eu digo-lhe que não percebo nada do que ela está a dizer e ela não me liga nenhuma, ri-se e continua a falar dessa forma. Acho que é mesmo para eu não perceber.
Canta, encanta-nos e inventa as letras. As invenções também são geralmente na tal lingua estrangeira ( Tenho de gravar ).
Brinca muito sózinha mas está sempre a chamar por mim para ir brincar com ela. Eu vou sempre que posso e no Domingo teve uma barrigada de brincar com a mãe que nos soube muitíssimo bem. Ontem ouvi a notícia de que apenas 6 em cada 100 pais brincam com os filhos. Fiquei surpreendida com os números. De facto ( e não o digo para ficar bem na " fotografia" ) faço parte desses 6 pais que dedicam todos os dias, pelo menos um bocadinho só para brincar.
As brincadeiras favoritas são com os bonecos carecas, a pintar/desenhar, a fazer os puzzles de madeira, a ver e a contar as histórias dos livros e no escorrega.
No Domingo quis que me sentasse na cama dela enquanto ela dançava e cantava para mim ( Xenta na cama, eu bou cantái e danxái). Atirou-se várias vezes ao chão de propósito no meio das danças e ria-se. Se fosse rapaz, diria que tinhas jeito para futebolista, mas como rapariga, não vais longe, filha.
Está vaidosa; quando estreia algo gosta de se ir ver ao espelho e até dá uma meia volta para ver bem como lhe assenta a roupa atrás.
Continua simpática e muito dada, mas também tem dias em que não me larga as saias.
Não liga nenhuma a televisão e desenhos animados a não ser de manhã quando está cheia de sono ( e eu agradeço que assim seja, se bem que de vez em quando me dava jeito que gostasse um pouco ).
Anda numa fase de mãezite e eu numa fase de filhite :)
Anda a comer mal mas isso já não é defeito é feitio. Agora quer que seja sempre eu a dar-lhe e eu como quero é que coma qualquer coisa dou se não é que não come mesmo. Voltamos a ter de picar a carne e o peixe que sua excelência voltou a não querer aceitar os sólidos. Regrediu na alimentação e não sei muito bem porquê.
Não chega aos 11 kilos de gente e deve andar pelos 84 cms, bem pequenina. Calça o 20 :).
É meiga e tão depressa nos dá uns beijos de derreter como arma uma birra de nos fazer tirar do sério. Com ela a palmada não resulta mesmo. Só mesmo o castigo e não digo que não leve palmadas, leva ( poucas mas leva ), mas mais pelo descontrolo nosso do que pela eficácia das mesmas. É que se lhe damos palmada ela retribui e não desiste. E nem eu nem o pai queremos ir batendo até que desista. Quando assim é vai de castigo, não para a cadeira porque essa já está na arrecadação, fica no tapete a pensar no que fez de mal e até que peça desculpa e nos dê um beijinho.
É muito ligada à familia e dá pela falta das pessoas quando passa mais tempo do que é costume sem as ver. Gosta de falar ao telefone mas depois pouco fala. Nunca está parada a falar e ouvir o que dizem, ou está a brincar com qualquer coisa, ou a andar de escorrega ou a desarrumar a prateleira dos livros, tem de estar a mexer. Mesmo " à gaja ".
Adaptou-se bem à nova educadora e nós ( eu e educadora ) também já nos adaptamos.
Gosta da escola mas continua a não gostar do Francisco( Xico ). Por sua vez o Francisco só fala dela em casa e anda sempre atrás dela na creche. Melga ( ehehehe)! Se tem uma borbulha, um arranhão ou uma nódoa negra diz sempre que: Foi o Xico bateu, ou então foi a méuga ( melga - porque faz grandes babas ).
Adora os primos e anda na fase de imitar tudo o que o Daniel ( mais velho 1 ano e 1 semana ) faz, para o bem e para o mal. Dão-se muito bem e acho que nunca se bateram, pelo contrário, andam sempre aos beijos e abraços.
A heroína dela é a Patrícia, a prima, talvez por ser bem mais velha ( tem 14 anos ). Em casa, quando lhe ralhamos ou pomos de castigo chama pelas avós e pela Patrícia.
Agora tem medo do escuro e não entra em divisão nenhuma se a luz estiver apagada. Diz que tem medo. Outro dia disse-me que tinha monstros no quarto.
Está muito mais menina mas ainda consigo ver a minha bébé à noite quando acaba de adormecer e faz aquele barulhinho de chuchar sofregamente na chucha e de manhã, quando ensonada se aninha no meu abraço. Tento gravar na minha memória esses momentos e só me apetece apertar-te e colar-te ao meu peito.
Quando lhe pergunto quem é a minha bébé diz num sorriso malandro: " Xou eu ", mas se lhe pergunto se é bébé diz-me " Não, é mina ( menina )".
E é uma menina tão linda, tão linda, tão linda, pá! ( E eu sou tão babada, tão babada, mas tão babada ).
( E fica sempre sempre tanto por registar )
Desfralde ( Ou post de mero interesse para uma mãe )
Acho que posso dar o desfralde diurno como conseguido.
Desde há algum tempo que acorda sempre com a fralda da noite seca e logo que acorda faz um grande xixi. Por perguiça minha ( que não quero andar a mudar camas a meio da noite ) e porque ela ainda deixa colocar a fralda, não estou a tentar o desfralde nocturno mas acho que se o tentasse seria bem sucedido. Vamos deixando andar assim.
29 outubro 2007
Há coisas que só entendemos quando somos mães...
Lembro-me que de vez em quando a minha mãe de joelhos no meu quarto, puxar o gavetão e começar a fazer a" escolha ". Eu ia sempre a " medo " para junto dela porque sabia que quando ela se lembrava de mexer ali, grande parte dos brinquedos iam fora ( que nem sequer estavam em condições de ser dados ). Bonecas sem braços, com cortes de cabelo radicais, puzzles com falta de peças, mobilias pequeninas partidas, havia de tudo, mas eu achava sempre que os brinquedos estavam bons e custava-me desfazer deles. Havia sempre um ou outro em mau estado que a minha mãe deixava ficar mas o resto ia para o caixote.
Actualmente não sou nada ligada às coisas e não me custa desfazer do que esteja em mau estado ou até daquilo que estando em bom estado não uso e portanto não passa de tralha.
Ontem, como faço com alguma regularidade, comecei a dar volta ao cesto da sala que tem alguns brinquedos dela enquanto dormia. Lembrei-me da minha mãe a escolher os meus brinquedos e desejei que ela não acordasse entretanto. Ela acordou e se bem que a maioria das coisas já tinham sido ensacadas( uns para guardar para um eventual segundo filho, outros para dar e outros para o lixo ), ela começou a brincar com tudo aquilo que estava no chão para ir para o caixote como se fosse o brinquedo mais precioso que tinha. Deixei-a brincar e depois, quando se distraiu com outra coisa qualquer, os brinquedos ( ou restos deles ) tiveram o seu destino.
O cesto ficou bem mais liberto e até acho que assim, com as coisas mais visiveis, irá brincar mais( apesar de ela brincar bastante ) . É que muitas vezes acaba por não brincar com muitos deles porque não os vê.
Para vossa informação
Quanto ao meu caso específico, disse que o cérebro era como um computador, quando abrimos demasiadas janelas ao mesmo tempo bloqueia e que era isso que acontecia comigo neste momento mas que a memória ficava gravada, só não acedia era com a mesma rapidez aos ficheiros.
Receitou-me 1 ou 2 Xanax em caso de SOS que eu disse prontamente que só iria tomar 1 e não 2, em caso de muito muito muito SOS, pois viciada em medicamentos, já eu ando, não preciso de ansiolíticos. Disse-lhe que não tomava os da ansiedade e que também não iria tomar estes.
Riu-se, concordou e disse que eu tenho mau feitio, mas isso não é nenhuma novidade :).
Xarope fortificante
Andei em busca das ditas vitaminas em gomas mas estão esgotadas há muito tempo e parece-me que o Outono fez-se esperar mas agora vem em força pelo que mais vale prevenir, por isso procurei um substituto.
Não é propriamente um substituto porque não é um complexo vitaminico mas sim um fortificante das defesas naturais e segundo consta, com sabor a morango ( Royal Kid fortifik ) .
Como estou com o meu sistema imunitário diminuido ( estando inserida num grupo de risco da gripe ), este ano tenho de me proteger mais, pelo que, para além da vacina da gripe que irei fazer, terei de evitar ser contaminada. Assim, protejo-me a mim e a ela.
Havia também um da mesma gama para o apetite ( que comer agora é uma tragédia grega, ok estou a exagerar um bocadinho ) mas não comprei, vamos ver no que este dá.
Segundo a farmacêutica, apesar de dizer que é a partir dos 4 anos é o único que se pode dar a crianças com menos idade pois é absolutamente natural ( à base de geleia real, própolis e vitamina C ), bastando para tal reduzir a toma para metade.
Vamos experimentar.
28 outubro 2007
Há espera que abra...
Temos de experimentar.
http://www.imb-hotels.com/noticia.asp?idEdicao=63&id=69&idSeccao=11&Action=noticia
http://www.imb-hotels.com/grupo/hoteltermal.asp
Ninicos - Danças para bébés II
Fomos hoje e gostamos. Ela, sempre muito atenta mas envergonhada lá viu as bonecas a dançar e agarrada às minhas mãos, lá abanou os bracitos imitando as actrizes.
27 outubro 2007
Das consultas...
Segunda fui à oftalmologista e recebo um :
- Os edemas estão praticamente curados, parabéns!
Por incrível que pareça não fiquei feliz e porquê? Porque vejo mal e se os edemas estão praticamente curados e eu vejo mal, quer dizer que tenho de lidar com esta incapacidade. Fiz a questão directamente à oftalmologista e à técnica que me fez os testes e responderam-me com cara de pena que não me podem dar certezas de nada. Ainda posso recuperar ligeiramente, se vou ou não ficar com visão dupla e se irei ou não ver melhor do que agora é uma incógnita a que só o tempo poderá dar resposta. Não quis desmoralizar logo na altura e tentei não pensar nisso, até quinta-feira, dia da consulta com a neurologista.
Quinta-feira mostrei a retinografia e diz-me o mesmo, que está praticamente curado, ainda tenho edema bilateral que ainda irá recuperar mas saber se irei recuperar ou não a visão é uma incerteza. Acontece que a pressão intra-craniana na altura em que estive com o excesso de líquido cefalorraquidiano fez com que os neurónios que " revestem " o nervo óptico ficassem pressionados e tivessem sido " empurrados " para o espaço ocular. Com essa pressão ocorreram os edemas e os derrames e pode ter ocorrido a morte dos neurónios ou apenas o seu traumatismo. Os neurónios não se regeneram tal como as células da pele, resta saber se ocorreu a " morte " ou apenas o " traumatismo " dos mesmos. Se morreram não há hipótese a não ser conformar-me, uma palavra que detesto, se estão traumatizados, então ainda há uma esperança que recuperem. Não há operação possível, a não ser talvez, daqui a uns anos, com as células estaminais. Desmorenei ali mesmo no consultório, por me terem mentido ( e disse-o claramente ), por poder ficar assim, por o meu trabalho exigir tanto da minha visão e da hipótese de fazer o quê o resto da minha vida, do que estudei para ter a profissão que tenho e desempenhá-la da melhor forma e poder ter de passar a vida a fazer algo que não gosto só porque o que gosto não consigo fazer .
Apeteceu-me crucificar o meu destino, destilei raiva e senti-me traída. Pior que uma verdade dolorosa para mim é uma mentira piedosa para supostamente me protegerem. Não protegeram nada e eu preferia à partida lidar com a verdade de poder ficar com uma visão deficiente do que pensar que iria recuperar a visão e agora ter de lidar com esta minha incapacidade.
Uns diziam-me para não perder a esperança, outros para me conformar, mas eu não consigo aceitar e nem que tenha de correr o mundo mas eu vou continuar a fazer o que gosto profissionalmente e não vai ser isto que me vai limitar.
Sou teimosa, muito teimosa e recuso-me a desistir. Entre o conformar-me e o ter esperança, escolhi continuar a ter esperança e fé, apesar de me ter zangado um bocadinho com o Senhor de lá de cima.
26 outubro 2007
Perguntam-me onde encontro forças para lutar!
-No amor, no amor!
25 outubro 2007
À minha volta
Não me deixam chorar por desespero ou cansaço, excepto o meu grande amigo e marido, que entende esta minha necessidade, ainda que pouco frequente, de o fazer.
Por vezes eu preciso de chorar, de deitar cá para fora o que me polui a alma e me aperta a glote. Choro e depois das lágrimas secas reencontro o meu sorriso, às vezes, ainda misturado no soluço do choro.
Pegadas na areia
Sonhei que estava a andar na praia com o Senhor e à minha frente, passavam cenas da minha vida.
Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia;Um era meu e o outro do Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida havia apenas um par de pegadas na areia. Notei também, que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos da minha vida. Isso entristeceu-me muito, e perguntei então ao Senhor." Senhor, Tu disseste me que, uma vez que eu resolvi seguir Te, Tu andarias sempre comigo, durante a minha caminhada , notei que nos momentos mais difíceis da minha vida havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas que mais necessitava de Ti, Tu me deixastes. O Senhor respondeu me:
"- Meu Irmão. Eu Amo-te e jamais te deixaria nas horas da tua prova e do teu sofrimento. Quando vistes na areia, apenas um par de pegadas, foi exactamente aí que Eu,Te carreguei nos braços..." ".
Hoje procurei por Ti, pensei que me tinhas abandonado, que tinhas traçado o meu caminho pelo percurso mais sinuoso sem eu perceber porquê. Acho que já chega, que já suportei mais que a minha conta, resigno-me com o meu destino, com a minha pouca sorte, perco as forças, baixo os braços, sinto um cansaço e uma tristeza como ainda não tinha sentido ao longo deste percurso. Não aguento as lágrimas que escorrem à frente de quem as queira ver. Não Te sinto ao meu lado e pergunto-Te onde estás quando mais preciso de Ti. Mais tarde, já calma, percebo que estiveste ali hoje, no embargo da voz da médica, naquela avó do parque, na senhora da sapataria. Voltei a encontrar as forças e lembro-me desta sitação: Pegadas na Areia. Desejo que realmente hoje, quando mais precisei de Ti, Tu estivesses não ao meu lado, mas comigo no Teu colo.
Hoje baixei os braços não para desistir, mas para descansar, porque eu também preciso.
Amanhã será um dia melhor, tem de ser... vai ser!
24 outubro 2007
Só para registo futuro
Bem-vindo Outono ( mas vê lá se não trazes as ites, as oses e outras que tais contigo, ok? )
Concerteza madame
- Não podes porquê?
- Aaaaa... ( a pensar na resposta ) Tou canxada.
- Já bou. Cauma, cauma, tá bem? ( de mão em sinal de stop ).
( Como lêem foi sol de pouca dura e voltamos a ter de pedir, insistir e ela voltou às desculpas dela. Também estava a achar " fruta a mais " )
- Anda Beatriz, vamos tomar banho.
- Não é pexijo. ( Ela adora a hora do banho mas de vez em quando não quer ir e depois delira enquanto lá está, enfim... )
- É preciso sim, estiveste a correr, a brincar, estás transpirada e ainda por cima hoje fizeste xixi nas calças.
- E nas cuecas tamãe.
- Pois, eu vez de fazeres no bacio fizeste nas cuecas.
- Não é no baxio mãe, é na xa-ni-ta. ( Como se eu a estivesse a ofender porque ela já é muito crescida ).
Parece-me que aproveitaram a deixa e começaram a pô-la na sanita pequenina porque já mo disse váias vezes. Amanhã confirmo.
Cá em casa tem pedido a sanita ( sem redutor que não temos sequer) mas acaba por não fazer lá mas sim no bacio.
Amanhã confirmo .
23 outubro 2007
Midimi - Outras músicas para bébés
No Domingo fomos, ainda que atrasadas que eu esqueci-me que tinhamos o espectáculo ( esta cabecinha está uma lástima ) ao Midimi - Outras Músicas para bébés. Sinceramente achei muito incipiente, um pouco desorganizado e pouco interessante, pelo menos para a idade da Beatriz.