15 abril 2009

Consulta com o neuro-oftalmologista

Lá fui eu ontem, crente de que tudo estaria bem ou não fosse eu uma optimista por natureza.
Não me enganei, aliás, engamei-me sim porque nunca pensei, quer eu quer o médico, que tudo estivesse tão bem. Tive de repetir a pergunta para ter a certeza de que tinha ouvido bem:
- Mas está mesmo muito bem? Não tenho mesmo resquícios dos edemas?
Disse e repetiu, sempre de sorriso rasgado que sim, que não esperava tamanho sucesso, que eu estava de parabéns pela coragem e pela recuperação. Que acredita que a força de vontade é responsável por muitos sucessos, que o optimismo é uma fonte de recuperação ou não houvesse até terapias do riso, com resultados cientificamente comprovados.
Não contive uma gargalhada de contentamento e voltei a repetir:
- Mas estou bem como? Com a doença controlada ou apenas estável?
- Eu diria que está controlada, o que eu não esperava se não lá para Outubro, quando fizesse um ano sem tomar cortisona e quando atingisse o peso desejado, mas não quero dizer porque não quero correr riscos. Vamos jogar pelo seguro, perder o resto do peso que falta, parar a medicação gradualmente que está a fazer e em Julho, quando a observar novamente acho que posso dizer com centreza que sim, que está controlada. Para já digo-lhe que não vai precisar de tomar a medicação o resto da vida.
Faltou pouco para lhe dar um beijo na bochecha mas contive-me, lol. O próprio médico estava eufórico e conforme me foi observando ia dizendo:
- Fantástico. Estou mesmo satisfeito! Nem parece que teve 2 edemas bi-oculares, não se nota nada. E ainda não passaram 7 meses. Parabéns, para si e para o seu médico de emagrecimento.
Quis saber quem era o médico naturista e fez questão de me dizer para lhe mandar cumprimentos pessoais pelo tamanho sucesso, mais a mais, sem medicação auxiliar.
Carta branca para o desmame da medicação com a certeza que em termos de saúde poderei passar por uma futura gravidez, não ainda que como se sabe, há que esperar pelo menos até Outubro para a desabituação total da cortisona, assim como a perda dos restantes kgrs que faltam. Na altura certa e a acontecer ( que isto nunca se sabe ), será sempre uma gravidez de risco com uma eventual cesariana a fim de evitar o esforço do parto normal nos meus olhinhos e com uma probabilidade maior de parto prematuro. Mas isso agora não interessa nada, estou bem e o resto será para pensar na posteridade.
Bendita a hora que este médico ( e o naturista ) me foi colocado no caminho.
Só não abro ainda a garrafa do champanhe, que quero esperar até Outubro, quando realmente tudo estiver bem.
Ontem estava eufórica e com uma sensação de leveza indescritível.

14 abril 2009

Conversas que nos marcam

Uma amiga minha, que não é desde sempre, mas que estimo muito, já mãe quando eu o fui pela primeira vez e assistente social disse-me no dia seguinte em que tive a minha filha, depois das felicitações:
- Algumas vezes vais ter vontade de a " atirar contra a parede ", é normal sentires isso, o que não é normal é fazê-lo.
Nunca me esqueci e foi se calhar dos melhores ensinamentos que tive até hoje, mais a mais vindo de uma pessoa com alguns conhecimentos de psicologia e que lida de perto com casos violentos que envolvem famílias.
O " atirar contra uma parede " é óbvio que é uma hipérbole, mas entendi a mensagem, haverá vezes, momentos, em que sem saber o que se fazer perante os maus comportamentos, em que não se consegue ter o discernimento para encontrar qual a melhor " estratégia pedagógica " para resolver a questão, no quente da questão, " apeteça " resolver de forma violenta, ainda que possa não resolver nada.
Quis me ela dizer que os filhos nos levam aos limites, ao limite do amor, da condescendência, da compaixão, do deslumbramento, mas também ao limite da paciência do qual não podemos imiscuir-nos, virar costas ou resolver a questão " à pancada ", mesmo que algumas vezes seja essa a vontade.
Continuo a tentar resolver as questões com conversas, castigos, medidas " mais pedagógicas " do que a palmada, mas também recorro a ela, ainda que quase sempre, pense antes de o fazer, não com " medo da segurança social ", ou do que pensarão os outros, mas sim, porque continuo a acreditar que a " porrada " não é o melhor " método de ensino ", ou então, a geração dos nossos avós e dos nossos pais ( e um pouco da nossa também ) seria só de pessoas educadas, bem formadas, de bom carácter, o que não é de todo verdade. Sim, por vezes a palmada acalma, alerta, fá-los tirar do " transe " em que não ouvem nada, por excepção, não por regra. E digo isto numa fase difícil da educação da minha filha, o que só por si é ainda mais duro de aplicar. Falo por experiêcia de caso e não pelo que vejo fazer, pelo que alguém fez com o seu filho e resultou. É muito mais difícil na hora não dar a palmada, pensar em como resolver. Até ao momento tenho conseguido, mas não tem deixado de ser um grande exercício para a minha calma e paciência. Ao ponto de até a dona da escola, que tem colégio há 20 anos e que antes foi ama me disse um destes dias:
- Você tem uma paciência...

Mudanças forçadas na escola

A educadora da minha filha, talvez por ainda não ser mãe, tem muito o hábito de " forçar " as transições.
Desta vez, achou porque sim que deveriam largar a fralda de pano que alguns usam como mimo na hora da sesta. A Beatriz é uma dessas crianças, que, a bem da verdade, usava a fralda de pano mais para brincar durante a sesta que para dormir, pois raramente dorme.
Ontem decidiu retirar-lhes a fralda de pano, depois de andar a prepará-los para tal. A Beatriz e uma colega choraram um pouco, a educadora foi para junto delas e ambas adormeceram . A Beatriz foi até a última a acordar e só o facto de ter dormido já é bom.
Perguntei ao Nuno ( que foi quem a foi buscar ) qual o motivo para a retirada da fralda ( mesmo que até tenha sido benéfico ontem que em vez de brincar, acabou por adormecer ), já que a meu ver, não tem qualquer malefício e não vejo o porquê da retirada de um mimo. Disse-me que a educadora justificou que costumam tirar aos 3 anos e que no caso deles estavam a tirar quase aos 4. Pronto, é o que eu digo, deve ser o que vem nos manuais e não tem a experiência como mãe ( que ser educadora, tia, prima não é igual a ser mãe ), logo, acha que já tiveram " vício " suficiente. Isso e porque é carneira e como eu sei tão bem por experiência própria, chegamos a ser obstinadas com uma resolução.
Na escola, acabou-se a fralda de pano, em casa manter-se-à enquanto ela a pedir que não vejo qualquer problema em mantê-la na cama que é o único momento em que a usa. Afinal é o único marco de bébé que lhe resta que as fraldas descartáveis de dia e de noite, a chucha e o biberão já foram há muito. Talvez me custe " adquicar " do resto dos marcos de bébé que lhe restam, sim, mas mais do que isso, continuará a usá-la para dormir à noite em casa, por não ter qualquer efeito prejudicial no seu crescimento/desenvolvimento.

Há dias assim

Ontem estava um pouco com a neura, por motivo nenhum e por todos em geral. Nessas alturas o melhor mesmo é desanuviar para não ir descarregar para cima de quem não tinha culpa nenhuma do meu " desarranjo hormonal " ou lá o que era.
O Nuno foi buscar a Beatriz, eu sai do trabalho, liguei à minha amiga de infância S. e fomos beber um café as duas. Ela também estava em dia não e depois de uma hora de desabafos, regressamos " novas " a cada uma das casas.
Às vezes faz-me falta e faz-me bem.

13 abril 2009

O que quer ser quando for crescida

- Médica, mãe e professora.
É o que diz quando lhe perguntam ou mesmo sem perguntarem.
No fim de semana contou à tia que se riu da profissão " mãe ".
Gostei particularmente do comentário imediato do meu marido:

- A maternidade é uma profissão sim, a mais dificil e exigente de todas.

Concordo e assino por baixo.

Faltou dizer

Que está gozona, o gozona sem graça, ou sou eu que ando com o pavio curto, talvez.
Surpreende-me e assusta-me de algum modo que quando por exemplo diz : "Feia" e a confrontamos com um:

- Sou feia, não faz mal. Tu também estás a ser.

Ela arrange de seguida algo para " emendar ", com o ar mais inocente e credível ( e chega a levar a mão no peito e franzir os olhos... do mais teatral possível ):

- Feia, eu não disse feia, disse deixa.
Isto é só um exemplo, que corriqueiro é dizer:
- Má.
- Chamaste-me má?
- Não, ia cantar o Ma ma mia, tu é que não me deixaste acabar.

Há quem ache graça, mas eu sinceramente não acho, aliás, não gosto mesmo.
Anda ( ou andou que espero que com o castigo tenha acabado ) de todo!

Castigo(s)

Tem se portado bastante mal. Já nem a escola é excepção que quase diariamente me contam que esteve de castigo. O motivo é quase sempre o mesmo: a teimosia e o " fazer frente ".
Tem estado demasiado respondona e muitas vezes eu não penso que tenho uma menina de quase 4 anos em casa mas mais velha.
Os : " Não vou, não faço, não quero, não vou não senhora, ái isso é que não faço " e afins estão na ordem do dia e consequentemente estão na ordem do dia os castigos pela desobediência e às vezes insolência que demonstra. Não se tem safado de umas palmadas não, que tem estado mesmo por demais.
O meu " copo " estava prestes a entornar com tanta insistência dela e na quinta foi a gota de água.
Os choros por tudo e por nada, o ser contrariada e responder de volta, o estar de castigo e ainda assim ouvi-la dizer do quarto que continuaria a não fazer o que dissemos mesmo estando de castigo, tem me revirado a cabeça e decidimos em conjunto que teriamos de adoptar medidas com mais impacto.
Quinta voltou a estar de castigo na escola porque a " Sra. Dona " acha que manda e decidiu que não iria fazer qualquer coisa que a mandaram. O costume destes últimos dias.
Em casa ( depois de uma birra matinal para ficar na escola ) tive uma conversa séria com ela. Séria mesmo, fi-la sentir que estava desapontada com ela que ela já entende, sim. O castigo foi não mexer em livros nem contar-lhe história à noite enquanto eu achasse que ela tinha voltado a ter um comportamento adequado. Não impus prazo e percebeu que o prazo ultrapassaria umas horas ou no máximo 1 dia, como sempre foi. Nunca antes lhe tira retirado os livros (ou qualquer brinquedo ) mas as medidas exigiam soluções que a marcassem e como tal retirei-lhe o que ela mais gosta.
Nesse dia chorou, pediu desculpas mil vezes, prometeu que se portaria bem, pediu para lhe contar a história à noite mas não cedemos. No outro dia " aceitou " o castigo e quando via algum livro ( que nenhum foi retirado do alcance dela ou mudado de sítio ) perguntava se ainda estava de castigo.
O castigo durou 4 dias, com a " humilhação " de contar aos avós o motivo do mesmo. Não chorou mais vez nenhuma nem tentou infringir a penalização, mas custou-lhe.
Portou-se bem no tempo de duração do castigo e por isso hoje voltou a ter os livros de volta.
Ficou feliz e espero que consciente que da próxima vez o castigo durará mais tempo ou tal como lhe disse poderá mesmo ficar definitivamente sem os livros que mais gosta.
Educar não é fácil, não!

Gralha

Ontem em casa da minha mãe, tentavamos ouvir uma notícia:

Avó- Pshiu, calem-se agora um bocadinho.
A minha continua a falar.
Nuno- Beatriz cala-te para ouvir-mos sff.
Beatriz- Blábláblá ( já a falar sózinha que o primo tinha-se calado )
Avó- Cala-te gralha.
Beatriz - Blábláblá.
Quase todos - Oh Beatriz cala-te que queremos ouvir.

Entretanto diz-me a minha sobrinha:
- Ela nunca está calada.
- Raramente.
- Eu também era assim não era?
- Sim.
- É a tua sina, tia.

É um facto, a minha filha raramente está calada, nem a dormir que sonha e fala muito.
Se é verdade que me muitas vezes me cansa que fale tanto, também é que me faz confusão as crianças muito caladas... é que tanto os meus sobrinhos como ela são faladores e pouco ( ou nada ) inibidos ( sendo que ela e a minha sobrinha ocupam o 1º lugar " Ex Equo " ).

Ratatouille

( não sei se é assim que se escreve mas não dá para pesquisar ).
Ontem jantamos em casa da minha mãe e se calhar entusiasmada com a presença do primo começou a ver o filme.
Convenhamos que não são horas para dar um filme daqueles mas pensei que como sempre iria ver uns 10 minutos, vá meia hora e não quereria saber do restante.
Viemos para casa a meio do filme e pelo caminho pedia para ver o resto.
O pai deitou-a no puff novo da sala depois de a vestir enquanto eu preparava a roupa para o dia seguinte e me vestia. Confesso que nem dei conta que ela estava na sala, a não ser quando cheguei um bom tempo depois ( quase no final do filme ) e a ouço suspirar.
Viu o resto do filme,deitou-se tarde é certo, mas é de assinalar que ainda que não tenha visto uma parte entre a nossa casa e a da minha mãe, o resto do filme que viu em casa fui num silêncio e numa atenção como nunca. Excepção feita ao filme Robots.
De assinalar, porque aos quase 4 anos este é o 2º filme que efectivamente vê do princípio ao fim e sem distracções.

09 abril 2009

Férias marcadas

Nada como oficializar o destino das férias quando já começamos a precisar delas. Nesse(s) dia(s), a minha mente vagueia pelo local escolhido e planeia os locais a visitar.
Agora é esperar que a primeira tranche das férias chegue.

Páscoa à porta

Ainda não será este o ano em que lhe explico o significado da Páscoa.
Vamos de fim de semana grande... Boa Páscoa!

08 abril 2009

Prendas de aniversário

Pode ser muito fútil, mas adoro receber prendas de anos, mais ainda quando são mesmo mesmo há minha medida. Este ano foi o caso e para além de um jantar em família divertido e saboroso, recebi mimos para mim, egoista ou não, a aniversariante sou eu, logo as prendas foram para mim, não para a casa :).
É certo que eu dei uma ajudinha e a pedido do meu querido esposo, fiz uma listinha que ele distribuiu por quem lhe perguntou: " O que é que a Lúcia quer/precisa".
Tenho uma experiência zen à minha espera, uma viagem para os 3, roupa e muita vontade de as gozar.
A alegria, o carinho da família e amigos, as mensagens e telefonemas, as gargalhadas e o amor não são mensuráveis, mas também tive e tenho em quantidade :).
Coerentes e emoitivos foram os " gosto muito de ti" , vindo da família e de alguns bons amigos... é muito bom saber que se é querido!

07 abril 2009

31

Com as melhores das prendas... saúde q.b., uma filha linda e muitos abraços calorosos :)

Hoje sou eu a bébé da casa!

06 abril 2009

Fim de semana cheio

No Sábado fomos ver o espectáculo - Disney on Ice, à procura de Nemo. Plateia Vip Central e se é verdade que quando o meu gajinho me comunicou onde iriamos ficar, reclamei pelo preço, durante o espectáculo não pensei nisso. Estar na 3ª fila com um espectáculo daqueles, fez-me esquecer os 108€ gastos ( que só não foram 120€ porque o Nuno teve desconto ).
Gostamos do espectáculo e acho que por conhecer o filme, ainda achei mais piada que ela, que só hoje quis olhar para o DVD que está cá em casa há uns 4 ou 5 anos ( por aí ). Mas não se pense que ela não gostou, gostou e muito. Ainda pensei que tivesse medo por estar tão perto, da baleia gigante, ou do tubarão, mas qual quê, enquanto a miúda ao meu lado de 8 anos tapava a cara e dizia que tinha medo, a minha não despregou de lá os olhos. Acho bem que não gastamos tanto dinheiro para estar de olhos tapados :).
Saimos e fomos aproveitar que os bilhetes garantiam a entrada no Oceanário e fomos os últimos a entrar. Também gostou e não fosse o facto de termos de sair às 20h00 e por ela teriamos ficado sentados no chão encostados ao vidro a ver os peixes e os tubarões. Nem aqui teve medo quando o tubarão passava junto de nós, aliás, tentava assustá-los com uns " bú " sempre que passavam.
Domingo à tarde fomos ao parque infantil do Jardim da estrela, com as amigas Joana, Beatriz, Leonor e Júlia e com o amigo Martim e respectivas mães ( e alguns pais ). Sempre bom, mas como sempre, passa a correr.
A minha miúda esteve numa onda individualista e andou a rebolar-se nas pedras ou a fazer castelos com as pedrinhas e acabou por não confraternizar tanto quanto é costume. Mas gostou de estar com as amigas que me disse no caminho para casa.
Eu também gostei, como sempre !

Conquistas de...

A conversa vai rondar à volta da sanita, pois, é um assunto que andava a ser problemático há vários meses, desde que ganhou medo uma vez ao fazer cócó e lhe doeu, medo agravado uns dias depois, quando uma colega da escola passava por situação idêntica ( solidariedade infantil ).
Desde aí que fazer cócó era um drama, retinha e ao 3º 4º dia era forçada a fazer, ora com bébégel, ora ultimamente porque temia o mesmo, obrigando-a a manter-se sentada.
Ao 3º, 4º dia ela que já come mal, quase não comia, birras por tudo e nada, enfim. Tornou-se numa questão psicológica e não fisiológica que depois de obrigada fazia sem esforço ( não sem choro e gritos de medo ).
Tentamos de tudo, que a sopa ajudava a não doer, que não ia doer porque tinha comido sopa, que os iogurtes que comia também ajudavam, que, que... tinha medo e não havia nada que a convencesse do contrário, nem mesmo quando via que afinal, não lhe tinha custado, na vez seguinte ela voltava a temer.
Procurei informar-me mas lá está, a minha filha só tem " problemas " que os outros não tem, ou que a psicologia não fundamentou devidamente. Lá se falava que a obstipação podia ser " psicológica " mas não encontrei nada, nenhuma " dica " para como ultrapassar.
Um destes dias, uma colega falava-me que o filho em pequeno sofria de obstipação fisiológica e que ela costumava deixá-lo " de molho " na água quente. Isso já eu lhe fazia no banho e nem por isso ela fazia mas lembrei-me que, quando teve uma ou outra vez com eritrema ( vulgo " assada " ) que lhe aliviava estar com o rabo de molho no bidé e que pedia constantemente para a lavar.
Lembrei-me de lhe dizer que se antes de fazer cócó lavasse o rabo e ficasse um bocadinho sentada na água não doia. Tentei com o meu ar mais convincente e ela acedeu a tentar. No primeiro dia esteve uns segundos e fez de seguida sem choros. Disse ao pai que lavando o rabo não doía e convenceu-se disso. Pensei ser sorte de principiante. tentei nos 3 dias seguintes e fez sempre e sempre sem dramas.
Posso dizer que é batalha ganha. Finalmente. Ufa!

03 abril 2009

Pedido

Caros amigos e leitores. Já que vêm até aqui façam-me o favor de clicar no link abaixo para ver se também eu posso ganhar uns prémiozitos... vá lá... eu faço anos na Terça-feira... :)

http://www.lipton.pt/linea/l.aspx?i=c7067565-5a37-3a48-496b-372993e9b9ce

02 abril 2009

Lá vai 1, lá vão 2

2 kilinhos a voar...
Menos 2 kgr e menos 3 cms nestas últimas 3 semanas. 6 Meses e uns pózinhos e 22,6Kgrs a menos, sem comprimidinhos, cházinhos, nicles, só determinação.
Eu e o médico felizes com o resultado, primeiro porque o metabolismo ao fim de um tempo se adapta e a perda de peso não é tão grande, depois porque nestas 3 semanas, em 2 delas estive a anti-inflamatório ( primeiro uma crise de hemorroidal, depois a garganta ) e agora estou a cortisona por mais 2 dias ( pela crise alérgica e da rinite alérgica ), o que segundo ele, quer o anti-inflamatório quer a cortisona, podem fazer aumentar o peso e a cortisona, como se sabe, provoca inchaço. Mais feliz estou e isto não lhe disse, porque tenho cometido vários " pecados ", nunca nada demasiado exagerado, mas não deixam de ser fugas à regra.
Já perdi mais do que ganhei com o ano e 1 mês de cortisona, agora é mesmo, em contagem decrescente.
E a propósito... ainda não comprei o raio da balança.

Coisas de " gajas "

Ontem à noite fiz coloração ao meu cabelo. Ela assistiu o mais perto que pode, para não perder detalhes :).
- Oh mãe quau é a cor que vais pintar?
- Castanho.
- Eu também tenho o cabeuo castanho.
- Pois mas o teu cabelo é mais escuro que o meu e eu vou pintar assim escuro como o teu.

Entretanto distraio-me com o tempo e deixo passar mais do que devia. Resultado, o cabelo ficou preto e não " castanho chocolate ".
Quando vê o resultado:
- Mãe o teu cabeuo está preto. Eu também quero pintar o meu cabeuo de preto. O meu cabeuo já não é preto, eu quero.
( Ai a minha vidinha )
- Não podes pintar ainda o teu cabelo, o teu cabelo é bom, é muito brilhante, o da mãe não está brilhante por isso pintei. E deixei estar muito tempo a tinta e ficou mais escuro mas depois fica castanho.
- Oh mãe mas eu também quero, está aqui um bocadinho de tinta ainda, deixa pintar ( enquanto já estava de frasco da coloração na mão ).
- Nãoooo, não podes que faz mal.
Entretanto lembro-me de uma...
- Olha se eu puser o teu cabelo cinzento pode ser?
- Siiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmmm....
Agarro no pó de talco ( que lá está para por nos sapatinhos no fim do dia ), ponho nas minhas mãos e espalho pelo cabelo. Foi o delírio.
- Daqui a pouco penteias e sai.
- Oh eu não quero que saia, amanhã pões outra vez para eu uevar para a escoua tá bem?
- Não só em casa, para a escola não.
Aceitou e andou toda contente de cabelo branco acinzentado :)

01 abril 2009

Conversas nossas

A minha avó está internada há 3 semanas numa clínica de fisioterapia. Felizmente está bastante melhor e espera-se que dentre de umas 2 semanas regresse a casa.
Tive algum receio que a minha avó não superasse e já me andava a preparar para o pior e a preparar-me para como abordar o tema com ela, no caso do pior acontecer.
O assunto " morte " não é novo, mas tinha andado " esquecido ". Quando a informamos que a avó estava no hospital perguntou-me:
- Mãe, a avó vai morrer?
- Não sei filha, um dia, sim.
- Pois eua já é veinha e está doente, não é?
Dado que o tema estava a ser tratado com a maior naturalidade e sem qualquer receio por ela:
- Sim. Um dia todos vamos morrer. Não se sabe quando, um dia, quando formos muito muito velhinhos, em princípio.
- Pois é, quando formos muito veinhos morremos e pronto.
- Isso.

Com a maior simplicidade ( dela, que a minha foi um pouco disfarçada e preparada, confesso ), sem qualquer receio, por exemplo de nos perder ( que nestas idades pode ocorrer ), com a naturalidade que de facto o assunto tem, nascemos e morremos...um dia... esperançosamente velhinhos e depois de uma vida muito feliz.

Fase

Desde há 4/5 semanas que fica a chorar na escola. Começou com o pai, quando passou a levá-la alternadamente comigo para a escola, acto que foi exclusivamente meu até essa altura, salvo uma ou outra excepção. Quando era a excepção, ou seja, quando o pai a levava ela ficava sempre a chorar, comigo nunca ( a não ser no primeiro mês de adaptação à escola, com 14 meses ). Desde que alternamos que deixou de ir alegre. Começou a chorar apenas com o pai e apenas já na escola, entretanto foi de férias para os avós e no regresso já chorava com um e outro ( sendo que com ele a fita é maior, comprovado pelo meu irmão que assistiu ). Já lá vão mais de 3 semanas e o cenário tem sido o mesmo. Eu pensava que ao fim de uma semana, semana e meia, regularizava mas piorou e de manhã diz que não quer ir para a escola, chora, diz que quer ficar em casa, entra na sala e se ainda não está a educadora, regressa para junto de nós no pranto.
Ultimamente, mesmo com a educadora a levá-la pelo colo, não se poupa às lágrimas e eu venho com um sentimento de que qualquer coisa não está bem.
Já a questionei por diversas formas ( directa e indirectamente ) e aparentemente não se passa nada de novo, não há nada que a faça temer, diz que continua a gostar da escola quando a vou buscar e à noite, mas de manhã já diz que não gosta ou que quer ficar connosco.
Tentei investigar e a novidade na escola foi mesmo o facto da turma do 2/3 anos ter sido " distribuida temporariamente " dado que a educadora está em final de gravidez, sendo que tem novos colegas na sala mais novos. A turma cresceu de 15 para 22 salvo erro ( a sala dela é a dos 3/4 anos ).
Quando chega e vê poucos colegas do " bibe amarelo " ( da sala dela e colegas mais antigos ) diz que não quer ficar que não chegaram ainda os amigos.
Ora resumindo e concluindo, no fundo teve 4 alterações à rotina:
1 - deixei de ser eu a levá-la sempre para ser alternadamente com o pai;
2 - passou a entrar mais cedo na escola ( que no meu trabalho andam a controlar como " cães " os atrasos );
3 - a turma cresceu, com muitos meninos mais novos que ela ( alguns bem mais novos, apesar de terem passado os mais velhos da outra sala do 1/2 anos );
4 - teve 1 semana de férias nos avós pelo meio.
Já falei com a educadora que garantiu de que nada de mais se passava ( já que ela de eu tanto insistir e na falta de mais argumentos do que o " porque sim ", me disse que os amigos não brincavam com ela ) a não ser as alterações à rotina que mencionei. Frisou que ela não é muito adepta de mudanças na rotina e era apenas isso que se passava. Disse ainda que era também uma questão de mimo, que quer o colo da educadora sempre que assim é e que se cala de seguida. Que algumas crianças tem estas " crises " na passagem dos 3 para os 4 anos e que não lhe parecia que nada de mais se passasse.
Tranquilizei-me, voltei a falar com ela, a perguntar se estava tudo bem, se havia alguma coisa de que não gostasse na escola, se gostava da escola, da educadora, das auxiliares, se os colegas brincam com ela, etc.
- Gosto da escoua. Não gosto quando não estão uá os meus amigos do bibe amareuo; gosto muito da Ana; oh mãe os meus couegas são meus amigos; os do bibe amareuo brincam comigo, os do bibe vermeio ( da sala dos 4/5 ) não, só o Dani ( o primo ).
Nesta última não acredito muito porque já a vi muitas vezes a brincar com meninas da sala dos 4/5 anos.
Enfim, vamos esperar que seja só mesmo fruto das mudanças de rotina e do tal " salto de crescimento " dos 3 para os 4 anos. Até lá, mudamos os planos e já não a vamos inscrever no jardim escola público este ano. Se bem que as hipóteses de entrar fossem mínimas, não a iriamos sujeitar a mais uma mudança, não agora, na fase em que está, para mudar de educadora, auxiliares, colegas, etc e perder todas as referências que tem. Talvez para o ano, aos 5, tentemos, até lá, ainda que me custe muito pagar o colégio, lá se vai aguentando.