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18 maio 2011

Conversas nossas

- Ai mãe, o Bruno Tiago é loirinho, é mais velho que eu, deve ter uns 8 anos ou assim. É tão giro, ias gostar dele.
- ( A tentar manter a compustura ) Humm, ai sim, então é bem educado?
- É mas, não é isso, é giro, eu gosto dele.
- Gostas, como? Como do Gabriel?
- Não mãe, isso é gostar de amor e eu gosto do Bruno Tiago por amizade, mas é giro, só isso. Amar eu só amo o Gabriel.

Estas conversas só tem comigo.

08 fevereiro 2011

Conversas com a Beatriz sobre... rapazes

- Acho que sou a pessoa indicada para o Francisco;
- O Francisco é engraçado, o Gabriel é lindo, percebes?;
- O Ruben está apaixonado por mim;
- Vi um rapaz giro na minha escola.

12 outubro 2010

Aos olhos dela

- Mãe, o menino x disse-me que eu era gorda.
- Não és nada, diz ao menino que se deves pesar muito menos que ele, tu só pesas 17 kgrs. Mas além disso, não ligues, o que interessa se somos gordos ou magros, altos ou baixos, loiros ou morenos?
- Nada.
- Claro que não, somos todos diferentes e o que interessa é se somos ou não boas pessoas. Eu sou gorda e qual é o problema disso? Sou pior por ser gorda?
- Oh mãe, mas tu não és gorda, tu estás grávida.

29 setembro 2010

Conversas dela

- Mãe os namorados aos 10 anos já podem dar beijos na boca?
- Humm, não sei, parece-me cedo.
- Oh mãe, não, não é. E com 7 anos?
- Epá com 7 anos são muito novos.
- Oh mãe, vá lá, deixa-me dar beijos na boca ao Gabriel quando tiver 7 anos.


:S

28 setembro 2010

Conversas pela manhã

Falavamos dos novos amigos na escola.

- Diz lá quem são os teus novos amigos que eu ainda não decorei os nomes.
- A Catarina, a Filipa e o Filipe. Mas sabes, eu ando com os olhinhos bem abertosssss. A Filipa já fez mal ao x e ao y, eu estou atenta.
- Fazes bem, fazes bem.

( E tive mesmo de me conter para não soltar uma monumental gargalhada para o " eu ando com os olhinhos bem abertosssss " ).

20 março 2010

Aos 4 anos

- Mãe, sabes o que o meu corpo disse? Que tem sede.
Pronto, já bebi água, o meu corpo já não se sente mal.

...

- Eu já não sou nenhuma criança.
- Não?
- Quer dizer, sou mais ou menos, já tenho 4 anos.

No cinema, a 10 minutos do final, queria vir embora. Diz ao pai:

- Quero me ir embora, a Dra. C ( pediatra ) disse que faz mal eu não posso ver muita televisão, ainda por cima esta televisão é muito grande.
Chega a casa e põe a TV no Jim Jam ( canal Meo de desenhos animados ). O pai pergunta-lhe:
- Então mas a Dra. C. não te disse que fazia mal ver muita televisão? ( a médica nunca disse nada disso ).
- Sim mas eu agora já descansei desde o Dolve Vita até casa.

Queria calçar os ténis pirosos novos que tem luzes nos atacadores.
A primeira coisa que fez depois de acordar foi calçá-los. Disse ao pai:
"- Sabes fui calçar os ténis para não ter gripe A nos pés "

15 fevereiro 2010

Agora sim

Diz os " éles " na perfeição. Tem de estar atenta para o fazer ( e nunca foi repreendida ou emendada ) mas o som sai-lhe tão perfeito que a imaginamos a tocar com a ponta da língua a meio do palato :)
Falta-lhe o som dos " lhes " para a dicção ser perfeita.

10 novembro 2009

Pré-adolescência???

- Vou fugir para casa do meu namorado.
Depois da minha gargalhada prolongada e depois de também ela rir comigo de si própria, questiono-a:
- Então não vais fugir?
- Não, tenho medo de me perder.

27 julho 2009

A culpa deve ser minha

De eu ter a mania que sou muito aberta e tal, e que se deve consersar sem pudores e tal e coiso, ou é mesmo da fase dela, pela qual todos, mais cedo ou mais tarde passam.
O cenário:

As 2 no carro a caminho do supermercado para comprar à pressa, as frutas de pacote para ela levar para a praia.
Iamos até caladas quando se sai com esta:

- Mãe, como é que o pai põe a semente na tua barriga?
- Tu já sabes.
- É pelo pipi, não é?
- Sim é.
- Oh mãe e faz cócegas não faz?
Tive de conter o riso.
- Não? porque é que dizes isso? ( a pensar que ela poderia ter ouvido qq coisa )
- Faz fazzzzzzz, não mintaasss.
Desatei a rir e nem fui capaz de a contradizer.

24 julho 2009

Conversas e mais conversas

( Ou vai ser uma intelectual ou vai ser uma grande cusca ou ambas )
Estaciono o carro junto das Finanças ( já encerradas ).
Não sei se pelos vários cartazes nas janelas, se pelos neons ( ainda apagados ) azul turquesa pergunta-me:

- O que é aui mãe?
- Ali são as finanças.
- O que é as finanças?
( Eu no fundo sabia que ela ia perguntar, mas não gosto de me antecipar com as respostas e sempre me deu tempo de pensar, como explicar o que são as finanças a uma criança de 4 anos )
- Todos os meses, todas as pessoas que trabalham descontam, dão dinheiro, para as finanças. As finanças juntam o dinheiro de toda a gente e depois com esse dinheiro constróem hospitais e escolas por exemplo. ( também lhe podia ter dito que compram carros de luxo para os políticos que seria mais verdade, mas enfim )
- Para os pobrezinhos?
- Não para toda a gente, toda a gente , todos tem direito a ir a esses hospitais e a ir para essas escolas. ( yeahhh right )
- A minha escoua foi as finanças que fez?
- Não, a tua escola não foi com o dinheiro das finanças, porque às vezes o dinheiro não chega para construir todas as escolas e todos os hospitais que é preciso e por isso, outras pessoas constróem e quem precisa de ter os filhos nessas escolas, tem de pagar mais dinheiro.
- A minha escola não é dos pobrezinhos?
- Não, só quem tem um bocadinho mais de dinheiro pode pagar para andar na tua escola.
- Então tu tens muito dinheiro?
- Não filha, não tenho, mas não somos pobrezinhos.
- Então quando chegarmos a casa eu vou te dar muito dinheiro e tu vais ficar rica.
- Tu tens muito dinheiro?
- Tenho no meu gato ( mealheiro ). Estão lá muitas moedas e notas, eu dou-te " pa " tu ficares rica, " tá, bem?
- Tá bem meu amor, obrigada.

E quando chegou a casa quis me mesmo dar as moedas e notas do mealheiro dela :)

22 julho 2009

Eu devia ter juizinho ... ou não

Vê me na casa de banho.
- Mãe vais pôr um penso?
- Vou.
- Porquê?
(...) breve silêncio...
- Porque estou a deitar sangue do pipi ( pronto e devia chamar o burro pelo nome mas porque não seria muito bem visto a miúdo chegar à escola e falar em pénis e vagina, fico-me por aqui ).
- "Porqué" que estás a deitar sangue do pipi?
- Porque as mulheres para poderem ter filhos, tem de ser assim. ( q resposta, valha-me ).
- Tu podes ter filhos?
- Posso, já te tenho a ti.
- Eu quando for grande vou ter 2 filhos, um menino e uma menina. Um na minha barriga, outro na barriga do Gabriel .
- Não amor, os homens não podem ter filhos na barriga, só as mulheres porque temos uns orgãos na barriga que junto com a sementinha que o homem põe, faz o bébé.
- O pai já pôs a semente na tua barriga para eu ter uma mana?
- Não ainda não.
- Porquê?
- Porque a mãe ainda tem de emagrecer mais um bocadinho. Quando a mãe estiver grávida diz-te está bem, não precisas de estar sempre a perguntar.
- Está bem. Ohh Pai, a mãe deita sangue do pipi e por isso pode ter filhos.

Espero que não tenho ido com esta conversa para a educadora ou pior, para as auxiliares...

16 julho 2009

De volta a casa

Subiu as escadas eufórica e com um arranjo de 2 rosas vermelhas lindas.

- Mãe, toma é para ti. Tu já estás boa, já não tomas os " icamentos " ( medicamentos ), eu já vou ter uma mana.

Tive de lhe explicar que ainda falta um pouco, que primeiro tenho de emagrecer mais e só depois o pai vai colocar a sementinha que vai gerar o bébé e que muitas vezes demora um bocadinho.
Lá em casa as notícias são partilhadas com ela, não lhe são escondidas e com o tempo vai percebendo que ainda não é a altura certa para mais um filho, mas já não falta muito :)

24 junho 2009

Conversas nossas

- Quem é a melhor coisa do mundo da mãe?
- Sou eu.
- E quando tiveres uma mana? ( que a pergunta sobre quando não pára e resolvi perguntar-lhe numa de a " testar ")
- Sou eu e a mana.
- Pois é, tu vais ser sempre a minha melhor coisinha do mundooooo.

20 maio 2009

Novas amizades

Fá-las com frequência quando vai ao parque ou a um local onde estejam mais crianças. Vai meter conversa e brincar.
Ontem no fim do dia, depois de irmos a correr à Biblioteca fomos até ao parque. Lá estava uma menina de quase 5 anos com uma personalidade semelhante à dela, desinibida, extrovertida, faladora, divertida ( esta parte é só às vezes ).
Houve logo uma empatia entre as duas e passados minutos já se chamavam amigas, já faziam as mesmas macacadas, já trocavam segredos e ambas punham o pai dessa menina de castigo ( lol ).
No fim depois de sair do parque pergunto-lhe:
- É muito bom fazer novos amigos não é?
- Sim mãe, a Tixa é minha amiga, gostei muito dela. Na quinta-feira vimos outra vez para eu brincar com eua? ( que tinha-lhe dito que só quinta poderiamos voltar ao parque )
- Sim, em princípio sim, se a Tixa cá estiver brincas com ela.
Chegou a casa e digo-lhe para contar ao pai o que tinha acontecido no parque. Diz-lhe que tinha feito uma amiga nova e que tinha brincado com ela e que ia brincar outra vez na quinta-feira, etc.
De toda a descrição minuciosa que fez ao pai, em momento algum mencionou que a amiga tinha um tom de pele diferente do dela.
Fiquei orgulhosa pois como não tem nenhum colega em toda a escola ( e serão uns 80 e tal ) que não seja caucasiano, não viu a " diferença " . Espero que continue sempre assim, aos quase 4 anos ou aos quase 40/50/60...

18 maio 2009

Conversas com ela sobre trabalho

- Vais trabaiar para a S. ( como trabalhadora independente )?
- Sim, vou.
- Não vais agora para a I. ( empresa por conta de outrém )?
- Não, já fui. Durante o dia tenho de trabalhar para a I., às vezes à noite para a S.
- Quem são os teus patrões na S.?
- O P. o T. e a A.
- Eu disse os patrões, os homens.
- Então são o P. e o T.
- E quem é que te paga?
( ora aí está pagamento é que importa )

- A empresa S. é tua?
- Não, eu só trabalho para a empresa, não é minha.
- E porque é que não tens uma empresa?
( essa é uma pergunta a que não sei responder, se calhar porque não gosto de arriscar )

Aos quase 4 anos, tem conversas frequentes deste tipo.

13 maio 2009

Porque é que gostas de mim?

Fiz-lhe a pergunta há uns tempos. Não esperava grandes explicações até porque o amor não se explica mas ainda assim e depois da minha insistência, tive uma resposta que gostei ( para além dos porque sim ):

- Gosto de ti porque és a mãe e porque também gostas de mim.

13 abril 2009

O que quer ser quando for crescida

- Médica, mãe e professora.
É o que diz quando lhe perguntam ou mesmo sem perguntarem.
No fim de semana contou à tia que se riu da profissão " mãe ".
Gostei particularmente do comentário imediato do meu marido:

- A maternidade é uma profissão sim, a mais dificil e exigente de todas.

Concordo e assino por baixo.

Gralha

Ontem em casa da minha mãe, tentavamos ouvir uma notícia:

Avó- Pshiu, calem-se agora um bocadinho.
A minha continua a falar.
Nuno- Beatriz cala-te para ouvir-mos sff.
Beatriz- Blábláblá ( já a falar sózinha que o primo tinha-se calado )
Avó- Cala-te gralha.
Beatriz - Blábláblá.
Quase todos - Oh Beatriz cala-te que queremos ouvir.

Entretanto diz-me a minha sobrinha:
- Ela nunca está calada.
- Raramente.
- Eu também era assim não era?
- Sim.
- É a tua sina, tia.

É um facto, a minha filha raramente está calada, nem a dormir que sonha e fala muito.
Se é verdade que me muitas vezes me cansa que fale tanto, também é que me faz confusão as crianças muito caladas... é que tanto os meus sobrinhos como ela são faladores e pouco ( ou nada ) inibidos ( sendo que ela e a minha sobrinha ocupam o 1º lugar " Ex Equo " ).

01 abril 2009

Conversas nossas

A minha avó está internada há 3 semanas numa clínica de fisioterapia. Felizmente está bastante melhor e espera-se que dentre de umas 2 semanas regresse a casa.
Tive algum receio que a minha avó não superasse e já me andava a preparar para o pior e a preparar-me para como abordar o tema com ela, no caso do pior acontecer.
O assunto " morte " não é novo, mas tinha andado " esquecido ". Quando a informamos que a avó estava no hospital perguntou-me:
- Mãe, a avó vai morrer?
- Não sei filha, um dia, sim.
- Pois eua já é veinha e está doente, não é?
Dado que o tema estava a ser tratado com a maior naturalidade e sem qualquer receio por ela:
- Sim. Um dia todos vamos morrer. Não se sabe quando, um dia, quando formos muito muito velhinhos, em princípio.
- Pois é, quando formos muito veinhos morremos e pronto.
- Isso.

Com a maior simplicidade ( dela, que a minha foi um pouco disfarçada e preparada, confesso ), sem qualquer receio, por exemplo de nos perder ( que nestas idades pode ocorrer ), com a naturalidade que de facto o assunto tem, nascemos e morremos...um dia... esperançosamente velhinhos e depois de uma vida muito feliz.

26 março 2009

Bom...

Vamos lá ver se ajuda...
O problema maior são as 32 páginas de livro, o que para uma criança da idade dela, ainda que adore livros e ouça histórias mais complexas e granditas, se calhar será demasiado para lhe prender a atenção do princípio ao fim e captar a mensagem.
Ainda assim o problema dela não é não saber ou não brincar sózinha, é mesmo o desejo imenso de ter uma irmã...
Tentar não custa!

Sinopse
João sem-irmãos é a história de um menino que não tinha irmãos. O João habituou-se a brincar sozinho e a fazer de cada árvore, de cada rajada de vento, seus companheiros e irmãos.
Conheceu o Afonso, que tinha 6 irmãos e não sabia como brincar e como viver quando eles não estavam presentes. O João não tinha aqueles medos e ajudou-o a tirar o melhor partido da vida, mesmo estando sozinho.
João Sem-Irmãos de
Paula Pato

Facto curioso: numa sociedade onde cada vez mais se tem filhos únicos, há uma infinidade de livros que exploram a vinda de um irmão, que preparam a criança e os pais, mas apenas 2, sendo que só 1 é infantil, que trata da realidade dos filhos únicos ( e há cada vez mais não só filhos únicos mas netos únicos, sobrinhos únicos, únicas crianças no seio familiar global ).
Descobri um nicho de mercado para os escritores, psicólogos, pedagogos, etc. Vá, depois quero direitos de autor ;).