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23 dezembro 2011

Não

Ontem a Matilde estava com febre. Para não acordar a Joana e para a arrefecer, levo-a para a sala e sento-me com ela no meu colo.
Ela começa a ficar cheia de sono e a aninhar-se em mim.
Digo-lhe: - Vamos para a cama Matilde, vamos fazer ó-ó.
Responde-me com um sonoro e perceptível " Não" , acompanhado de um abanar de cabeça.
Repito a frase e ela já não diz não mas continua a abanar negativamente a cabeça.


A crescer...

13 julho 2011

7 meses

Se tivesse de as definir numa só palavra, diria que são simpáticas, muito simpáticas, em duas, mexidas, muito mexidas.
Crescem a um ritmo fulminante, em termos cognitivos e quase todos s dias temos novidades. Em temos físicos também tem tido um bom crescimento e estão bem, maiores que a irmã com a mesma idade.
Ontem foi dia de consulta dos 6 meses ( a 1 dia dos 7 em idade cronológica, 6 em idade corrigida ).
Estão óptimas.
Em termos de percentis em idade corrigida a Matilde está no 50 de peso, entre o 25/50 na altura e no 50 de perimetro cefálico. Em idade cronológica está no 25 em todos os parâmetros ( penso que o que interessa até aos 2 anos é a idade corrigida )
A Joana, em idade corrigida está entre o 25 e o 50 de peso, entre 25/50 na altura e no 50 de perimetro cefálico. Em idade cronológica está salvo erro entre o 10/25 de peso, no 25 de altura e também no perimetro cefálico ( acho não decorei ).
Isto para quem nasceu sem percentil está óptimo.

Matilde- 7070grs, altura -64 cms PC - 42 cms
Joana - 6780grs, altura 64 cms PC - 42.5 cms

25 maio 2011

1º Ano

Inscrição no 1º ciclo da Beatriz feita.
- Pronto, está tudo, agora é esperar por Setembro.
Sem me aperceber devo ter facialmente expressado a minha angustiada assunção: a minha bebé cresceu!
Recebi de volta um afago nas costas e um:
- Vai correr tudo bem, mãe, desde que cresçam felizes é o que importa.
Não podemos controlar a velocidade a que crescem só mesmo a forma como o fazem, mas hoje, vê-la crescer mais um bocadinho deixou-me melosa.

13 abril 2011

4 meses

Feitos hoje e relembrados pelo meu querido marido.
Estão grandes ou antes, comparativmente grandes face ao que nasceram.
Vestem roupas de 3 meses e alguma de 3-6.
São simpaticas e distribuem sorrisos por " dá cá aquela palha ". A Joana masi sorridente ainda, co um sorrisinho doce e ás vezes envergonhada que apetece encher de beijos. A Matilde, mais descarada, sorri, imita a tosse e chama assim a atenção para si.
Já a Joana grita quando quer brincadeira, ou quando está com cócó na fralda.
Disputam entre si a atenção mas já interagem uma com a outra o que até há pouco tempo eram quase indiferentes.
Agora sorriem uma para a outra e vão tentando palrar entre si.
Não são grandes fãs do ginásio, mas a Joana, sempre paciente, lá vai brincando nele mais que a Matilde e pontapeia com força os pés do dito.
A Matilde gosta de brincar com os bonecos ( ainda que os tente alcançar mas ainda com pouco sucesso ), a Joana gosta de ver televisão mas também já vai ligando aos brinquedos .
Adormecem sozinhas, nas respectivas camas, com a música de embalar a tocar, a chucha e as fraldas de pano. A Matilde não a dispensa mesmo e esconde a cara o mais que pode nela. Já a Joana gosta da fralda mas não tanto.
Entre as 19h e as 20h, 20h30 tem uma birra de sono em grande, especialmente a Joana que passa deitando-as na nossa cam, de lado, com a fralda de pano na cara, chucha na boca e a nossa companhia.
Dormem bem e é um verdadeiro alívio que assim seja e comem razoavelmente bem. Bebem 195mls a cada 3 horas e hoje já começaram a beber 210mls pois já era suposto aguentarem 4 horas entre as refeições. Nunca a Beatriz bebeu mais de 180mls e ter biberões de 250mls que ficam acima da sua capacidade depois de acrescentar o leite em pó é para mim uma novidade. Com isto comprei biberões de 330mls, algo que nunca precisei de ter com a Beatriz.
Dão trabalho sim, que isto é o que me perguntam constantemente, mas não é tanto quanto pensei, muito porque a minha forma de encarar o dito é muito descontraída. Não dão o dobro do trabalho, mas dão o dobro das alegrias e isso é impagável.
Tenho 3 filhas maravilhosas .

05 abril 2011

Papas

Vão iniciar aos 4 meses mas na semana passada e porque recomeçarei a trabalhar em breve, quis experimentar a dar-lhes. A Joana comeu toda a papa, pacientemente, já a Matilde fez uma birra monumental e nem queria aceitar o biberão com o leite. Com calma vão lá e sinceramente se não começarem a comer aos 4 meses com colher uma refeição inteira não vem mal ao mundo que isto de dar papas a duas em simultâneo é muito mais dificil.

Da Beatriz

Com as irmãs: É uma mana mais velha 5 estrelas. Só está bem a beijá-las, apertá-las a falar e brincar com elas. Não lhe noto ciúmes mas lá tem um ou outro momento em que reclama atenção e dedicação. Vamos estando atentos a esses pormenores para que não se sinta à parte que isto de ter 2 bebés para cuidar implica muito tempo. Continua a adormecer com um de nós ao lado, coisa que regressou aquando da minha gravidez e que ainda não lha quisemos retirar. Quando sou eu que fico com ela ( que a maior parte das vezes é o pai ), saio antes que adormeça e aceita sempre bem oo facto. Na escola: Continua integrada e feliz. Gosta da escola e depois de uma fase parva de quase dependência de uma amiguinha que veio do antigo colégio tem já vários amigos. Participa activamente nas actividades propostas, fala muito e só por isso é repreendida. De resto é educada, interessada e obediente. Adora a educadora do ATL e da do jardim de infância também gosta, mas não se compara à adoração que tem pela Gi. No jardim de infância a educadora diz que tudo o que lhes ensina ela já sabe. Diz que traz uma boa bagagem do colégio, mas felizmente não tem desanimado nem sequer ficado desmotivada por praticamente não aprender nada de novo. Como os métodos de ensino são diferentes, mantêm-se interessada e quer ser sempre ela a responder às questões. Muitas vezes, quando a educadora pergunta a outro e o outro vacila ela responde sem dar tempo ao outro de pensar. Está melhor nesse aspecto e mais paciente. Desenvolveu imenso a parte do desenho, coisa para a qual ela não tinha grande apetencia e que agora faz desenhos bem engraçados ( e muito melhores quue os meus ). Em casa, muitas vezes não pinta os desenhos na totalidade, ou nem sequer os pinta mas na escola sim. Está desejosa de começar a primária e de fazer 6 anos. Connosco: É uma menina meiga e prestável. Adora ajudar-nos com as irmãs e com as limpezas mas é dificil que conclua uma destas tarefas integralmente. Dispersa-se no entretanto com alguma brincadeira. Brinca imenso com os litlest pet shop e desenha imenso. Está cada vez mais independente e pede muito menos vezes que estejamos a brincar com ela. Quando pede, geralmente vou a não ser que não possa mesmo e peço-lhe para que espere um pouco. Quando isso acontece no momento fica aborrecida mas logo vai brincar e volta a ficar feliz. É lhe cada vez mais dificil de se afastar de nós por tempos maiores do que o dia a dia. Foi na 3ª para casa dos avós e no Domingo dizia que não queria ir e chorava baba e ranho. Como foi ela quem pediu à avó para tirar férias para estar com ela convencia-a de que teria de ir pois não estaria a cumprir com o acordado com a avó. Além disso, lembrei-a das vantagens de estar nos avós. Na despedida só queria estar coladinha a mim, beijinhos, miminhos, colinho. Dissemos muitas vezes amo-te, que vou ter saudades e lá foi ela de comboi, com a avó, a tia e a prima. Enquanto lá esteve adorou e não chorou mas aoo telefone dizia sempre que tinha muitas saudades. Está cada vez mais linda, cada vez mais amorosa, cada vez mais crescida ( mas também está numa fase parvinha com as piadinhas dos cócós, xixis, pilinhas, pipis, etc )

10 março 2011

Mãos na boca

Tiram a chucha para colocar a mão há mais de uma semana, mas não sei precisar desde quando ( ser 2ªs e 3ªs tem destas coisas ).
Chucham com vontade na mão fechada quando tem fome ou simplesmente quando lhes apetece.
Não se babam ainda porque a frequência com que o fazem ainda não é muita.

15 fevereiro 2011

Consulta dos 2 meses

( Sendo que em idade corrigida têm 1 mês e 2 semanas )
Tiveram alta da cinesoterapia respiratória e das " aspiradelas nasais " constantes. Agora é fazer uma semana de aerosóis só com soro, 3 vezes ao dia e em principio ficarão bem.
Ainda assim temos de evitar as saídas de casa, as visitas e prepararmo-nos para o próximo inverno ( do ano que vem ) dificil, pois este virus deixa sempre " mazelas " e abre as portas para as doenças respiratórias, mais ainda em prematuras ( a conjugar com a carga genética que tenho de asma e rinite alérgica ).
Apesar disso, de terem estado internadas, de andarem 2 semanas a comer pouco e a vomitar muito e de ainda agora a Matilde não comer tudo, pesam 3700grs a Matilde e 3520grs a Joana, e 52cms e 50 cms respectivamente.
A Matilde no percentil 5 no peso e altura e no 25 de perimetro cefálico, a Joana, no P 10 do perimetro cefálico e ainda sem percentil para peso e altura.

08 fevereiro 2011

Sorrir

Desde o final da 6ª semana que sorriem. Primeiro a Joana, que premiou a Beatriz com os seus primeiros sorrisos, seguindo uns quantos para mim. No dia seguinte a Matilde.
Cada vez sorriem mais e quase sem motivo, ainda que a Joana seja indubitavelmente mais sorridente que a Matilde, são umas bem dispostas.

05 janeiro 2011

Evoluções

E é verdade, ambas já seguram e erguem a cabeça por uns tempinhos há mais de uma semana, mas mais a espevitadona da Matilde.

23 junho 2010

Letras minúsculas

Começou a reconhecer as primeiras letras em Novembro de 2007, com 2 anos e 4 meses. Passou a identificar quase todas as letras maiúsculas aos 2 anos e 8 meses.
Durante estas férias percebi que também reconhece quase todas as minúsculas e até já consegue pelo som perceber qual a letra que inicia determinada palavra.
Também nestas férias começou por iniciativa própria ( e isso tem sido sempre assim ), a fazer cópias de palavras e a perguntar o que está escrito. A primeira vez nem percebi ( tinha escrito coocam-s quando queria escrever colocam-se ) a não ser quando ela me apontou para a palavra de onde tinha copiado.
Sei que não o faz na escola, que a educadora não é adepta de aos 4 ( mesmo até aos 5 ) aprenderem muito mais que os números e reconhecimento de algumas letras, nada de ditados, cópias e afins, mas sei que os da pré primária, trabalham já algumas palavras isoladas, ditongos e coisas do género e portanto, como tem sido até aqui, ela está sempre atenta ao que se passa do outro lado, com os meninos da pré.

06 agosto 2009

Contas de somar

Faz " de cabeça " contas de somar quando se adiciona 1.
Mais que isso e pega em objectos ( geralmente as pedras do centro de mesa da sala ) e conta-os.
Também faz as de subtrair da mesma forma.
Desde que lhe falei que para o ano mudaria de escola ( com grande entusiasmo pela parte dela , mesmo sabendo que terá nova educadora e novos colegas ) e que iria aprender a ler, escrever, fazer contas, etc que quis aprender a fazer as ditas contas, por enquanto de somar e de subtrair.
Tem uma sede de crescer esta miúda ...

14 abril 2009

Mudanças forçadas na escola

A educadora da minha filha, talvez por ainda não ser mãe, tem muito o hábito de " forçar " as transições.
Desta vez, achou porque sim que deveriam largar a fralda de pano que alguns usam como mimo na hora da sesta. A Beatriz é uma dessas crianças, que, a bem da verdade, usava a fralda de pano mais para brincar durante a sesta que para dormir, pois raramente dorme.
Ontem decidiu retirar-lhes a fralda de pano, depois de andar a prepará-los para tal. A Beatriz e uma colega choraram um pouco, a educadora foi para junto delas e ambas adormeceram . A Beatriz foi até a última a acordar e só o facto de ter dormido já é bom.
Perguntei ao Nuno ( que foi quem a foi buscar ) qual o motivo para a retirada da fralda ( mesmo que até tenha sido benéfico ontem que em vez de brincar, acabou por adormecer ), já que a meu ver, não tem qualquer malefício e não vejo o porquê da retirada de um mimo. Disse-me que a educadora justificou que costumam tirar aos 3 anos e que no caso deles estavam a tirar quase aos 4. Pronto, é o que eu digo, deve ser o que vem nos manuais e não tem a experiência como mãe ( que ser educadora, tia, prima não é igual a ser mãe ), logo, acha que já tiveram " vício " suficiente. Isso e porque é carneira e como eu sei tão bem por experiência própria, chegamos a ser obstinadas com uma resolução.
Na escola, acabou-se a fralda de pano, em casa manter-se-à enquanto ela a pedir que não vejo qualquer problema em mantê-la na cama que é o único momento em que a usa. Afinal é o único marco de bébé que lhe resta que as fraldas descartáveis de dia e de noite, a chucha e o biberão já foram há muito. Talvez me custe " adquicar " do resto dos marcos de bébé que lhe restam, sim, mas mais do que isso, continuará a usá-la para dormir à noite em casa, por não ter qualquer efeito prejudicial no seu crescimento/desenvolvimento.

30 março 2009

Em Inguês

Como já disse não está inscrita em Inglês nem a educadora ensina nada pois a disciplina é extra-curricular, logo interessa-lhes que paguem se os pais querem os meninos a saber umas palavritas do idioma.
Hoje estou em casa com ela e entre um olhar pelo trabalho ( demorado que hoje está a custar ) e um olhinho nela ( que ficou comigo por não a ter conseguido levar ao colégio ), vejo-a parar as brincadeiras com os bonecos e olhar para o Baby First TV. Estão a contar em Inglês e para meu espanto acompanha alguns números.

06 março 2009

Coisas de que gosto na escola e post longo

Das aulas de música. Eu gosto ela também. Gosto não porque vá aprender a tocar qualquer instrumento, a treinar a voz ou algo mais " profissinal " mas porque aprende de forma divertida, porque canta, dança, aprende coreografias, treina expressões faciais, decora cantilenas e tem uma vertente ligada à música erudita que a mim, fã de operas e música clássica me delicia, especialmente porque ela também gosta ( desta vertente das cantatas, não propriamente da mesma ópera que eu ouço ).
A escola dela tem a aula de música 1 vez por semana, salvo erro 45 minutos, como actividade curricular, com uma professora que faz parte do Foco Musical, uma organização que se dedica não só à vertente do ensino/introdução à música em bébés e crianças, mas também a vertente de produtora de operetas com orquestra sinfónica e tudo. A professora dela tem uma boa formação não só musical mas também pedagógica.
Tem música desde que entrou no colégio, com 14 meses. Na festa do final do 1ºano lectivo tivemos uma demonstração conjunta de todos os " alunos ", desde a creche ao ATL de uma cantata, A Floresta D'Água, da autoria da organização que lá lecciona. A minha filha e os outros colegas, na altura ainda não tinham 2 anos, acompanharam a coreografia e cantaram alguns trechos da mesma. É no fundo uma história cantada que fala na destruição do ecossistema e na importância de preservar o meio ambiente e não poluir.
No ano seguinte continuou com a mesma cantata e no final do passado ano lectivo já a sabia de cor. Continua a sabê-la aliás. Mas não só de cantatas " vivem " aquelas aulas, e também se cantam músicas tradicionais, músicas de época ( Natal, por exemplo ) e se tocam instrumentos como tambor, ferrinhos, maracas e outros que não me lembro/ não sei o nome. Tem momentos em que manipulam o cavaquinho mas ainda não há grandes desenvolvimentos nesta área.
Este ano já deu a cantata " Quinta da Amizade " que trata da tolerância às diferenças.
Ontem, penso que pela primeira vez, deu a cantata " O Conquistador " que trata da história de D. Afonso Henriques. Ao jantar fez-me uma descrição tão boa da história que eu, vergonhosamente assumo, tive de confirmar alguns dados na internet, já esquecidos da minha memória. Acho que tem para além de uma excelente memória, um jeitinho para a história.
Depois de me descrever a primeira vez a história pedi que me repetisse para que eu escrevesse ( que a minha memória não é como a dela ). Da segunda vez já não contou tão bem nem tanto como da primeira, um bocado porque no fundo estava a " maçá-la ", mas aqui fica mais ou menos a explicação dela ( e vou confirmar se de facto foi a primeira vez que deu a cantata ou não ):

B(ea)- Mãe hoje dei a História do Afonso Henriques. O Afonso Henriques era o fundador.
M(ãe)- Fundador? Fundador de quê? Sabes o que é fundador?
B- Foi o primeiro rei.
M- Rei de onde?
B- Rei de Portugaue.
M- E mais?
B- A mãe dele era a Teresa, D. Teresa. Ele namorou com a mãe. A mãe era má, uma bruxa má e feia. Ele teve muitas namoradas, uma tinha cabelo cor-de-laranja, não gostava, outra tinha o cabelo cinzento, não gostava, outra tinha o cabelo azul, gostaaava. Ela era rainha. A D. Teresa não era Rainha. Ele tinha um professor.
M- Como se chamava o professor?
B- Egas Moniz.
M- O pai do Afonso Henriques não dá na história.
B- Acho que morreu cedo.
M- Como é que se chamava?
B- Não me lembro.
O Afonso Henriques zangou-se com a mãe e lutou com a mãe e prendeu-a com os amigos dele e mandou-a para muito longe. O Afonso lutou com uma espada e um escudo. E aleijou-se num pé, num pé e numa perna numa luta.
Depois o Afonso teve um filho, ficou velhinho e filho era Rei.
M- E como se chamava o filho?
B- Não me lembro.

Depois de pesquisar na net :
M- O filho chamava-se D. San...
B- Sancho.

D. Afonso Henriques feriu-se numa perna na Batalha de S. Mamede.
( Substituam os éles e os lhes por ue que é como ela diz ).
Fiquei boquiaberta. [ E Carla lembrei-me de vocês pela conincidência de também a tua Bia ter dado a mesma cantata e também conseguir contar bem a história mas de facto foi uma coincidência, juro :) ]

PS - Pode-se ouvir trechos musicais aqui:

Quinta da Amizade - http://focomusical.org/OrqQuinta.htm
Floresta D'Água - http://focomusical.org/OrqFloresta.htm
O Conquistador - http://focomusical.org/OrqConquistador.htm

18 fevereiro 2009

Pressa de crescer

- Mãe, eu vou fazer 5 anos.
- Não, filha, vais fazer 4, já sabes.
- Mas depois faço 5 não é?
- É.
- E depois 6, 7, 8 ....
- Sim é isso, mas ainda falta muito tempo.
- Mãe, eu quero fazer 6 anos.

Não chegava dizer que tinha 4 quando tem 3, quer passar de 4 para 6 anos.
Que pressa de crescer...

12 fevereiro 2009

(Des)actualizando

Estala os dedos com som desde Janeiro e fica toda orgulhosa do feito, mostrando-o sempre que se lembra a alguém conhecido ou repetindo-o para nós.
Tenta assobiar e de vez em quando sai uns ameaços de som.

02 fevereiro 2009

Parece-me que foi mesmo de vez

Na semana passada, numa manhã e sem que se falasse no assunto diz-me a caminho da escola.
- Vou deitar a chucha fora.Descrédula digo-lhe:
- Vais deitar? Quando, agora?
- Não, quando vier da escola, uógo
.
- Está bem.
- Vou dizer à Ana que vou deitar a chucha fora.

Fiquei a pensar que mais uma vez era conversa dela e que logo já não se lembrava ou vinha com qualquer desculpa para não fazer o que se propôs.
Quando fui buscá-la e chegada ao carro pediu a chucha, coisa que já não fazia há muito.
- Então queres a chucha, já te esqueceste do que disseste de manhã? Eu não ta vou dar a chucha é só para dormir.
- Mãe, mas eu vou dormir sem ela é só um bocadinho e quando chegar a casa deito fora.

Concordei. Chegamos a casa e foi a correr direita ao caixote dos papeis do escritório ( chama-lhe parva, a ver se deitou no lixo comum ).
Deitou fora e relembrei-a que ao fazê-lo não ia dormir com ela.
À noite custou a adormecer e pediu baixinho a chucha. Falei-lhe que já não precisava dela e que a mesma já estava no caixote por vontade dela.
Acabou por adormecer no meu colo.
Durante essa noite acordou às 2 da manhã a chorar e quando a ouvi já lá estava o Nuno que foi buscar a chucha ao lixo, lavou lha e deu. Eu ia tentar adormecê-la sem a dita mas atrasei-me.
Na manhã seguinte voltou a deitá-la fora e à dizia que não queria adormecer ( sem dizer que o que queria mesmo era a chucha ).
Perguntei-lhe se queria beber o leite no biberão ( que não usa há mais de um ano ) e disse que sim. O objectivo era mostrar-lhe que já não gostava de beber o leite assim porque já era crescida. Funcionou, deu duas goladas e pediu para beber no copo. Depois de ela ver que já não gostava do biberão expliquei que quando era bébé gostava mas que agora já não porque era crescida e que qualquer dia também já não gostaria da chucha.
Adormeceu desta vez já deitada na cama dela.
Desde aí não mais falou na chucha, mesmo quando acorda a meio da noite, só que exige a nossa companhia para adormecer.
Vamos ficando até porque nas últimas noites entre o contar a história e o adormecer dela são não mais de 30 minutos.
A única coisa que lhe resta de bébé é a fralda de pano, que largará quando quiser.
Mais uma vez percebi que com ela não funciona nada do que é imposto mas sempre que haja vontade dela em tomar a decisão/iniciativa.
Foi assim em todas as " mudanças de crescimento " e esta não foi excepção, foi quando ela quis, não quando nós achamos que deveria ser.
Adeus chucha, obrigada pelos momentos em que acalmaste a minha menina, mas agora, já não és necessária por cá :)

29 janeiro 2009

Respostas complicadas

- Mãe, o que é esta coisa que tenho dentro do meu pipi. É uma piuinha pequenina?
- Qual coisa? ( estas minhas perguntas dão sempre jeito para que ela repita a questão e eu pense como devo responder )
- Isto aqui que parece uma piuinha pequenina, uá dentro do pipi.
- É o clitóris ( e a pensar : ai que amanhã chego à escola e toda a gente sabe que eu lhe ensinei o que é; pior, todos os miúdos vão andar a falar no clitóris e eu vou ser responsável por uma revolução de pais )
- Cuicóris??? ( Franzindo o sobrolho e fazendo uma cara de gozo ).
- Não, clitóris.
- Cui-córis. Oh, não sei dizer bem. (numa de, ok, esquece mãe )
- Não faz mal filha ( antes assim, antes assim... ).

28 janeiro 2009

Rimas

Juntando à fase de achar imensa graça a dizer xixis, cócós, puns, rabo, pipi, pilinhas, etc, de há uns tempos faz rimas. A mais constante ( que as outras são de improviso ) é a seguinte:

- Joana banana macaca cigana, ... o marido debaixo da cama... ahahahahah
ou
- Joana banana, faz xixi na cama ahahahaahaha

E a mim parece-me mal dizer, mas confesso que não acho muita graça a este humor alternativo. Pior é que ela não pára de dizer até que alguém se ria. Quando ninguém se ri diz:

- Então não te ris, estou a dizer disparates, ri-te.
Se alguém só esboça um sorriso:

- Não, ri-te com barulho ( vulgo gargalhada ).