A vida pode estar bem, os assuntos vão se resolvendo e quando começa a haver o alívio psicológico vêm os dramas e pseudo-dramas que não quis assistir, que não pedi para assistir e mais, que não autorizei a fazer.
Terceiros pedirem-me explicações da minha vida, das minhas decisões e das minhas opções, mais do que soar a entrometimento, soa a pertinência, a devaça, a intriguice. Eu não opino sobre as decisões dos outros, se não me pedirem opinião, não peço explicações porque lá está, entretenho-me a viver a minha vida, a tomar as minhas decisões a fazer o melhor que sei e posso para mim, para nós, para a MINHA FAMÍLIA, aquela que criei conjuntamente com o meu parceiro.
O meu seio familiar é composto por mais 4 pessoas além de mim, apenas. É as esses 4 que eventualmente terei de me explicar, de ouvir opinião, de a aceitar, de a refutar mas acima de tudo, de respeitar.
Virem terceiros opinar sobre o que eu deva dizer ou fazer é como viver numa ditadura subtil e eu sou mesmo mesmo MESMO pela liberdade de expressão, mas também pelo respeito das liberdades individuais.
Que se ocupem com as suas vidas, não dramatizem o que não é drama que o meu estilo é mais a comédia e animação. Os outros filmes, deixo para quem os aprecie, que não eu, portanto, nesses enredos eu não entro. Esses papéis eu recuso, mesmo sem saber o guião.
Isto hoje, tinha de sair cá para fora, ainda que ninguém o entenda. Estou tão cansada destas cenas.
Mostrar mensagens com a etiqueta coisas minhas. Mostrar todas as mensagens
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01 março 2012
22 junho 2011
Quando as redes sociais se tornam uma " rede de vaidades "
Perco a paciência que nunca tive e apetece-me desligar-me desse mundo virtual, onde se mostra o que não é, onde se quer iludir uma realidade que não é necessariamente assim.
O mundo não foi nem nunca será perfeito, não me pintem de cor de rosa uma realidade que vejo tantas vezes fora do monitor a cinzento porque as pessoas se esquecem que alguns desses amigos virtuais não conhecem a verdadeira realidade, mas outros sim.
Não sou nem nunca fui de dizer: ai que lindo, quando penso: bem que piroso e não vou passar a ser só para ter " mais amigos " ou para ter mais comentários desses naquilo que publico.
Não publico nada nem nunca publiquei à espera da aprovação, apreciação ou elogios de outros, até porque os elogios de simpatia não me dizem nada. A minha auto-estima é demasiado grande para aguentar ainda mais estes elogios.
Esta minha guerra já vem dos tempos dos blogues públicos e das pessoas que faziam comentários à espera que se retribuissem comentários de volta e " reforços de auto-estima gratuitos ". Para isso, senhores existem os psicólogos e eu não tenho paciência nem tempo para dizer o que não penso. Se não querem ouvir o que realmente penso mas aquilo que querem ouvir, não o terão de mim.
É por essas e por outras que cada vez gosto mais deste blogue e menos dos fb e afins mas infelizmente há pessoas com as quais quero manter o contacto e que estão tão ligadas ao fb que se desligaram do resto. Quando não os podemos vencer juntamo-nos a eles, certo?
Lúcia, 33 anos, 3 filhas, uma vida preenchida e pouco tempo e paciência para merdices.
O mundo não foi nem nunca será perfeito, não me pintem de cor de rosa uma realidade que vejo tantas vezes fora do monitor a cinzento porque as pessoas se esquecem que alguns desses amigos virtuais não conhecem a verdadeira realidade, mas outros sim.
Não sou nem nunca fui de dizer: ai que lindo, quando penso: bem que piroso e não vou passar a ser só para ter " mais amigos " ou para ter mais comentários desses naquilo que publico.
Não publico nada nem nunca publiquei à espera da aprovação, apreciação ou elogios de outros, até porque os elogios de simpatia não me dizem nada. A minha auto-estima é demasiado grande para aguentar ainda mais estes elogios.
Esta minha guerra já vem dos tempos dos blogues públicos e das pessoas que faziam comentários à espera que se retribuissem comentários de volta e " reforços de auto-estima gratuitos ". Para isso, senhores existem os psicólogos e eu não tenho paciência nem tempo para dizer o que não penso. Se não querem ouvir o que realmente penso mas aquilo que querem ouvir, não o terão de mim.
É por essas e por outras que cada vez gosto mais deste blogue e menos dos fb e afins mas infelizmente há pessoas com as quais quero manter o contacto e que estão tão ligadas ao fb que se desligaram do resto. Quando não os podemos vencer juntamo-nos a eles, certo?
Lúcia, 33 anos, 3 filhas, uma vida preenchida e pouco tempo e paciência para merdices.
24 maio 2011
Retrospectivas
Não sou definitivamente alguém que viva no e do passado. Vivo muito no presente e uma boa parte a planear o futuro mas não vivo amargurada com o passado ou ocupada a relembrar os bons momentos que já vivi deixando passar o presente e os bons momentos do dia a dia para viver nas memórias.
Não quer dizer que com isto seja ingrata com a vida e com Deus em quem creio e com quem vivo de uma forma muito própria e sem a " formatação " de qualquer religião ( lá está o cunho católico que é a que melhor conheço mas ainda assim não me posso dizer uma católica fervorosa, acredito num Deus bom, justo, que quer o melhor para os seus, ainda que muitas vezes esse melhor pareça uma dura pena ). Reconheço as Graças no momento em que acontecem, não as esqueço, mas não passo os meus dias a pensar no que tive de bom e de mau, penso sim no que tenho naquele momento. E com ter não falo de bens materiais, falo de ter saúde, de ter filhos, de ter uma casa e de ter o dinheiro suficiente para pagar as contas e suprir as nossas necessidades.
Bom mas já me alonguei, queria eu dizer que vivo pouco o passado mas que tenho momentos, quando estou só e sem tarefas que me ocupem os pensamentos, em que olho para trás e vejo o quanto a minha/nossa vida mudou. Isso aconteceu-me há dias.
Entre 2007 e 2008 tive mais de 365 dias em que todos os dias eu estava no limbo, TODOS. TODOS os dias eu tinha de estar atenta aos sinais, sintomas, tensão arterial, peso. Em que pelo menos de 3 em 3 dias, ia ao hospital fazer exames, ter consultas, análises, meios auxiliares de diagnóstico e regressava a casa, sempre, sem diagnóstico, sem saber o que tinha e sem saber se o tratamento aplicado iria travar aquilo que não se sabia o que era. Nessa altura não vivi no presente, vivi no futuro e vivi algumas partes no presente sim, quando estava com a minha filha, pois a ela eu não tinha de explicar o exame que fiz, o resultado que deu, as esperanças e incertezas dos médicos. Opera, não opera, será doença genética, meningite... posso estar com a minha filha, tem a certeza que não é transmissível?
Durante esse tempo, eu fui muito pouco mulher, limitei-me a ser mãe, com as limitações que tinha e com as dependências que tive do meu marido. " Na saúde e na doença..."
Entre 2008 e 2009 tive finalmente o diagnóstico e iniciou-se a "cura ", uma cura com uma possibilidade de recidiva de 10 a 20%, mas uma cura. Até finais de 2009 não sabia se poderia alguma vez voltar a engravidar, a pressão sobre os nervos ópticos de um parto, o eventual aumento da pressão intracraniana com o aumento do volume sanguíneo numa gravidez e claro, o inevitável aumento de peso que vem com uma gravidez. Tudo dúvidas legítimas dos médicos que me fizeram perder a esperança e a conformar-me com o facto, Já era mãe e havia um desejo grande de o voltar a ser, mas já era e portanto conformei-me.
Em Setembro o médico diz-me que poderia voltar a engravidar, desde que devidamente seguida. Seria uma gravidez de risco ( para mim ) mas possível . Possivelmente cesariana para não submeter o meu nervo óptico à pressão da expulsão, ainda assim o parto normal não estava excluído.Poderia também recomeçar a fazer desporto, controladamente.
Nesse dia saí do consultório e agradeci muito, chorei de alívio de alegria e nesse dia sim, vivi a dor que até ali andava a abafar. Partilhei a notícia com a família e amigos mas decidi que queria eliminar ao máximo os riscos e um dos factores de risco é a obesidade.
Continuei a minha dieta, comecei a fazer drenagens linfáticas e ginástica de reeducação postural.
Logo no inicio de 2010 mudo de emprego, ingresso num ginásio 3 vezes por semana e começo a fazer radiofrequência na zona abdominal, em consonância com as drenagens linfáticas. Perco algum peso mais e vários cms mas ainda estava longe do meu objectivo, perder mais uns 8 a 10kgrs e em 2011 engravidar.
Em Abril, temos 2 vezes sexo desprotegido ( estavamos malucos, lol ). Nunca em momento algum eu genuinamente pensei que poderia engravidar. Da Beatriz levei 5 meses até o conseguir com " treinos intensos ". Chega Maio e o marido pergunta-me:
- Quando é que te vem o período?
Como sempre, faço contas de cabeça e percebo que já deveria ter aparecido. Continuo a pensar que não estaria grávida mas " as orelhinhas ficam no ar ". O marido compra o teste e eu espero mais um dia para o fazer.
Na manhã seguinte faço o teste e nem 1 minuto depois, as 2 riscas confirmam a gravidez. Entro num pânico silencioso e começo a arrumar os armários do wc enquanto esperava pelos 3 minutos que o teste pedia, na esperança de arrumar também as ideias que me iam na cabeça.
Tinha feito radiofrequência abdominal andava a fazer depilação a laser, tudo contra indicado numa gravidez. Mentalizei-me que teria de abortar e telefono no mesmo dia à minha médica. Desvaloriza a radiofrequência e manda-me ir às urgências na segunda feira, quando ela estava de banco. Faz-me logo uma ecografia e detecta a gravidez gemelar. Chama uma colega para a confirmar e me dar a notícia.
Seguiu-se uma gravidez muito controlada mas com a Graça de Deus, sem qualquer contratempo e mais saudável ainda que a gravidez da Beatriz.
Seguiu-se um parto normal e mais 2 filhas lindas e saudáveis.
Olhando para trás e comparando o meu futuro provável com o presente actual não posso deixar de estar grata e de olhar para o que tenho. 3 filhas, saúde e VIDA, tudo coisas altamente improváveis, há 3 e 4 anos atrás.
Olhei o passado e mais uma vez, recordo a oração " Pegadas na areia ".
Não quer dizer que com isto seja ingrata com a vida e com Deus em quem creio e com quem vivo de uma forma muito própria e sem a " formatação " de qualquer religião ( lá está o cunho católico que é a que melhor conheço mas ainda assim não me posso dizer uma católica fervorosa, acredito num Deus bom, justo, que quer o melhor para os seus, ainda que muitas vezes esse melhor pareça uma dura pena ). Reconheço as Graças no momento em que acontecem, não as esqueço, mas não passo os meus dias a pensar no que tive de bom e de mau, penso sim no que tenho naquele momento. E com ter não falo de bens materiais, falo de ter saúde, de ter filhos, de ter uma casa e de ter o dinheiro suficiente para pagar as contas e suprir as nossas necessidades.
Bom mas já me alonguei, queria eu dizer que vivo pouco o passado mas que tenho momentos, quando estou só e sem tarefas que me ocupem os pensamentos, em que olho para trás e vejo o quanto a minha/nossa vida mudou. Isso aconteceu-me há dias.
Entre 2007 e 2008 tive mais de 365 dias em que todos os dias eu estava no limbo, TODOS. TODOS os dias eu tinha de estar atenta aos sinais, sintomas, tensão arterial, peso. Em que pelo menos de 3 em 3 dias, ia ao hospital fazer exames, ter consultas, análises, meios auxiliares de diagnóstico e regressava a casa, sempre, sem diagnóstico, sem saber o que tinha e sem saber se o tratamento aplicado iria travar aquilo que não se sabia o que era. Nessa altura não vivi no presente, vivi no futuro e vivi algumas partes no presente sim, quando estava com a minha filha, pois a ela eu não tinha de explicar o exame que fiz, o resultado que deu, as esperanças e incertezas dos médicos. Opera, não opera, será doença genética, meningite... posso estar com a minha filha, tem a certeza que não é transmissível?
Durante esse tempo, eu fui muito pouco mulher, limitei-me a ser mãe, com as limitações que tinha e com as dependências que tive do meu marido. " Na saúde e na doença..."
Entre 2008 e 2009 tive finalmente o diagnóstico e iniciou-se a "cura ", uma cura com uma possibilidade de recidiva de 10 a 20%, mas uma cura. Até finais de 2009 não sabia se poderia alguma vez voltar a engravidar, a pressão sobre os nervos ópticos de um parto, o eventual aumento da pressão intracraniana com o aumento do volume sanguíneo numa gravidez e claro, o inevitável aumento de peso que vem com uma gravidez. Tudo dúvidas legítimas dos médicos que me fizeram perder a esperança e a conformar-me com o facto, Já era mãe e havia um desejo grande de o voltar a ser, mas já era e portanto conformei-me.
Em Setembro o médico diz-me que poderia voltar a engravidar, desde que devidamente seguida. Seria uma gravidez de risco ( para mim ) mas possível . Possivelmente cesariana para não submeter o meu nervo óptico à pressão da expulsão, ainda assim o parto normal não estava excluído.Poderia também recomeçar a fazer desporto, controladamente.
Nesse dia saí do consultório e agradeci muito, chorei de alívio de alegria e nesse dia sim, vivi a dor que até ali andava a abafar. Partilhei a notícia com a família e amigos mas decidi que queria eliminar ao máximo os riscos e um dos factores de risco é a obesidade.
Continuei a minha dieta, comecei a fazer drenagens linfáticas e ginástica de reeducação postural.
Logo no inicio de 2010 mudo de emprego, ingresso num ginásio 3 vezes por semana e começo a fazer radiofrequência na zona abdominal, em consonância com as drenagens linfáticas. Perco algum peso mais e vários cms mas ainda estava longe do meu objectivo, perder mais uns 8 a 10kgrs e em 2011 engravidar.
Em Abril, temos 2 vezes sexo desprotegido ( estavamos malucos, lol ). Nunca em momento algum eu genuinamente pensei que poderia engravidar. Da Beatriz levei 5 meses até o conseguir com " treinos intensos ". Chega Maio e o marido pergunta-me:
- Quando é que te vem o período?
Como sempre, faço contas de cabeça e percebo que já deveria ter aparecido. Continuo a pensar que não estaria grávida mas " as orelhinhas ficam no ar ". O marido compra o teste e eu espero mais um dia para o fazer.
Na manhã seguinte faço o teste e nem 1 minuto depois, as 2 riscas confirmam a gravidez. Entro num pânico silencioso e começo a arrumar os armários do wc enquanto esperava pelos 3 minutos que o teste pedia, na esperança de arrumar também as ideias que me iam na cabeça.
Tinha feito radiofrequência abdominal andava a fazer depilação a laser, tudo contra indicado numa gravidez. Mentalizei-me que teria de abortar e telefono no mesmo dia à minha médica. Desvaloriza a radiofrequência e manda-me ir às urgências na segunda feira, quando ela estava de banco. Faz-me logo uma ecografia e detecta a gravidez gemelar. Chama uma colega para a confirmar e me dar a notícia.
Seguiu-se uma gravidez muito controlada mas com a Graça de Deus, sem qualquer contratempo e mais saudável ainda que a gravidez da Beatriz.
Seguiu-se um parto normal e mais 2 filhas lindas e saudáveis.
Olhando para trás e comparando o meu futuro provável com o presente actual não posso deixar de estar grata e de olhar para o que tenho. 3 filhas, saúde e VIDA, tudo coisas altamente improváveis, há 3 e 4 anos atrás.
Olhei o passado e mais uma vez, recordo a oração " Pegadas na areia ".
19 abril 2011
Mauuuuu
Muito mauuuu mesmo. Então eu que não sou nem nunca fui grande fã da gravidez dei por mim a ver fotos da barrigona e a ter saudades... heinnn, como???
Deve ser das hormonas é que só pode...
Deve ser das hormonas é que só pode...
17 março 2011
1 semana com as 3 em casa
Na semana do Carnaval estive com as 3 sózinha durante o dia. Por vontade da Beatriz e com a nossa permissão claro e com o pressuposto que se abusasse, teria de ir para a escola ou ficaria em casa de castigo.
Já tem ficado algumas vezes comigo em casa, mas dias isolados ou no máximo 2 dias, assim uma semana foi a primeira vez.
Portou-se bem e ainda assim eu quase não tinha tempo de me " coçar " entre atender aos horários das mais pequenas, o da maior e claro aos meus que há que tomar banho, almoçar, fazer as camas e afins.
Correu bem e eu não enlouqueci ( mais do que já sou, ehehe ) e é com estas coisas que afinal percebo que até fui feita para mãe de uma familia numerosa, eu é que não sabia ( ou duvidava ) dessa minha capacidade :).
Já tem ficado algumas vezes comigo em casa, mas dias isolados ou no máximo 2 dias, assim uma semana foi a primeira vez.
Portou-se bem e ainda assim eu quase não tinha tempo de me " coçar " entre atender aos horários das mais pequenas, o da maior e claro aos meus que há que tomar banho, almoçar, fazer as camas e afins.
Correu bem e eu não enlouqueci ( mais do que já sou, ehehe ) e é com estas coisas que afinal percebo que até fui feita para mãe de uma familia numerosa, eu é que não sabia ( ou duvidava ) dessa minha capacidade :).
01 março 2011
Saudades
Tenho saudades do mundo dos blogues, saudades de saber das pessoas que se tornaram amigos reais. Sim, o facebook mantem-nos em contacto quase constante com essas mesmas pessoas, mas é um contacto mais superficial, restrito a 422 linhas que cada comentário pode ter.
Sinto que no facebook, as notícias são mais breves, quando são. Não há desabafos, actualizações dos crescimentos daqueles que hoje são miúdos e que acompanhei desde bebés. Perde-se muito com o facebook em termos de conteúdo, ganha-se em termos de imediatismo. O que se diz é no momento e se aquela pessoa estiver on-line podemos no momento, trocar impressões de forma mais privada sim, por mensagem ou chat é certo, mas para mim, que sou um bocadinho " velha guarda ", também se perde a magia e o deslumbre do blogue enquanto diário mais ou menos privado.
No facebook, pelo menos eu, restrinjo informação porque aqueles mais de 100 contactos, são amigos sim, mas uns mais amigos que outros, uns cmais intímos que outros e gerir a informação que quero dar e a quem quero dar, sinceramente faz-me perder a paciência e a vontade de partilhar. Prefiro fazê-lo no blogue, com muito menos leitores e onde, ficará um registo futuro, mesmo que 1h depois, já não sinta o que escrevi, precisamente porque desabafei, para um monitor é certo ou para um pedaço de papel virtual, como queiram.
Tenho saudades não só da minha assiduidade enquanto escritora, mas também da assiduidade dos meus " leitores" dos comentários e trocas de impressões e também de ler o blogue dessas mesmas pessoas, invertendo papéis.
Tenho saudades do mundo activo que os blogues foram há uns 6 anos atrás e espero que, quando o deslumbre do facebook passar ( que como tudo, são " modas " ) que se voltem aos " velhinhos " blogues onde conheci tanta gente bonita.
Sinto que no facebook, as notícias são mais breves, quando são. Não há desabafos, actualizações dos crescimentos daqueles que hoje são miúdos e que acompanhei desde bebés. Perde-se muito com o facebook em termos de conteúdo, ganha-se em termos de imediatismo. O que se diz é no momento e se aquela pessoa estiver on-line podemos no momento, trocar impressões de forma mais privada sim, por mensagem ou chat é certo, mas para mim, que sou um bocadinho " velha guarda ", também se perde a magia e o deslumbre do blogue enquanto diário mais ou menos privado.
No facebook, pelo menos eu, restrinjo informação porque aqueles mais de 100 contactos, são amigos sim, mas uns mais amigos que outros, uns cmais intímos que outros e gerir a informação que quero dar e a quem quero dar, sinceramente faz-me perder a paciência e a vontade de partilhar. Prefiro fazê-lo no blogue, com muito menos leitores e onde, ficará um registo futuro, mesmo que 1h depois, já não sinta o que escrevi, precisamente porque desabafei, para um monitor é certo ou para um pedaço de papel virtual, como queiram.
Tenho saudades não só da minha assiduidade enquanto escritora, mas também da assiduidade dos meus " leitores" dos comentários e trocas de impressões e também de ler o blogue dessas mesmas pessoas, invertendo papéis.
Tenho saudades do mundo activo que os blogues foram há uns 6 anos atrás e espero que, quando o deslumbre do facebook passar ( que como tudo, são " modas " ) que se voltem aos " velhinhos " blogues onde conheci tanta gente bonita.
30 novembro 2010
Obstetra
Eu acho que já o frisei várias vezes mas nunca é demais dizer o quanto gosto da minha médica obstetra ( e ginecologista ) que antes de ser minha médica é minha amiga desde que nasci ( e da família de antes disso ).
Acredito que uma boa parte da atenção, mimo e paciência que me dispensa são fruto desta relação de amizade, sim, mas também da imensa dedicação que tem à sua profissão e ao acto que ainda hoje, depois de milhares de partos ,milhares de grávidas e milhares de bebés lhe passarem pelos braços, considera maravilhoso. Já tentou por várias vezes abrandar o ritmo mas não consegue e lá vai fazendo mais turnos, atendendo as pacientes que vem recomendadas de x, y e z e lhe pedem encarecidamente que as siga.
Acho fenomenal, que depois de quase 40 anos de profissão, pegue num bebé acadinho de nascer, com o mesmo entusiasmo e emoção.
Nunca é demais agradecer-lhe o empenho que tem tido comigo, as pesquisas que tem feito sobre o meu caso concreto e o cuidado e atenção que me dispensa.
- Se entrares em trabalho de parto liga-me a que horas for. Se tiveres dúvidas liga-me. Não chateias, liga.
Dá-me uma confiança brutal.
Acredito que uma boa parte da atenção, mimo e paciência que me dispensa são fruto desta relação de amizade, sim, mas também da imensa dedicação que tem à sua profissão e ao acto que ainda hoje, depois de milhares de partos ,milhares de grávidas e milhares de bebés lhe passarem pelos braços, considera maravilhoso. Já tentou por várias vezes abrandar o ritmo mas não consegue e lá vai fazendo mais turnos, atendendo as pacientes que vem recomendadas de x, y e z e lhe pedem encarecidamente que as siga.
Acho fenomenal, que depois de quase 40 anos de profissão, pegue num bebé acadinho de nascer, com o mesmo entusiasmo e emoção.
Nunca é demais agradecer-lhe o empenho que tem tido comigo, as pesquisas que tem feito sobre o meu caso concreto e o cuidado e atenção que me dispensa.
- Se entrares em trabalho de parto liga-me a que horas for. Se tiveres dúvidas liga-me. Não chateias, liga.
Dá-me uma confiança brutal.
26 novembro 2010
Em jeito de confidência
Ainda não me sinto preparada ... ( e não é medo do parto, não é, é mesmo que queria tudo pronto e ainda não está, nem me parece que vá estar pois queria deixar o trabalho, em dia )
25 novembro 2010
33 anos
O pai e único homem da casa, faz hoje 33 anos. Tenho a honra e o prazer de disfrutar dos quase últimos 11, juntos.
Com ele cresci, amadureci, aprendi ( ainda que pouco ) a ser mais tolerante e a tentar não julgar os outros pelas primeiras impressões.
Como companheiro é do mais disponível que existe, idem como meu amigo e marido. Como pai, é o que sempre imaginei e desejei e ainda mais.
Os meus sogros fizeram um bom trabalho na sua educação sim, mas o carácter e a personalidade são méritos próprios.
Adoro-o.
Com ele cresci, amadureci, aprendi ( ainda que pouco ) a ser mais tolerante e a tentar não julgar os outros pelas primeiras impressões.
Como companheiro é do mais disponível que existe, idem como meu amigo e marido. Como pai, é o que sempre imaginei e desejei e ainda mais.
Os meus sogros fizeram um bom trabalho na sua educação sim, mas o carácter e a personalidade são méritos próprios.
Adoro-o.
08 novembro 2010
31 semanas
Um pico de tensão a 21/11 e 115 pulsações levam a pensar que a hora teria de ser antecipada.
A tensão regularizou, mas a dor de cabeça ainda não me abandonou por completo.
Muito chato, mais ainda quando o motivo não é o meu problema de saúde anterior, mas mesquinhices e mal entendidos.
Só devemos ajudar quer quer ser ajudado é uma grande e inabalável verdade. Pena que eu só interiorize aos 32 anos essa lição e que permita que a mesma, me afecte fisica e emocionalmente.
Mas já passou, aprendi, não volta a acontecer que eu, felizmente, aprendo com os erros e com os bons exemplos.
A tensão regularizou, mas a dor de cabeça ainda não me abandonou por completo.
Muito chato, mais ainda quando o motivo não é o meu problema de saúde anterior, mas mesquinhices e mal entendidos.
Só devemos ajudar quer quer ser ajudado é uma grande e inabalável verdade. Pena que eu só interiorize aos 32 anos essa lição e que permita que a mesma, me afecte fisica e emocionalmente.
Mas já passou, aprendi, não volta a acontecer que eu, felizmente, aprendo com os erros e com os bons exemplos.
10 outubro 2010
27 semanas
A semana que passou, apesar de curta por ter estado de férias foi cansativa. Não teve a ver com a maior ou menos quantidade de trabalho, mas com o facto de estar constipada que exceptuando o não ter febre, mais parece uma gripe. Dores no corpo, cansaço extremo, dores de cabeça. Só apetece estar deitada, sem fazer nenhum.
Elas devem estar a crescer, ou pelo menos a engordar, que o noto quando deitada de lado. Pontapeiam em grande, principalmente a da direita ( que penso ser a Matilde ) e o bambolear da barriga e da mama direita não deixam margens para dúvidas.
Estou na fase, do ainda falta tanto e ao mesmo tempo, já não falta muito.
Elas devem estar a crescer, ou pelo menos a engordar, que o noto quando deitada de lado. Pontapeiam em grande, principalmente a da direita ( que penso ser a Matilde ) e o bambolear da barriga e da mama direita não deixam margens para dúvidas.
Estou na fase, do ainda falta tanto e ao mesmo tempo, já não falta muito.
07 outubro 2010
26 semanas e 4 dias
06 outubro 2010
Um dia só para mim
Hoje eu ainda tinha o dia de férias mas o Nuno não. Era suposto ficar com a Beatriz mas depois de mais de uma semana sem ir à escola ela pedia para voltar e eu sem insistir assenti e estou a aproveitar o silêncio e o descanso para um dia só para mim. O dia começou no cabeleireiro e daqui a nada seguem-se umas compras de roupa para mim, que o Outono chegou em força e eu não tenho uma única peça de grávida para esta estação.
01 outubro 2010
Da gravidez
Eu não me tenho queixado ( e regra geral só o faço quando estou já exasperada ) e até pode parecer que estou a ter uma " gravidez santa " mas não sendo uma gravidez tortura, também não se pode dizer que tudo corre muito bem, que me sinto o máximo e que nem parece que carrego 2 miúdas giras dentro de mim.
Ciática, dores cervicais ( de andar feita doida a cozer à máquina ), dores na barriga ( de tanto se mexerem e do peso a barriga dói mesmo ), algumas contracções muito ligeiras e felizmente ocasionais, as pernas e pés inchados e doridos, o cansaço grande ao fim do dia e ultimamente, hemorróidas e cãimbras.
Tem tudo feito parte do meu dia a dia, feliz e geralmente não todas em simultâneo, mas quase.
Ciática, dores cervicais ( de andar feita doida a cozer à máquina ), dores na barriga ( de tanto se mexerem e do peso a barriga dói mesmo ), algumas contracções muito ligeiras e felizmente ocasionais, as pernas e pés inchados e doridos, o cansaço grande ao fim do dia e ultimamente, hemorróidas e cãimbras.
Tem tudo feito parte do meu dia a dia, feliz e geralmente não todas em simultâneo, mas quase.
30 setembro 2010
O tempo passa
E se parece que há pouco tinha 11 semanas, já vão em quase 26. Não quero fazer contas de subtrair e ver quanto tempo faltará, mas mentalmente faço-as e quero abrandar o tempo.
Tenho tanto que fazer na suposição que trabalho até ao fim de tempo. Não quero entrar em stress com o assunto, mas tenho consciência que em menos de nada, estou a arrumar a secretária. Não me faria qualquer diferença fazê-lo, no meu anterior local de trabalho, mas aqui faz, que a responsabilidade é outra e arrumar a secretária não significa deixar de trabalhar, mas trabalhar a outro ritmo e provavelmente a partir de casa. Nem tudo são rosas e se é verdade que este trabalho me satisfaz muito mais, também exige mais de mim, a maior exigência é a disponibilidade e consequentente, ter uma licença de maternidade que terá pouco disso mesmo.
Foi a opção que tomei, consciente, há 10 meses atrás e não me queixo dela, é a possível e a melhor para mim, para nós enquanto família mas no intímo gostava de poder desligar o botão ou deixá-lo em stand bye, sem quaisquer consequências.
Tenho tanto que fazer na suposição que trabalho até ao fim de tempo. Não quero entrar em stress com o assunto, mas tenho consciência que em menos de nada, estou a arrumar a secretária. Não me faria qualquer diferença fazê-lo, no meu anterior local de trabalho, mas aqui faz, que a responsabilidade é outra e arrumar a secretária não significa deixar de trabalhar, mas trabalhar a outro ritmo e provavelmente a partir de casa. Nem tudo são rosas e se é verdade que este trabalho me satisfaz muito mais, também exige mais de mim, a maior exigência é a disponibilidade e consequentente, ter uma licença de maternidade que terá pouco disso mesmo.
Foi a opção que tomei, consciente, há 10 meses atrás e não me queixo dela, é a possível e a melhor para mim, para nós enquanto família mas no intímo gostava de poder desligar o botão ou deixá-lo em stand bye, sem quaisquer consequências.
21 setembro 2010
Parece que é cíclico
E até posso culpar ligeiramente as hormonas e o mau feitio,mas reparo que nesta altura do ano, sempre no início do Outono, preciso mudar de ares, de aproveitar a calmaria que os dias de outono começam a trazer, respirar fundo, estar a sós comigo e com as ideias soltas, organizá-las, redefinir prioridades, tomar decisões, reencontrar-me.
Este fim de semana terá mesmo de ser de pausa.
Este fim de semana terá mesmo de ser de pausa.
26 agosto 2010
Acho
Que o bebé da direita está a tentar afincadamente alargar as minhas costelas.
Já lhe disse que não vai conseguir, mas ele bem tenta. Se tão pequenino, já me aleija, não quero imaginar daqui a mais uns meses. Muda de posição, pá!
Já lhe disse que não vai conseguir, mas ele bem tenta. Se tão pequenino, já me aleija, não quero imaginar daqui a mais uns meses. Muda de posição, pá!
17 agosto 2010
Carrinho de gémeos
O tamanho dos carros de gémeos faz-me sentir ( ainda mais ) pequenina. Parece que vou conduzir um mini-bus.
04 agosto 2010
Movimentos
Deitada de barriga para cima e de pernas elevadas, coloquei como tenho feito ultimamente as mãos sobre a barriga, nas zonas onde mais ou menos se encontram. Comecei a sentir primeiro o gémeo 1, mais enérgico, e depois a menina, num suave ondular. Do gémeo 1 senti mesmo vários pontapés, que presumo ainda serem apenas perceptíveis para mim e não para terceiros ( não o confirmei que era tarde e o Nuno já dormia ).
Deixei-me estar naquele namoro com a barriga e senti finalmente a ligação que faltava ( e que já me andava a deixar de consciência pesada, confesso ). É estranho que me sinta assim, mas talvez pelo factor surpresa e medo, a gravidez estava a ser vivida muito superficialmente, como se apenas emprestasse o meu corpo, mas na minha mente, eu continuava apenas com 1 filho. Revelar isto custa-me porque implica assumir uma ( quase ) negação dos 2 filhos que carrego. Ainda que não tenham sido planeados para já, nunca pensei que uma gravidez surpresa me deixasse no estado egoísta em que me tenho sentido. Eu esperava sentir algum deslumbre, ainda que não tanto quanto da 1ª, afinal esta será a minha última gravidez.
Felizmente, ontem senti que os 2 seres que carrego são meus filhos, tanto quanto a 1ª.
(Porra das hormonas, pá ).
Deixei-me estar naquele namoro com a barriga e senti finalmente a ligação que faltava ( e que já me andava a deixar de consciência pesada, confesso ). É estranho que me sinta assim, mas talvez pelo factor surpresa e medo, a gravidez estava a ser vivida muito superficialmente, como se apenas emprestasse o meu corpo, mas na minha mente, eu continuava apenas com 1 filho. Revelar isto custa-me porque implica assumir uma ( quase ) negação dos 2 filhos que carrego. Ainda que não tenham sido planeados para já, nunca pensei que uma gravidez surpresa me deixasse no estado egoísta em que me tenho sentido. Eu esperava sentir algum deslumbre, ainda que não tanto quanto da 1ª, afinal esta será a minha última gravidez.
Felizmente, ontem senti que os 2 seres que carrego são meus filhos, tanto quanto a 1ª.
(Porra das hormonas, pá ).
03 julho 2010
Há 5 anos
Por esta altura começava a minha ansiedade com o dia seguinte. Quase não dormi, com a excitação de a ir finalmente conhecer e de a ter nos braços. Não me lembro de ter sentido medo do trabalho de parto, mas lembro-me de estar apreensiva.
Por mais que já a amasse, por mais que a desejasse e por mais que imaginasse como seria imenso o amor de mãe, fui surpreendida com a dimensão do mesmo.
É algo tão avassalador que pensamos que nada o suplanta, até que chega o dia seguinte, o mês seguinte, o ano seguinte e verificamos que a amamos ainda mais a cada dia que passa.
Não há forma de o descrever e temo que os abraços constantes que lhe dou, os beijos, os carinhos e as palavras de amor, não consigam (ainda que passasse 24h por dia a fazê-lo) demonstrar o quanto a amo. Um dia ela saberá, quando também ela for mãe.
Amo-te muito muito muito, princesa.
Por mais que já a amasse, por mais que a desejasse e por mais que imaginasse como seria imenso o amor de mãe, fui surpreendida com a dimensão do mesmo.
É algo tão avassalador que pensamos que nada o suplanta, até que chega o dia seguinte, o mês seguinte, o ano seguinte e verificamos que a amamos ainda mais a cada dia que passa.
Não há forma de o descrever e temo que os abraços constantes que lhe dou, os beijos, os carinhos e as palavras de amor, não consigam (ainda que passasse 24h por dia a fazê-lo) demonstrar o quanto a amo. Um dia ela saberá, quando também ela for mãe.
Amo-te muito muito muito, princesa.
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