Para ela, os brinquedos que gostei de ver e que achei que também ela iria gostar( porque não nos vamos livrar de que receba brinquedos ):
- Máquina fotográfica digital para crianças
- Bicicleta ( roda 12" ) ou triciclo mais leve que o dela ( e sem defeito nos pedais )
- Jogo de pesca magnética ( Centroxogo )
- Puzzle - A minha casa 38 peças ( Centroxogo )
- Livro o Nascimento: como se fazem os bébés ( conjunto de Livros em grande forma )
- Livro : Que confusão ( Fnac )
- Colecção de livros em Grande forma - Porto Editora
- Computador educativo ( que já vai ter que a minha mãe comprou-lhe ontem )
10 novembro 2008
09 novembro 2008
Olhos
- Os óios do Gábi, são azuis, os meus óios são castanhos, os óios do pai são castanhos ...
Aproxima-se de mim, agarra-me na cara e fixa-se nos meus olhos:
- E os teus mãe, de que cor são ?
- Verdes e castanhos, tem 2 cores ( porque esverdeado não é cor ).
- Ahahah, duas cores? És tontinha.
- Vê lá, bem.
- Ah pois são! ( do tipo, a minha mãe é um E.T )

A foto foi tirada por ela mas recortada para se poder visualizar um pouco melhor os olhos.
Aproxima-se de mim, agarra-me na cara e fixa-se nos meus olhos:
- E os teus mãe, de que cor são ?
- Verdes e castanhos, tem 2 cores ( porque esverdeado não é cor ).
- Ahahah, duas cores? És tontinha.
- Vê lá, bem.
- Ah pois são! ( do tipo, a minha mãe é um E.T )
A foto foi tirada por ela mas recortada para se poder visualizar um pouco melhor os olhos.
Fim de semana
Sábado:
Maratona de espectáculos infantis.
De manhã Bob o Construtor no Pavilhão Atlântico, com 2 lugares em camarote. Independentemente do espectáculo em si, os lugares eram muito bons, com bancos mais largos e almofadados, com casa de banho dentro do camarote, tratamento VIP e à descrição cerveja à pressão, água com e sem gás, refrigerantes, água tónica, gin, vodka, whisky, chocolates milka e aperitivos.
O espectáculo foi engraçado, o tema era a reciclagem e não a cativou muito, apesar de ter gostado, mas já teve reacções bem mais entusiásticas, apesar de ter muitos cenários e bem engraçados e dos personagens estarem bem recriados. Foi a história em si que não a cativou.

À tarde, Rua Sésamo ao Vivo no Coliseu dos Recreios. Apesar de termos ficado em frente ao palco e quase na zona central, a sala em si não é das melhores e há poucos lugares com boa visibilidade. Ainda assim não ficamos nos assentos rijos e de lado ( porque já não havia dos bilhetes mais baratos ) :).
Apesar da sala em si, o espectáculo foi muito engraçado, em que o tema girava em torno de super heróis e super poderes e em que passava a mensagem de que todos podem ser heróis se tiverem hábitos saudáveis. Mais ao estilo musical, com muita música e dança, muitos personagens conhecidos, bons cenários e com as crianças em delírio. A Beatriz gostou muito, mesmo, acho que foi até agora o que mais gostou ( e ela já está experienciada ).

Domingo:
De manhã fomos aproveitar os descontos do continente e compramos a maioria dos brinquedos para as crianças. Curiosamente a prenda dela ficou por comprar. Almoço com a minha mãe e avó e agora o secador de roupa trabalha a todo o gás para secar os lençóis, fralda de pano, bibe, maillot, saia de ballet e sacos da escola para levar amanhã de manhã.
Nota: Nenhum dos espectáculos estava cheio ou próximo disso, apesar de tudo, quando comprei os bilhetes do Rua Sésamo já não haviam lugares dos mais baratos e mais centrais. Apesar do pavilhão atlântico ser bem maior, parecia vazio. Não é de estranhar pela crise, pelo preço dos bilhetes e pela coincidência de tantos espectáculos no mesmo mês ( alguns no mesmo dia ).
Maratona de espectáculos infantis.
De manhã Bob o Construtor no Pavilhão Atlântico, com 2 lugares em camarote. Independentemente do espectáculo em si, os lugares eram muito bons, com bancos mais largos e almofadados, com casa de banho dentro do camarote, tratamento VIP e à descrição cerveja à pressão, água com e sem gás, refrigerantes, água tónica, gin, vodka, whisky, chocolates milka e aperitivos.
O espectáculo foi engraçado, o tema era a reciclagem e não a cativou muito, apesar de ter gostado, mas já teve reacções bem mais entusiásticas, apesar de ter muitos cenários e bem engraçados e dos personagens estarem bem recriados. Foi a história em si que não a cativou.
À tarde, Rua Sésamo ao Vivo no Coliseu dos Recreios. Apesar de termos ficado em frente ao palco e quase na zona central, a sala em si não é das melhores e há poucos lugares com boa visibilidade. Ainda assim não ficamos nos assentos rijos e de lado ( porque já não havia dos bilhetes mais baratos ) :).
Apesar da sala em si, o espectáculo foi muito engraçado, em que o tema girava em torno de super heróis e super poderes e em que passava a mensagem de que todos podem ser heróis se tiverem hábitos saudáveis. Mais ao estilo musical, com muita música e dança, muitos personagens conhecidos, bons cenários e com as crianças em delírio. A Beatriz gostou muito, mesmo, acho que foi até agora o que mais gostou ( e ela já está experienciada ).
Domingo:
De manhã fomos aproveitar os descontos do continente e compramos a maioria dos brinquedos para as crianças. Curiosamente a prenda dela ficou por comprar. Almoço com a minha mãe e avó e agora o secador de roupa trabalha a todo o gás para secar os lençóis, fralda de pano, bibe, maillot, saia de ballet e sacos da escola para levar amanhã de manhã.
Nota: Nenhum dos espectáculos estava cheio ou próximo disso, apesar de tudo, quando comprei os bilhetes do Rua Sésamo já não haviam lugares dos mais baratos e mais centrais. Apesar do pavilhão atlântico ser bem maior, parecia vazio. Não é de estranhar pela crise, pelo preço dos bilhetes e pela coincidência de tantos espectáculos no mesmo mês ( alguns no mesmo dia ).
06 novembro 2008
Shunt
Andei a pesquisar sobre a cirurgia a que poderei ter de ser submetida. Eu que não sou uma pessoa impressionável, que até tinha o, não muito secreto, desejo de fazer autópsias em cadáveres desfigurados a fim de lhes descobrir a identidade, que gosto de programas do género e que não desvio o olhar quando surgem as imagens do tipo, dei por mim arrepiada e mal disposta. Ok, também porque o caso é vivido na primeira pessoa e porque é verdade, a cirurgia em vivos impressiona mais por isso mesmo, porque estão vivos, os outros não sofrem.
Investiguei e percebi como se processa a operação que até é relativamente pouco invasiva, mas que envolve 1 perfusão na zona da barriga, junto da cavidade peritoneal, outra na parte de trás do cérebro para puxar o tubo que vem da zona do abdomen e que vai drenar o líquido e uma outra na zona frontal da cabeça. O shunt ou válvula fica por trás da orelha. Aparentemente não é visivel ( depois do cabelo crescer nas áreas referidas ) e parece que depois da cirurgia cicatrizar se nota apenas o dreno ao tacto, por baixo da pele na zona da orelha. Antes disso notam-se os cortes e até mesmo o tubo.
Mas essa é a parte menos má, que eu não esperava porque nunca pensei muito na cirurgia é que muitas vezes o shunt tem de ser substituído 2, 3 e mais vezes. O primeiro não costuma durar mais de 2 anos. Além disso, pode provocar infecções.
Pensava eu que colocava a válvula e já estava mas parece que não é bem assim.
Bom, pensamento positivo!
Investiguei e percebi como se processa a operação que até é relativamente pouco invasiva, mas que envolve 1 perfusão na zona da barriga, junto da cavidade peritoneal, outra na parte de trás do cérebro para puxar o tubo que vem da zona do abdomen e que vai drenar o líquido e uma outra na zona frontal da cabeça. O shunt ou válvula fica por trás da orelha. Aparentemente não é visivel ( depois do cabelo crescer nas áreas referidas ) e parece que depois da cirurgia cicatrizar se nota apenas o dreno ao tacto, por baixo da pele na zona da orelha. Antes disso notam-se os cortes e até mesmo o tubo.
Mas essa é a parte menos má, que eu não esperava porque nunca pensei muito na cirurgia é que muitas vezes o shunt tem de ser substituído 2, 3 e mais vezes. O primeiro não costuma durar mais de 2 anos. Além disso, pode provocar infecções.
Pensava eu que colocava a válvula e já estava mas parece que não é bem assim.
Bom, pensamento positivo!
05 novembro 2008
Portugal e Espanha
Quando fomos em Setembro de férias para a Galiza, lá numa terriola com meia dúzia de casas, por trás do sol posto, lá onde o gato perdeu as botas, tivemos, ( que a malta parece que sente falta ) de nos deslocar ao Centro de saúde. Fizemos antes o seguro europeu de doença, que para quem não sabe, é um cartão sem custos, tirado na segurança social com validade de 3 anos, que permite que nos desloquemos a qualquer instiuição de saúde de um dos estados membros e que só paguemos o valor aplicável a um cidadão desse estado, tendo também direito à comparticipação dos medicamentos nos mesmos moldes ( sem o cartão teriamos de pagar sem comparticipação por exemplo ).
Lá fomos ao centro de saúde, a pensar que iamos perder toda a manhã no dito, na melhor das hipóteses, habituados que estamos aos nossos.
As diferenças começaram logo que passamos portas. Estava vazio. O médico tinha ido a um domicilio e não sabiam se demoraria. Especulei:
- Vai estar fora o quê, 2 horas?
- Não, não deve demorar mais que 30 minutos.
Entretanto ligam ao médico que diz estar a terminar o último domicílio. Esperamos ali e para além de reparar no aquecimento central, nos bancos novos e no aspecto limpo e remodelado ( que pelo menos o meu Centro de saúde não o tem ), reparo que tem suporte básico de vida, sala de aerosóis, rx e oxigénio. O médico chega uns 15 minutos depois, descontraído, tipicamente espanhol, sem formalidades, onde se sentia proximidade e preocupação com o doente.
Passada a receita médica, diz para que o Nuno ( que foi o paciente ) fosse seguido pelo médico de família para acompanhar o seu caso. Ficou espantado e literalmente de boca aberta com o facto de que tal como milhares de portugueses, não tem médico de família. Nesse momento imaginei que na cabeça dele passaria uma imagem de país de terceiro mundo.
Saimos e dirigimo-nos à recepção a fim de efectuar o pagamento da consulta. Novo espanto da enfermeira que me diz que não temos nada a pagar. Face à minha insistência ( e até lhe disse onde estavamos hospedados caso se enganasse ), disse que não tinhamos de pagar, por termos o tal cartão, ou seja, eramos equiparados a cidadãos espanhóis.
Fiquei na dúvida e esperava receber uma conta cá em casa uns tempos depois, mas a dita não chegou.
Venham cá dizer que a Espanha está em crise, que há um índice de desemprego elevado, que, que... e crise não há cá? e a nossa taxa de desemprego que não espelha os trabalhadores independentes com trabalhos incertos e meses sem receber mas a continuarem a pagar segurança social?
Está mal, sim, mas é um mal relativo, onde o ordenado mínimo são salvo erro 750€ mensais, onde os preços das casas são semelhantes aos de cá, onde a comida e produtos essenciais são mais baratos, onde os combustíveis tem diferenças abismais de preço, sem falar no gás, electricidade e por aí fora.
Não fosse eu tão menina da mamã e acho que já tinha mandado o meu patriotismo dar uma volta, ou lá se tinha.
Lá fomos ao centro de saúde, a pensar que iamos perder toda a manhã no dito, na melhor das hipóteses, habituados que estamos aos nossos.
As diferenças começaram logo que passamos portas. Estava vazio. O médico tinha ido a um domicilio e não sabiam se demoraria. Especulei:
- Vai estar fora o quê, 2 horas?
- Não, não deve demorar mais que 30 minutos.
Entretanto ligam ao médico que diz estar a terminar o último domicílio. Esperamos ali e para além de reparar no aquecimento central, nos bancos novos e no aspecto limpo e remodelado ( que pelo menos o meu Centro de saúde não o tem ), reparo que tem suporte básico de vida, sala de aerosóis, rx e oxigénio. O médico chega uns 15 minutos depois, descontraído, tipicamente espanhol, sem formalidades, onde se sentia proximidade e preocupação com o doente.
Passada a receita médica, diz para que o Nuno ( que foi o paciente ) fosse seguido pelo médico de família para acompanhar o seu caso. Ficou espantado e literalmente de boca aberta com o facto de que tal como milhares de portugueses, não tem médico de família. Nesse momento imaginei que na cabeça dele passaria uma imagem de país de terceiro mundo.
Saimos e dirigimo-nos à recepção a fim de efectuar o pagamento da consulta. Novo espanto da enfermeira que me diz que não temos nada a pagar. Face à minha insistência ( e até lhe disse onde estavamos hospedados caso se enganasse ), disse que não tinhamos de pagar, por termos o tal cartão, ou seja, eramos equiparados a cidadãos espanhóis.
Fiquei na dúvida e esperava receber uma conta cá em casa uns tempos depois, mas a dita não chegou.
Venham cá dizer que a Espanha está em crise, que há um índice de desemprego elevado, que, que... e crise não há cá? e a nossa taxa de desemprego que não espelha os trabalhadores independentes com trabalhos incertos e meses sem receber mas a continuarem a pagar segurança social?
Está mal, sim, mas é um mal relativo, onde o ordenado mínimo são salvo erro 750€ mensais, onde os preços das casas são semelhantes aos de cá, onde a comida e produtos essenciais são mais baratos, onde os combustíveis tem diferenças abismais de preço, sem falar no gás, electricidade e por aí fora.
Não fosse eu tão menina da mamã e acho que já tinha mandado o meu patriotismo dar uma volta, ou lá se tinha.
Ai que isso não se faz à criança
À noite a conversa da chucha.
- Eu fico aqui contigo para adormeceres mas não vais por a chucha.
- Buááááá... mas é só para dormiiirrrrr.
- Mas tu na escola dormes sem chucha e não choras, já não precisas, estás grande. Podes ficar com ela na mão, vá dorme.
- Buáááááááááááá... mas eu quero a chucha na bocaaaaaa.
- Beatriz eu estou farta de te explicar, a chucha vai deixar-te os dentes tortos, aliás, já estão a ficar, depois vai-te doer a boca e eu não vou contigo ao médico.
- Buááááááááááááááááááááá... mas eu não quero ir sózinhaaaaaa.
- Pois, mas é assim.
- Buáááááááááááááááááááááááááááá... mas eu não sei con-du-zirrrrrr.
Olhei para o lado e não contive o riso, mas também não consegui que adormecesse sem chucha.
- Eu fico aqui contigo para adormeceres mas não vais por a chucha.
- Buááááá... mas é só para dormiiirrrrr.
- Mas tu na escola dormes sem chucha e não choras, já não precisas, estás grande. Podes ficar com ela na mão, vá dorme.
- Buáááááááááááá... mas eu quero a chucha na bocaaaaaa.
- Beatriz eu estou farta de te explicar, a chucha vai deixar-te os dentes tortos, aliás, já estão a ficar, depois vai-te doer a boca e eu não vou contigo ao médico.
- Buááááááááááááááááááááá... mas eu não quero ir sózinhaaaaaa.
- Pois, mas é assim.
- Buáááááááááááááááááááááááááááá... mas eu não sei con-du-zirrrrrr.
Olhei para o lado e não contive o riso, mas também não consegui que adormecesse sem chucha.
O pássaro da alma
Recomendado por uma colega do Nuno psicóloga, que diz que o faz a todos os pais, comprei o livro sem saber muito bem o qual o conteúdo.
Uma história infantil onde se explica às crianças de forma eufemistica que cada um de nós tem uma alma, diferente entre si e o que cada alma " guarda " de memórias.
Gostei, ela também gostou, apesar de achar a história mais indicada para daqui a 1 ano talvez, quando começar a questionar " o que somos " e o " para onde vamos ", talvez porque até aqui, a sua " cultura espiritual " seja quase nula.

Corte de cabelo
Aproveitei a ida ao centro comercial para mais um corte de cabelo( o 8º ou 9 º ), não muito porque agora a " boneca " quer o cabelo comprido e enquanto a birra para se pentear for a habitual, deixo que assim seja. Cortou um pouco as pontas, escadeou-as e escadeou também a franja.
Não ficou com franja curta ( que confesso não gostar muito ) mas deu para afastar um pouco o cabelo dos olhos e boca. Ficou gira, mas eu sou suspeita, mas a diferença que faz no pentear é notória. Uns pelinhos a menos significam uns quantos cabelos embaraçados a menos, um pentear mais rápido e com menos reclamações .
Não me posso esquecer foi do preço do corte ( sem lavagem porque teve medo ), 11,50€
Não ficou com franja curta ( que confesso não gostar muito ) mas deu para afastar um pouco o cabelo dos olhos e boca. Ficou gira, mas eu sou suspeita, mas a diferença que faz no pentear é notória. Uns pelinhos a menos significam uns quantos cabelos embaraçados a menos, um pentear mais rápido e com menos reclamações .
Não me posso esquecer foi do preço do corte ( sem lavagem porque teve medo ), 11,50€
04 novembro 2008
Excerto
(... )" Às vezes vemos as pessoas com os olhos de olhar e outras vezes vemo-las com os olhos de sentir. E quando as vemos com os olhos de sentir ninguém pode ver aquilo que nós vemos porque o sentir é só nosso e não se reparte, por maior que seja a nossa vontade. " (... )
As palavras que às vezes me faltam para descrever o que sinto pela minha pequenina.
Livro: A Princesa-Que-Tinha-Uma-Luz-Por-Dentro
Afonso de Melo; Bruno Pereira
As palavras que às vezes me faltam para descrever o que sinto pela minha pequenina.
Livro: A Princesa-Que-Tinha-Uma-Luz-Por-Dentro
Afonso de Melo; Bruno Pereira
04/11/04
Há 4 anos nascia um primo em 3º grau para ela, o Renato. Há 4 anos eu já tinha uma falha de 6 dias no período. Só fiz o teste 2 dias depois.
Foi há 4 anos e parece que foi há muito tempo mas isto do tempo é muito relativo.
Como hoje não estou nos meus dias e preciso de espairecer, acho que vou buscar a Beatriz e vamos dar um beijinho ao primo.
Foi há 4 anos e parece que foi há muito tempo mas isto do tempo é muito relativo.
Como hoje não estou nos meus dias e preciso de espairecer, acho que vou buscar a Beatriz e vamos dar um beijinho ao primo.
Revisão na dentista
Chegou e disse para não haver dúvidas:
- Nós em casa uavamos ( lavamos ) todos os guentes ( dentes ).
Sem cáries nem problemas associados, a não ser a mordida aberta pelo uso da chucha que há 6 meses atrás ainda não se notava, mas que agora é evidente. Tirar a chucha o mais depressa possível e sem retrocessos, porque os vícios quando regressam vem sempre agravados.
Falou-lhe em dar a chucha ao Pai Natal, conversa que já tinhamos tido com ela e ouviu sem comentar.
O dente " massacrado " pelas 2 quedas seguidas que ficou lascado e que havia perigo de cair ou escurecer aguentou-se e parece que não dará mais preocupações.
Voltar dentro de 6 meses.
- Nós em casa uavamos ( lavamos ) todos os guentes ( dentes ).
Sem cáries nem problemas associados, a não ser a mordida aberta pelo uso da chucha que há 6 meses atrás ainda não se notava, mas que agora é evidente. Tirar a chucha o mais depressa possível e sem retrocessos, porque os vícios quando regressam vem sempre agravados.
Falou-lhe em dar a chucha ao Pai Natal, conversa que já tinhamos tido com ela e ouviu sem comentar.
O dente " massacrado " pelas 2 quedas seguidas que ficou lascado e que havia perigo de cair ou escurecer aguentou-se e parece que não dará mais preocupações.
Voltar dentro de 6 meses.
Este ano
Ao contrário de nos anos anteriores, o frio trouxe-me uns laivos do espírito natalício. E este ano o espírito vai ser essencialmente natalício, centrado no acontecimento e não nos presentes associados. A crise ataca todos, mais ainda quem há já quase 1 ano e meio tem despesas de saúde extras exorbitantes, não há margem para desvios.
O orçamento está estipulado, com várias reduções, com pessoas que sairam da lista mas não do coração, ainda assim, com um valor acima do que seria razoável. Já andamos a ver e a rever a lista e tentar baixar daqui e dali, a pensar em alternativas económicas mas com significado. Estão quase todos alertados para a redução do orçamento, consequentemente do valor montetário dos presentes.
Aproveitamos as dicas de tirar a chucha com a vinda do Pai Natal e falamos-lhe no assunto. As reacções tem sido diversas, desde o dizer que não quer mais prendas e por isso não quer dar a chucha, ao dizer que vai dar a chucha e perguntar a medo se o natal é já amanhã ou a dizer que não gosta do Pai Natal. Não me parece que vá ser fácil, a ver vamos.
O orçamento está estipulado, com várias reduções, com pessoas que sairam da lista mas não do coração, ainda assim, com um valor acima do que seria razoável. Já andamos a ver e a rever a lista e tentar baixar daqui e dali, a pensar em alternativas económicas mas com significado. Estão quase todos alertados para a redução do orçamento, consequentemente do valor montetário dos presentes.
Aproveitamos as dicas de tirar a chucha com a vinda do Pai Natal e falamos-lhe no assunto. As reacções tem sido diversas, desde o dizer que não quer mais prendas e por isso não quer dar a chucha, ao dizer que vai dar a chucha e perguntar a medo se o natal é já amanhã ou a dizer que não gosta do Pai Natal. Não me parece que vá ser fácil, a ver vamos.
Preocupação ou interesse pessoal ?
- Ai, filha, tenho de ir tomar os meus medicamentos, já me esquecia.
- Vai uá mãe, toma os " icamentos " para eu ter uma mana.
- Ãh?
- Vais tomar os " icamentos " para ficares boa e eu ter uma mana, não é?
- Vai uá mãe, toma os " icamentos " para eu ter uma mana.
- Ãh?
- Vais tomar os " icamentos " para ficares boa e eu ter uma mana, não é?
3 anos e 4 meses
Tens tanta pressa de ser grande que já anseias pelos 4 anos e quando te perguntam a idade não dizes que tens 3 anos, mas sim que vais fazer 4.
Ai de que te diga que és pequenina, que és bébé ou algo do género, tu és quexida, mas queres ser ainda mais, ser assim munto áuta como a mãe, enquanto esticas o braço por cima da tua cabeça. Um dia vais perceber que tenho apenas 1,55m e que sou de facto, baixa, até lá, eu pareço-te grande :).
És meiga, gostas de dar e receber mimos, não te recusas a abraços, com os beijinhos já não és tanto assim, mas dás.
Tens brincadeiras de menina crescida, muitas vezes invertes papéis e tu és a minha mãe e eu a tua filhota. Como " tua filha " devo dizer que és meiga, mas às vezes inflexível e a tua mão está sempre pronta a uma palmada. A sensação de poder que esta brincadeira te dá salta-te pelos teus olhos grandes e escuros. Mandar e ralhar deve ser das melhores actividades que conheces. Engraçado é que se eu como filha, insistir com a birra, entras no teu modo meigo, e tentas resolver a questão com doçura.
Com 3 anos e 4 meses é com orgulho que me vês como a tua heroina mas é com mais orgulho ainda que te confesso: és a minha musa.
És o melhor do meu mundo!
Ai de que te diga que és pequenina, que és bébé ou algo do género, tu és quexida, mas queres ser ainda mais, ser assim munto áuta como a mãe, enquanto esticas o braço por cima da tua cabeça. Um dia vais perceber que tenho apenas 1,55m e que sou de facto, baixa, até lá, eu pareço-te grande :).
És meiga, gostas de dar e receber mimos, não te recusas a abraços, com os beijinhos já não és tanto assim, mas dás.
Tens brincadeiras de menina crescida, muitas vezes invertes papéis e tu és a minha mãe e eu a tua filhota. Como " tua filha " devo dizer que és meiga, mas às vezes inflexível e a tua mão está sempre pronta a uma palmada. A sensação de poder que esta brincadeira te dá salta-te pelos teus olhos grandes e escuros. Mandar e ralhar deve ser das melhores actividades que conheces. Engraçado é que se eu como filha, insistir com a birra, entras no teu modo meigo, e tentas resolver a questão com doçura.
Com 3 anos e 4 meses é com orgulho que me vês como a tua heroina mas é com mais orgulho ainda que te confesso: és a minha musa.
És o melhor do meu mundo!
03 novembro 2008
Sensibilidade e bom senso
Afinal já tenho net em casa
Um destes dias a birra do costume para arrumar os brinquedos.
Passada a birra e arrumados os brinquedos:
- Mãe, estás triste? ( de testa enrrugada e olhos semi-cerrados )
- Estou Beatriz, é sempre a mesma coisa, nunca queres arrumar os brinquedos, desarrumas tudo . Estás sempre a pedir desculpa, mas fazes sempre o mesmo. Fico triste contigo.
- Oh mãe, mas eu vou tentar. Não fiques triste comigo, tá bem? ( agora já vai dizendo tá bem e não está bem )
Gostei particularmente do " vou tentar " porque significa muito mais do que se me dissesse " não faço mais isso ". Tentar significa que vai pensar no assunto e que não é uma falsa promessa, sem intenção de ser cumprida.
Está tão crescida!
Um destes dias a birra do costume para arrumar os brinquedos.
Passada a birra e arrumados os brinquedos:
- Mãe, estás triste? ( de testa enrrugada e olhos semi-cerrados )
- Estou Beatriz, é sempre a mesma coisa, nunca queres arrumar os brinquedos, desarrumas tudo . Estás sempre a pedir desculpa, mas fazes sempre o mesmo. Fico triste contigo.
- Oh mãe, mas eu vou tentar. Não fiques triste comigo, tá bem? ( agora já vai dizendo tá bem e não está bem )
Gostei particularmente do " vou tentar " porque significa muito mais do que se me dissesse " não faço mais isso ". Tentar significa que vai pensar no assunto e que não é uma falsa promessa, sem intenção de ser cumprida.
Está tão crescida!
31 outubro 2008
Notícias
Sem internet em casa por falha do portátil fica mais dificil de dar notícias a não ser quando, como agora, " roubo " o pc de alguém por minutos.
Continuo de baixa ( há 1 mês e meio e por mais 26 dias ) mesmo depois de uma junta de verificação médica, depois de ver uma senhora de alguma idade, de muletas, a ter de regressar ao trabalho, 9 horas em pé. Parece que isto é mesmo sério.
Eu tenho andado quase sempre com dores de cabeça, às vezes mais suportáveis que outras, mas incomparáveis com as de há mais de um ano atrás, ou seja, meras cefaleias mais ou menos fortes, mas que tem passado com paracetamol. Falei ao médico que não disse nem sim nem sopas.
Em princípio dentro de 3 semanas deve haver uma tomada de decisão por parte do neurologista e que o mais certo é que seja mesmo a colocação do shuntz ( válvula ). Já acho que até anseio pela resposta, estou mesmo farta disto, da indecisão, das dores de cabeça, da incapacidade inerente.
Claro que continuo a trabalhar, mas apenas umas 6h por dia, porque lá está, trabalhadora independente tem responsabilidades, antes de ter direitos. Tenho vindo para o escritório ( onde sou trab. independente ) por estar farta de estar em casa, que mesmo estando a trabalhar, faz-me falta ver pessoas, ir almoçar com companhia, a confusão normal do dia-a-dia laboral.
Quanto à miúda está gira, refilona, birrenta, ternurenta, o costume.
Hoje foi comemorar pela primeira vez o dia das bruxas. Levou a máscara de bruxa para vestir após a ginástica e assim que chegamos estavam nas brincadeiras, com as educadoras mascaradas de bruxas e a assustarem-se mutuamente. A risota era tanta que só de os ouvir ri com eles. Levou também um saquinho com sugos e dentro do saco umas aranhas, baratas e formigas de plástico para " assustar " os amigos.
Ia tão contente que nem interessa nada que a tradição seja irlandesa ou mais um momento apelativo ao consumismo criado pelos americanos :).
Em relação às roupas tive mesmo de refornecer o guarda roupa porque as roupas do ano passado, há excepção de alguns vestidos, estão pequenas. Levou outro dia umas calças que ora se via o rabo, ora se puxavam para cima e se viam as meias. Não gastei muito que ando fã do Fabbio Lucci.
Tudo normal, dentro da anormalidade que são os nossos dias :)
Darei notícias quando for possível.
Continuo de baixa ( há 1 mês e meio e por mais 26 dias ) mesmo depois de uma junta de verificação médica, depois de ver uma senhora de alguma idade, de muletas, a ter de regressar ao trabalho, 9 horas em pé. Parece que isto é mesmo sério.
Eu tenho andado quase sempre com dores de cabeça, às vezes mais suportáveis que outras, mas incomparáveis com as de há mais de um ano atrás, ou seja, meras cefaleias mais ou menos fortes, mas que tem passado com paracetamol. Falei ao médico que não disse nem sim nem sopas.
Em princípio dentro de 3 semanas deve haver uma tomada de decisão por parte do neurologista e que o mais certo é que seja mesmo a colocação do shuntz ( válvula ). Já acho que até anseio pela resposta, estou mesmo farta disto, da indecisão, das dores de cabeça, da incapacidade inerente.
Claro que continuo a trabalhar, mas apenas umas 6h por dia, porque lá está, trabalhadora independente tem responsabilidades, antes de ter direitos. Tenho vindo para o escritório ( onde sou trab. independente ) por estar farta de estar em casa, que mesmo estando a trabalhar, faz-me falta ver pessoas, ir almoçar com companhia, a confusão normal do dia-a-dia laboral.
Quanto à miúda está gira, refilona, birrenta, ternurenta, o costume.
Hoje foi comemorar pela primeira vez o dia das bruxas. Levou a máscara de bruxa para vestir após a ginástica e assim que chegamos estavam nas brincadeiras, com as educadoras mascaradas de bruxas e a assustarem-se mutuamente. A risota era tanta que só de os ouvir ri com eles. Levou também um saquinho com sugos e dentro do saco umas aranhas, baratas e formigas de plástico para " assustar " os amigos.
Ia tão contente que nem interessa nada que a tradição seja irlandesa ou mais um momento apelativo ao consumismo criado pelos americanos :).
Em relação às roupas tive mesmo de refornecer o guarda roupa porque as roupas do ano passado, há excepção de alguns vestidos, estão pequenas. Levou outro dia umas calças que ora se via o rabo, ora se puxavam para cima e se viam as meias. Não gastei muito que ando fã do Fabbio Lucci.
Tudo normal, dentro da anormalidade que são os nossos dias :)
Darei notícias quando for possível.
29 outubro 2008
Update
Consulta de neuro-oftalmologia:
Carta amarela ( e não verde ) para continuar a experiência. Ainda com edemas mas estáveis. Sem alterações ( nem para melhor nem para pior ) na acuidade visual.
Volto dentro de 15 dias com mais um exame feito para depois levar a informação para o neurologista e endocrinologista. Por ele a experiência pode manter-se por enquanto, sempre muito vigiada, sempre atenta às dores de cabeça, à tensão arterial e especialmente, às alterações de visão, mas como disse esta não é uma situação para manter a longo prazo. Ou há alterações razoáveis em poucos meses, ou não posso continuar a andar na corda bamba ( apesar de me ter mostrado uma boa equilibrista ) e passa-se à operação. Por enquanto, mantenho-me assim, sem prazos porque hoje estou bem e amanhã não se sabe.
Como o neuro-cirugião tinha dito que o nervo óptico permitia a experiência, tal como o neuro-oftalmologista, em princípio o neurologista ( o mais céptico ) deve também ele aguardar. Quanto tempo não sei, mas interiormente já aceitei a operação, ainda sem saber os perigos e sequelas adjacentes. Estou tranquila, quero é resolver isto de uma vez.
Carta amarela ( e não verde ) para continuar a experiência. Ainda com edemas mas estáveis. Sem alterações ( nem para melhor nem para pior ) na acuidade visual.
Volto dentro de 15 dias com mais um exame feito para depois levar a informação para o neurologista e endocrinologista. Por ele a experiência pode manter-se por enquanto, sempre muito vigiada, sempre atenta às dores de cabeça, à tensão arterial e especialmente, às alterações de visão, mas como disse esta não é uma situação para manter a longo prazo. Ou há alterações razoáveis em poucos meses, ou não posso continuar a andar na corda bamba ( apesar de me ter mostrado uma boa equilibrista ) e passa-se à operação. Por enquanto, mantenho-me assim, sem prazos porque hoje estou bem e amanhã não se sabe.
Como o neuro-cirugião tinha dito que o nervo óptico permitia a experiência, tal como o neuro-oftalmologista, em princípio o neurologista ( o mais céptico ) deve também ele aguardar. Quanto tempo não sei, mas interiormente já aceitei a operação, ainda sem saber os perigos e sequelas adjacentes. Estou tranquila, quero é resolver isto de uma vez.
26 outubro 2008
Fim de semana
Sábado fomos conhecer a Júlia e rever a Joana, a Sara e o Nuno e estar com a Rita, a Beatriz e o Martim.
A Júlia, tão pequenina, fez-me rebuscar nas memórias como era a minha filha, com menos 1 kgr e uns quantos cms. Já não consigo imaginar o quão pequena foi. Foi uma delícia voltar a ter um recém nascido nos braços já meio enferrujados de pegar em bébés. Parece que afinal estas coisas também se esquecem.
Dos amigos Sara e Nuno, a registar o que sempre achei, acolhedores, verdadeiros e muito simpáticos ( Ahh Sara não te disse mas tu estás impecável, sem " marcas " de recém mãe de 2ª viagem ).
Quanto às crianças mais crescidas, brincaram e entenderam-se. Gostei de assistir à cumplicidade da Joana e da minha Beatriz que já pareciam amigas que se vêm com regularidade.
De notar que nesta visita foi a primeira vez que a Beatriz pegou num recém nascido, até aqui recusava sempre, penso que com medo.
Também de registar que já ( o já é engraçado ) pedala e bem, o mal era mesmo do triciclo que tem e não da falta de agilidade da rapariga.
Domingo uma ida ao teatro ver a peça "O pequeno polegar " com a Liliana e o Bernardo, no Centro Cultural Olga Cadaval. A peça foi engraçada, com algum humor a que os nossos petizes reagiram com sorrisos e gargalhadas. Notei-lhe a maturidade de já entender o humor e de perceber o conteúdo da peça.
No final um lanche a 5 ( nós 3 e eles 2 ), com grande parte do leite com chocolate sobre a camisola e 2 meninos que foram o tempo todo de mãos dadas. Entrosaram tão bem que nem parece que já não se viam há vários meses.
A Júlia, tão pequenina, fez-me rebuscar nas memórias como era a minha filha, com menos 1 kgr e uns quantos cms. Já não consigo imaginar o quão pequena foi. Foi uma delícia voltar a ter um recém nascido nos braços já meio enferrujados de pegar em bébés. Parece que afinal estas coisas também se esquecem.
Dos amigos Sara e Nuno, a registar o que sempre achei, acolhedores, verdadeiros e muito simpáticos ( Ahh Sara não te disse mas tu estás impecável, sem " marcas " de recém mãe de 2ª viagem ).
Quanto às crianças mais crescidas, brincaram e entenderam-se. Gostei de assistir à cumplicidade da Joana e da minha Beatriz que já pareciam amigas que se vêm com regularidade.
De notar que nesta visita foi a primeira vez que a Beatriz pegou num recém nascido, até aqui recusava sempre, penso que com medo.
Também de registar que já ( o já é engraçado ) pedala e bem, o mal era mesmo do triciclo que tem e não da falta de agilidade da rapariga.
Domingo uma ida ao teatro ver a peça "O pequeno polegar " com a Liliana e o Bernardo, no Centro Cultural Olga Cadaval. A peça foi engraçada, com algum humor a que os nossos petizes reagiram com sorrisos e gargalhadas. Notei-lhe a maturidade de já entender o humor e de perceber o conteúdo da peça.
No final um lanche a 5 ( nós 3 e eles 2 ), com grande parte do leite com chocolate sobre a camisola e 2 meninos que foram o tempo todo de mãos dadas. Entrosaram tão bem que nem parece que já não se viam há vários meses.
Foi um bom fim de semana :)
23 outubro 2008
Pergunta pertinente
De manhã a caminho da escola:
- Depois os meninos vão portar-se maue e a Ana vai lhes bater.
- Não, a Ana não bate nem ninguém bate nos meninos na escola, a Ana põe de castigo não é?
- É, depois ficam um bocadinho na sala e não vai uogo ao recreio. Porquê que a Ana não bate nos meninos?
- Porque não tem de bater, tem de castigar para os meninos perceberem que fizeram mal.
- As ecadoras ( educadoras ) não batem é?
- É!
- Porque é que os pais batem?
Momentos de pausa mudando de assunto para pensar na resposta:
- Porque às vezes os filhos portam-se tão mal, tão mal, que mesmo depois de ficarem de castigo continuam a portar-se mal e os pais ficam muito tristes e às vezes batem. Os meninos deviam portar-se bem não era filha?
- Era... e os pais não deviam bater.
Embrulha e leva para casa !
- Depois os meninos vão portar-se maue e a Ana vai lhes bater.
- Não, a Ana não bate nem ninguém bate nos meninos na escola, a Ana põe de castigo não é?
- É, depois ficam um bocadinho na sala e não vai uogo ao recreio. Porquê que a Ana não bate nos meninos?
- Porque não tem de bater, tem de castigar para os meninos perceberem que fizeram mal.
- As ecadoras ( educadoras ) não batem é?
- É!
- Porque é que os pais batem?
Momentos de pausa mudando de assunto para pensar na resposta:
- Porque às vezes os filhos portam-se tão mal, tão mal, que mesmo depois de ficarem de castigo continuam a portar-se mal e os pais ficam muito tristes e às vezes batem. Os meninos deviam portar-se bem não era filha?
- Era... e os pais não deviam bater.
Embrulha e leva para casa !
Mimosa
Há 2 dias que não quer adormecer sózinha ( que isto do adormecer sózinha está consolidado mas não é linear ), ontem fiquei com ela um bocado no quarto cedendo ao pedido e aproveitando os seus mimos. Esta é a fase boa dos 3 anos, carregadinhos de birras rebuscadas, de raciocinio mais dificeis de contornar, de explicações mais detalhadas e de muitos porquês, mas também de muita ternura e de muitos momentos de mimo.
Deitei-me ao lado dela e ela aninhou-se nos lençóis e fechou os olhos. Abriu de seguida para me agarrar no rosto e dizer a sussurar:
- Gosto muito de ti, nós somos amigas.
Fiquei comovida.
Passado um bocado sai do quarto que lhe disse que só ficaria um pouco e ela lá foi dizendo que queria ir só um bocadinho para a minha cama e eu, está claro, com o coração derretido acedi.
Deitei-me ao lado dela e ela aninhou-se nos lençóis e fechou os olhos. Abriu de seguida para me agarrar no rosto e dizer a sussurar:
- Gosto muito de ti, nós somos amigas.
Fiquei comovida.
Passado um bocado sai do quarto que lhe disse que só ficaria um pouco e ela lá foi dizendo que queria ir só um bocadinho para a minha cama e eu, está claro, com o coração derretido acedi.
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