Mostrar mensagens com a etiqueta Eu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eu. Mostrar todas as mensagens

16 julho 2009

Antes e depois

Um ano separam a foto de cima e a de baixo. Um ano, 24 kgrs ( mais coisa menos coisa ), vários cms e uma " pele nova ", fruto de vários peelings, vários cremes, várias pomadas cicatrizantes e tudo e tudo e tudo. Não está a pele que eu tinha, mas já não tem comparação possível.

14 abril 2009

Conversas que nos marcam

Uma amiga minha, que não é desde sempre, mas que estimo muito, já mãe quando eu o fui pela primeira vez e assistente social disse-me no dia seguinte em que tive a minha filha, depois das felicitações:
- Algumas vezes vais ter vontade de a " atirar contra a parede ", é normal sentires isso, o que não é normal é fazê-lo.
Nunca me esqueci e foi se calhar dos melhores ensinamentos que tive até hoje, mais a mais vindo de uma pessoa com alguns conhecimentos de psicologia e que lida de perto com casos violentos que envolvem famílias.
O " atirar contra uma parede " é óbvio que é uma hipérbole, mas entendi a mensagem, haverá vezes, momentos, em que sem saber o que se fazer perante os maus comportamentos, em que não se consegue ter o discernimento para encontrar qual a melhor " estratégia pedagógica " para resolver a questão, no quente da questão, " apeteça " resolver de forma violenta, ainda que possa não resolver nada.
Quis me ela dizer que os filhos nos levam aos limites, ao limite do amor, da condescendência, da compaixão, do deslumbramento, mas também ao limite da paciência do qual não podemos imiscuir-nos, virar costas ou resolver a questão " à pancada ", mesmo que algumas vezes seja essa a vontade.
Continuo a tentar resolver as questões com conversas, castigos, medidas " mais pedagógicas " do que a palmada, mas também recorro a ela, ainda que quase sempre, pense antes de o fazer, não com " medo da segurança social ", ou do que pensarão os outros, mas sim, porque continuo a acreditar que a " porrada " não é o melhor " método de ensino ", ou então, a geração dos nossos avós e dos nossos pais ( e um pouco da nossa também ) seria só de pessoas educadas, bem formadas, de bom carácter, o que não é de todo verdade. Sim, por vezes a palmada acalma, alerta, fá-los tirar do " transe " em que não ouvem nada, por excepção, não por regra. E digo isto numa fase difícil da educação da minha filha, o que só por si é ainda mais duro de aplicar. Falo por experiêcia de caso e não pelo que vejo fazer, pelo que alguém fez com o seu filho e resultou. É muito mais difícil na hora não dar a palmada, pensar em como resolver. Até ao momento tenho conseguido, mas não tem deixado de ser um grande exercício para a minha calma e paciência. Ao ponto de até a dona da escola, que tem colégio há 20 anos e que antes foi ama me disse um destes dias:
- Você tem uma paciência...

Há dias assim

Ontem estava um pouco com a neura, por motivo nenhum e por todos em geral. Nessas alturas o melhor mesmo é desanuviar para não ir descarregar para cima de quem não tinha culpa nenhuma do meu " desarranjo hormonal " ou lá o que era.
O Nuno foi buscar a Beatriz, eu sai do trabalho, liguei à minha amiga de infância S. e fomos beber um café as duas. Ela também estava em dia não e depois de uma hora de desabafos, regressamos " novas " a cada uma das casas.
Às vezes faz-me falta e faz-me bem.

07 abril 2009

31

Com as melhores das prendas... saúde q.b., uma filha linda e muitos abraços calorosos :)

Hoje sou eu a bébé da casa!

03 fevereiro 2009

Eu sabia

Não sei como mas sabia. A alteração visual que senti não se deveu a uma debilitação da minha acuidade visual ou lesão no nervo óptico mas melhor ainda, por uma diminuição da minha miopia. É muito bom mas é mau qe mudei de óculos há 2 meses e já estão desadequados. Enfim, não há €uros que resistam às mudanças de lentes nem às consultas do neuro-oftalmologista ( ai mais 160€ que foram ... que dor ).
O nervo óptico está estável e sem lesões ( claro, ainda com as marcas das anteriores ).
Dentro de 3 semanas volto a tentar reduzir a medicação e pela primeira vez o médico disse-me que há possibilidade de não ter de tomar medicação o resto da vida, mas por enquanto é uma hipótese e como ele me relembrou: Estamos a fazer uma experiência e vamos adequando a medicação de acordo com a reacção do nervo óptico. Parece que estamos no caminho certo.
Disse-me que tinha tido a atitude correcta ao não ir ao hospital porque, se quem me visse desconhecesse o meu caso, na incerteza e dada a gravidade que uma lesão ocular pode ter, seria muito provável que me fizessem uma punção lombar e neste momento não há necessidade disso.
Custou a encontrar as pessoas certas, custa-me muito pagar as fortunas que tenho pago neste médico que não tem acordo com a minha subvenção de saúde, mas custar-me-iam mais as punções, os internamentos e a operação.
" Vão-se os anéis e fiquem os dedos " e já agora, 4 braços, 4 pernas e duas cabecinha saudáveis para trabalhar de nós os dois ( mas uns quantos €uros a mais dão muito jeito sim, Senhor ).

22 janeiro 2009

Por cá

Mais serena e mais confiante de que não será nada. Sem respostas da pediatra dela, enviei hoje um e mail ao homeopata/osteopata que geralmente demora a responder mas fá-lo. Entretanto terá consulta se não antes, dia 28/4 com ele. Agora é esperar e tranquilizar-me, que voltei a andar estes 2 dias com dores de cabeça ininterruptas, incomparavelmente mais fracas que as que tinha no auge da doença, mas cá, a lembrarem-me que se não mantiver a calma, para além de não resolver nada, poderei eu mesma piorar. Isso e a almofada, que é boa conselheira.

21 dezembro 2008

Ser estranho

Devo ser a única pessoa no mundo a quem uma gripe não tira o apetite, pelo contrário, aumenta-o e muito.

02 dezembro 2007

30 novembro 2007

Mázinha!

Conversa telefónica com o Nuno:
- Epá, hoje ela estava tão chatinha de noite, fartou-se de me chamar, só me queria a mim.
E eu de sorrisinho maléfico a esfregar as mãos do lado de cá só lhe digo.
- Pois é, fartou-se de acordar não foi?
( Isto para ele ver como é, pois a menina ultimamente sempre que acorda só chama por mim, apesar de muitas vezes lá ir ele, chame ela quem chamar :) ).

17 outubro 2007

Está decidido!

Já tinha pensado nisso e comentado com o meu mais que tudo.
Se tiver de fazer uma próxima punção lombar ( e dado que nessa altura não havendo infecção estou em condições de o fazer ) irei aproveitar o facto de me estar a submeter a tal e faço uma doação de medula óssea.
Pelo menos sofro por um bom motivo.

Dos tempos da universidade

Estavamos no 4º ano da licenciatura. Os tempos das loucuras académicas tinham abrandado, mas ainda assim, muitas das nossas madrugadas de Sábado eram passadas no extinto Indochina.
Às 5ªs, dia do estudante, eram os ensaios das Tunas. Às 5ªs, na hora dos ensaios da tuna masculina nós tinhamos uma aula prática de 3 horas de Gestão Financeira com uma professora um pouco ortodoxa mas que nem assim conseguia muitas vezes captar a atenção das hostes ( mas também final de semana, dia do estudante e depois de almoço não era fácil ). A nossa sala era junto da sala de ensaios da tuna e nós analisavamos balanços e demonstrações de resultados ao som dos acordes e das afinações de vozes. As mesas e bancos corridos permitiam estarmos 4 e 5 ( isto é que era calor humano ) juntos.
Nesse dia estavamos apenas 3 e da sala das tunas ouvia-se o famoso " I will survive " da Gloria Gaynor, uma música que tocava várias vezes no dito Indochina.
O meu querido amigo Manéli, parco em palavras em inglês trauteava a música com uns " na na nas ". Eu e a Denise tentavamos estar atentas à explicação da professora de um qualquer rácio financeiro e estavamos constantemente:
- Cála-te Manel!
Ele calou-se e passado um bocado estava eu e ela instintivamente a cantar e a resolver um exercício :
- Now go, walk out the door...
Enquanto vagueava pelos blogues, vou ter a um que tinha esta música e claro está, veio à memória esta cena.
Esta música entra no ouvido e tenha eu 90 anos e vou-me sempre mas sempre lembrar deste episódio. Eu e eles que sempre que ouvimos a música e estamos juntos nos lembramos do mesmo.
Bons tempos! ( pareço uma velhota a falar mas foram mesmo óptimos tempos )
Divirtam-se e abanem o pézinho se quiserem:

http://www.youtube.com/watch?v=Xv6lHwWwO3w

12 outubro 2007

Descobri a cura para as minhas insónias

Estou a trabalhar e já desde as 22.30 que estou com uma pedrada de sono desgraçada.
Da próxima vez que me der uma das minhas insónias, já sei o que faça, é tiro e queda :)

28 setembro 2007

#&%#*

Pela primeira vez desde que vejo o Dr. House que estou distraída enquanto dá um episódio e não o vejo de fio a pavio. Regressei à terra, quando ouço " sarcoidosis ". Já não consegui apanhar nada de jeito. Eu sei que é ficção, mas porra,logo tinha de estar distraída quando o episódio é sobre uma das possibilidades da minha doença?

17 setembro 2007

Masoquista

Tinha decidido que os estudos estariam parados por uns tempos ( longos, talvez uns 2/3 anos ). Queria descansar, o corpo já mo disse por demasiadas evidências que o meu estilo de vida não é saudável e que eu preciso de abrandar, de saber viver mais devagar, com dias menos preenchidos e menos obrigações.
A minha última formação acabou em Março do ano passado, com a pós-graduação. Soube-me a pouco e fiquei com vontade de fazer um MBA uns tempos depois. Decidi que esse MBA seria apenas e só quando tivesse um segundo filho, durante a licença de maternidade, como foi com a pós-graduação. Os valores eram impeditivos mas havia a possibilidade de pedido de uma bolsa de estudos se o MBA fosse na minha área profissional.
Sábado, compro a revista com o mesmo nome que tinha um suplemento que falava de cursos de formação pós licenciatura. Foi a primeira parte da revista que li e fiquei logo cheia de urticária com um MBA que lá aparecia. Começa em Outubro e eu já me estava a ver a organizar a minha vida para regressar à Universidade e por dentro já dava pulinhos de contentamento( eu gosto mesmo disto, não há nada a fazer ). Falei com a minha mãe e perguntei se me emprestaria o dinheiro, estava disposta a pagá-lo eu e não esperar por bolsas. Concordou, faltava saber quanto era. Já toda eu sorria, já planeava a minha vida e eis que sei o valor, 3327.50€. Desisti, o valor é demasiado elevado para o pouco tempo do curso, não merece. Ainda assim, se tiver tempo, ainda vou ver se há alguma possibilidade de receber bolsa de estudos noutra entidade, já que para receber da entidade que anteriormente me " patrocinou ", o MBA não podia ser na área que este é .
Fiquei desiludida, mas ainda há uma esperançazinha :)

16 setembro 2007

É castigo!

Estar de baixa, ter obrigatoriamente de trabalhar, a um Domingo e com esta vista.
Não é justo, pá!

31 agosto 2007

Radioactividade

Hoje, dado um exame que fui fazer tenho radioactividade a correr-me pelo corpo.
Cuidado comigo : )!

23 julho 2007

Férias

Nunca trabalhei tão pouco ( e atenção isso significa dedicar-me a 2/3 empresas diferentes ) e nunca senti tanta necessidade de férias.
O facto de estar sózinha na secção e quase não falar todo o dia também ajuda. Deito papéis pelos olhos!

20 junho 2007

Eu não ando eu!

Sinto-me frequentemente mais desmotivada, com menos vontade de expressar aqueles sorrisos que fazem doer os cantos da boca. Acho que o tempo não tem ajudado, hoje quando saí de casa com o sol a espreitar senti-me aliviada, abri a janela do carro, levantei o volume do rádio e enfrentei o início da manhã melhor. Mas, ainda assim, não estou como costumo, cheia de energia e boa disposição. Não ajuda o facto de ter regressado de férias que me dá sempre a nostalgia de não estar todo o dia com a princesa, não ajuda o trabalho acumulado, não ajuda o ter de trabalhar em casa à noite e andar sem forças para o fazer, não ajuda o ter de estudar na hora de almoço e ficar enfiada no escritório todo o dia.
Não sei ao certo qual foi o busílis da questão, o causador desta minha sensação de estar enfraquecida, acho que foi desde que o Nuno teve aquele episódio que acabei por apenas mencionar com poucas explicações. Tenho também andado preocupada com uma situação de saúde minha, eu, que sou tão despreocupada comigo mesma.
Na reunião para a festa do final de ano, antes das nossas férias a educadora que está a coordenar o atelier onde vou participar notou-me triste. Disse-mo claramente, ela, que mal me conhece. Desarmou-me. Tendo a ocultar a minha tristeza, a mascará-la, às vezes até a rir exageradamente ocultando na gargalhada um soluço de choro camuflado. Sou assim e penso que sou boa nisso, a ocultar a minha tristeza. Faço-o não porque queira parecer mais forte, mas porque no meu mais íntimo ser, penso que se não pensar muito na questão, se não lhe der muita importância, acabo por lhe tirar as forças e a alegria vence a tristeza. Tem sido assim, ao longo de toda a minha vida. Poucas foram as pessoas que me viram chorar de desespero ou tristeza, mas já o fiz, ao ponto de soluçar e tropeçar nas palavras. Felizmente que estes momentos foram pontuais, até mesmo porque essa minha forma de enfrentar as tristezas faz com que tenha poucos momentos desses. Se calhar faz-me falta chorar mais vezes.
Nestes dias tenho-me sentido transparente, faltam-me as forças para ocultar este sentimento com a gargalhada. Sinto-me exposta em demasia, despida da minha "máscara". Ao ponto das pessoas que mal me conhecem me perguntarem se estou bem. Ontem foi a educadora da minha filha que amavelmente me afagou o braço.
Nem sei explicar como me sinto, não é tristeza, não é desânimo, é desmotivação talvez, não sei é porquê.
Isto passa-me, sei que sim, no entretanto sinto-me agarrada a um estado de espírito que não é o meu. Às vezes tenho destes dias, mas costumam ser isso mesmo, um, dois dias no máximo. Neste caso são já semanas, ainda que durante as férias não o tenha notado.
Não se preocupem, é só um desabafo para ver se me sai directamente da mente para este pedaço de papel virtual. ;)