Com os 6 anos, veio o mau comportamento, as respostas tortas e as caras feias.
Não posso atribuir o comportamento à chegada das irmãs porque nada tem a ver.
Ao ponto de a ameaçar que iria para um colégio interno. Melhorou durante uns tempos e agora parece que está a querer voltar.
Neste momento, estamos de rédea curta com ela :(
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29 agosto 2011
30 maio 2010
Semana da " escola aberta aos pais "
Não que esteja fechada no resto do ano, mas a semana passada, os pais tinham oportunidade de a qualquer altura do dia, entrar na sala os filhos, ver os trabalhos que tem executado ao longo do ano e assistir ao seu dia-a-dia.
Fui de manhã, vi os 3 livros de actividades quase todos preenchidos, pude observar os seus colegas enquanto faziam pinturas de desenhos e ela, enquanto esperava vestida pela professora de ballet.
Confirmei o que já sabia, não só pelo que vejo em casa, mas pelo que a educadora nos tem dito ao longo do ano. Não é preguiçosa, gosta muito dos " trabalhos ( pinturas, grafismos, corte, colagem, etc ) mas quer fazer tudo apressadamente, consequentemente, fica " imperfeito ". Nada que a própria Beatriz não me tivesse avisado: - Mãe, vais ver os meus trabalhos, mas eu faço tudo à pressa.
Pensava eu que o fazia por querer muita coisa ao mesmo tempo ( eu mesma sou assim, quero fazer tudo, muitas vezes muito mais que a minha capacidade ), mas depois de conversar com ela, percebi que faz à pressa para ser a primeira a terminar. Acho que depois da conversa percebeu, que não interessa ser a primeira a acabar, mas fazer bem e divertir-se com isso.
Depois dos trabalhos uma conversa em que mais uma vez me confirmam que é impulsiva e que passou do " bater em reacção", ou seja depois de lhe baterem, ao bater por qualquer coisa que lhe digam de que não goste.
A educadora diz que esta segunda vertente é relativamente recente e que geralmente só bate quando lhe batem a ela mas que já vai sendo frequente o bater por lhe dizerem: não sou tua amiga, não gosto de ti, estás a fazer os trabalhos mal.
À noite tive uma conversa séria sobre o assunto, tão séria que depois de uma meia hora à conversa com ela, quando contei ao pai, ela rompeu num pranto. Depois de a acalmar, chamou-me para o quarto dela para conversar novamente comigo ( e só comigo ) e disse-me o que as amigas faziam que ela não gostava e que a levavam a agir mais agressivamente ( nem sempre fisicamente atenção )
Entendeu a sua má atitude e envergonhou-se da mesma e parece-me que surtiu efeitos, pelo menos no imediato. No dia seguinte pediu desculpa às amigas a quem tinha feito ou dito algo desagradável, conversou com as mesmas, disse-lhes o que não lhe agradava que fizessem e as amigas fizeram o mesmo.
Fui de manhã, vi os 3 livros de actividades quase todos preenchidos, pude observar os seus colegas enquanto faziam pinturas de desenhos e ela, enquanto esperava vestida pela professora de ballet.
Confirmei o que já sabia, não só pelo que vejo em casa, mas pelo que a educadora nos tem dito ao longo do ano. Não é preguiçosa, gosta muito dos " trabalhos ( pinturas, grafismos, corte, colagem, etc ) mas quer fazer tudo apressadamente, consequentemente, fica " imperfeito ". Nada que a própria Beatriz não me tivesse avisado: - Mãe, vais ver os meus trabalhos, mas eu faço tudo à pressa.
Pensava eu que o fazia por querer muita coisa ao mesmo tempo ( eu mesma sou assim, quero fazer tudo, muitas vezes muito mais que a minha capacidade ), mas depois de conversar com ela, percebi que faz à pressa para ser a primeira a terminar. Acho que depois da conversa percebeu, que não interessa ser a primeira a acabar, mas fazer bem e divertir-se com isso.
Depois dos trabalhos uma conversa em que mais uma vez me confirmam que é impulsiva e que passou do " bater em reacção", ou seja depois de lhe baterem, ao bater por qualquer coisa que lhe digam de que não goste.
A educadora diz que esta segunda vertente é relativamente recente e que geralmente só bate quando lhe batem a ela mas que já vai sendo frequente o bater por lhe dizerem: não sou tua amiga, não gosto de ti, estás a fazer os trabalhos mal.
À noite tive uma conversa séria sobre o assunto, tão séria que depois de uma meia hora à conversa com ela, quando contei ao pai, ela rompeu num pranto. Depois de a acalmar, chamou-me para o quarto dela para conversar novamente comigo ( e só comigo ) e disse-me o que as amigas faziam que ela não gostava e que a levavam a agir mais agressivamente ( nem sempre fisicamente atenção )
Entendeu a sua má atitude e envergonhou-se da mesma e parece-me que surtiu efeitos, pelo menos no imediato. No dia seguinte pediu desculpa às amigas a quem tinha feito ou dito algo desagradável, conversou com as mesmas, disse-lhes o que não lhe agradava que fizessem e as amigas fizeram o mesmo.
28 outubro 2009
Colheita de sangue
Fomos há uma(s) semana(s) ( que já não sei precisar quando foi ) fazer a colheita de sangue para as suas análises hormonais, sugeridas pela pediatra depois do resultado do rx ao pulso ( atraso de crescimento ).
Preparei-a para o que ia fazer, disse que doeria um pouco, mas muito pouco mesmo e lá fomos.
Portou-se à altura, nem um ai, sem mexer o braço e chegou mesmo a olhar para a seringa enquanto a enfermeira tirava sangue. Quando terminou e a enfermeira quis por o penso aí chorou porque não queria ( nunca quer por pensos por imaginem, lhe doer a tirar por ser peluda ) e lá veio de braço levantado a fazer pressão mas sem penso e com um autocolante de bom comportamento.
Elogiamo-la muito ( bem como a enfermeira ) e de bónus tivemos o pequeno almoço no café ( que ela adora ).
Os resultados das análises ainda não temos mas estou convicta de que não revelará nenhuma alteração hormonal.
Preparei-a para o que ia fazer, disse que doeria um pouco, mas muito pouco mesmo e lá fomos.
Portou-se à altura, nem um ai, sem mexer o braço e chegou mesmo a olhar para a seringa enquanto a enfermeira tirava sangue. Quando terminou e a enfermeira quis por o penso aí chorou porque não queria ( nunca quer por pensos por imaginem, lhe doer a tirar por ser peluda ) e lá veio de braço levantado a fazer pressão mas sem penso e com um autocolante de bom comportamento.
Elogiamo-la muito ( bem como a enfermeira ) e de bónus tivemos o pequeno almoço no café ( que ela adora ).
Os resultados das análises ainda não temos mas estou convicta de que não revelará nenhuma alteração hormonal.
19 maio 2009
Atitude pouco refletida ( ou nem sempre se age da melhor forma )
Esta manhã o mesmo " fandango " para acordar e vestir. Às tantas começa a " sacudir " as moscas e para isso confesso que tenho pouca paciência.
Depois de a avisar digo-lhe:
- Eu tenho de ir trabalhar, vou-me embora e ficas cá.
Finjo que saio abrindo a porta e fechando e depois vou para o quarto dela escolher os ganchos ( não fui esconder-me fui mesmo buscar os ganchos ). Ela correu para a porta e como não me via pensou mesmo que eu tinha saído. Começou a chorar e a gritar aflita a bater na porta e a dizer:
- Eu quero a minha mamã.
Sai do quarto dela e calou-se mas estava muito assustada.
Arrependi-me porque não pensei que a minha atitude a deixasse tão aflita, aliás, pensei que ela me fosse chamar ou procurar pela casa.
Abracei-a disse que não tinha gostado do comportamento dela, pediu-me desculpa e tranquilizei-a dizendo-lhe que nunca a deixaria só.
A birra foi-se mas eu fiquei com a imagem da aflição dela na minha mente.
Depois de a avisar digo-lhe:
- Eu tenho de ir trabalhar, vou-me embora e ficas cá.
Finjo que saio abrindo a porta e fechando e depois vou para o quarto dela escolher os ganchos ( não fui esconder-me fui mesmo buscar os ganchos ). Ela correu para a porta e como não me via pensou mesmo que eu tinha saído. Começou a chorar e a gritar aflita a bater na porta e a dizer:
- Eu quero a minha mamã.
Sai do quarto dela e calou-se mas estava muito assustada.
Arrependi-me porque não pensei que a minha atitude a deixasse tão aflita, aliás, pensei que ela me fosse chamar ou procurar pela casa.
Abracei-a disse que não tinha gostado do comportamento dela, pediu-me desculpa e tranquilizei-a dizendo-lhe que nunca a deixaria só.
A birra foi-se mas eu fiquei com a imagem da aflição dela na minha mente.
19 abril 2009
Parece-me...
Acho que as birras acalmaram. Deve ser fruto de ainda estar " fresquinho " na memoria o último e mais longo castigo, tanto é que várias vezes antes de mexer nos livros, ainda pergunta se pode.
13 abril 2009
Faltou dizer
Que está gozona, o gozona sem graça, ou sou eu que ando com o pavio curto, talvez.
Surpreende-me e assusta-me de algum modo que quando por exemplo diz : "Feia" e a confrontamos com um:
- Sou feia, não faz mal. Tu também estás a ser.
Ela arrange de seguida algo para " emendar ", com o ar mais inocente e credível ( e chega a levar a mão no peito e franzir os olhos... do mais teatral possível ):
- Feia, eu não disse feia, disse deixa.
Isto é só um exemplo, que corriqueiro é dizer:
- Má.
- Chamaste-me má?
- Não, ia cantar o Ma ma mia, tu é que não me deixaste acabar.
Há quem ache graça, mas eu sinceramente não acho, aliás, não gosto mesmo.
Anda ( ou andou que espero que com o castigo tenha acabado ) de todo!
Surpreende-me e assusta-me de algum modo que quando por exemplo diz : "Feia" e a confrontamos com um:
- Sou feia, não faz mal. Tu também estás a ser.
Ela arrange de seguida algo para " emendar ", com o ar mais inocente e credível ( e chega a levar a mão no peito e franzir os olhos... do mais teatral possível ):
- Feia, eu não disse feia, disse deixa.
Isto é só um exemplo, que corriqueiro é dizer:
- Má.
- Chamaste-me má?
- Não, ia cantar o Ma ma mia, tu é que não me deixaste acabar.
Há quem ache graça, mas eu sinceramente não acho, aliás, não gosto mesmo.
Anda ( ou andou que espero que com o castigo tenha acabado ) de todo!
Castigo(s)
Tem se portado bastante mal. Já nem a escola é excepção que quase diariamente me contam que esteve de castigo. O motivo é quase sempre o mesmo: a teimosia e o " fazer frente ".
Tem estado demasiado respondona e muitas vezes eu não penso que tenho uma menina de quase 4 anos em casa mas mais velha.
Os : " Não vou, não faço, não quero, não vou não senhora, ái isso é que não faço " e afins estão na ordem do dia e consequentemente estão na ordem do dia os castigos pela desobediência e às vezes insolência que demonstra. Não se tem safado de umas palmadas não, que tem estado mesmo por demais.
O meu " copo " estava prestes a entornar com tanta insistência dela e na quinta foi a gota de água.
Os choros por tudo e por nada, o ser contrariada e responder de volta, o estar de castigo e ainda assim ouvi-la dizer do quarto que continuaria a não fazer o que dissemos mesmo estando de castigo, tem me revirado a cabeça e decidimos em conjunto que teriamos de adoptar medidas com mais impacto.
Quinta voltou a estar de castigo na escola porque a " Sra. Dona " acha que manda e decidiu que não iria fazer qualquer coisa que a mandaram. O costume destes últimos dias.
Em casa ( depois de uma birra matinal para ficar na escola ) tive uma conversa séria com ela. Séria mesmo, fi-la sentir que estava desapontada com ela que ela já entende, sim. O castigo foi não mexer em livros nem contar-lhe história à noite enquanto eu achasse que ela tinha voltado a ter um comportamento adequado. Não impus prazo e percebeu que o prazo ultrapassaria umas horas ou no máximo 1 dia, como sempre foi. Nunca antes lhe tira retirado os livros (ou qualquer brinquedo ) mas as medidas exigiam soluções que a marcassem e como tal retirei-lhe o que ela mais gosta.
Nesse dia chorou, pediu desculpas mil vezes, prometeu que se portaria bem, pediu para lhe contar a história à noite mas não cedemos. No outro dia " aceitou " o castigo e quando via algum livro ( que nenhum foi retirado do alcance dela ou mudado de sítio ) perguntava se ainda estava de castigo.
O castigo durou 4 dias, com a " humilhação " de contar aos avós o motivo do mesmo. Não chorou mais vez nenhuma nem tentou infringir a penalização, mas custou-lhe.
Portou-se bem no tempo de duração do castigo e por isso hoje voltou a ter os livros de volta.
Ficou feliz e espero que consciente que da próxima vez o castigo durará mais tempo ou tal como lhe disse poderá mesmo ficar definitivamente sem os livros que mais gosta.
Educar não é fácil, não!
Tem estado demasiado respondona e muitas vezes eu não penso que tenho uma menina de quase 4 anos em casa mas mais velha.
Os : " Não vou, não faço, não quero, não vou não senhora, ái isso é que não faço " e afins estão na ordem do dia e consequentemente estão na ordem do dia os castigos pela desobediência e às vezes insolência que demonstra. Não se tem safado de umas palmadas não, que tem estado mesmo por demais.
O meu " copo " estava prestes a entornar com tanta insistência dela e na quinta foi a gota de água.
Os choros por tudo e por nada, o ser contrariada e responder de volta, o estar de castigo e ainda assim ouvi-la dizer do quarto que continuaria a não fazer o que dissemos mesmo estando de castigo, tem me revirado a cabeça e decidimos em conjunto que teriamos de adoptar medidas com mais impacto.
Quinta voltou a estar de castigo na escola porque a " Sra. Dona " acha que manda e decidiu que não iria fazer qualquer coisa que a mandaram. O costume destes últimos dias.
Em casa ( depois de uma birra matinal para ficar na escola ) tive uma conversa séria com ela. Séria mesmo, fi-la sentir que estava desapontada com ela que ela já entende, sim. O castigo foi não mexer em livros nem contar-lhe história à noite enquanto eu achasse que ela tinha voltado a ter um comportamento adequado. Não impus prazo e percebeu que o prazo ultrapassaria umas horas ou no máximo 1 dia, como sempre foi. Nunca antes lhe tira retirado os livros (ou qualquer brinquedo ) mas as medidas exigiam soluções que a marcassem e como tal retirei-lhe o que ela mais gosta.
Nesse dia chorou, pediu desculpas mil vezes, prometeu que se portaria bem, pediu para lhe contar a história à noite mas não cedemos. No outro dia " aceitou " o castigo e quando via algum livro ( que nenhum foi retirado do alcance dela ou mudado de sítio ) perguntava se ainda estava de castigo.
O castigo durou 4 dias, com a " humilhação " de contar aos avós o motivo do mesmo. Não chorou mais vez nenhuma nem tentou infringir a penalização, mas custou-lhe.
Portou-se bem no tempo de duração do castigo e por isso hoje voltou a ter os livros de volta.
Ficou feliz e espero que consciente que da próxima vez o castigo durará mais tempo ou tal como lhe disse poderá mesmo ficar definitivamente sem os livros que mais gosta.
Educar não é fácil, não!
11 fevereiro 2009
As birras aos 3 anos e meio ( mais coisa menos coisa )
Ela está incrivelmente meiga mas também incrivelmente birrenta. No caso dela, que até teve a sua fase dos terríveis dois anos, acho que as birras dos três são mais rebuscadas, mais difíceis de contornar, dão-nos mais cabo da cabeça ( e dos ouvidos ). E parece-me que com o tempo, até podem diminuir de frequência, mas aumentarão a sua dificuldade de ultrapassar.
Se até não há muito eu conseguia com conversa, castigos e etc que ela fizesse o que eu acho que deve ser feito, agora não passa muitas vezes sem uma palmada. E custa-me que tenha de ser assim, mas é, tento, apelo a toda a minha boa vontade e paciência mas leva-me várias vezes ao ponto em que já não vai com reprimendas, castigos ou privações e resta a palmada, que não resolve nem acalma, pelo contrário, nos momentos seguintes agudizam-se os choros e os gritos, mas minutos depois acalma.
Ontem foi um fim de dia, como é muitas vezes. O motivo: a sopa.
Ela tem de comer sopa porque caso contrário não faz cócó sem ajuda do bebegel e mesmo com sopa, faz de 3 em 3 dias só. O problema não se resolveu, melhorou mas não resolveu e umas refeições sem sopa e lá vem o problema da obstipação e do medo de ir fazer.
Ontem insisti para que comesse a sopa, acabada de fazer. O de sempre, não queria ( que só quer quando está aflita e aí quer sopinha, como se adiantasse ).
A minha explicação de sempre :
- Tens de comer, só este bocadinho ( 1 concha ) se não custa-te a fazer cócó e doi e tal e tal...
- Não queeeerooo ( e começa a chorar, a elevar o tom de voz e a baixar a cabeça para que não lha conseguisse dar ).
- Vá lá , comes só 10 colheres, vá, tem de saber, já sabes....
- Não querooo.
Levanto-lhe a cabeça de cima da mesa e levo com uma sacudidela no braço. Castigo para o quarto.
- Não vouuuu .
Aqui já aos berros e a chorar no hall de entrada . Pego nela e levo-a até ao quarto e sento-a em cima da cama. Viro costas e digo que só sai quando se portar bem.
Percebo que mal saí do quarto ela veio para a porta gritar. Volto atrás ( e quem tem filhos já consegue imaginar a cena ) , pego nela, com ela a fugir tipo enguia pelos meus braços e a espernear e volto a sentá-la na cama. No imediato sai da cama e vem para a porta do quarto numa de me desafiar. Faço o mesmo umas 2 vezes mais e ela volta para a porta do quarto.
Da última vez que a sento venho para a cozinha, sento-me ( e percebo que estava novamente no hall ) e respiro fundo.
Aparece a gritar na cozinha depois de várias vezes a ter repreendido para não o fazer.
Não deu mais e fiz como a minha avó me fazia. Deitei-a com a barriga nas minhas pernas e dou-lhe 3 palmadas no rabo, mas palmadas não sacudidelas como costumo fazer.
Mando-a novamente para o quarto e aí já vai, a gritar ainda mais, a chorar ainda mais, a chamar-me má, a dizer que só gosta da cadela e das avós, mas vai.
Fico na cozinha e ela no quarto uns segundos para que ambas " descomprimissemos ". Volto ao quarto com o prato de sopa na mão, pego-a no colo, não lhe digo mais nada e come a sopa toda.
Acaba de comer, aninha-se em mim, pede desculpa, vem a história da pedagogia, explico o seu mau comportamento, blábláblá e depois já sem chorar agarra-se ao meu pescoço e diz-me:
- Minha amigaaaaa.
E dá-me um beijo repenicado.
Fico sem perceber qual a melhor estratégia com ela, se a pedagogia, se a palmada se a conjugação de ambas ( que é o que tenho feito ).
Se até não há muito eu conseguia com conversa, castigos e etc que ela fizesse o que eu acho que deve ser feito, agora não passa muitas vezes sem uma palmada. E custa-me que tenha de ser assim, mas é, tento, apelo a toda a minha boa vontade e paciência mas leva-me várias vezes ao ponto em que já não vai com reprimendas, castigos ou privações e resta a palmada, que não resolve nem acalma, pelo contrário, nos momentos seguintes agudizam-se os choros e os gritos, mas minutos depois acalma.
Ontem foi um fim de dia, como é muitas vezes. O motivo: a sopa.
Ela tem de comer sopa porque caso contrário não faz cócó sem ajuda do bebegel e mesmo com sopa, faz de 3 em 3 dias só. O problema não se resolveu, melhorou mas não resolveu e umas refeições sem sopa e lá vem o problema da obstipação e do medo de ir fazer.
Ontem insisti para que comesse a sopa, acabada de fazer. O de sempre, não queria ( que só quer quando está aflita e aí quer sopinha, como se adiantasse ).
A minha explicação de sempre :
- Tens de comer, só este bocadinho ( 1 concha ) se não custa-te a fazer cócó e doi e tal e tal...
- Não queeeerooo ( e começa a chorar, a elevar o tom de voz e a baixar a cabeça para que não lha conseguisse dar ).
- Vá lá , comes só 10 colheres, vá, tem de saber, já sabes....
- Não querooo.
Levanto-lhe a cabeça de cima da mesa e levo com uma sacudidela no braço. Castigo para o quarto.
- Não vouuuu .
Aqui já aos berros e a chorar no hall de entrada . Pego nela e levo-a até ao quarto e sento-a em cima da cama. Viro costas e digo que só sai quando se portar bem.
Percebo que mal saí do quarto ela veio para a porta gritar. Volto atrás ( e quem tem filhos já consegue imaginar a cena ) , pego nela, com ela a fugir tipo enguia pelos meus braços e a espernear e volto a sentá-la na cama. No imediato sai da cama e vem para a porta do quarto numa de me desafiar. Faço o mesmo umas 2 vezes mais e ela volta para a porta do quarto.
Da última vez que a sento venho para a cozinha, sento-me ( e percebo que estava novamente no hall ) e respiro fundo.
Aparece a gritar na cozinha depois de várias vezes a ter repreendido para não o fazer.
Não deu mais e fiz como a minha avó me fazia. Deitei-a com a barriga nas minhas pernas e dou-lhe 3 palmadas no rabo, mas palmadas não sacudidelas como costumo fazer.
Mando-a novamente para o quarto e aí já vai, a gritar ainda mais, a chorar ainda mais, a chamar-me má, a dizer que só gosta da cadela e das avós, mas vai.
Fico na cozinha e ela no quarto uns segundos para que ambas " descomprimissemos ". Volto ao quarto com o prato de sopa na mão, pego-a no colo, não lhe digo mais nada e come a sopa toda.
Acaba de comer, aninha-se em mim, pede desculpa, vem a história da pedagogia, explico o seu mau comportamento, blábláblá e depois já sem chorar agarra-se ao meu pescoço e diz-me:
- Minha amigaaaaa.
E dá-me um beijo repenicado.
Fico sem perceber qual a melhor estratégia com ela, se a pedagogia, se a palmada se a conjugação de ambas ( que é o que tenho feito ).
09 outubro 2008
Tira-me do sério
Não vem nos manuais ou pelo menos nunca li sobre nada disto e tem-se tornado realmente num problema que nos desgasta a todos: a hora de arrumar os brinquedos.
É uma tormenta sempre que lhe dizemos que tem de arrumar as coisas, aliás, basta dizer: Vai arrumar os brinquedos com que já não estás a brincar, e ela começa com o choro, a birra, os gritos, o " não consigo ", o " m' ajuda mãe " ou o " ajuda-me ", o " não quero" , etc, sempre em tom de desespero como se estivessemos a infrigir-lhe o maior e mais injusto dos castigos.
Já tentamos resolver a situação com conversa, já tentamos com palmadas ( e não palmadinhas ), com castigos, mandando fora os brinquedos desarrumados e nada, não desarma. Acaba por apanhar, muito à força, com muita baba e ranho, muito choro, muita birra, muitos berros e com muita falta de paciência nossa. Nem as conversas do pós birra tem resultado que sabe a teoria toda mas na prática não quer apanhar os brinquedos e o filme é todos os dias o mesmo.
Prefere ficar de castigo e uma vez quando lhe dissemos:
- Vai apanhar os brinquedos senão vou deitar fora ( depois de já termos efectivamente deitado fora alguns antes ); ela respondeu:
- Então deita fora.
A " fartura " ajuda mas pode até ser o brinquedo de que mais goste ou a chucha que chora, berra etc e tal mas não arruma nada de forma pacífica e isto irrita-me solenemente.
Outra táctica dela é a de pedir ajuda e efectivamente ajudei mas cada vez mais era eu que arrumava tudo enquanto ela ia brincando com outra coisa qualquer.
Em tantas outras coisas é uma criança compreensiva e com mais ou menos voltas, com mais ou menos " pedagogia ", lá se consegue " levar " sem grandes fitas, birras e maus comportamentos, mas tudo isto muda quando chega a hora de arrumar as coisas dela.
Dicas?
Adenda - A minha amiga X. relembrou-me da técnica " violenta " que o Nuno usa, ameaça que vai aspirar os brinquedos com o aspirador robot do qual ela tem algum medo. Aí sim arruma num instante, mas com choro de pavor e apesar de resolver a questão na altura, não é uma solução que me agrade.
É uma tormenta sempre que lhe dizemos que tem de arrumar as coisas, aliás, basta dizer: Vai arrumar os brinquedos com que já não estás a brincar, e ela começa com o choro, a birra, os gritos, o " não consigo ", o " m' ajuda mãe " ou o " ajuda-me ", o " não quero" , etc, sempre em tom de desespero como se estivessemos a infrigir-lhe o maior e mais injusto dos castigos.
Já tentamos resolver a situação com conversa, já tentamos com palmadas ( e não palmadinhas ), com castigos, mandando fora os brinquedos desarrumados e nada, não desarma. Acaba por apanhar, muito à força, com muita baba e ranho, muito choro, muita birra, muitos berros e com muita falta de paciência nossa. Nem as conversas do pós birra tem resultado que sabe a teoria toda mas na prática não quer apanhar os brinquedos e o filme é todos os dias o mesmo.
Prefere ficar de castigo e uma vez quando lhe dissemos:
- Vai apanhar os brinquedos senão vou deitar fora ( depois de já termos efectivamente deitado fora alguns antes ); ela respondeu:
- Então deita fora.
A " fartura " ajuda mas pode até ser o brinquedo de que mais goste ou a chucha que chora, berra etc e tal mas não arruma nada de forma pacífica e isto irrita-me solenemente.
Outra táctica dela é a de pedir ajuda e efectivamente ajudei mas cada vez mais era eu que arrumava tudo enquanto ela ia brincando com outra coisa qualquer.
Em tantas outras coisas é uma criança compreensiva e com mais ou menos voltas, com mais ou menos " pedagogia ", lá se consegue " levar " sem grandes fitas, birras e maus comportamentos, mas tudo isto muda quando chega a hora de arrumar as coisas dela.
Dicas?
Adenda - A minha amiga X. relembrou-me da técnica " violenta " que o Nuno usa, ameaça que vai aspirar os brinquedos com o aspirador robot do qual ela tem algum medo. Aí sim arruma num instante, mas com choro de pavor e apesar de resolver a questão na altura, não é uma solução que me agrade.
23 setembro 2008
Comportamento
No início e talvez traumatizada por me ver constantemente vomitar não me podia ver deitada, mesmo que já não tivesse os vómitos e tonturas que ficava muito preocupada e transtornada. Chorava sempre que me via vomitar. Ver o balde junto a mim fazia-lhe muita confusão e perguntava constantemente se eu já não tinha tosse ( porque na altura não sabia distinguir entre tossir e vomitar ).
Agora já não se lembra do facto e não o refere quando estou deitada mas o comportamento dela altera-se quando estou em recobro. Durante o dia as birras são geralmente menores e colabora q.b ( se bem que arrumar os brinquedos voltou a ser um tormento ) mas o pior mesmo é sair de casa sabendo que eu cá fico. Ela não o expressa assim claramente, não diz que quer ficar comigo, mas faz umas birras fora de série e hoje até dizia que não gostava da escola e que não queria ir ao recreio. De manhã estava tão atarantada ( que isto de acordar com ela aos berros e sair num salto da cama numa pós punção não é fácil ) que apenas tentei confortá-la, mas logo vamos ter de conversar as duas e perceber porque se comporta assim.
É certo que ontem adormeceu tarde ( 23h ) e o sono não ajuda nas manhãs que já por si não costumam ser pacíficas, mas tenho de perceber o que a atormenta e explicar que mesmo estando em casa, não posso ficar com ela.
Agora já não se lembra do facto e não o refere quando estou deitada mas o comportamento dela altera-se quando estou em recobro. Durante o dia as birras são geralmente menores e colabora q.b ( se bem que arrumar os brinquedos voltou a ser um tormento ) mas o pior mesmo é sair de casa sabendo que eu cá fico. Ela não o expressa assim claramente, não diz que quer ficar comigo, mas faz umas birras fora de série e hoje até dizia que não gostava da escola e que não queria ir ao recreio. De manhã estava tão atarantada ( que isto de acordar com ela aos berros e sair num salto da cama numa pós punção não é fácil ) que apenas tentei confortá-la, mas logo vamos ter de conversar as duas e perceber porque se comporta assim.
É certo que ontem adormeceu tarde ( 23h ) e o sono não ajuda nas manhãs que já por si não costumam ser pacíficas, mas tenho de perceber o que a atormenta e explicar que mesmo estando em casa, não posso ficar com ela.
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