Num parque de diversões sem nós.
Fomos ao IKEA no Sábado ( de loucos, mas enfim ) e foi connosco. Quando passamos no piso 0 junto das janelas onde se vê o " parque ", pergunto-lhe se quer ir e digo que para isso, nós não podemos entrar mas que esperaremos por ela cá fora.
Diz que quer. Terminamos as compras e vamos deixá-la lá um pouco.
Sinto-a insegura e pergunto-lhe se quer mesmo ir, antes de entrar. Diz que sim mas que não gosta das árvore.
Digo-lhe para não ir para junto das mesmas e digo que ficarei cá fora à espera.
Vejo-a entrar e sinto-a perdida. Não se dirige a nada e olha para a confusão à volta. Nem saio de junto da entrada porque prevejo que não vai lá ficar. Ainda tenta ir para uma mesa de actividades, mas vem para a saída e diz que não quer ficar.
Sai e não insistimos no assunto. A " animadora " diz que é normal, mesmo estando em jardim de infância há mais tempo porque não conhece o espaço, nem as pessoas.
Calço-a e depois de calçada pede-me para voltar.
Pergunto-lhe se quer mesmo e explico que não podemos entrar mas que ficamos a vê-la junto do vidro e que quando quiser vir embora, terá de dizer a uma das adultas que lá está.
Explico também que se quiser sair, já não a deixarei entrar mais e que tentará noutro dia.
Concorda e fazemos novamente a inscrição. Como desistiu deixam que volte a entrar. Fico na mesma a vê-la da entrada, agora confiante, disposta a explorar, com algum desconforto, mas com vontade de explorar. Vou para junto do vidro por vê-la à vontade. Ainda anda a olhar à volta, mas assim que nos vê do lado de fora fica confiante, ri, explora, salta para dentro da piscina de bolas, vai a quase tudo e logo arranjou um amiguinho mais velho que carinhosamente a pegava ao colo para descer sempre a última escada. O Nuno já estava em transe de ver a miúda no colo do outro junto das escadas, com a possibilidade de cairem os dois até que uma animadora o alertou para não o fazer.
Adorou!
A mim admira-me a coragem desta " fedelhita ", que apesar de ter receio, tenta vencer os seus medos. Como ela agora diz, sempre que a apelidam de pequenina: " Sou pequenina, mas sou corajosa ". E é mesmo!
Da próxima vez, ficará sem nós junto do vidro, mas aí sou eu e o pai que não ficamos muito confiantes. Esta parte é que ainda me causa " dores de estômago " :)