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01 março 2011

Saudades

Tenho saudades do mundo dos blogues, saudades de saber das pessoas que se tornaram amigos reais. Sim, o facebook mantem-nos em contacto quase constante com essas mesmas pessoas, mas é um contacto mais superficial, restrito a 422 linhas que cada comentário pode ter.
Sinto que no facebook, as notícias são mais breves, quando são. Não há desabafos, actualizações dos crescimentos daqueles que hoje são miúdos e que acompanhei desde bebés. Perde-se muito com o facebook em termos de conteúdo, ganha-se em termos de imediatismo. O que se diz é no momento e se aquela pessoa estiver on-line podemos no momento, trocar impressões de forma mais privada sim, por mensagem ou chat é certo, mas para mim, que sou um bocadinho " velha guarda ", também se perde a magia e o deslumbre do blogue enquanto diário mais ou menos privado.
No facebook, pelo menos eu, restrinjo informação porque aqueles mais de 100 contactos, são amigos sim, mas uns mais amigos que outros, uns cmais intímos que outros e gerir a informação que quero dar e a quem quero dar, sinceramente faz-me perder a paciência e a vontade de partilhar. Prefiro fazê-lo no blogue, com muito menos leitores e onde, ficará um registo futuro, mesmo que 1h depois, já não sinta o que escrevi, precisamente porque desabafei, para um monitor é certo ou para um pedaço de papel virtual, como queiram.
Tenho saudades não só da minha assiduidade enquanto escritora, mas também da assiduidade dos meus " leitores" dos comentários e trocas de impressões e também de ler o blogue dessas mesmas pessoas, invertendo papéis.
Tenho saudades do mundo activo que os blogues foram há uns 6 anos atrás e espero que, quando o deslumbre do facebook passar ( que como tudo, são " modas " ) que se voltem aos " velhinhos " blogues onde conheci tanta gente bonita.

06 abril 2009

Fim de semana cheio

No Sábado fomos ver o espectáculo - Disney on Ice, à procura de Nemo. Plateia Vip Central e se é verdade que quando o meu gajinho me comunicou onde iriamos ficar, reclamei pelo preço, durante o espectáculo não pensei nisso. Estar na 3ª fila com um espectáculo daqueles, fez-me esquecer os 108€ gastos ( que só não foram 120€ porque o Nuno teve desconto ).
Gostamos do espectáculo e acho que por conhecer o filme, ainda achei mais piada que ela, que só hoje quis olhar para o DVD que está cá em casa há uns 4 ou 5 anos ( por aí ). Mas não se pense que ela não gostou, gostou e muito. Ainda pensei que tivesse medo por estar tão perto, da baleia gigante, ou do tubarão, mas qual quê, enquanto a miúda ao meu lado de 8 anos tapava a cara e dizia que tinha medo, a minha não despregou de lá os olhos. Acho bem que não gastamos tanto dinheiro para estar de olhos tapados :).
Saimos e fomos aproveitar que os bilhetes garantiam a entrada no Oceanário e fomos os últimos a entrar. Também gostou e não fosse o facto de termos de sair às 20h00 e por ela teriamos ficado sentados no chão encostados ao vidro a ver os peixes e os tubarões. Nem aqui teve medo quando o tubarão passava junto de nós, aliás, tentava assustá-los com uns " bú " sempre que passavam.
Domingo à tarde fomos ao parque infantil do Jardim da estrela, com as amigas Joana, Beatriz, Leonor e Júlia e com o amigo Martim e respectivas mães ( e alguns pais ). Sempre bom, mas como sempre, passa a correr.
A minha miúda esteve numa onda individualista e andou a rebolar-se nas pedras ou a fazer castelos com as pedrinhas e acabou por não confraternizar tanto quanto é costume. Mas gostou de estar com as amigas que me disse no caminho para casa.
Eu também gostei, como sempre !

07 março 2009

6 verdades e 3 mentiras

Já quase toda a gente deve ter feito este desafio. Como só encontro mais que 6 verdades partilháveis e menos de 3 mentiras, não consigo fazer o desafio.

24 novembro 2008

Pedido

Mudamos de pc e perdi os favoritos todos onde tinha os links dos blogues privados. Alguns lá vou conseguindo visitar e adicionar clicando sobre o comentário mas precisava por favor que me colocassem os vossos links em comentário ou me enviem e mail.
Obrigada

17 novembro 2008

Se não fosse(m) o(s) blogue(s)

Eu não conheceria 7 pessoas fantásticas que com os seus parceiros e filhos dá qualquer coisa como 25 boas pessoas. O " núcleo duro " já tem qualquer coisa como 25 elementos, enaaa!
Ontem estivemos quase todos juntos e a sensação é tão boa que me deixam de " alma lavada ".
Os miúdos brincaram, riram, pularam, comportaram-se bem e mal, mas não se desentenderam ou pior, entenderam-se bem demais, até nos disparates. A mim fez-me bem vê-los já tão crescidos e sentir que ainda que não estejamos muitas vezes juntos, se sintam à vontade entre eles e connosco adultos. Gosto que a minha filha diga no caminho, " vamos ver os meus amigos " e gosto de a sentir divertida sem precisar de mim ao seu lado para se sentir segura.
Há poucas coisas tão boas como a amizade e se não fosse este blogue ( e todos os dessas outras pessoas ) eu não sentiria como um bocadinho meus, cada um daqueles miúdos, eu não sentiria como verdadeiras, aquelas 7 amigas.
É por estas e por outras que este blogue vai seguindo :)
Ontem foi uma tarde muito boa!

26 outubro 2008

Fim de semana

Sábado fomos conhecer a Júlia e rever a Joana, a Sara e o Nuno e estar com a Rita, a Beatriz e o Martim.
A Júlia, tão pequenina, fez-me rebuscar nas memórias como era a minha filha, com menos 1 kgr e uns quantos cms. Já não consigo imaginar o quão pequena foi. Foi uma delícia voltar a ter um recém nascido nos braços já meio enferrujados de pegar em bébés. Parece que afinal estas coisas também se esquecem.
Dos amigos Sara e Nuno, a registar o que sempre achei, acolhedores, verdadeiros e muito simpáticos ( Ahh Sara não te disse mas tu estás impecável, sem " marcas " de recém mãe de 2ª viagem ).
Quanto às crianças mais crescidas, brincaram e entenderam-se. Gostei de assistir à cumplicidade da Joana e da minha Beatriz que já pareciam amigas que se vêm com regularidade.
De notar que nesta visita foi a primeira vez que a Beatriz pegou num recém nascido, até aqui recusava sempre, penso que com medo.
Também de registar que já ( o já é engraçado ) pedala e bem, o mal era mesmo do triciclo que tem e não da falta de agilidade da rapariga.
Domingo uma ida ao teatro ver a peça "O pequeno polegar " com a Liliana e o Bernardo, no Centro Cultural Olga Cadaval. A peça foi engraçada, com algum humor a que os nossos petizes reagiram com sorrisos e gargalhadas. Notei-lhe a maturidade de já entender o humor e de perceber o conteúdo da peça.
No final um lanche a 5 ( nós 3 e eles 2 ), com grande parte do leite com chocolate sobre a camisola e 2 meninos que foram o tempo todo de mãos dadas. Entrosaram tão bem que nem parece que já não se viam há vários meses.

Foi um bom fim de semana :)

06 outubro 2008

Do fim de semana

Neste bocadinho de mundo àparte que é a casa da minha mãe. Sábado para além de uma fugida ao shopping para comprar pijamas e cuecas para a pequenota ( e para a mãe da pequenota também )e ida ao hipermercado, fomos ao parque, fiz a minha hora de caminhada na passadeira do ginásio e descansamos.
Domingo recebemos a X., o L e o V. mais de 3 anos depois de nos conhecermos virtualmente, não na nossa casa ( que estamos abancados na minha mãe até amanhã ), mas com a mesma disposição do que se fosse, a casa da mãe é sempre a casa da mãe e não há sítio para além da nossa casa em que esteja tão à vontade. O meu Nuno fez o arroz, foi buscar os frangos assados e trouxe ainda as diabólicas batatas fritas de pacote e uns refrigerantes. Não lhes toquei, fui uma menina de côro e resisti à tentação da bela batatinha frita e da seven up. Fiquei-me pela saladinha ( que estava muito boa ) e por um bocadinho de arroz, e ... pronto, comi 2 pernas de frango. Não ouve docinho e ninguém se mandou à fruta.
Só depois de se irem embora me lembrei que deveria ter oferecido um digestivo; dahhh para mim, não bebo, não me lembro de que há quem aprecie.
Antes e depois do almoço, passeio pelo jardim, brincadeira no parque e com a água da piscina e alguma converseta em dia. As crianças entenderam-se e desentenderam-se, o normal nesta idade, mas cá para mim a Beatriz gostou muito pois queria ir com a X. para casa dela :)
Muito bom mas o tempo parece ser sempre pouco quando se tem tanta conversa em comum.
A repetir, seja onde for.

29 setembro 2008

De Sexta a Domingo

Aconteceram tantas coisas que nem sei por onde começar.

Sexta-feira:
Fui à Neurologista do hospital e ao novo neurologista, sai de um e entrei noutro. Ambos com o mesmo diagnóstico e sim finalmente há diagnóstico concreto.
Afinal não tive meningite nem por sarcoidose nem por tuberculose e do mal o menos que a sarcoidose é uma doença crónica rara e incurável e portanto, exclui-se a hipótese de poder ter recaídas o resto da vida. Foi também testada a tal meningite de mainiers que deu negativa para alguns dos tipos de herpes mas que falta um ( herpes zooster que deve dar positivo por ter tido histórias de inflamações semelhantes a herpes no nariz )que só tenho resultados em cerca de 45 dias, mais a da PCR ( tuberculose ).
Ambos acham que o que tenho e tive é hipertenção intracraniana benigna ( H.I )ou falso tumor cerebrus que pode provocar alterações nas proteínas e daí poder ser confundida com meningite e em caso de dúvida, actua-se na precaução dada a letalidade e incapacidades geradas pelas meningites. Ainda assim a médica do hospital teve uma atitude muito corajosa ao assumir o erro dos colegas salvaguardando-se no " bem mas eu não acompanhei o caso de início e na dúvida medica-se para ambas as meningites ".
Saí de lá num misto de incredibilidade, frustação e inquietação. Incredibilidade por ter diagnóstico, frustração pela sensação de engano e pelos 20 kgs a mais que tenho e por tudo o que passei por causa das sequelas da medicação das supostas doenças e inquietação porque a solução para o problema passa pela quase certa cirurgia ao cérebro para colocação de uma válvula que ficará em definitivo na minha cabeça para vazar o liquor em excesso e aliviar a pressão intracraniana.
No entanto saí aliviada, a não ser que volte a ter as dores de cabeça ou que volte a ter alterações da visão, sinal inequívoco de que a tensão intracraniana está elevada, não terei de voltar a fazer punções lombares.
Vou ainda tentar que através de dieta rigorosa com o endocrinologista e com alguma medicação ( e o novo neurologista até falou em internamento para perda drástica de peso mas não falou em banda gástrica por isso não sei qual o plano ) perder o máximo de peso possível mas como me disseram ambos os médicos, o excesso de peso não é a causa ( que a causa da hipertensão intracraniana benigna é desconhecida ) mas agrava a situação.
Segundo o neurologista ( o tal supra-sumo ), já acompanhou casos de pessoas com 60kgr e com H.I. e em todos os casos que conheceu, em nenhum a perda de peso fez com que a doença se extinguisse. A cura em definitivo passa pela colocação da válvula.
Eu ainda conservo a esperança e a força de vontade de tentar perder peso, tentar que com 20 kgr a mais e ainda a cortisona ( ainda que a dose seja mínima e que dentro de 2 semanas deixe de tomar mas os efeitos da mesma manter-se-ão pelo menos 6 meses ) consiga pelo menos diminuir os valores da Hipertensão. Ainda que não cure, ainda que não diminua os valores, pelo menos tento perder o muito que ganhei à conta de mais de um ano a cortisona ( e com mais de 8 meses com doses elevadíssimas ).
Por ele a colocação da válvula seria feita já, que como disse: " Já passou muito tempo para andar a fazer experiências ". Ainda assim, com a opinião do neuro-oftalmologista positiva cedeu a que a decisão da colocação ( além de minha claro ) passasse pela opinião do melhor neuro-cirugião do país. Assim será e em breve terei consulta. Se ao princípio nem queria sequer saber pormenores da operação, já me mentalizei para que tenha de acontecer mas ainda assim tentarei lutar mais um bocadinho e inverter as probabilidades.

Sábado:


Ohh delícia de dia na companhia de amigas lá pelos lados de Sobral de Monte Agraço, com muita brincadeira, poucas birras, com poucos desentendimentos das meninas mas que ficaram logo resolvidos, com ida ao café da aldeia, ida ao parque e alguma, pouca, conversa entre nós mães ( que para conversarmos a criançada não pode estar connosco ) corridas atrás das galinhas e muitas risadas.
A Beatriz vinha cansada e adormeceu pelo caminho mas como disse, tirada do carro e chegada a casa despertou ( como quase sempre ).

Domingo:


Ida ao cinema ver o Panda Kung Fu que por pouco saia dos cinemas e eu falhava com o prometido. Lá fomos e ela portou-se como da última vez, mas lá se aguentou a ver o filme, ora sentada na cadeira, ora em pé encostada ao banco da frente, ora em cima do banco elevatório, mas o filme não tinha intervalo e ela que em casa não vê mais que 10 minutos de filmes, não pediu para sair nem para ir fazer xixi. Parece que gosta mais de cinema que de " home cinema ".

15 julho 2008

Fim de semana

Fomos no Sábado à festa da Beatriz e da Leonor. Divertiu-se no parque infantil mas o que lhe fez mesmo as delícias foram os sapatos ( pirosos ) de princesas que uma das aniversariantes recebeu. Andou com uma ligeireza sobre os saltos que lhe desconhecia.
Fez " panelinha " com a Maria e já andavam a combinar idas à casa de uma e de outra.
Portou-se muito bem ( pelo menos que eu visse ).
No final recebeu da Maria um presente que esta acabara de receber e já no carro disse que gostava muito destas amigas dela.
Eu também gosto muito destes nossos amigos filha :)

Olhem que duas

13 julho 2008

A Clarinha nasceu

E eu estou desejosa de saber mais pormenores e claro, de a ver :)
Bem vinda ao mundo Clara, que Deus te abençoe e te reserve uma vida muito feliz junto da tua familia.

20 maio 2008

Do nosso fim de semana

Sexta trabalhar das 11h até às 4.10 da manhã, já Sábado, ena!
Sábado tivemos festa de aniversário do meu tio, em família, com os primos mais pequenos reunidos. À noite jantar com a minha mãe e uns amigos e a Bia deliciada com a sua companheira de viagem à Eurodisney, a Sara. Era para dormir em nossa casa mas arrependeu-se e decidiu ir com a mãe :).
Domingo de manhã foi para dormir um bocadinho e restabelecer dos serões que isto ainda não dá para estas maluqueiras. À tarde, no jardim zoológico, em boa companhia, a correr atrás de 2 miúdas que por sua vez corriam atrás dos pombos.
Pouco ligaram aos animais, giros giros eram os cartazes, os pombos ahh e claro, fugir de nós.
Apesar disso, valeu pela tarde diferente, pela companhia e maravilha das maravilhas, até conseguimos conversar :)
Gostei muito da interacção das nossas pequenas.
Para registar:

Bititiz: - Queje ir ao teato comigo?
Bia: Sim.
Bititiz. Então vamos quando a tua mãe e a minha forem tabaiar.

Qualquer dia combinam saídas à noite.

13 fevereiro 2008

Filhos

No início da minha experiência enquanto mãe escrevi sobre como me tinha transformado e em como acreditava que o tinha feito para melhor. Nunca consegui transformar em palavras os sentimentos que me invadiam o peito até que hoje cheguei até este post. Como realmente quero que a minha filha o leia vou não só " linkar " mas também transcrever.
Não diz tudo o que penso e sinto sobre ser mãe, mas diz muito do que nunca fui capaz de exprimir.

" Ter filhos... hum... como é que eu hei de dizer isto sem parecer... conservadora, reaccionária, pretensiosa? Como é que vou dizê-lo sem parecer moralista?... Ter filhos... faz de nós melhores pessoas. Já disse. Tentei explicar isto outro dia a uma amiga mas, pela cara dela, acho que não me consegui explicar bem. Olhou para mim como se eu fosse a presidente da associação de famílias numerosas, com dez crianças no colo e a pregar contra o aborto. Não é nada disso. Mesmo. Mas a verdade é que acho que ser mãe faz-nos melhores pessoas. É isso. Não há outra maneira de o dizer. Faz-nos olhar além do nosso umbigo. Depois de um período (cada vez mais prolongado) de juventude em que vivemos para o nosso próprio prazer - a casa e o carro e as viagens e as férias na neve e o telemóvel topo de gama e a carreira e uma casa melhor e os jantares e os copos e os saldos e a promoção e o aumento e os sapatos novos e sair à noite e tudo e tudo - somos obrigados a pensar no que é bom para outra pessoa. Há mais uma vontade ali a ter em conta. Por isso ter filhos faz-nos ser menos egoístas e egocêntricos. Tal como ter um irmão nos ensina a partilhar. Fazemos coisas para os ver felizes e acabamos a descobrir que isso também nos faz feliz.Obriga-nos a rever as nossas prioridades. Porque o tempo, o dinheiro e a disposição não dão para tudo, quando temos filhos temos que sacrificar algumas coisas. Talvez aquela ida às compras não seja tão importante, o melhor é aproveitar para ir ao parque. Talvez seja melhor arranjar forças para ir jogar à bola em vez de o deixar a ver televisão a tarde toda enquanto nós dormitamos no sofá. Talvez seja melhor respirar fundo antes de entrar em casa e deixar os problemas do trabalho lá fora para poder aproveitar bem o pouco que nos resta do dia com a nossa família. Uma noite bem dormida é bom, mas se temos uma criança com febre queremos lá saber do nosso descanso, queremos é que ele fique bem, não é? Se calhar até gostávamos de lutar pela promoção mas se, para isso, temos que trabalhar mais de doze horas por dia e chegar a casa quando já estão todos na cama... valerá a pena? Quando se tem um ser tão frágil entre as mãos, que depende totalmente de nós, percebemos o que é realmente importante. E o importante não são as unhas arranjadas nem as dores nas nossas costas. O importante é (lá dizia a minha avó) que tenhamos todos saúde e sejamos felizes (esta foi mesmo moralista, mas enfim).Educar um filho é (até ver) a tarefa mais difícil que tive de cumprir. Tenho a noção de que todas as decisões são importantes. Tenho, constantemente, de decidir entre o bem e o mal, o que é reprovável e o que devo incentivar. Quero que ele aprenda a brincar com todos os meninos e que empreste a bola. Mas e se lhe baterem na escola, digo-lhe para bater também? Quero que ele aprenda a ser justo e honesto e que acredite na bondade dos homens. Ou será mais importante mostrar-lhe, desde já, que lá fora é uma selva e ele tem que aprender a defender-se e que tem de começar já a ser o melhor se não não vai sobreviver? Encho-lhe a agenda de actividades, obrigo-o a aprender inglês e violino desde os três anos, ou deixo-o correr e andar de bicicleta e levo-o a ver o mar? Compro-lhe os brinquedos só para o ver feliz ou não compro para o ensinar que ele não pode ter tudo? Zango-me? Castigo-o? Bato-lhe? Educar um filho obriga-me, em cada minuto, a pensar nos valores que são importantes para mim e naqueles que eu gostaria que fossem também importantes para ele.Os livros dizem que é com o nosso exemplo que eles mais aprendem. Pelo menos nisto os livros têm razão, já percebi. E, por isso, todos os dias me esforço por ser a melhor pessoa do mundo. Dizer sempre bom dia, obrigado e se faz favor. Não pôr o dedo no nariz. Não beber o sumo directamente da garrafa. Não dizer palavrões. Não me irritar por coisas de nada (isto é difícil). Não gritar (é quase impossível). Mas ao menos tento. Ceder, partilhar, confiar, cumprir horários, cumprir promessas, ser carinhoso, dar beijinhos, preocupar-me com os outros, não dizer mal dos outros, dar o lugar aos mais velhos, não mentir, não ligar às aparências, não ser preconceituosa. Todos os dias me esforço por ser melhor, só por ele. Quando somos pais percebemos melhor os nossos pais. Aprendemos a respeitar as dificuldades por que tiveram de passar. Podemos perdoar-lhes os erros que cometeram (não todos mas, pronto, alguns). Percebemos finalmente aquela coisa do "fizemos tantos sacrifícios por ti". Colocamo-nos a nós próprios no lugar de avós, vemo-nos, daqui a uns anos, velhinhos e corcundas, enfiados num lar. Talvez essa imagem seja suficiente para suportarmos uns quantos almoços de domingo, mesmo quando não nos está a apetecer mesmo nada. Os filhos obrigam-nos a pensar no futuro. Porque a vida não é só aqui e agora. Tomamos consciência que a nossa vida continua depois de nós. Não é um bem um legado mas, sei lá, queremos deixar qualquer coisa para eles. Uma obra. Uma recordação. Um mundo onde se possa viver melhor. As alterações climáticas podem já não nos tocar mas vão tocar os nossos netos. Temos que garantir que os nossos descendentes vão ter água para beber. Que vão ter um emprego. Um ensino de qualidade. Que não vão morrer numa guerra. Vale a pena lutar, manifestar-nos, protestar, desejar, sonhar. Vale a pena. Mesmo que não seja por nós.Ter um filho tornou-me uma pessoa melhor. Claro que é possível ser melhor mesmo sem ter filhos. Claro que há pais que nunca serão boas pessoas. Mas ter um filho mexeu comigo, abanou-me de uma forma que eu considero positiva. E só posso esperar que isto aconteça também com os outros. "

12 dezembro 2007

Uma tarde bem passada

Ontem finalmente encontramo-nos. Parece repetitivo mas a sensação não foi de forma alguma de um primeiro encontro. Falavamos há muito, partilhavamos desabafos, temos várias coincidências em comum e ontem lá se deu o tão desejado encontro.
Uma tarde que passou a correr com um bom almoço pelo meio, um belo passeio descontraído e muita conversa posta em dia. Deu para descobrir ainda mais afinidades e a vontade quando chegou a minha hora não era de vir. Senti-me muito bem recebida, como se já conhecesse a pessoa, o espaço e o lugar. Como se fosse usual partilharmos pedaços dos nossos dias assim e que apenas não o faziamos há muito tempo, como se fosse uma amizade de infância que o destino resolvera reunir.
Não é demais dizer que gostei muito de estar contigo e que temos de conseguir de vez em quando repetir( e para a próxima o almoço é por minha conta ).

03 outubro 2007

Encontro

E ontem, depois de vários desencontros, de várias " desmarcações" ", de estarmos na mesma hora e no mesmo local e não nos cruzarmos, finalmente " conhecemos " fisicamente estes amigos. Era a única coisa que faltava já que falamos há muito tempo.
Adorei, foi como se nos conhecessemos há muito ( e de facto assim é ) e até as crianças reagiram assim. Ficámos surpreendidas com o Tiago e a Beatriz que brincaram juntos, correram um atrás do outro, riram, partilharam, deram as mãos, deitaram-se no chão juntos e no final ainda chamavam um pelo outro. Pareciam amigos de há muito.
O Tiago ainda me desafiou para me deitar no chão com ele, mas resisti :).
Despediu-se da Ana com um abraço ( nada normal dela para quem não conhece ) e escostou a bochecha dela na bochecha dele ( não se pode chamar aquilo de beijo ) e quando vinhamos embora à minha pergunta:
- Gostaste do Tiago?
Respondeu ( depois do famoso Ãããn ) :
- Xim... muito.
E eu hoje até sonhei com o Tiago.
Muito bom, a repetir aqui ou mais perto das " terrinhas ".

Tiago e Bia
Na foto, dentro de um " come-moedas ".