Mostrar mensagens com a etiqueta nós todos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta nós todos. Mostrar todas as mensagens

04 abril 2012

Bom começar por onde?

As miúdas entraram na creche dia 31 adaptaram-se muito bem mas como era normal e expectável andam constantemente com ites e oses e com elas a Beatriz e eu. Uma das gastroenterites levou a uma noite de internamento da Beatriz, a que eu, a Joana, a Matilde, a minha mãe, irmão e sobrinho ficassemos também doentes.
Têm se safado sempre o enfermeiro de serviço, o Nuno.
À parte disso, elas continuam a crescer, a fazer cada vez mais gracinhas e cada vez mais birras excepção feita à Beatriz que tem crescido ( em termos emocionais e de carácter ) muítissimo.
As gémeas têm entre si uma relação engraçada ora de amor/adoração, ora de competição ( pelo brinquedo, pelo colo por quem grita mais alto ).A Beatriz têm uma relação com as irmãs de derreter. Adora-as e vice versa mas tal como os irmãos são, tem momentos em que se zangam mas logo fazem as pazes.
As gémeas vão dizendo umas palavras, a Joana mais perceptivel que a Matilde que fala imenso mas em bebeguês.
A Beatriz continua excelente aluna e continua a gostar de aprender.
E a bem dizer muito resumido é isto. A ver ser consigo, colocar posts com o tempo certo portanto não se admirem se virem postagens com data anterior ;)

09 junho 2011

De férias

É certo que tem estado vento, algum fresquinho e pouco sol ( há excepção do dia de hoje ),

é certo que trouxe muita roupa para os dias quentes que antecederam esta semana e pouca quente para os dias que estão, mas no fim de contas, o que importa é que estamos de férias :)


27 abril 2011

Manhãs

7h00- o Nuno acorda-me e agora não há cá mais 5 minutos e mais 5 e mais 5...
Vou tomar o pequeno almoço para ir acordando devagar. Abro os estores no máximo e abro a janela da cozinha para deixar entrar o sol da manhã e ouvir os pássaros que cantam.
Aqueles 5 minutos a sós com a minha torrada, o café com leite e o " Bom Dia Portugal " sabem muito bem. Prolongo o " sossego mental " lavo a loiça do pequeno almoço, arrumo a manteiga, o açúcar e vou fazer a minha higiéne pessoal e " tratar de mim ".
Entretanto o Nuno já acordou a Beatriz, tempo para lhe dar uns beijinhos de bom dia enquanto ele a veste e lhe dá o leite e eu me visto. Não visto nunca a parte superior porque os vomitados e bolsados são uma constante e assim poupo a roupa e não perco tempo a voltar a vestir-me e pior, a escolher outra roupa de manhã.
Faço a minha cama e a da Beatriz.
Ele sai, é tempo de preparar o leite das gémeas. Coloco as esperguiçadeiras paralelas com os babetes e a almofada no chão, A televisão está no Panda, no Jim Jam ou na RTP2 para a Beatriz ver.
Vou buscá-las e trago-as ( ainda ) uma em cada braço para as respectivas esperguiçadeiras na sala. Sento-me no chão, coloco-lhes os babetes e dou os 2 biberões em simultâneo.
Raramente bebem tudo sem uma pausa para arrotar ou sem espernearem ou sem uma ou outra bolsar ou vomitar. Geralmente os últimos 50 mls de cada uma tem de ser dados no colo, a uma de cada vez, ou não bebem. Aliás, os últimos 50 mls seja quando for, geralmente só eu consigo que bebam.
Volto a colocá-las a arrotar e se não bolsaram ou vomitaram na pausa do meio, fá-lo-ão agora. Nem o anti-regurgitante as safa, de manhã é quase sempre certo que sai uma parte para fora.
Tempo de limpar o sofá e/ou a carpete e/ou a esperguiçadeira que ficou suja.
No entretanto lido com uma ou outra birrita ( que às vezes é birrona ) matinal da Beatriz, ou com uma crise sentimentalista de que quer ficar em casa, ou ir para o trabalho comigo, ou ir para as tias, ou, ou...
Vou vesti-las, limpar a cara o pescoço, as mãos, colocar a água de colónia. Volto a colocá-las na sala, nas respectivas cadeiras auto, junto da Beatriz já de casaco vestido a verem desenhos animados e acabar de me vestir ( a camisa, camisola ou vestido ). Vou à garagem levar a mala das bebés, a minha mala, a mochila da Beatriz e o saco do meu almoço. Levo a cadela comigo, abro-lhe o portão da garagem e deixo-a ir à solta à rua enquanto arrumo as coisas.
Volto para casa despeço-me da cadela e fecho a porta da cozinha.
Agarro nas 2 cadeiras e lá vamos as 3 até à garagem. Abro logo o portão e coloco as 3 no outro lugar de parqueamento sempre com a ordem expressa da Beatriz não sair de onde está.
Chego o carro à frente pois não consigo abrir as portas o suficiente para colocar os dois ovos no banco de trás. Volto a desligar o carro que tenho paranóia com os dioxido de carbono e as garagens e coloco os cintos nas 3. Apertar o 3º cinto já é tarefa relativamente morosa .
Sento-me no meu lugar, olho o relógio: Boa, temos tempo.
Pelo caminho vou conversando com a Beatriz ( que entretanto as birras já passaram e ela está como se nada se tivesse passado ), vamos cantando ou conversando sobre " as coisas do teu trabalho " e " as coisas da minha escola ".
Uns 8 a 10 minutos depois chegamos à escola, estaciono mesmo em frente do portão, tiro a beatriz do carro e corremos até à porta da sala dela enquanto a auxiliar que está ao portão me dá um olho nas bebés que ficam no carro. Ela quer sempre que a leve à porta da sala.
Colocamos a mochila e o casaco no cabide, muitos beijinhos e abraços e a educadora vem à porta da sala recebê-la e cumprimentar-nos.
Vou novamente a correr até ao carro, agradeço à simpática auxiliar e volto a olhar o relógio. Pelo caminho vou falando ou cantando para as bebés.
Mais uma paragem uns 7 minutos à frente para deixar as bebés na minha tia, que entretanto já me espera no patamar do prédio. Mais 2 beijinhos e volto a sentar-me no banco do condutor. Respiro fundo, ligo o rádio. Esperam-me pelo menos mais uns 20 minutos ( sem trânsito ) de condução.
10h00 ( ou um pouco antes ) chego ao escritório, bebo um café e sento-me à secretária. Supostamente o meu dia começa ali, mas na realidade, ele já começou intensamente, há 3 horas atrás.

28 fevereiro 2011

Regresso a casa

Após 4 semanas em casa da minha mãe regressamos a casa, cheios de sacos, saquinhos e malas. Mais parece que emigramos mas não, fomos só " ali ao lado " por uns tempos. Tudo porque a nossa casa parece que anda a ficar cada vez mais fria ( coisa que não era há uns tempos ) e portanto, tivemos que colocar ar condicionado no entretanto.
Sab bem estar em casa da minha mãe, quer por poder conversar com ela diariamente ao fim do dia ( com calma porque apesar de trabalharmos juntas, quase não conseguimos conversar por lá ), quer pela proximidade da casa de tudo e pelo jardim apetecível que nestes últimos dias de sol, foi a minha companhia silenciosa.
No entretanto as bebés vão crescendo e já prestam muita atenção ao mundo que as rodeia, ao mobile que adoram, à irmã e a nós.
Sorriem que é um espanto e não há sorriso que não me faça derreter o coração, mesmo quando deveriam adormecer mas teimam em sorrir.
Felizmente ( e bato na madeira muitas vezes, cruzo os dedos e tudo e tudo ), vão dando noites porreiras e eu até me parece mentira que bebés tão pequenas façam tamanha proeza. Eu bem dizia que já tinha tido com a Beatriz a minha dose de noites mal dormidas.
Pesavam na sexta feira 4100grs a Matilde e a Joana 3900grs.
Estão mais diferentes entre si, mas há muita gente com dificuldade em distingui-las.
A Beatriz anda numa fase " parvinha " que eu pensava que só chegava lá para os 7 anos. Faz piadinhas, está gozona e isso tem lhe valido muitos ralhetes. Ainda assim continua um mimo com as irmãs e quando não está a " aparvalhar " um doce connosco.
Nós 5 estamos adaptados e não fosse o espaço que ocupamos e as despesas que isso implica, até diria que nem somos muitos cá por casa :)

10 janeiro 2011

4 semanas

A dias de fazerem um mês continuam a dormir mal mas a comer bem. Não se pode ter tudo é um facto, mas sendo 2, 4 semanas a dormir mal com 2 pequenas ( porque não é só tratar de 1, dar o biberão, mudar fralda, colocar 350 vezes a chucha e afins... é isso tudo a dobrar ) parecem 2 meses.
Estamos cansados e de dia não dá para descansar que há sempre imensa roupa para lavar, estender, apanhar, dobrar, guardar, passar, etc. Já nem falo no resto da casa para arrumar e limpar que basta falar na roupa para que metade do dia esteja preenchido com estas tarefas.
Quarta-feira o Nuno começa a trabalhar e eu fico sozinha em casa com as 2... até tenho medo.
Para evitar que eu entre em colapso nervoso, combinamos com a nossa empregada vir mais vezes para tratar da casa e da roupa. Por enquanto e até ao fim do mês, virá todas as sextas-feiras, durante 6 horas virá também às quartas-feiras, 4 horas, para tratar da roupa e se der, dar um jeitinho na casa também.
Se isso não for suficiente, virá uma pessoa todos os dias, durante 3 ou 4 horas ( ainda a definir ) para tratar da casa e roupa enquanto eu me ocupo apenas e só delas e abdico da pessoa que actualmente faz as limpezas ( e que até agora vinha apenas 2* por mês durante 6 h de cada vez ).
Independentemente do cansaço, adoramo-las, pois claro.

28 dezembro 2010

Resumo

Ora por onde devo começar?
Bom, fazem hoje 15 dias que nasceram as gémeas, que o nosso dia a dia mudou basante, que passamos os dias entre esterilizar biberões, retirar leite, mudar fraldas, estimular rabinhos, etc, etc.
As gémeas, por serem prematuras, não pegavam no mamilo. A Matilde, a maiorzinha, lá ia pegando ( e vai de vez em quando ) e mamando, a Joana ora porque não consegue, ora porque lhe dá muito mais trabalho, não o faz.
As primeiras noites no hospital foram um suplício, com 2 enfermeiras de volta das minhas mamas, para que pegassem no peito, sem sucesso. Tinham de ser acordadas ( e a dificuldade que era fazê-lo ) e depois disso, a dificuldade de pegar no mamilo era imensa, chegando a estar 1h com cada uma ( mais as 2 enfermeiras ) só para que pegassem no mamilo e mamassem qualquer coisita.
Pelo meio ouvia:
- Tem um mamilo tão bom, mas elas são pequenas, ainda não sabem mamar e não conseguem abocanhar todo o mamilo.
As dores nos mamilos das pegas ineficazes eram de " bradar aos céus ", juntamente com as contracções uterinas que ia sentindo enquanto amamentava ao peito.
Quando vim para casa, com as 2 e sem as 2 enfermeiras para ajudar na tarefa, com a subida do leite e o peito a encaroçar, pedi várias vezes à minha médica para me secar o leite. Chorei de desespero, com dores no peito, no hemorroidal inlamadíssimo e com os pontos e por vê-las chorar e não conseguirem mamar, por cansaço das noites stressantes e em claro. A minha médica não me deixou desistir e lá me foi orientando no processo.
Decidi retirar o leite com a bomba, com o conhecimento de que o estimulo da bomba não é o mesmo do do bebé e por isso, o mais certo é que, a amamentação não dure muito, mas vamos tentando. Pelo menos, a tarefa não é tão stressante para mim e torna-se muito mais fácil ( mas mais trabalhoso também ) dar o leite no biberão que antes foi retirado.
Desde o início que estão a suplemento, por serem prematuras e porque a produção não é suficiente para 2. Estão com o Aptamil prematil, para prematuros.
Tem tido algumas cólicas que curiosamente pioraram com o uso do infacol, por lhes ter dado o efeito secundário provavel, prisão de ventre. Estão a tomar bio gaia ( que até à data não vimos efeitos ) e vão começar com o colikind, que resultou com a irmã mais velha. O aero-om, tal como aconteceu com a Bia, não resulta. Na 1ª semana, tivemos em nossa casa a minha mãe a dormir, ou a tentar dormir e coitada, de manhã, lá ia ela trabalhar.
Depois disso começamos a orientar-nos os 2, apesar de pelo meio a Beatriz ter adoecido.
Apesar de tudo e não querendo minimizar a 1ª semana, foi melhor do que o esperado, mas lá temos noites terríveis, noites menos más e noites assim assim.
De dia, são um sossego e praticamente são as bebés " come e dorme ". Ainda assim, eu raramente descanso durante o dia ( fi-lo apenas na 1ª semana ) .
Esta semana, estamos em casa da minha mãe, por o Natal ser cá em casa, assim como o fim de ano e para não andar no entra e sai ao frio com as pequenas.
A Beatriz tem reagido muito bem e adora as irmãs. Quer andar sempre aos beijos, a pegar ao colo, a dar biberão, etc. Não temos sentido ciúmes mas também temos tentado que continue a ter momentos a sós connosco enquanto elas dormem. Por isso mesmo, tem ido pouco à escola, mas também tem sido as férias do jardim de infância o que não causa " grande transtorno ". Claro que para nós pais, é pior que não podemos descansar enquanto as gémeas o fazem, mas por enquanto " a coisa vai-se levando ".
Nós, adultos, estamos bem, cansados claro, mas felizes com as 2 " pequenas " que se vieram juntar ao clã como se sempre tivessem feito parte dele.

17 junho 2010

Da minha miúda crescida

Tem se portado tão bem nas férias que tenho medo de falar e agoirar.
Só a parte do comer tem sido o de sempre, mas dado não ser novidade, estou a achar que se tem portado muitíssimo bem.
Tem sido uma férias tão pacíficas que tenho as apreciado condignamente, afinal, para o ano, muito provavelmente já não serão assim e nas próximas já eu estarei de 6 meses e presumo que já pouco paciente.

23 maio 2010

Fim de semana

Sábado um piquenique em família, entre a mata e os pinheiros. Depois do almoço uma ida à praia da Lagoa de Albufeira, água relativamente agradável, muitos mergulhos da pequena e muita descontração com um cheirinho a Verão e a férias. No regresso um percalço e em plena luz do dia, num parque de estacionamento descoberto e vá, em 10 minutos, assaltam-me o interior do carro levando gps, toalhas de praia, máquina fotográfica da sogra, telemóveis e uma fechadura arrombada. deixou-me chateada sim, azeda não pelo que levaram em si, mas pelas fotos que a máquina continha. No fundo, as fotografias encerram memórias e mais do que o valor monetário de tudo o resto, estava o valor das memórias contidas num simples cartão. Tempos modernos... adia-se a passagem das fotos para o pc, não se imprimem e assim de um momento para o outro, puff desaparecem. Pode ser que me sirva de " recordação " e que passe a fazê-lo com mais frequência.
Hoje, foi a vez de um almoço em família e de uma tarde descontraída com ida ao ginásio e um bocadinho ao parque infantil.
Apesar do infortúnio, foi um bom fim de semana.

12 março 2010

Pedidos especiais

Há mais de um ano e meio que ela me pede uma mana. Chegou a ser um pedido diário ao que eu respondia, " qualquer dia " ou " já não falta muito ". Confesso que o pedido dela nunca me abalou por forma a levar-me a concretizar-lhe o desejo. Sim nós queremos ter outro(a) filho(a) mas deixamos de estipular uma diferença aceitável de idade, ou qualquer meta. Estávamos ambos na fase " sem vontade de voltar a passar por fraldas e afins ". Queriamos sim, mas temos adiado há quase um ano, agora já sem motivo nenhum ( que felizmente em termos de saúde já é viável ). Cheguei a pensar que não seria capaz de voltar às noites sem dormir, ou, estou tão bem assim. Verdade, pensei várias vezes que uma só filha era o que me preenchia porque foi o que senti.
Ao Nuno, começou há pouco tempo a dar-se " o clique " para voltarmos a ter choros a meio da noite e olheiras até aos joelhos.
A mim, ainda não me tinha dado... até esta manhã, em que a miúda fez o mesmo pedido que faz " há séculos ", mas que hoje me fez responder um pouco desanimada:
- Ainda não estou grávida filha, mas falta pouco.

( Nota: Ainda não estamos em tentativas para... )

26 agosto 2009

Para a semana vamos de férias

E no banco de trás vão 2 crianças e uma adolescente. Vamos a 5, nós 3 e mais os meus 2 sobrinhos durante 11 dias.
Se estou extasiada com a ideia de pela primeira vez levar o meu sobrinho de férias ( que nunca antes quis largar " as saias " da mãe ), sei que virei cansada e prontinha para relaxar nos restantes dias de férias, que serão passados a Norte.
A minha sobrinha e o Nuno são uma grande ajuda nas tarefas de banhos, fazer camas e afins mas em relação à disciplina, vai me caber a mim por a trupe na ordem.
As regras estão definidas e vão ser ditadas aos 2 petizes mais novos durante a viagem até sul. " A ditadora manda " mas é a única forma de as coisas correrem mais ou menos bem e de eu não ficar de cabelos em pé ao fim de 3 dias.
Mas eles vão se portar bem... é que não tem grandes alternativas, lol.

24 agosto 2009

Cresceu

No peso ganhou 700 gramas. A altura está a mesmíssima coisa ( 95.5cms ) mas até me parece mais alta.
Na dicção e no discurso não consigo, para além dos " éles " e dos " lhes " , dizer que só tem 4 anos. Veio com expressões como " por exemplo ", " isto é", " concordo ", " concordas ", " entendes " " vamos fazer um acordo " e tantas mais que nem registei.
Na primeira hora em que conversamos eu não consegui tirar o sorriso dos lábios pela graça e coerência do discurso.
As saudades eram mais que muitas e o fim de semana foi de abraços, beijos, brincadeiras, gosto tanto de ti, adoro-te, " quem é a mãe mais boa ?" e similares.
Apesar de nas 2 semanas não ter usado o colete, pois só fez praia e não tinha bóia ou braçadeiras, nada só de braçadeiras com a mesma destreza que fazia com colete. Até tentou nadar sem ter nada, mas claro que afundou. Desenrrascou-se e nem lhe ouvi um " ai ", o meu coração é que quase paralizava. Não me manifestei para que não ganhe medo mas cada vez mais tenho de apressar a ida para a natação que ela não tem mesmo medo nenhum.
Fim de semana de puro mel.

17 julho 2009

Ela um dia volta a adormecer sózinha

Onde se meteu a minha filha que adormecia sózinha antes dos 2 anos depois de lhe contar a história, lhe dar um livro para a mão que ela desfolhava sózinha e quando tinha sono, deitava-se tapava-se e adormecia?
Depois de deixar a chucha, deixou de adormecer sózinha e agora nem sequer quer estar no quarto sózinha... estou farta de lhe perguntar do que tem medo mas não diz, só diz ( a chorar compulsivamente ) que não quer dormir sózinha nem ficar sózinha no quarto.
Veio ainda pior dos avós ( isto não é uma crítica, acontece sempre alguma regressão, normal do mimo de quererem aproveitar todos os momentos com ela ).
Preciso de delinear uma estratégia para que volte a adormecer sózinha, só não sei muito bem qual...

( na foto com 1 ano e meio )
Adenda: Entretanto já me lembrei de uma estratégia que geralmente com ela funciona, a da recompensa,vamos ver que me parece que nem assim por enquanto vamos ter sucesso.

06 julho 2009

E depois da festa...

Quis ir com a avó e a tia ( que estão de férias ) antecipando em 2 dias a sua ida.
Amanhã vem de propósito para a consulta de rotina e depois continua nas suas férias nos avós. Ontem nem queria falar connosco ao telefone.
Eu confesso que o dia de ontem nos soube muito bem que descansamos, passeamos e namoramos como há muito não o faziamos.

A festa de aniversário

Balões, um insuflável considerável, 2 animadoras, fantoches, pinturas faciais, pinturas no papel e nos balões, jogos tradicionais, bolo, doces, presentes, família, amigos, alegria, diversão, muitos sorrisos, foi basicamente assim o nosso dia.
Ainda fui presenteada com um xixi por mim abaixo ( tal era a euforia que não queria ir à casa de banho e teve de ser tirada à força ).
A minha miúda mostrou o seu lado social ao ir cumprimentar os convidados mesmo a meio da história, ao ir buscar os amiguinhos e ambientá-los com o espaço, ao entregar as fatias de bolo a cada um, sem que nunca lhe tivessemos ensinado tais " regras ". É mesmo " tia ", é dela, não há nada a fazer :).
Ficou delirante por ter muitos amigos na festa, adorou ter o " namorado " e a risada que foi quando ele chegou e eles eram beijos, abraços e amassos a torto e a direito.
Fez questão de dizer que já tinha 4 anos, não fosse alguém estar mais desatento :)
Estava feliz, feliz e nós com e por ela :)
Foi um dia muito bem passado!

30 junho 2009

Fim de dia bem passado

O final da tarde de ontem foi proveitoso ( ao contrário de mtos fins do dia em que não páro mas em que chego ao fim do dia e parece que nada fiz ). Comprei uns detalhes para a festa da Beatriz antes de a ir buscar e umas sandálias para mim. Depois rumamos para casa da minha mãe, fomos até ao parque infantil ela andou pela primeira vez descalça no parque ( que me andava a pedir de cada vez que via outros miúdos mas nunca deixei porque não gosto de ver. Ontem cedi. ), brincamos às vizinhas ( com comidinhas feitas de pedrinhas ) fez cambalhotas na relva e acabamos com os carrinhos de mão ( eu a pegar-lhe nos pés e ela a tentar andar com as mãos ). De tanto se rir ( a bom rir mesmo ), não aguentou e fez xixi ( coisa raríssima mas aconteceu ).
Subimos e dei-lhe um banho, demorado, com direito a mergulhos ( que na banheira da avó pode-se quase tudo ) e com ela a usar o chuveiro sózinha.
Enquanto isto o pai fazia o jantar.
Depois do banho, por creme vestir e jantar bebi o meu cafézinho na varanda, a ver o dia acabar com a miúda sentada na cadeira do lado, calmamente, sem grandes perguntas nem " exigências ".
Ainda fizemos um pequeno jogo de futebol na varanda e tempo para uma aula de ballet à mãe.
Depois disto tudo, ainda vimos um pouco de televisão juntos e hora da caminha para ela.
Ainda vi calmamente televisão e só adormeci tarde porque ( mais uma vez ) não conseguia adormecer.
Ontem ao fim do dia fiz gazeta a quase tudo e soube-me mesmo bem!

24 maio 2009

Da falta de tempo

Inspira, expira, inspira, expira... tem me faltado o tempo até para me lembrar de como se respira.
Tenho uma filha impecável, que do alto dos seus quase 4 anos entende a minha falta de tempo e que aproveita(mos) os poucos momentos que temos passado juntas.
Não faz birras para chamar a atenção ou reclamar a falta dela, não anda triste, não fica ansiosa à minha espera. Aproveita... aproveitamos as duas, acorda mais cedo do que o costume para termos um bocadinho de manhã para brincarmos, tem acordado bem disposta e tem me acordado com festinhas. No meio da confusão, os momentos a duas tem sido muito bons, passados com o essencial, os momentos de brincadeiras e de mimos.
Isto tudo porque claro e com o devido agradecimento ( que não é suficiente ), tenho um marido 5 estrelas que para que possamos partilhar estes momentos, açambarca para si todas as responsabilidades da casa e dos cuidados com a Beatriz. Obrigada amor ( mas o que faço é por todos, como tão bem sabes ).
O que vale é que é só uma fase e que as férias estão para breve.

29 abril 2009

Da minha avó

Está a adorar o lar, o nosso grande receio era a adaptação que sempre disse que não queria ir para um. Está a adorar as pessoas e a atenção que lhe dão, o espaço e a higiéne do mesmo ( que ela é muiiiiito mas muito atenta a isso ) e até as refeições. Tem comido pouquissimo como já tem sido desde há dias mas com a atenção da enfermeira que " lhe caiu no coração " tem comido pelo menos a sopa, como os miúdos " uma para a filha, outra para a neta... ".
Diz que só quer vir a casa quando se puder levantar e apenas ao fim de semana que durante a semana quer lá estar que está melhor que em casa. Quer também assim que possa ir para o salão junto com os outros utentes para fazer malha e croché e fazer as refeições na copa.
As duas costelas partidas não deixam e o médico conformou-a que levará muito tempo a cicatrizar. Aceitou tudo muito bem e voltou a estar consciente e sem momentos de demência. Não que a saúde física dela tenha melhorado, mas foi um grande alívio. Está visivelmente feliz e voltou a lutar pela vida, coisa que já tinha praticamente desistido.
Há um ano atrás deu-me uma grande lição de força de viver e este ano volta a fazer-nos o mesmo.
Estou feliz porque está feliz e quando partir, fico tranquila porque o fez " de bem com a vida ".
Obrigada Senhor!

28 abril 2009

Estamos emocionalmente instáveis. Falo por mim que ora falo com uma aparente incolumidade no assunto, ora me refugio para que não se percebam os meus olhos cheios de lágrimas.
Custa muito assistir à " degradação " do corpo e da mente, numa despedida lenta da vida, de alguém que teve um papel tão importante na minha como a minha avó materna. Custa, mas é o ciclo de vida, que aceito mas que me entristece. Custa por ela, custa por mim mas mais que tudo pela minha mãe, que sofre mais que ninguém.
Ontem a minha avó entrou num lar, que aparentemente é um lar, não um depósito de " velhos " e até aceitou bem.
Estamos com o coração um pouco mais descansado mas mesmo assim tristes com a situação.
Nunca se está preparado para ver sofrer quem mais amamos.
De resto a vida segue e tento que os outros aspectos da minha vida continuem na normalidade, o trabalho, os ensaios do dia da mãe, o meu núcleo familiar...