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09 agosto 2010

Good News

Recebemos as 2 primeiras prestações de abono pré-natal dos gémeos e percebemos que " descemos " de escalão em termos de segurança social, o que quer dizer que a prestação social que recebo da Beatriz irá duplicar e a que recebo dos gémeos é quase o dobro do que esperavamos. 135.49€ mensais pelos 3 é aquilo que receberei mensalmente e que não se comparando com os níveis europeus, é certo, é bem mais que os 78.80€ que esperavamos.
Esta " descida " representa não só uns € a mais ao fim do mês, mas também a possibilidade de, a ingressarem numa IPSS, o valor pago ser menor.

09 janeiro 2009

Indignada

Com a justiça portuguesa, ou antes, com alguns juízes portugueses.
Não quero defender que a atitude dos pais afectivos foi a mais correcta, porque me foi dado a conhecer o caso com os seus factos reais ( e não os que passam nos media ) e houve atitudes erradas destes pais, que fugiram com a criança à justiça. Não vou dizer que o pai biológico não tenha mostrado interessa pela criança senão ao fim de 5 anos, porque de facto, segundo consta, desde os 8 meses, quando a reconheceu como filha após testes de paternidade, pediu a sua guarda. Não vou defender nenhum dos adultos , mas a criança, a principal lesada nisto tudo.
Independentemente das acções dos adultos esta criança só conhece aqueles pais e não é aos 5 anos que se diz:
- Este é que é o teu verdadeiro pai e vais ter de viver com ele.
Concordo com uma conjugação de esforços para que nenhum dos pais ( biológicos e afectivos ) perdessem o contacto com a criança, mas retirá-la do seu meio, tirar-lhe os seus pilares que considera seguros ( os pais, a casa, a escola, os amigos, a família ) não é de todo a melhor das opções. Diz-me o meu senso comum e a minha opinião enquanto mãe.
Indigna-me como é que os técnicos, psicólogos, assistentes sociais, podem dar um parecer favorável a que se desenraize a criança e se altere todas as suas referências, para cumprir o que consideram justo. Justo é a criança sofrer o mínimo possível, justo é harmonizar esforços para que a criança se mantenha no seu meio, convivendo saudavelmente com as suas 2 famílias. Assim a criança ganharia 2 famílias, não perderia uma delas, a meu ver, a principal, a que conhece desde que tem memória.
Não li o parecer mas suponho que seja isso que refere, ou será que o tribunal decidiu ignorando o parecer de quem de direito, de quem sabe do que fala? Terá um juiz competências para julgar o desenvolvimento harmonioso de uma criança? É porque é disso que se trata, não de fazer cumprir um qualquer conjunto de artigos da Lei.

http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Primeiro+Jornal/2009/1/esmeraldaentreaopai.htm

30 dezembro 2008

Burocracia <=> Serviços Públicos <=> Atendimento incompetente

Que me desculpem os funcionários públicos que como é óbvio, não se pode julgar pela mesma medida um conjunto tão grande de pessoas que fazem parte da função pública, mas sinceramente, sempre que preciso de uma informação concreta, tipicamente tenho o " passa a outro e não ao mesmo " que desemboca num infinito número de contactos, todos com a mesma informação: Isso não é connosco, experimente ligar para aqui....
Liguei para a escola onde pretendo inscrever a Beatriz no pré-escolar. Queria saber quando abrem as inscrições ( já que por lei deverão ocorrer entre Janeiro e Maio, salvo erro ) e qual a documentação necessária para a inscrição. Primeira passagem do " testemunho " e mandam-me ligar para o agrupamento escolar.
Ligo para o agrupamento escolar e atende-me uma senhora que sabia tanto do que falava, como eu de apicultura.
- Deve ser em Janeiro, não sei, mas olhe ligue depois de dia 5 que a minha colega do pré-escolar já cá está.- E até ela voltar ninguém sabe informar.
- Sim, mas ela sabe melhor.
- Então diga-me o que é preciso de documentação para formalizar a inscrição.
- É a cédula de um comprovativo de morada.
- E fotografia e boletim de vacinas, não?
- Não sei, mas a senhora vai lá a escola e sabem-lhe dizer. Se não tiver tudo, volta lá outra vez.

- Desculpe, já liguei para a escola e mandaram-me para vocês, agora vocês também não sabem. Acha que eu justifico dizendo à minha entidade patronal, faltar 2 meios dias porque não me sabem informar correctamente?
- Pois, ligue a partir de dia 5, é melhor então.
Ligo para o Ministério da Educação, lá encaminham-me para 2 gabinetes diferentes. Em nenhum dos 2 é mas também não sabem onde obtenho a informação.
Uma amiga diz-me que tratou na Câmara Municipal e ligo para a dita correspondente. Ali não é mas confirmam que essa informação e regulação do prazo de inscrições é feita pela escola ou agrupamento escolar. Volto à casa de partida e não recebo os 2 contos ( Monopolly ).
Portugal à boa maneira!

09 dezembro 2008

Fui de férias

E tive uma potencialidade de trabalho na minha área numa empresa na indústria dos diamantes. Um empresário, grande amigo da minha prima, quer unicamente uma pessoa conhecida e de confiança, por razões óbvias. Iria ganhar uns bons 3000€ sem trabalhar muito, para um país em que os preços ( à excepção dos transportes públicos e das casas, ainda assim não muito mais caro ) estão equiparados aos nossos.
Não pus a hipótese de aceitar; a família, o ir para um país frio e quase sem sol... emigrar não é para mim, até porque no caso concreto não seria por 2 ou 3 anos, mas até à minha idade da reforma pela dificuldade em encontrarem alguém com o perfil que procuram e pelo sigilo que o negócio envolve ( bem como os milhões associados ). A pessoa que vai sair é por isso mesmo, porque se vai reformar.
Depois fui conhecendo a realidade social, o sistema de saúde fantástico, o ensino irrepreensível e gratuito para todos a partir dos 3 anos, a proximidade de quase tudo e ... estou aqui numa nostalgia desgraçada por este meio feitio.
Quando é que conseguirei largar as saias da minha mãe?

19 novembro 2008

Busca de jardim de infância

Saturados das exigências e imposições do jardim de infância da Beatriz, decidimos que nos iriamos informar sobre a oferta na zona. Na altura que a Beatriz entrou não pude procurar muito porque, por uma situação de doença, tive de procurar em Julho, creche para que entrasse em Setembro.
Soube de algumas mas poucas e o medo de a deixar em lugar desconhecido era grande, pois ainda era pequena ( 14 meses ), além disso, arranjar em 2 meses ( sendo que em Agosto quase todos fechavam ) creche deixava poucas alternativas em termos de vagas. Pedi a um amigo nosso, que já lá tinha os filhos e para onde o meu sobrinho iria em Setembro para nos dar informações e pedir o especial favor de reservarem a vaga dela para Setembro.
Entrou ali e não tenho nada a dizer sobre a forma de cuidar dela, nem dos afectos e em relação à aprendizagem, acho até que se excedem e ensinam e exigem demais em tão terna idade, mas entre o não exigir e o exigir muito, no caso dela que gosta de aprender, prefiro assim, embora não concorde muitas vezes com o " padronizado ".
No primeiro ano de creche, apesar dos extras, dos passeios em que quase são obrigados a ir porque se não vão ficam quase sozinhos com uma auxiliar, do pagamento da festa de Natal, do bibe, guardanapo de pano, bolsa de guardanapo, sacola para lençóis, chapés e etc igual entre todos, a ter de ser comprado lá, com um custo exorbitante e a mudar todos os anos, os valores não se assemelhavam aos de agora. Além disso ela gostava, eu não tinha tempo para procurar alternativas e finaceiramente estavamos mais desafogados que agora, depois de quase 1 ano e meio de gastos astronómicos de saúde.
Desde que está em Jardim de Infância que os passeios são muito mais frequentes, há mais extras, seja no fato de treino igual para todos e comprado lá, seja nas extra-curriculares em que quase todos vão e que de certa forma, os adultos fazem alguma persuasão sobre as crianças para que também queiram ir e para que peçam aos pais. A minha está no ballet ( e na mensalidade está incluída a ginástica e a música ) e já algumas vezes me disseram que iria gostar do inglês.
A mensalidade passou para 265€ e não é muito, é certo, mas não há mês que se pague menos que 320€, ora porque é o fato de treino, ora o bibe e afins, ora a festa de Natal, ora, ora, ora... O que me irrita são não só os extras como também só termos conhecimento dos valores dos mesmos com a factura, ou seja, a factura é entregue a 30, às vezes a 1, para pagar até dia 8, sendo que, pagamos sempre antes do limite.
Aumentará em Janeiro mas não sei para quanto, saberei em finais de Dezembro, muito provavelmente, e tendo em conta que os aumentos já foram de 15€, poderá bem passar para 280€/mês mais os extras.
Por tudo isto decidi procurar alternativas e no caso de decidirmos mudar, em princípio não será antes do próximo ano lectivo, em Setembro.
Já vi de tudo. Os infantários que existem a minha freguesia privados são 4.

J.I 1:
É ilegal, abriu em Setembro e diz que aguarda a autorização da segurança social. Eu vi o espaço, conheço as regras e sei que naqueles moldes não terá a licença de forma alguma. A educadora ( que nem sei se seria ) era muito simpática, muito pouco adepta do exagerar nas exigências até à escola e mais do brincarem livremente ou com actividades lúdicas. Aberto todo o ano.
Gostei da teoria, na prática, o espaço é estranho. O cheiro, bem vim de lá com o cheiro na roupa, a humidade, ou falta de limpeza, nem sei explicar. Tem 11 crianças da faixa etária da Beatriz e todos me pareceram muito abebezados comparando com ela. Tem uma pequena sala de brincadeiras, uma pequena sala que serve de refeitório e sala de actividades, uma pequena sala de dormir que nem cheguei a perceber se tinha janelas tal era a escuridão, uma única casa de banho de adulto, sem casa de banho para eles. Os que já não tinham fralda tinham os bacios perfilados no corredor e eram apenas 4 ou 5 bacios. A cozinha era uma cozinha comum, não de inox como é exigido, nada disso. Tinham um espaço exterior relativamente grande, mas com chão de cimento e com poucos brinquedos. Não gostei, principalmente pelo ambiente soturno e o cheiro. Mais parecia uma ama que um infantário como lhe chamou. Não há passeios a não ser ao parque infantil que fica muito próximo porque os pais não podem suportar os custos. A educação musical e expressão motora fica a cargo dessa educadora mas não vi instrumentos nenhuns para nenhuma das práticas.
O verdadeiro depósito de crianças, com a diferença de que apesar disso, as crianças pareciam felizes.
O bom, a mensalidade, 180€ com alimentação, mas excluído à priori pela falta de condições.
Aqui imaginei que em sequer quereria entrar. Excluído.

J.I 2:

Mais amplo, com muita luz natural, sem cheiros, aberto todo o ano. Com aspecto de limpo.
Poucas crianças no momento devido a um surto de escarlatina. Os miúdos brincavam com legos em cima da mesa. Com poucas exigências porque segundo me disse, na zona não podiam exigir muito mais porque os pais não poderiam pagar mais. Poucos passeios, sem actividades extra-curriculares. Música e expressão motora dadas pelas educadoras. Sem pagamento de prolongamento até às 20h.
A cozinha também não era de inox e os armários tinham aspecto de muito velhos e estragados mas aparentemente limpo. O espaço exterior também em cimento e restos de mármore e sem brinquedos porque o espaço exterior é comum ao prédio ( que está num prédio ). Mensalidade com alimentação 170€. Melhor que o outro mas muito inferior ao que está e não quero passá-la de um razoavelmente bom para um menos mal, ou medíocre. Imaginei-a a detestar esta escola ao fim de uma semana ou duas. Excluído.

JI 3:

Fechado. Provavelmente encerrado mesmo, Aparentemente as instalações vazias. Liguei para o número e não está atribuido. Não está atribuido qualquer número aquela morada. Excluído.

JI 4:

Num 2º andar sem elevador, sem espaço exterior. Boas instalações interiores, com luz, higiéne, mas com pouca disponibilidade para me darem grandes informações.
A mensalidade ficava mais cara do que onde a Beatriz está e acaba por ser inferior ao dela. Excluído.

JI 5:

Uma instituição de cariz religioso e solidário. Estão em instalações provisórias mas boas. O senão, o espaço exterior não tem brinquedos por ser provisório. Com limpeza e iluminação. Não estava a assistente social para informar sobre os valores e vagas. A regressare ponderar.

Passei aos das proximidades :

JI 6:

Privado, também um pouco mais caro do que o da Beatriz, sem actividades extra curriculares além da natação a 55€/mês. Quase sem extras, com descontos pelos dias em que não vão, mas confuso, os miúdos gritavam todos enquanto comiam. As instalações eram mais antigas e um pouco " descuidadas ". Excluído .

JI 7:

Uma IPSS. Não me quiseram mostrar as instalações porque a directora não estava. Não me informaram de valores e não sabiam se tinham vagas para o novo ano lectivo ou quando eram as inscrições. Espantou-me o cheiro a peixe frito e o cartaz que vi da entrada sobre o Dia da alimentação e em que a comida favorita de um dos meninos era peixe frito. Cá em casa não se comem fritos há muito, muito antes da dieta. Na escola também não o fazem e não quero introduzi-la numa alimentação pouco saudável.
Terei de voltar para tentar ver e saber pormenores, em especial sobre a alimentação.

JI 8:

Outra instituição social. Mensalidades em função do IRS mas o valor máximo são 220€ com alimentação. Instalações construídas de raiz, bons equipamentos, 2 espaços exteriores um deles com baloiços e escorrega ( e piso de tartain ).
Limpo, iluminado.
Gostei de que no mesmo edificio funcione também o centro de dia e que na hora de almoço a partilhem com os idosos. Tenho destas ideias estranhas, mas acho positivo o contacto com as gerações anteriores e com realidades económicas e sociais diferentes.
Fazem vários passeios, apoiados pela Junta de Freguesia mas não tem extra-curriculares. A única actividade que fazem é mesmo a expressão motora. Depois claro tem os trabalhos deles ( expressão plástica ), leitura de contos, etc.
Dos que vi foi o que gostei mais, ainda assim, em termos de " desenvolvimento cognitivo " fica áquem do da Beatriz, mas é uma hipótese mais ponderável.

J.I 9 - De raiz, numa zona nobre. Bonito, arejado, iluminado, com várias extra-curriculares e com as curriculares de ginástica incluída e penso que música. Com alimentação. 380€ e com todas as mariquices de onde está a Beatriz ( do bibe, fato de treino igual, saco dos pertences, etc, etc ). Excluidíssimo pelo preço, não pelas condições.


Dos públicos:

J.I 10 : Só existem 2 públicos para uma das maiores freguesias do país. Um deles é apenas até às 15h30 e na hora de almoço tem de os ir buscar. Excluído.

J.I 11 : Já não visitei mas sei que é a tempo inteiro, com o prolongamento de horário, mas duvido que tenha vagas. As inscrições são 1 vez no ano.

JI 12: Nas redondezas. Construído de raiz. Já conhecia porque tentei o ano passado inscrevê-la. Dificilmente entram antes dos 5 anos pela falta de vagas e mesmo assim há uma lista de espera. Muito bom, com muitas actividades, com uma área exterior muito boa. Melhor do que o da Beatriz, aliás, o melhor que vi na relação qualidade/preço.


Resumindo, concluindo e baralhando, os melhores foram o J.I 12, o J.I 9, o JI 8 ( instituição social e religiosa), o JI 7 ( instituição social ), o JI 12 e uma IPSS onde está pré-inscrita mas que disseram à partida não ter vagas nunca e que nem valia a pena inscrever ( enfim... ).
Dos viáveis e que financeiramente compensariam a mudança seriam a instituição social re ligiosa e a outra instituição social, mas que em termos de desenvolvimento cognitivo e de variedade de actividades, acho que seria passar de cavalo para burro, ou o JI 12, em que entraria na escola que pretendo que frequente, mas dificilmente conseguirei a vaga. Realmente bom, aliás, a meu ver, o melhor de todos, mesmo que o da Beatriz e é público. Esta seria a escola que iria caso continue no colégio onde está e onde também irão os amigos, aquando da entrada na escola. Seria a melhor hipótese, uma transição apenas, antes dos colegas é certo, mas depois reencontrá-los-ia e provavelmente seriam colegas de turma.
Falta-me o factor C.
Falta ver um cujas condições das instalações me parecem semelhantes ao da Beatriz, mas não sei preços e o que vi foi apenas na internet.
Ainda o Sr. Primeiro Ministro fala nos apoios às famílias e na abertura de mais creches e J.I's. Onde, para quando e em que condições???

05 novembro 2008

Portugal e Espanha

Quando fomos em Setembro de férias para a Galiza, lá numa terriola com meia dúzia de casas, por trás do sol posto, lá onde o gato perdeu as botas, tivemos, ( que a malta parece que sente falta ) de nos deslocar ao Centro de saúde. Fizemos antes o seguro europeu de doença, que para quem não sabe, é um cartão sem custos, tirado na segurança social com validade de 3 anos, que permite que nos desloquemos a qualquer instiuição de saúde de um dos estados membros e que só paguemos o valor aplicável a um cidadão desse estado, tendo também direito à comparticipação dos medicamentos nos mesmos moldes ( sem o cartão teriamos de pagar sem comparticipação por exemplo ).
Lá fomos ao centro de saúde, a pensar que iamos perder toda a manhã no dito, na melhor das hipóteses, habituados que estamos aos nossos.
As diferenças começaram logo que passamos portas. Estava vazio. O médico tinha ido a um domicilio e não sabiam se demoraria. Especulei:
- Vai estar fora o quê, 2 horas?
- Não, não deve demorar mais que 30 minutos.
Entretanto ligam ao médico que diz estar a terminar o último domicílio. Esperamos ali e para além de reparar no aquecimento central, nos bancos novos e no aspecto limpo e remodelado ( que pelo menos o meu Centro de saúde não o tem ), reparo que tem suporte básico de vida, sala de aerosóis, rx e oxigénio. O médico chega uns 15 minutos depois, descontraído, tipicamente espanhol, sem formalidades, onde se sentia proximidade e preocupação com o doente.
Passada a receita médica, diz para que o Nuno ( que foi o paciente ) fosse seguido pelo médico de família para acompanhar o seu caso. Ficou espantado e literalmente de boca aberta com o facto de que tal como milhares de portugueses, não tem médico de família. Nesse momento imaginei que na cabeça dele passaria uma imagem de país de terceiro mundo.
Saimos e dirigimo-nos à recepção a fim de efectuar o pagamento da consulta. Novo espanto da enfermeira que me diz que não temos nada a pagar. Face à minha insistência ( e até lhe disse onde estavamos hospedados caso se enganasse ), disse que não tinhamos de pagar, por termos o tal cartão, ou seja, eramos equiparados a cidadãos espanhóis.
Fiquei na dúvida e esperava receber uma conta cá em casa uns tempos depois, mas a dita não chegou.
Venham cá dizer que a Espanha está em crise, que há um índice de desemprego elevado, que, que... e crise não há cá? e a nossa taxa de desemprego que não espelha os trabalhadores independentes com trabalhos incertos e meses sem receber mas a continuarem a pagar segurança social?
Está mal, sim, mas é um mal relativo, onde o ordenado mínimo são salvo erro 750€ mensais, onde os preços das casas são semelhantes aos de cá, onde a comida e produtos essenciais são mais baratos, onde os combustíveis tem diferenças abismais de preço, sem falar no gás, electricidade e por aí fora.
Não fosse eu tão menina da mamã e acho que já tinha mandado o meu patriotismo dar uma volta, ou lá se tinha.

05 agosto 2008

Pele atópica

Detectada este verão, os produtos mais económicos de supermercado que cheiram muito bem ficam mesmo nas prateleiras.
Só em gel de banho e creme hidratante faz com que se deixe na farmácia cerca de 35€, fora o creme para as crises e o atarax. Viva o SNS que acha que os produtos dermatológicos para além de serem taxados com IVA a 20% ( o que faz com que em temos de IRS tenha um limite de reembolso de cerca de 60€ anuais se obtidos com receita médica ), não são comparticipados.
É para isto que descontamos 34,75% dos nossos ordenados.

Eu bem digo que só me acontece a mim

Ou anda por aí muita gente mal medicada.
Na semana passada fui à farmácia comprar o medicamento para as dores. Comecei a tomar e não olhei para a validade. Vale-nos que o meu " partner " é muito atento às datas de validade e antes de mo dar olhou para a caixa ( do qual já tinha feito 2 tomas ): 03/2008.
Hoje fui à farmácia e disse o que se tinha passado. Disseram para trazer a caixa que me devolveriam o dinheiro. Nem eu esperaria outra coisa mas não é o devolverem o dinheiro que resolve, para mim é inadmissível um medicamento fora de prazo há 6 meses à venda numa farmácia.

24 junho 2008

Mas isto só me acontece a mim????

Depois deste episódio outro idêntico.
Vou à farmácia com a receita médica. O farmacêutico diz que não tem aquele medicamento e liga para o armazém para saber se arranjava.

- Está esgotado.
- Então dê-me outro semelhante, tenho um fungo na pele.


Abre o indíce terapêutico e vai buscar outro medicamento:

- Este tem o mesmo componente, vê, clo...( qq coisa ). Tem aplicadores e tudo.
Eu olho para a caixa e vejo Gino-Canesten, anti-fungico vaginal.

- Mas eu tenho um fungo na pele, mais nas costas. ( Com os olhos do mais arregalado que há com aquela barbaridade )
- Ahh!
Olha para a receita.
- Ahh, isto então é o medicamento " ymz " e não o " wxz ". Este medicamento já não se comercializa.
- Traga outro semelhante, sff.

Ou seja, se eu não soubesse trazia um anti-fungico vaginal e ia andar a colocá-lo nas costas, peito, barriga, etc. Não seria grave que mal não faria, mas provavelmente o fungo continuaria cá e eu teria gasto dinheiro. O meu espanto maior é que um engano a ler uma receita médica pode causar muitos problemas em pessoas que por exemplo não sabem ler e confiam às cegas no farmacêutico.
Este país vai mesmo bem, vai, vai!

06 junho 2008

A saúde no sul é " menos saudável "

A ida à farmácia ficou na incumbência do Nuno. Disse-lhe para trazer o gel de corpo e cabelo para peles atópicas da Uriage, a mesma gama do creme. Ele foi á farmácia, levou a Beatriz para que a vissem, deu as indicações que lhe dei e trouxe um gel de banho e cabelos da Klorane para peles normais que só deve ser usado a partir dos 3 anos. Mais, deu-lhe o creme hidratante da Mustela para peles normais. Pergunto ao Nuno se tinha frisado que queria o gel de corpo e cabelo para peles atópicas e diz que sim. Lá vou eu à farmácia devolver a " encomenda ".
Chegada lá digo que o meu marido tinha pedido produtos para peles atópicas e só tinha levado para peles normais, além de que, nenhum deles era apropriado para peles sensíveis, quanto mais para uma pele com uma erupção cutânea significativa. Disse-lhe também que não se justificava ter lhe dito para trazer um creme hidratante quando ele levou, a conselho da pediatra, o creme/gel hidratante da Uriage. Assumiu o erro e voltei a dizer-lhe o que queria: Um gel para peles atópicas que fosse simultaneamente de corpo e cabelo para que não houvesse hipótese de o champô fazer uma irritação ainda maior na cara.
Diz-me que não tem nada " disso "e dá-me um da Uriage para peles sensíveis. Disse-lhe que não era aquele, era sim para " peles atópicas ". Diz que não tem e depois de eu dar uma " ronda " pela farmácia encontro o da Mustela e explico-lhe brevemente a diferença entre uma pele sensível e uma pele atópica já que a senhora não sabia nitidamente o que isso era. Fiquei tentada a escrever no livrinho de reclamações mas vim sem fazer o meu registo já que a burrice e a humildade da senhora até me fez ter pena. Depois de sair da loja, fiquei com pena das pessoas que lá vão pedir um conselho e saem de lá com produtos que não só não se adequam ao seu estado clínico como podem ainda desencadear crises maiores do que a que teriam se não usassem nada do recomendado. E são tantas as pessoas que em vez de ir ao médico vão à farmácia.
Não sei se não passo lá amanhã!

19 maio 2008

Regresso ao trabalho a tempo integral

Como conta de outrém, já que por conta própria quase não parei.
A minha falta de saudades disto tinha um motivo bem real, isto não deixa saudades a ninguém. O ambiente está pior que o de um velório, as pessoas de tão inibidas, não riem, falam contida e controladamente ao telefone, internet controlada, messenger com regras restritas e outras que tais.
Enfim, é o mundo laboral que este país tem!

13 fevereiro 2008

Cartão Europeu de Saúde

Fui hoje requisitar o cartão para a Beatriz já que vai viajar e pode ser necessário ( lagarto, lagarto, lagarto ) deslocar-se a alguma instituição de saúde na sua permanência.
115 pessoas e 5 horas depois, sou atendida e dão-me uma folha não timbrada A4 informando que o cartão seguirá para a morada mas não chegará a tempo de o levar na viagem. Até lá o documento que me entregaram substitui o cartão definitivo. Farta de esperar e sem sequer olhar para o papel saio disparada. Cá fora leio com atenção e qual não é o meu espanto quando vejo que tudo está escrito apenas em português.
Não era suposto o dito cartão provisório, um documento internacional, estar, à semelhança do nosso Bilhete de Identidade e outros documentos de identificação, escrito pelo menos em duas línguas, a materna e o internacional inglês?