Fá-las com frequência quando vai ao parque ou a um local onde estejam mais crianças. Vai meter conversa e brincar.
Ontem no fim do dia, depois de irmos a correr à Biblioteca fomos até ao parque. Lá estava uma menina de quase 5 anos com uma personalidade semelhante à dela, desinibida, extrovertida, faladora, divertida ( esta parte é só às vezes ).
Houve logo uma empatia entre as duas e passados minutos já se chamavam amigas, já faziam as mesmas macacadas, já trocavam segredos e ambas punham o pai dessa menina de castigo ( lol ).
No fim depois de sair do parque pergunto-lhe:
- É muito bom fazer novos amigos não é?
- Sim mãe, a Tixa é minha amiga, gostei muito dela. Na quinta-feira vimos outra vez para eu brincar com eua? ( que tinha-lhe dito que só quinta poderiamos voltar ao parque )
- Sim, em princípio sim, se a Tixa cá estiver brincas com ela.
Chegou a casa e digo-lhe para contar ao pai o que tinha acontecido no parque. Diz-lhe que tinha feito uma amiga nova e que tinha brincado com ela e que ia brincar outra vez na quinta-feira, etc.
De toda a descrição minuciosa que fez ao pai, em momento algum mencionou que a amiga tinha um tom de pele diferente do dela.
Fiquei orgulhosa pois como não tem nenhum colega em toda a escola ( e serão uns 80 e tal ) que não seja caucasiano, não viu a " diferença " . Espero que continue sempre assim, aos quase 4 anos ou aos quase 40/50/60...
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20 maio 2009
14 abril 2009
Há dias assim
Ontem estava um pouco com a neura, por motivo nenhum e por todos em geral. Nessas alturas o melhor mesmo é desanuviar para não ir descarregar para cima de quem não tinha culpa nenhuma do meu " desarranjo hormonal " ou lá o que era.
O Nuno foi buscar a Beatriz, eu sai do trabalho, liguei à minha amiga de infância S. e fomos beber um café as duas. Ela também estava em dia não e depois de uma hora de desabafos, regressamos " novas " a cada uma das casas.
Às vezes faz-me falta e faz-me bem.
O Nuno foi buscar a Beatriz, eu sai do trabalho, liguei à minha amiga de infância S. e fomos beber um café as duas. Ela também estava em dia não e depois de uma hora de desabafos, regressamos " novas " a cada uma das casas.
Às vezes faz-me falta e faz-me bem.
06 abril 2009
Fim de semana cheio
No Sábado fomos ver o espectáculo - Disney on Ice, à procura de Nemo. Plateia Vip Central e se é verdade que quando o meu gajinho me comunicou onde iriamos ficar, reclamei pelo preço, durante o espectáculo não pensei nisso. Estar na 3ª fila com um espectáculo daqueles, fez-me esquecer os 108€ gastos ( que só não foram 120€ porque o Nuno teve desconto ).
Gostamos do espectáculo e acho que por conhecer o filme, ainda achei mais piada que ela, que só hoje quis olhar para o DVD que está cá em casa há uns 4 ou 5 anos ( por aí ). Mas não se pense que ela não gostou, gostou e muito. Ainda pensei que tivesse medo por estar tão perto, da baleia gigante, ou do tubarão, mas qual quê, enquanto a miúda ao meu lado de 8 anos tapava a cara e dizia que tinha medo, a minha não despregou de lá os olhos. Acho bem que não gastamos tanto dinheiro para estar de olhos tapados :).
Saimos e fomos aproveitar que os bilhetes garantiam a entrada no Oceanário e fomos os últimos a entrar. Também gostou e não fosse o facto de termos de sair às 20h00 e por ela teriamos ficado sentados no chão encostados ao vidro a ver os peixes e os tubarões. Nem aqui teve medo quando o tubarão passava junto de nós, aliás, tentava assustá-los com uns " bú " sempre que passavam.
Domingo à tarde fomos ao parque infantil do Jardim da estrela, com as amigas Joana, Beatriz, Leonor e Júlia e com o amigo Martim e respectivas mães ( e alguns pais ). Sempre bom, mas como sempre, passa a correr.
A minha miúda esteve numa onda individualista e andou a rebolar-se nas pedras ou a fazer castelos com as pedrinhas e acabou por não confraternizar tanto quanto é costume. Mas gostou de estar com as amigas que me disse no caminho para casa.
Eu também gostei, como sempre !
Gostamos do espectáculo e acho que por conhecer o filme, ainda achei mais piada que ela, que só hoje quis olhar para o DVD que está cá em casa há uns 4 ou 5 anos ( por aí ). Mas não se pense que ela não gostou, gostou e muito. Ainda pensei que tivesse medo por estar tão perto, da baleia gigante, ou do tubarão, mas qual quê, enquanto a miúda ao meu lado de 8 anos tapava a cara e dizia que tinha medo, a minha não despregou de lá os olhos. Acho bem que não gastamos tanto dinheiro para estar de olhos tapados :).
Saimos e fomos aproveitar que os bilhetes garantiam a entrada no Oceanário e fomos os últimos a entrar. Também gostou e não fosse o facto de termos de sair às 20h00 e por ela teriamos ficado sentados no chão encostados ao vidro a ver os peixes e os tubarões. Nem aqui teve medo quando o tubarão passava junto de nós, aliás, tentava assustá-los com uns " bú " sempre que passavam.
Domingo à tarde fomos ao parque infantil do Jardim da estrela, com as amigas Joana, Beatriz, Leonor e Júlia e com o amigo Martim e respectivas mães ( e alguns pais ). Sempre bom, mas como sempre, passa a correr.
A minha miúda esteve numa onda individualista e andou a rebolar-se nas pedras ou a fazer castelos com as pedrinhas e acabou por não confraternizar tanto quanto é costume. Mas gostou de estar com as amigas que me disse no caminho para casa.
Eu também gostei, como sempre !
30 março 2009
Fim de semana
No Sábado tivemos a companhia da amiga Leonor, filha de uma amiga minha de infância. Das 11h até às 17 h, brincaram no quarto, fizeram uma pintura numa tela, desarrumaram e arrumaram que foi condição si ne qua non para que viessem brincar, entenderam-se. Na hora de almoço e não bastando a minha filha ser " o pisco " que é para comer, juntou-se outra igual mas que comeu depois de me ver de casaco vestido, calçada , de mala na mão e depois de lhe vestir o casaco. Percebeu que não brincava quando lhe disse que a levaria para casa da mãe e que não voltaria a vir brincar lá para casa, pois das condições impostas, para além de arrumar o que desarrumassem estava também o portarem-se bem, sem birras e que comessem.
Chorou mas comeu depois da Beatriz a avisar:
- Come, olha que a minha mãe vai por-te a casa, ela está a falar a sério.
Ah pois que cá em casa reina o regime monárquico parlamentarista, há uma espécia de democracia, mas em certas ocasiões, eu reino.
Pela confiança que tenho na minha amiga agi assim, como se fosse minha filha e tudo correu bem.
À tarde, eu e as 2 até à Biblioteca Municipal de Odivelas, assistir à hora do conto, uma espécia de leitura de história teatralizada. Contaram 2 histórias, uma feita pelas próprias sobre " como se fazem os bébés " onde se explicou como de facto ocorre com um a linguagem " não agressiva ". Eu que sou toda " aberta " fiquei encabulada quando disseram:
- O pai põe o tubinho ou pilinha no buraquinho da mãe, ou pipi. O pai põe muitas sementes que vão procurar o ovo que a mãe tem na barriga. A barriga cresce e crece o bébé. ( ... )
Depois a mãe vai para o hospital e o bébé sai pelo buraquinho ou abrem a barriga e o bébé sai pela barriga.
Foi engraçado e esclarecedor, felizmente que assim não houve mais perguntas eventualmente embaraçosas.
Depois contaram a história do Cuquedo, um bicho supostamente assustador que todos os animais da selva temiam sem o conhecer.
Foi a estreia da Leonor num espectáculo infantil e numa Biblioteca, Já da Beatriz a estreia foi apenas da Biblioteca.
Inscrevemo-nos como leitoras e daqui a dias podemos requisitar os livros, CD's, DVD's ou videos que quisermos. Ela queria trazer logo um livro e até me pediu para que a pegasse ao colo para " olhos nos olhos " pedir à Bibliotecária com muito jeitinho que a deixasse trazer logo um livro da Miffy. A Bibliotecária achou-lhe graça mas regras são regras e só quando chegar o cartãozinho a casa poderemos requisitar os livros.
O espectáculo acabou já depois das 16h30 e como a Leonor já denunciava algum cansaço, fui pô-la a casa para dormir.
Ficou o pedido e a promessa de um dia dormirem juntas mas para quando eu não tiver numa época de trabalho complicada. Claro que com condições: sem birras, sem choros para dormir, sem um adulto para adormecer com as duas.
Domingo era dia de usarmos a aula experimental de ginástica que anda a ser adiada à tanto mas uma crise de alergia impediu-me de ir com ela. Ficou novamente adiada. Crise essa que hoje me deixou k.o., ainda pior que ontem, com direito a ida ao médico e atestado para 2 dias em casa, afastada deste vento que traz os pólens todinhos e mais alguns.
Já não tinha destas crises há muito.

Chorou mas comeu depois da Beatriz a avisar:
- Come, olha que a minha mãe vai por-te a casa, ela está a falar a sério.
Ah pois que cá em casa reina o regime monárquico parlamentarista, há uma espécia de democracia, mas em certas ocasiões, eu reino.
Pela confiança que tenho na minha amiga agi assim, como se fosse minha filha e tudo correu bem.
À tarde, eu e as 2 até à Biblioteca Municipal de Odivelas, assistir à hora do conto, uma espécia de leitura de história teatralizada. Contaram 2 histórias, uma feita pelas próprias sobre " como se fazem os bébés " onde se explicou como de facto ocorre com um a linguagem " não agressiva ". Eu que sou toda " aberta " fiquei encabulada quando disseram:
- O pai põe o tubinho ou pilinha no buraquinho da mãe, ou pipi. O pai põe muitas sementes que vão procurar o ovo que a mãe tem na barriga. A barriga cresce e crece o bébé. ( ... )
Depois a mãe vai para o hospital e o bébé sai pelo buraquinho ou abrem a barriga e o bébé sai pela barriga.
Foi engraçado e esclarecedor, felizmente que assim não houve mais perguntas eventualmente embaraçosas.
Depois contaram a história do Cuquedo, um bicho supostamente assustador que todos os animais da selva temiam sem o conhecer.
Foi a estreia da Leonor num espectáculo infantil e numa Biblioteca, Já da Beatriz a estreia foi apenas da Biblioteca.
Inscrevemo-nos como leitoras e daqui a dias podemos requisitar os livros, CD's, DVD's ou videos que quisermos. Ela queria trazer logo um livro e até me pediu para que a pegasse ao colo para " olhos nos olhos " pedir à Bibliotecária com muito jeitinho que a deixasse trazer logo um livro da Miffy. A Bibliotecária achou-lhe graça mas regras são regras e só quando chegar o cartãozinho a casa poderemos requisitar os livros.
O espectáculo acabou já depois das 16h30 e como a Leonor já denunciava algum cansaço, fui pô-la a casa para dormir.
Ficou o pedido e a promessa de um dia dormirem juntas mas para quando eu não tiver numa época de trabalho complicada. Claro que com condições: sem birras, sem choros para dormir, sem um adulto para adormecer com as duas.
Domingo era dia de usarmos a aula experimental de ginástica que anda a ser adiada à tanto mas uma crise de alergia impediu-me de ir com ela. Ficou novamente adiada. Crise essa que hoje me deixou k.o., ainda pior que ontem, com direito a ida ao médico e atestado para 2 dias em casa, afastada deste vento que traz os pólens todinhos e mais alguns.
Já não tinha destas crises há muito.
17 novembro 2008
Se não fosse(m) o(s) blogue(s)
Eu não conheceria 7 pessoas fantásticas que com os seus parceiros e filhos dá qualquer coisa como 25 boas pessoas. O " núcleo duro " já tem qualquer coisa como 25 elementos, enaaa!
Ontem estivemos quase todos juntos e a sensação é tão boa que me deixam de " alma lavada ".
Os miúdos brincaram, riram, pularam, comportaram-se bem e mal, mas não se desentenderam ou pior, entenderam-se bem demais, até nos disparates. A mim fez-me bem vê-los já tão crescidos e sentir que ainda que não estejamos muitas vezes juntos, se sintam à vontade entre eles e connosco adultos. Gosto que a minha filha diga no caminho, " vamos ver os meus amigos " e gosto de a sentir divertida sem precisar de mim ao seu lado para se sentir segura.
Há poucas coisas tão boas como a amizade e se não fosse este blogue ( e todos os dessas outras pessoas ) eu não sentiria como um bocadinho meus, cada um daqueles miúdos, eu não sentiria como verdadeiras, aquelas 7 amigas.
É por estas e por outras que este blogue vai seguindo :)
Ontem foi uma tarde muito boa!
Ontem estivemos quase todos juntos e a sensação é tão boa que me deixam de " alma lavada ".
Os miúdos brincaram, riram, pularam, comportaram-se bem e mal, mas não se desentenderam ou pior, entenderam-se bem demais, até nos disparates. A mim fez-me bem vê-los já tão crescidos e sentir que ainda que não estejamos muitas vezes juntos, se sintam à vontade entre eles e connosco adultos. Gosto que a minha filha diga no caminho, " vamos ver os meus amigos " e gosto de a sentir divertida sem precisar de mim ao seu lado para se sentir segura.
Há poucas coisas tão boas como a amizade e se não fosse este blogue ( e todos os dessas outras pessoas ) eu não sentiria como um bocadinho meus, cada um daqueles miúdos, eu não sentiria como verdadeiras, aquelas 7 amigas.
É por estas e por outras que este blogue vai seguindo :)
Ontem foi uma tarde muito boa!
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14 novembro 2008
Adora receber os amigos em casa
Hoje vem jantar cá a casa uma amiga dela, a Sara, companheira da viagem à Eurodisney em Fevereiro.
Só lhe disse ontem à noite não fosse acontecer algum imprevisto, a Sara não puder vir e tinha de andar a ouvi-la lamentar-se com : - Ohhh porquê? Mas porquê que a Sara não vem....
Ficou delirante e disse-me:
- Eu só tenho uma cama mas ela pode dormir comigo.
- Não a Sara não quer dormir cá, só vem cá jantar e brincar contigo.
- Então o Gábi também vem, eu já lhe disse para ele vir muitas vezes e ele diz que quer vir. Amanhã digo ao Gábi para vir para a nossa casa, tá bem?
Vou ter mesmo de falar com a mãe do Gabriel e perguntar se deixa que lá vá um dia brincar um pouco, não se cala com isto há meses.
Só lhe disse ontem à noite não fosse acontecer algum imprevisto, a Sara não puder vir e tinha de andar a ouvi-la lamentar-se com : - Ohhh porquê? Mas porquê que a Sara não vem....
Ficou delirante e disse-me:
- Eu só tenho uma cama mas ela pode dormir comigo.
- Não a Sara não quer dormir cá, só vem cá jantar e brincar contigo.
- Então o Gábi também vem, eu já lhe disse para ele vir muitas vezes e ele diz que quer vir. Amanhã digo ao Gábi para vir para a nossa casa, tá bem?
Vou ter mesmo de falar com a mãe do Gabriel e perguntar se deixa que lá vá um dia brincar um pouco, não se cala com isto há meses.
13 outubro 2008
Dona de casa desesperada
Vivo o " drama " da minha amiga de perto, mãe a tempo inteiro, com 2 filhas, uma com 30 meses, outra com 6, ambas em casa a tempo integral, ou seja, sem escola para deixar nenhuma delas pelo menos umas horas por dia. Está estafada e queixa-se da falta de tempo para quase tudo pois entre resolver uma birra, dar de mamar a outra, preparar o almoço e mudar fraldas das duas fica ela por " tratar " e a casa que, apesar de estar em casa, quase não consegue fazer nada para se desdobrar na atenção pelas duas filhas e nos seus cuidados básicos de alimentação e higiene. É certo que esta minha amiga nunca foi uma pessoa muito activa mas consigo perceber que para se estar a tempo inteiro com as duas filhas, sendo que uma delas ainda é amamentada, não deixa muito espaço para as roupas por lavar estender e passar, a casa por arrumar e limpar e a loiça por lavar, principalmente porque até aqui nunca quis criar grandes regras e rotinas e foi a falta delas que gerou o caos. Tenho-lhe dito que pode ser muito cansativo mas é essencial criar rotinas, o deitar a horas decentes, o banho mais ou menos na mesma altura do dia e a sesta. Em vez disso as únicas regras mais ou menos fixas são a das horas de refeições que tudo o resto vai-se fazendo conforme há tempo.
A falta de rotinas e de regras nota-se bastante na filha mais velha, que pela excessiva permissividade até hoje, não consegue que ela esteja sem desarrumar tudo, chorar, fazer birra ou gritar meia hora por dia. Chega a ir buscar roupa às gavetas para atirar para o chão ou para brincar que vai passá-las a ferro e ela não o impede. Repreende e retira-lhe das mãos mas começa o choro e as roupas voltam às mãos da pequena. É de loucos!
Não sou grande apologista do bater para educar, mas o caso dela chegou aos extremos e nem bate nem castiga, repreende com o mesmo tom de voz com que premeia e ao mínimo contrario ela chora, berra, bate com os pés faz birra. Essa minha amiga diz que a já a pôs de castigo no quarto mas que sai do mesmo sítio e um dia fechou-a até no quarto para que não saisse e mandou pontapés na porta e objectos contra a mesma. Quando lhe perguntei o que fez perante esta atitude da filha diz que abriu a porta porque já não aguentava ouvi-la chorar. Diz que chega a estar quase 2 horas a chorar até que a mãe cede. Já lhe disse que tem de fazer valer um não ou um castigo e eliminá-lo a meio não produz efeitos, pelo contrário, faz alimentar ainda mais as birras porque a criança percebe que se chorar, berrar, etc consegue o que quer. Ela está esgotada e por ter a mais pequena, não consegue impor os castigos ( que só agora lhos começou a infringir ) até ao fim porque implica choros e berros que podem acordar a mais nova e passam a ser 2 a chorar e não 1.
Não ajuda o facto do marido ter 2 empregos para manterem esta opção de vida de ela estar em casa, restando muito pouco tempo para que pelo menos à noite dividam tarefas e ela consiga, quanto mais não seja, cuidar da casa.
Gosto muito dela e custa-me não só vê-la estafada como ver a " pequena ditadora " de quem também gosto muito, sem regras e a adoptar um caminho em que tudo lhe é permitido, sem perceber os limites que encontra não só na infância mas por toda a sua vida.
Este é o espelho de uma boa parte das crianças dos nossos dias e esta imagem preocupa-me pelos adolescentes e adultos que se irão tornar.
A falta de rotinas e de regras nota-se bastante na filha mais velha, que pela excessiva permissividade até hoje, não consegue que ela esteja sem desarrumar tudo, chorar, fazer birra ou gritar meia hora por dia. Chega a ir buscar roupa às gavetas para atirar para o chão ou para brincar que vai passá-las a ferro e ela não o impede. Repreende e retira-lhe das mãos mas começa o choro e as roupas voltam às mãos da pequena. É de loucos!
Não sou grande apologista do bater para educar, mas o caso dela chegou aos extremos e nem bate nem castiga, repreende com o mesmo tom de voz com que premeia e ao mínimo contrario ela chora, berra, bate com os pés faz birra. Essa minha amiga diz que a já a pôs de castigo no quarto mas que sai do mesmo sítio e um dia fechou-a até no quarto para que não saisse e mandou pontapés na porta e objectos contra a mesma. Quando lhe perguntei o que fez perante esta atitude da filha diz que abriu a porta porque já não aguentava ouvi-la chorar. Diz que chega a estar quase 2 horas a chorar até que a mãe cede. Já lhe disse que tem de fazer valer um não ou um castigo e eliminá-lo a meio não produz efeitos, pelo contrário, faz alimentar ainda mais as birras porque a criança percebe que se chorar, berrar, etc consegue o que quer. Ela está esgotada e por ter a mais pequena, não consegue impor os castigos ( que só agora lhos começou a infringir ) até ao fim porque implica choros e berros que podem acordar a mais nova e passam a ser 2 a chorar e não 1.
Não ajuda o facto do marido ter 2 empregos para manterem esta opção de vida de ela estar em casa, restando muito pouco tempo para que pelo menos à noite dividam tarefas e ela consiga, quanto mais não seja, cuidar da casa.
Gosto muito dela e custa-me não só vê-la estafada como ver a " pequena ditadora " de quem também gosto muito, sem regras e a adoptar um caminho em que tudo lhe é permitido, sem perceber os limites que encontra não só na infância mas por toda a sua vida.
Este é o espelho de uma boa parte das crianças dos nossos dias e esta imagem preocupa-me pelos adolescentes e adultos que se irão tornar.
29 setembro 2008
De Sexta a Domingo
Aconteceram tantas coisas que nem sei por onde começar.
Sexta-feira:
Fui à Neurologista do hospital e ao novo neurologista, sai de um e entrei noutro. Ambos com o mesmo diagnóstico e sim finalmente há diagnóstico concreto.
Afinal não tive meningite nem por sarcoidose nem por tuberculose e do mal o menos que a sarcoidose é uma doença crónica rara e incurável e portanto, exclui-se a hipótese de poder ter recaídas o resto da vida. Foi também testada a tal meningite de mainiers que deu negativa para alguns dos tipos de herpes mas que falta um ( herpes zooster que deve dar positivo por ter tido histórias de inflamações semelhantes a herpes no nariz )que só tenho resultados em cerca de 45 dias, mais a da PCR ( tuberculose ).
Ambos acham que o que tenho e tive é hipertenção intracraniana benigna ( H.I )ou falso tumor cerebrus que pode provocar alterações nas proteínas e daí poder ser confundida com meningite e em caso de dúvida, actua-se na precaução dada a letalidade e incapacidades geradas pelas meningites. Ainda assim a médica do hospital teve uma atitude muito corajosa ao assumir o erro dos colegas salvaguardando-se no " bem mas eu não acompanhei o caso de início e na dúvida medica-se para ambas as meningites ".
Saí de lá num misto de incredibilidade, frustação e inquietação. Incredibilidade por ter diagnóstico, frustração pela sensação de engano e pelos 20 kgs a mais que tenho e por tudo o que passei por causa das sequelas da medicação das supostas doenças e inquietação porque a solução para o problema passa pela quase certa cirurgia ao cérebro para colocação de uma válvula que ficará em definitivo na minha cabeça para vazar o liquor em excesso e aliviar a pressão intracraniana.
No entanto saí aliviada, a não ser que volte a ter as dores de cabeça ou que volte a ter alterações da visão, sinal inequívoco de que a tensão intracraniana está elevada, não terei de voltar a fazer punções lombares.
Vou ainda tentar que através de dieta rigorosa com o endocrinologista e com alguma medicação ( e o novo neurologista até falou em internamento para perda drástica de peso mas não falou em banda gástrica por isso não sei qual o plano ) perder o máximo de peso possível mas como me disseram ambos os médicos, o excesso de peso não é a causa ( que a causa da hipertensão intracraniana benigna é desconhecida ) mas agrava a situação.
Segundo o neurologista ( o tal supra-sumo ), já acompanhou casos de pessoas com 60kgr e com H.I. e em todos os casos que conheceu, em nenhum a perda de peso fez com que a doença se extinguisse. A cura em definitivo passa pela colocação da válvula.
Eu ainda conservo a esperança e a força de vontade de tentar perder peso, tentar que com 20 kgr a mais e ainda a cortisona ( ainda que a dose seja mínima e que dentro de 2 semanas deixe de tomar mas os efeitos da mesma manter-se-ão pelo menos 6 meses ) consiga pelo menos diminuir os valores da Hipertensão. Ainda que não cure, ainda que não diminua os valores, pelo menos tento perder o muito que ganhei à conta de mais de um ano a cortisona ( e com mais de 8 meses com doses elevadíssimas ).
Por ele a colocação da válvula seria feita já, que como disse: " Já passou muito tempo para andar a fazer experiências ". Ainda assim, com a opinião do neuro-oftalmologista positiva cedeu a que a decisão da colocação ( além de minha claro ) passasse pela opinião do melhor neuro-cirugião do país. Assim será e em breve terei consulta. Se ao princípio nem queria sequer saber pormenores da operação, já me mentalizei para que tenha de acontecer mas ainda assim tentarei lutar mais um bocadinho e inverter as probabilidades.
Sábado:
Ohh delícia de dia na companhia de amigas lá pelos lados de Sobral de Monte Agraço, com muita brincadeira, poucas birras, com poucos desentendimentos das meninas mas que ficaram logo resolvidos, com ida ao café da aldeia, ida ao parque e alguma, pouca, conversa entre nós mães ( que para conversarmos a criançada não pode estar connosco ) corridas atrás das galinhas e muitas risadas.
A Beatriz vinha cansada e adormeceu pelo caminho mas como disse, tirada do carro e chegada a casa despertou ( como quase sempre ).
Domingo:
Ida ao cinema ver o Panda Kung Fu que por pouco saia dos cinemas e eu falhava com o prometido. Lá fomos e ela portou-se como da última vez, mas lá se aguentou a ver o filme, ora sentada na cadeira, ora em pé encostada ao banco da frente, ora em cima do banco elevatório, mas o filme não tinha intervalo e ela que em casa não vê mais que 10 minutos de filmes, não pediu para sair nem para ir fazer xixi. Parece que gosta mais de cinema que de " home cinema ".
Sexta-feira:
Fui à Neurologista do hospital e ao novo neurologista, sai de um e entrei noutro. Ambos com o mesmo diagnóstico e sim finalmente há diagnóstico concreto.
Afinal não tive meningite nem por sarcoidose nem por tuberculose e do mal o menos que a sarcoidose é uma doença crónica rara e incurável e portanto, exclui-se a hipótese de poder ter recaídas o resto da vida. Foi também testada a tal meningite de mainiers que deu negativa para alguns dos tipos de herpes mas que falta um ( herpes zooster que deve dar positivo por ter tido histórias de inflamações semelhantes a herpes no nariz )que só tenho resultados em cerca de 45 dias, mais a da PCR ( tuberculose ).
Ambos acham que o que tenho e tive é hipertenção intracraniana benigna ( H.I )ou falso tumor cerebrus que pode provocar alterações nas proteínas e daí poder ser confundida com meningite e em caso de dúvida, actua-se na precaução dada a letalidade e incapacidades geradas pelas meningites. Ainda assim a médica do hospital teve uma atitude muito corajosa ao assumir o erro dos colegas salvaguardando-se no " bem mas eu não acompanhei o caso de início e na dúvida medica-se para ambas as meningites ".
Saí de lá num misto de incredibilidade, frustação e inquietação. Incredibilidade por ter diagnóstico, frustração pela sensação de engano e pelos 20 kgs a mais que tenho e por tudo o que passei por causa das sequelas da medicação das supostas doenças e inquietação porque a solução para o problema passa pela quase certa cirurgia ao cérebro para colocação de uma válvula que ficará em definitivo na minha cabeça para vazar o liquor em excesso e aliviar a pressão intracraniana.
No entanto saí aliviada, a não ser que volte a ter as dores de cabeça ou que volte a ter alterações da visão, sinal inequívoco de que a tensão intracraniana está elevada, não terei de voltar a fazer punções lombares.
Vou ainda tentar que através de dieta rigorosa com o endocrinologista e com alguma medicação ( e o novo neurologista até falou em internamento para perda drástica de peso mas não falou em banda gástrica por isso não sei qual o plano ) perder o máximo de peso possível mas como me disseram ambos os médicos, o excesso de peso não é a causa ( que a causa da hipertensão intracraniana benigna é desconhecida ) mas agrava a situação.
Segundo o neurologista ( o tal supra-sumo ), já acompanhou casos de pessoas com 60kgr e com H.I. e em todos os casos que conheceu, em nenhum a perda de peso fez com que a doença se extinguisse. A cura em definitivo passa pela colocação da válvula.
Eu ainda conservo a esperança e a força de vontade de tentar perder peso, tentar que com 20 kgr a mais e ainda a cortisona ( ainda que a dose seja mínima e que dentro de 2 semanas deixe de tomar mas os efeitos da mesma manter-se-ão pelo menos 6 meses ) consiga pelo menos diminuir os valores da Hipertensão. Ainda que não cure, ainda que não diminua os valores, pelo menos tento perder o muito que ganhei à conta de mais de um ano a cortisona ( e com mais de 8 meses com doses elevadíssimas ).
Por ele a colocação da válvula seria feita já, que como disse: " Já passou muito tempo para andar a fazer experiências ". Ainda assim, com a opinião do neuro-oftalmologista positiva cedeu a que a decisão da colocação ( além de minha claro ) passasse pela opinião do melhor neuro-cirugião do país. Assim será e em breve terei consulta. Se ao princípio nem queria sequer saber pormenores da operação, já me mentalizei para que tenha de acontecer mas ainda assim tentarei lutar mais um bocadinho e inverter as probabilidades.
Sábado:
Ohh delícia de dia na companhia de amigas lá pelos lados de Sobral de Monte Agraço, com muita brincadeira, poucas birras, com poucos desentendimentos das meninas mas que ficaram logo resolvidos, com ida ao café da aldeia, ida ao parque e alguma, pouca, conversa entre nós mães ( que para conversarmos a criançada não pode estar connosco ) corridas atrás das galinhas e muitas risadas.
A Beatriz vinha cansada e adormeceu pelo caminho mas como disse, tirada do carro e chegada a casa despertou ( como quase sempre ).
Domingo:
Ida ao cinema ver o Panda Kung Fu que por pouco saia dos cinemas e eu falhava com o prometido. Lá fomos e ela portou-se como da última vez, mas lá se aguentou a ver o filme, ora sentada na cadeira, ora em pé encostada ao banco da frente, ora em cima do banco elevatório, mas o filme não tinha intervalo e ela que em casa não vê mais que 10 minutos de filmes, não pediu para sair nem para ir fazer xixi. Parece que gosta mais de cinema que de " home cinema ".
28 agosto 2008
Fim do dia com duas
Ontem ao final do dia estive com a minha filha e a filha da minha amiga Sandra, a Leonor que tem quase 29 meses. A mãe dela está com uma depressão pós-parto e eu no que posso ajudo a aliviar-lhe a carga de ter 2 filhas para cuidar com uma depressão em cima. Durante quase 3 horas elas brincaram, comeram, dançaram, guerrearam brinquedos ( e vá lá que até não foi nada mau ), mas entenderam-se, como sempre. Eu pude perceber, ainda que a coisa tenha corrido muito bem, é certo, que ter 2 filhos não é o dobro de ter um em termos de " trabalhos ", além de que se entreteram praticamente sempre as duas sem exigirem que brincasse com elas, apenas as supervisionei.
No final, a minha queria ir para a casa da amiga e a amiga queria ficar em minha casa mas lá ficou a promessa de que sexta-feira repetem a dose.
No final, a minha queria ir para a casa da amiga e a amiga queria ficar em minha casa mas lá ficou a promessa de que sexta-feira repetem a dose.
20 maio 2008
Do nosso fim de semana
Sexta trabalhar das 11h até às 4.10 da manhã, já Sábado, ena!
Sábado tivemos festa de aniversário do meu tio, em família, com os primos mais pequenos reunidos. À noite jantar com a minha mãe e uns amigos e a Bia deliciada com a sua companheira de viagem à Eurodisney, a Sara. Era para dormir em nossa casa mas arrependeu-se e decidiu ir com a mãe :).
Domingo de manhã foi para dormir um bocadinho e restabelecer dos serões que isto ainda não dá para estas maluqueiras. À tarde, no jardim zoológico, em boa companhia, a correr atrás de 2 miúdas que por sua vez corriam atrás dos pombos.
Pouco ligaram aos animais, giros giros eram os cartazes, os pombos ahh e claro, fugir de nós.
Apesar disso, valeu pela tarde diferente, pela companhia e maravilha das maravilhas, até conseguimos conversar :)
Gostei muito da interacção das nossas pequenas.
Para registar:
Bititiz: - Queje ir ao teato comigo?
Bia: Sim.
Bititiz. Então vamos quando a tua mãe e a minha forem tabaiar.
Qualquer dia combinam saídas à noite.
Sábado tivemos festa de aniversário do meu tio, em família, com os primos mais pequenos reunidos. À noite jantar com a minha mãe e uns amigos e a Bia deliciada com a sua companheira de viagem à Eurodisney, a Sara. Era para dormir em nossa casa mas arrependeu-se e decidiu ir com a mãe :).
Domingo de manhã foi para dormir um bocadinho e restabelecer dos serões que isto ainda não dá para estas maluqueiras. À tarde, no jardim zoológico, em boa companhia, a correr atrás de 2 miúdas que por sua vez corriam atrás dos pombos.
Pouco ligaram aos animais, giros giros eram os cartazes, os pombos ahh e claro, fugir de nós.
Apesar disso, valeu pela tarde diferente, pela companhia e maravilha das maravilhas, até conseguimos conversar :)
Gostei muito da interacção das nossas pequenas.
Para registar:
Bititiz: - Queje ir ao teato comigo?
Bia: Sim.
Bititiz. Então vamos quando a tua mãe e a minha forem tabaiar.
Qualquer dia combinam saídas à noite.
11 maio 2008
AMIGAS
Às vezes é nos momentos de mais profunda tristeza que vivenciamos e percebemos a dimensão da verdadeira amizade.
Uma grande amiga minha passa por momentos de dor, perda e tristeza e eu senti-o como nunca antes. Simultaneamente percebi melhor ainda a importância da sua amizade na minha vida e vice versa e se por um lado o meu coração se consumia pela dor que ela sentia, por outro revelava-me o quão sortuda sou por ter uma amiga assim, quase como uma irmã de coração.
Tive vontade de lhe dizer como gosto dela mas o turbilhão de sentimentos retiraram-me as palavras e mesmo essas são insuficientes para o descrever. Restaram-nos os abraços sentidos e as lágrimas partilhadas.
Disse e repito minha querida e adorada amiga, estou aqui para tudo o que for preciso, TUDO!
Força e coragem Susu!
Uma grande amiga minha passa por momentos de dor, perda e tristeza e eu senti-o como nunca antes. Simultaneamente percebi melhor ainda a importância da sua amizade na minha vida e vice versa e se por um lado o meu coração se consumia pela dor que ela sentia, por outro revelava-me o quão sortuda sou por ter uma amiga assim, quase como uma irmã de coração.
Tive vontade de lhe dizer como gosto dela mas o turbilhão de sentimentos retiraram-me as palavras e mesmo essas são insuficientes para o descrever. Restaram-nos os abraços sentidos e as lágrimas partilhadas.
Disse e repito minha querida e adorada amiga, estou aqui para tudo o que for preciso, TUDO!
Força e coragem Susu!
16 abril 2008
Inês
Grande, perfeitinha, sem vernix e de unhas compridas. Uma cópia da irmã mas maior e mais gorducha.
Dormia descansada depois de uma noite atribulada e eu apesar da vontade de lhe pegar deixei-a estar sossegadinha. Achei-a um bocadito amarela mas nada demais.
Dormia descansada depois de uma noite atribulada e eu apesar da vontade de lhe pegar deixei-a estar sossegadinha. Achei-a um bocadito amarela mas nada demais.

Um aparte, à excepção da minha sobrinha que nasceu no D. Estefânia há quase 15 anos, nunca mais visitei nenhum hospital/maternidade público desde então. Venho mais satisfeita pelos quase 600€ anuais que pago pelo meu sub-sistema de saúde que me permite, entre outras coisas, ter as mordomias de um hospital privado por cerca de 200€ para um parto normal. Meu rico Cuf Descobertas!
15 abril 2008
Nasceu a Maria Inês
Sem saber grandes pormenores, nasceu hoje de manhã, de cesariana, " pequenina ", com 3980 gr.
14 abril 2008
À espera da notícia
Aguardo com alguma expectativa a notícia do nascimento da Maria Inês, a 2ª filha de uma amiga de infância. De amanhã não passa que se não nascer até lá, será de cesariana.
A irmã nasceu no meu dia de aniversário e eu ainda tive esperança que a história se voltasse a repetir.
Que corra tudo bem e que venha com saúde é o que desejamos.
A irmã nasceu no meu dia de aniversário e eu ainda tive esperança que a história se voltasse a repetir.
Que corra tudo bem e que venha com saúde é o que desejamos.
12 dezembro 2007
Uma tarde bem passada
Ontem finalmente encontramo-nos. Parece repetitivo mas a sensação não foi de forma alguma de um primeiro encontro. Falavamos há muito, partilhavamos desabafos, temos várias coincidências em comum e ontem lá se deu o tão desejado encontro.
Uma tarde que passou a correr com um bom almoço pelo meio, um belo passeio descontraído e muita conversa posta em dia. Deu para descobrir ainda mais afinidades e a vontade quando chegou a minha hora não era de vir. Senti-me muito bem recebida, como se já conhecesse a pessoa, o espaço e o lugar. Como se fosse usual partilharmos pedaços dos nossos dias assim e que apenas não o faziamos há muito tempo, como se fosse uma amizade de infância que o destino resolvera reunir.
Não é demais dizer que gostei muito de estar contigo e que temos de conseguir de vez em quando repetir( e para a próxima o almoço é por minha conta ).
Uma tarde que passou a correr com um bom almoço pelo meio, um belo passeio descontraído e muita conversa posta em dia. Deu para descobrir ainda mais afinidades e a vontade quando chegou a minha hora não era de vir. Senti-me muito bem recebida, como se já conhecesse a pessoa, o espaço e o lugar. Como se fosse usual partilharmos pedaços dos nossos dias assim e que apenas não o faziamos há muito tempo, como se fosse uma amizade de infância que o destino resolvera reunir.
Não é demais dizer que gostei muito de estar contigo e que temos de conseguir de vez em quando repetir( e para a próxima o almoço é por minha conta ).
Espertalhona
Ontem cheguei a casa com um saco cheio de " murshmellows ", sugos e rebuçados, presente de uma amiga minha para ela.
Digo-lhe que quem tinha oferecido tinha sido uma amiga da mãe e disse o nome.
Ela fica radiante e quer logo comer uma ( e outra e outra ) goma ( murshmellows ).
Damos-lhe e passado um bocado vem ter comigo e diz-me:
- Eu gosto dos amigos do pai.
- Gostas? Eu também gosto dos teus amigos. Se eles gostam de ti eu gosto deles.
Não percebi que o que ela me vinha dizer era que gostava dos meus amigos por lhe terem enviado a prenda.
Passado um bocado volta a ter comigo com outra goma na mão e diz o mesmo. Aí percebo e pergunto porque gosta dos amigos do pai, ao que me responde com o sorriso mais malandro que conseguiu:
- Deu isto.
Digo-lhe que quem deu não foi um amigo do pai mas uma amiga da mãe, repito o nome e digo que não gostamos das pessoas porque nos dão presentes mas porque nos dão miminhos, beijinhos e carinhos ( não vi melhor forma de lho explicar ainda ).
Diz-me que sim e pergunta-me pela minha amiga Susana. Digo que está em casa com as filhas dela e o pai. Pergunta os nomes das filhas e também se estão a comer gomas.
Hoje de manhã a primeira coisa que me pede quando acorda são as gomas.
Amiga, quando ela te vir e souber que és a Susana das gomas, acho que vai ser a primeira coisa que vai pedir :)
Digo-lhe que quem tinha oferecido tinha sido uma amiga da mãe e disse o nome.
Ela fica radiante e quer logo comer uma ( e outra e outra ) goma ( murshmellows ).
Damos-lhe e passado um bocado vem ter comigo e diz-me:
- Eu gosto dos amigos do pai.
- Gostas? Eu também gosto dos teus amigos. Se eles gostam de ti eu gosto deles.
Não percebi que o que ela me vinha dizer era que gostava dos meus amigos por lhe terem enviado a prenda.
Passado um bocado volta a ter comigo com outra goma na mão e diz o mesmo. Aí percebo e pergunto porque gosta dos amigos do pai, ao que me responde com o sorriso mais malandro que conseguiu:
- Deu isto.
Digo-lhe que quem deu não foi um amigo do pai mas uma amiga da mãe, repito o nome e digo que não gostamos das pessoas porque nos dão presentes mas porque nos dão miminhos, beijinhos e carinhos ( não vi melhor forma de lho explicar ainda ).
Diz-me que sim e pergunta-me pela minha amiga Susana. Digo que está em casa com as filhas dela e o pai. Pergunta os nomes das filhas e também se estão a comer gomas.
Hoje de manhã a primeira coisa que me pede quando acorda são as gomas.
Amiga, quando ela te vir e souber que és a Susana das gomas, acho que vai ser a primeira coisa que vai pedir :)
19 outubro 2007
Gosto tanto!
Ando aqui na pesquisa de roteiros para um fim de semana prolongado a 3.
A vantagem que os blog's nos trazem é a de " conhecer " diferentes pessoas em diferentes zonas do pais e poder pedir sugestões de passeios e ainda podermo-nos encontrar com essas pessoas.
O hotel já está reservado e foi sugestão de uma amiga destas bandas há muito tempo e o roteiro mais ou menos definido com a ajuda de uma outra amiga " bloguista".
Vai nos saber que nem ginjas.
Obrigada às nossas Cicerones:)
A vantagem que os blog's nos trazem é a de " conhecer " diferentes pessoas em diferentes zonas do pais e poder pedir sugestões de passeios e ainda podermo-nos encontrar com essas pessoas.
O hotel já está reservado e foi sugestão de uma amiga destas bandas há muito tempo e o roteiro mais ou menos definido com a ajuda de uma outra amiga " bloguista".
Vai nos saber que nem ginjas.
Obrigada às nossas Cicerones:)
03 outubro 2007
Encontro
E ontem, depois de vários desencontros, de várias " desmarcações" ", de estarmos na mesma hora e no mesmo local e não nos cruzarmos, finalmente " conhecemos " fisicamente estes amigos. Era a única coisa que faltava já que falamos há muito tempo.
Adorei, foi como se nos conhecessemos há muito ( e de facto assim é ) e até as crianças reagiram assim. Ficámos surpreendidas com o Tiago e a Beatriz que brincaram juntos, correram um atrás do outro, riram, partilharam, deram as mãos, deitaram-se no chão juntos e no final ainda chamavam um pelo outro. Pareciam amigos de há muito.
O Tiago ainda me desafiou para me deitar no chão com ele, mas resisti :).
Despediu-se da Ana com um abraço ( nada normal dela para quem não conhece ) e escostou a bochecha dela na bochecha dele ( não se pode chamar aquilo de beijo ) e quando vinhamos embora à minha pergunta:
- Gostaste do Tiago?
Respondeu ( depois do famoso Ãããn ) :
- Xim... muito.
E eu hoje até sonhei com o Tiago.
Muito bom, a repetir aqui ou mais perto das " terrinhas ".

Na foto, dentro de um " come-moedas ".
Adorei, foi como se nos conhecessemos há muito ( e de facto assim é ) e até as crianças reagiram assim. Ficámos surpreendidas com o Tiago e a Beatriz que brincaram juntos, correram um atrás do outro, riram, partilharam, deram as mãos, deitaram-se no chão juntos e no final ainda chamavam um pelo outro. Pareciam amigos de há muito.
O Tiago ainda me desafiou para me deitar no chão com ele, mas resisti :).
Despediu-se da Ana com um abraço ( nada normal dela para quem não conhece ) e escostou a bochecha dela na bochecha dele ( não se pode chamar aquilo de beijo ) e quando vinhamos embora à minha pergunta:
- Gostaste do Tiago?
Respondeu ( depois do famoso Ãããn ) :
- Xim... muito.
E eu hoje até sonhei com o Tiago.
Muito bom, a repetir aqui ou mais perto das " terrinhas ".
Na foto, dentro de um " come-moedas ".
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