Andei a pesquisar sobre a cirurgia a que poderei ter de ser submetida. Eu que não sou uma pessoa impressionável, que até tinha o, não muito secreto, desejo de fazer autópsias em cadáveres desfigurados a fim de lhes descobrir a identidade, que gosto de programas do género e que não desvio o olhar quando surgem as imagens do tipo, dei por mim arrepiada e mal disposta. Ok, também porque o caso é vivido na primeira pessoa e porque é verdade, a cirurgia em vivos impressiona mais por isso mesmo, porque estão vivos, os outros não sofrem.
Investiguei e percebi como se processa a operação que até é relativamente pouco invasiva, mas que envolve 1 perfusão na zona da barriga, junto da cavidade peritoneal, outra na parte de trás do cérebro para puxar o tubo que vem da zona do abdomen e que vai drenar o líquido e uma outra na zona frontal da cabeça. O shunt ou válvula fica por trás da orelha. Aparentemente não é visivel ( depois do cabelo crescer nas áreas referidas ) e parece que depois da cirurgia cicatrizar se nota apenas o dreno ao tacto, por baixo da pele na zona da orelha. Antes disso notam-se os cortes e até mesmo o tubo.
Mas essa é a parte menos má, que eu não esperava porque nunca pensei muito na cirurgia é que muitas vezes o shunt tem de ser substituído 2, 3 e mais vezes. O primeiro não costuma durar mais de 2 anos. Além disso, pode provocar infecções.
Pensava eu que colocava a válvula e já estava mas parece que não é bem assim.
Bom, pensamento positivo!