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29 setembro 2010
Faringo-amigdalite aguda
Ontem a febre não passava nem com o benuron e o brufen intercalados de 4 em 4 horas. A noite de hoje foi pior e a febre subiu. Hoje o médico foi lá a casa e tem faringo-amigdalite aguda e dispensa da escola por mais um dia.
17 fevereiro 2010
24 setembro 2009
Deixa cá ver se me dedico a isto
A miúda mudou de quarto no Sábado e tm lá adormecido sózinha, uns dias com a luz de presença, outros com um candeeiro extra, outros com o dvd portátil com 1 ou 2 episódios pequenos de desenhos animados não violentos. Ainda faz resistência ao adormecer sozinha e pede companhia mas temos conseguido dar a volta ao assunto.
Eu comecei em formação e-learning e estarei até finais de Novembro a ouvir videos com senhores monocórdicos a falar para a câmara enquanto que para não adormecer, vou desfolhando os manuais.
Em simultâneo, iniciei uma série de pelo menos 15 sessões de drengens linfáticas manuais e ginástica de reeducação postural, 2 vezes por semana.
A miúda vai começar em Outubro as actividades extra-curriculares e em princípio à piscina serei eu a levá-la 1 vez por semana e portanto 3 finais de dia das nossas semanas estão comprometidos. Juntando pelo menos 1 final de dia em que vou para o escritório até às tantas, restará 1 dia na semana ( útil ) " calmo e tranquilo ", " sem nada para fazer ".
Como o pai também quer voltar ao ginásio, lá se vai o diazinho e finais do dia em família serão quase só ao fim de semana. Não vou pensar muito nisso ou desisto do tempo que guardei para mim nas drenagens e na ginástica.
Temos ainda o escritório de pantanas, fruto da mudança do quarto no fim de semana e pelo facto da arrecadação estar cheia até à porta com coisas que este fim de semana sairão de lá. Isto quer dizer que este fim de semana temos de nos dedicar à dita ( detesto ).
A miúda anda mal comportada q.b que as férias deixaram-na um pouco fora dos eixos, mas já está melhor confesso.
E o melhor de tudo: Amanhã é sexta!
Eu comecei em formação e-learning e estarei até finais de Novembro a ouvir videos com senhores monocórdicos a falar para a câmara enquanto que para não adormecer, vou desfolhando os manuais.
Em simultâneo, iniciei uma série de pelo menos 15 sessões de drengens linfáticas manuais e ginástica de reeducação postural, 2 vezes por semana.
A miúda vai começar em Outubro as actividades extra-curriculares e em princípio à piscina serei eu a levá-la 1 vez por semana e portanto 3 finais de dia das nossas semanas estão comprometidos. Juntando pelo menos 1 final de dia em que vou para o escritório até às tantas, restará 1 dia na semana ( útil ) " calmo e tranquilo ", " sem nada para fazer ".
Como o pai também quer voltar ao ginásio, lá se vai o diazinho e finais do dia em família serão quase só ao fim de semana. Não vou pensar muito nisso ou desisto do tempo que guardei para mim nas drenagens e na ginástica.
Temos ainda o escritório de pantanas, fruto da mudança do quarto no fim de semana e pelo facto da arrecadação estar cheia até à porta com coisas que este fim de semana sairão de lá. Isto quer dizer que este fim de semana temos de nos dedicar à dita ( detesto ).
A miúda anda mal comportada q.b que as férias deixaram-na um pouco fora dos eixos, mas já está melhor confesso.
E o melhor de tudo: Amanhã é sexta!
10 agosto 2009
Medidas
Aos 4 anos veste geralmente roupa para 3 anos, só se tiver cintura ajustável para apertar, se forem calças, tem de ser com bainhas feitas e calça 22/23 mas só AGORA deixou de vestir um casaco da Vertbaudet tamanho 12 meses porque fica curto na manga. Já calções tem 2 pares tamanho 6 meses que ainda veste e outros tamanho 3 meses que eram de um pijama que continua a vestir e que me parece que para o ano, ainda estarão a uso. Não são marcas maradas, são os de 6 meses da zara e os de 3 da mayoral ( ou maiorista ).
07 julho 2009
Aos 4 anos
Custa a interiorizar, ela tem 4 anos. Há 4 anos que saiu de dentro de mim, há 4 anos que nos descobrimos, que nos amamos, que agradecemos o privilégio de a ter como filha, com as suas rabujices, a sua teimosia, as suas ideias fixas e quase incontronáveis mas também com a sua doçura, com a sua meiguice, com os seus olhos melosos e afectuosos, com os seus abraços, com os beijos demorados, os abraços apertados, as declarações de amor constantes, as conversas de menina crescida, o seu sorriso aberto, a sua extroversão que não me lembro de conhecer em nenhuma criança da idade dela ( mas também tem dias ).
Aos 4 anos ela faz as honras da casa sem que nunca lhe tenhamos ensinado, aos 4 anos ela repreende-nos se nos esquecemos do obrigada ou do se faz favor,mas que fala alto, muito alto e muito, tanto que às vezes " cansa ".
A bébé que me pontapeava a partir das 11h da noite, que não me deixava dormir, que começou com as primeiras palavras aos 4 ( quatro ) meses já não tem nada de bébé aos olhos dos outros, mas que para mim, ainda se conserva no olhar doce, naqueles olhos escuros e pestanudos que conservam a inocência da minha menina/bébé.
Amo-te tanto tanto princesa!
Aos 4 anos ela faz as honras da casa sem que nunca lhe tenhamos ensinado, aos 4 anos ela repreende-nos se nos esquecemos do obrigada ou do se faz favor,mas que fala alto, muito alto e muito, tanto que às vezes " cansa ".
A bébé que me pontapeava a partir das 11h da noite, que não me deixava dormir, que começou com as primeiras palavras aos 4 ( quatro ) meses já não tem nada de bébé aos olhos dos outros, mas que para mim, ainda se conserva no olhar doce, naqueles olhos escuros e pestanudos que conservam a inocência da minha menina/bébé.
Amo-te tanto tanto princesa!
01 junho 2009
Ela e a TV ( desenhos animados )
Já vai vendo algum tempo, não muito que nem ela quer estar muito tempo em frente da televisão nem eu. Um ano depois de estar no Jardim de Infância ( que está desde Março salvo erro ) em que de manhã, até que a educadora chegue ( cerca de meia hora no máximo ) põem um dvd de animação, no canal 2 ou no Canal Panda , começa agora a prestar atenção em vez de dispersar pela sala noutras brincadeiras.
Não que me satisfaça muito que comece a " apatia " mas como tudo, com moderação e controlo, também a televisão é uma boa fonte de estímulos. (Mas acho que ainda assim, preferia que continuasse a não lhe ligar nenhuma )
Não que me satisfaça muito que comece a " apatia " mas como tudo, com moderação e controlo, também a televisão é uma boa fonte de estímulos. (Mas acho que ainda assim, preferia que continuasse a não lhe ligar nenhuma )
Dia Mundial da Criança
Antecipando o Dia Mundial da Criança, foram ao Oeste Infantil na sexta-feira, dedicado este ano às profissões. 
Veio encantada com a encenação que fizeram da peça do o Nabo Gigante, livro que adora e que tem estado no top destes últimos tempos. Foi o Ratinho, a personagem que consegue com a ajuda de todos os outros retirar o nabo gigante da terra .
Segundo a dona do colégio, era a primeira a tomar a iniciativa e enquanto alguns se ficavam para trás intimidados com a confusão, ela chegava-se à frente e queria participar em tudo.
Não me espanta porque é assim no dia a dia, tem sede de protagonismo esta minha filha. Ainda dizem que os caranguejos são tímidos... como?


05 maio 2009
Não te faço jus
Ultimamente descrevo mais os maus comportamentos que os bons. Não te faço as descrições de como és e peco por não registar o quão carinhosa e meiga és. Mas não esqueço, registo na minha memória os imensos abraços que me dás, de olhos fechados, sentidos, os muitos beijinhos, os inúmeros gosto muito de ti, os mãezinha, os mãe linda, as festinhas que me fazes com as tuas mãos pequeninas no meu rosto, os beijos que me vais dando na mão, enquanto caminhamos lado a lado, de mãos dadas ou as festas que fazes agarrando na minha mão e encostando à tua cara. És muito mais assim comigo que com as outras pessoas, mas não tenho a exclusividade dos mimos, és assim para o pai, para a tia, para a avó, para com os bébés.
És como digo Agri-doce, agreste nas birras, doce como mel nos mimos e nas demonstrações de afecto. Tornaste-me mais meiga, mais afectuosa, com menos " pudor " de demonstrar o que sinto.
Também se aprende e muito com os filhos e contigo tenho aprendido que devemos deixar que o amor, transpasse o peito e tome conta dos nossos braços, do nosso colo, dos nossos lábios, das nossas mãos, das nossas palavras para dar afecto e abraçar, beijar, acariciar, muito, muito, muito. É quase viciante, quanto mais se faz este " exercício ", mais se quer fazer.
Adoro-te minha bonequinha e isso sim, é impossivel de descrever por palavras!
És como digo Agri-doce, agreste nas birras, doce como mel nos mimos e nas demonstrações de afecto. Tornaste-me mais meiga, mais afectuosa, com menos " pudor " de demonstrar o que sinto.
Também se aprende e muito com os filhos e contigo tenho aprendido que devemos deixar que o amor, transpasse o peito e tome conta dos nossos braços, do nosso colo, dos nossos lábios, das nossas mãos, das nossas palavras para dar afecto e abraçar, beijar, acariciar, muito, muito, muito. É quase viciante, quanto mais se faz este " exercício ", mais se quer fazer.
Adoro-te minha bonequinha e isso sim, é impossivel de descrever por palavras!
04 fevereiro 2009
Olhei para a data após publicar o post e vi
Hoje mais um mês, 3 anos e 7 meses.
Estás linda e crescida.
Estás linda e crescida.
28 janeiro 2009
Cuaro
Ou será esta a nova versão do dahhhh???
As afirmações dela agora terminam ou iniciam quase sempre com " claro " , ou como ela ainda não diz os éles " Cuáro ".
- Eu, cuáro.
- Cuáro que sim.
- Achas? Cuáro que não!
As afirmações dela agora terminam ou iniciam quase sempre com " claro " , ou como ela ainda não diz os éles " Cuáro ".
- Eu, cuáro.
- Cuáro que sim.
- Achas? Cuáro que não!
19 janeiro 2009
19 dezembro 2008
Aproveitando este bocadinho de tempo
Ela:
Tenta assobiar e às vezes lá sai um som que a custo se pode chamar de assobio. Ela diz que já assobia, eu digo que ela anda a tentar :)
Tenta estalar os dedos mas ainda não o faz com som.
Já gosta de ver alguns desenhos animados mas nada de longas metragens de filmes de animação. Gosta do Baby Tv e do novo Jim Jam mas só vê de manhã enquanto a visto. Exporadicamente fá-lo o final do dia mas regra geral prefere brincar a ver tv e nós também.
Começou a desenhar letras sem a ensinarmos, por iniciativa própria, sem perguntar como se faz. Faz a letra C, o I, o T e tenta o L, embora sem grandes resultados. Nós só observamos, não ensinamos nem corrigimos.
As brincadeiras do momento envolvem dinheiro e pagamentos ( comprar qualquer coisa ). Outro dia, em casa da sogra viamos o filme mama mia. No inicio do mesmo começou a distribuir cartas como sendo os bilhetes do cinema. O meu sogro deu-lhe uma nota de 5€ para pagar os bilhetes, analisou e disse: Não chega!
Nas compras, se antes já o fazia, agora é uma constante: Mãe, isto é caro? Mãe está barato? Mãe tens dinheiro para comprar?
O tema da festa da escola de Natal da sala dela foram os meninos pobres/sem abrigo. Desde há uns tempos que pergunta porque há meninos que não tem roupas, que não tem comer, que não tem brinquedos e porque as mães deles não lhes dão essas coisas. Expliquei que muitas vezes as mães também não tinham dinheiro e a pergunta imediata foi,
- Mas porquê? As mães deles não trabalham?.E tu mãe trabalhas e tens dinheiro, então podes dar aos meninos que não têm. Já trabalhaste hoje? Já recebeste dinheiro? Podemos comprar comida? Tens dinheiro?
Recebeu a bicicleta antecipadamente na festa de Natal de uma das empresas e ficou muito contente mas ainda não andou, não tivemos ainda tempo de montar as rodinhas. Ficou a pensar que o Pai Natal está meio taralhoco e entregou a prenda antes de tempo :)
Distingue o Francês do Inglês e eu nem sei como porque não falamos línguas estrangeiras em casa( e não tem na escola ), suponho que tenha sido fruto de 1 semana na Bélgica a ouvir Inglês, Português e às vezes Francês.
Anda " traumatizada " com o facto de ser baixinha, fruto de uma colega da escola que o menciona constantemente. Já lhe expliquei que o que interessa não é como somos, se altos, baixos, magros, gordos, interessa o que fazemos, se somos bons ou maus. Entendeu, concordou, mas continua a não saber o que responder à colega quando a " provoca ". Não quero que responda " à letra " se não já lhe teria dito qualquer coisa como: " Diz-lhe que tens o cabelo grande como as meninas e ela não, ou diz-lhe que já sabes contar até 20 e ela não ". Não quer cultivar este espírito nela, mas sim o da tolerância. Juízos de valor e críticas aos 3 anos parece-me demasiado duro. Tem " tempo de serem cruéis ".
Comprei um livro com a história de uma princesa baixinha que era muito valente. Não lho li ( lá está, o tempo ), mas expliquei-lhe resumidamente do que falava. Será para levar para a escola. Ando à procura de um outro mais específico que fala nas diferenças físicas dos meninos. Não pela minha, que felizmente, ainda não tem a capacidade de apontar o dedo às diferenças, mas para que a minha não seja alvo desse dedo apontado, porque é pequena.
Fiquei a pensar que se esta criança olha à diferença de alturas, o que fará às diferenças físicas mais marcantes, como deficiências ou diferenças raciais. Não deixei de pensar se isto não será um reflexo do ambiente familiar, é que não me parece " normal " que aos 3 anos não se seja tolerante, mais, que aos 3 anos " se vejam estas diferenças ".
Tenta assobiar e às vezes lá sai um som que a custo se pode chamar de assobio. Ela diz que já assobia, eu digo que ela anda a tentar :)
Tenta estalar os dedos mas ainda não o faz com som.
Já gosta de ver alguns desenhos animados mas nada de longas metragens de filmes de animação. Gosta do Baby Tv e do novo Jim Jam mas só vê de manhã enquanto a visto. Exporadicamente fá-lo o final do dia mas regra geral prefere brincar a ver tv e nós também.
Começou a desenhar letras sem a ensinarmos, por iniciativa própria, sem perguntar como se faz. Faz a letra C, o I, o T e tenta o L, embora sem grandes resultados. Nós só observamos, não ensinamos nem corrigimos.
As brincadeiras do momento envolvem dinheiro e pagamentos ( comprar qualquer coisa ). Outro dia, em casa da sogra viamos o filme mama mia. No inicio do mesmo começou a distribuir cartas como sendo os bilhetes do cinema. O meu sogro deu-lhe uma nota de 5€ para pagar os bilhetes, analisou e disse: Não chega!
Nas compras, se antes já o fazia, agora é uma constante: Mãe, isto é caro? Mãe está barato? Mãe tens dinheiro para comprar?
O tema da festa da escola de Natal da sala dela foram os meninos pobres/sem abrigo. Desde há uns tempos que pergunta porque há meninos que não tem roupas, que não tem comer, que não tem brinquedos e porque as mães deles não lhes dão essas coisas. Expliquei que muitas vezes as mães também não tinham dinheiro e a pergunta imediata foi,
- Mas porquê? As mães deles não trabalham?.E tu mãe trabalhas e tens dinheiro, então podes dar aos meninos que não têm. Já trabalhaste hoje? Já recebeste dinheiro? Podemos comprar comida? Tens dinheiro?
Recebeu a bicicleta antecipadamente na festa de Natal de uma das empresas e ficou muito contente mas ainda não andou, não tivemos ainda tempo de montar as rodinhas. Ficou a pensar que o Pai Natal está meio taralhoco e entregou a prenda antes de tempo :)
Distingue o Francês do Inglês e eu nem sei como porque não falamos línguas estrangeiras em casa( e não tem na escola ), suponho que tenha sido fruto de 1 semana na Bélgica a ouvir Inglês, Português e às vezes Francês.
Anda " traumatizada " com o facto de ser baixinha, fruto de uma colega da escola que o menciona constantemente. Já lhe expliquei que o que interessa não é como somos, se altos, baixos, magros, gordos, interessa o que fazemos, se somos bons ou maus. Entendeu, concordou, mas continua a não saber o que responder à colega quando a " provoca ". Não quero que responda " à letra " se não já lhe teria dito qualquer coisa como: " Diz-lhe que tens o cabelo grande como as meninas e ela não, ou diz-lhe que já sabes contar até 20 e ela não ". Não quer cultivar este espírito nela, mas sim o da tolerância. Juízos de valor e críticas aos 3 anos parece-me demasiado duro. Tem " tempo de serem cruéis ".
Comprei um livro com a história de uma princesa baixinha que era muito valente. Não lho li ( lá está, o tempo ), mas expliquei-lhe resumidamente do que falava. Será para levar para a escola. Ando à procura de um outro mais específico que fala nas diferenças físicas dos meninos. Não pela minha, que felizmente, ainda não tem a capacidade de apontar o dedo às diferenças, mas para que a minha não seja alvo desse dedo apontado, porque é pequena.
Fiquei a pensar que se esta criança olha à diferença de alturas, o que fará às diferenças físicas mais marcantes, como deficiências ou diferenças raciais. Não deixei de pensar se isto não será um reflexo do ambiente familiar, é que não me parece " normal " que aos 3 anos não se seja tolerante, mais, que aos 3 anos " se vejam estas diferenças ".
24 novembro 2008
Tosse faríngea
Aos 3 anos e 4 meses descubro que a tosse seca que tem, essencialmente nocturna, que teimaram em associar a asma ( mas que não passava com nenhum medicamento e que durava todo o Outono/Inverno ) é afinal, tosse faríngea, uma doença viral, comum nesta altura do ano e que passa naturalmente, apenas com a ajuda de um anti-tússico.
Começou a tomá-lo ontem e esta noite não tossiu, de manhã esteve bem e já não teve aqueles ataques de tosse que quase a levam a vomitar, tão comuns nela nesta fase do ano.
Finalmente acertamos com a Pediatra e eu estou muito, mas muito mais descansada.
Começou a tomá-lo ontem e esta noite não tossiu, de manhã esteve bem e já não teve aqueles ataques de tosse que quase a levam a vomitar, tão comuns nela nesta fase do ano.
Finalmente acertamos com a Pediatra e eu estou muito, mas muito mais descansada.
04 novembro 2008
3 anos e 4 meses
Tens tanta pressa de ser grande que já anseias pelos 4 anos e quando te perguntam a idade não dizes que tens 3 anos, mas sim que vais fazer 4.
Ai de que te diga que és pequenina, que és bébé ou algo do género, tu és quexida, mas queres ser ainda mais, ser assim munto áuta como a mãe, enquanto esticas o braço por cima da tua cabeça. Um dia vais perceber que tenho apenas 1,55m e que sou de facto, baixa, até lá, eu pareço-te grande :).
És meiga, gostas de dar e receber mimos, não te recusas a abraços, com os beijinhos já não és tanto assim, mas dás.
Tens brincadeiras de menina crescida, muitas vezes invertes papéis e tu és a minha mãe e eu a tua filhota. Como " tua filha " devo dizer que és meiga, mas às vezes inflexível e a tua mão está sempre pronta a uma palmada. A sensação de poder que esta brincadeira te dá salta-te pelos teus olhos grandes e escuros. Mandar e ralhar deve ser das melhores actividades que conheces. Engraçado é que se eu como filha, insistir com a birra, entras no teu modo meigo, e tentas resolver a questão com doçura.
Com 3 anos e 4 meses é com orgulho que me vês como a tua heroina mas é com mais orgulho ainda que te confesso: és a minha musa.
És o melhor do meu mundo!
Ai de que te diga que és pequenina, que és bébé ou algo do género, tu és quexida, mas queres ser ainda mais, ser assim munto áuta como a mãe, enquanto esticas o braço por cima da tua cabeça. Um dia vais perceber que tenho apenas 1,55m e que sou de facto, baixa, até lá, eu pareço-te grande :).
És meiga, gostas de dar e receber mimos, não te recusas a abraços, com os beijinhos já não és tanto assim, mas dás.
Tens brincadeiras de menina crescida, muitas vezes invertes papéis e tu és a minha mãe e eu a tua filhota. Como " tua filha " devo dizer que és meiga, mas às vezes inflexível e a tua mão está sempre pronta a uma palmada. A sensação de poder que esta brincadeira te dá salta-te pelos teus olhos grandes e escuros. Mandar e ralhar deve ser das melhores actividades que conheces. Engraçado é que se eu como filha, insistir com a birra, entras no teu modo meigo, e tentas resolver a questão com doçura.
Com 3 anos e 4 meses é com orgulho que me vês como a tua heroina mas é com mais orgulho ainda que te confesso: és a minha musa.
És o melhor do meu mundo!
11 fevereiro 2008
Chuac
Finalmente dá beijinhos repenicados ( ou como lhe dizemos beijinhos com barulho ) e dá-me tantos, mas tantos tãooooo bonnnnnnnnnsssssss!
Antes só encostava os lábios na nossa bochecha e só os bonecos tinham o privilégio de um beijinho destes.
Agora é só pedir e às vezes nem isso.
Antes só encostava os lábios na nossa bochecha e só os bonecos tinham o privilégio de um beijinho destes.
Agora é só pedir e às vezes nem isso.
07 fevereiro 2008
Típico dos seus 2 anos
Se por um lado está mais autónoma e independente ( A Tiz ajuda, a tiz paz, eu xou quexida, eu xou gande, eu não xou bébé ), está simultanemanente mais dependente de mim e com mais necessidade de colo. É típico dos 2 anos, ainda não deixou de ser bébé e ao mesmo tempo, ainda não é criança, como na agora chamada " pré-adolescência ".
Anda mais dependente da chucha se bem que só a use para dormir, mas sempre que encontra alguma vai direitinha para a boca. E pior, se dantes só lhe servia as chuchas da Chicco em formato de gota e apenas as tamanho 0 ou tamanho 6 meses, agora qualquer chucha e qualquer formato serve para a saciar.
Em relação a mim e sem que se tenha passado algo que o fomentasse ( por exemplo eu estar mais ocupada ou algo do género ) está mais dependente. Se há uns tempos atrás não queria colo a não ser quando estava doente, agora quer adormecer no meu colo ( mas não adormece que tenho dado a volta e adormece na cama dela, comigo sentada no banquinho à sua cabeceira ), quer-me para tudo, acorda de noite e chama por mim e nessas alturas chama por " Mamã " coisa que já não fazia há muito e se vai lá o pai, continua a chorar e diz que me quer a mim.
Não é fácil crescer.
Anda mais dependente da chucha se bem que só a use para dormir, mas sempre que encontra alguma vai direitinha para a boca. E pior, se dantes só lhe servia as chuchas da Chicco em formato de gota e apenas as tamanho 0 ou tamanho 6 meses, agora qualquer chucha e qualquer formato serve para a saciar.
Em relação a mim e sem que se tenha passado algo que o fomentasse ( por exemplo eu estar mais ocupada ou algo do género ) está mais dependente. Se há uns tempos atrás não queria colo a não ser quando estava doente, agora quer adormecer no meu colo ( mas não adormece que tenho dado a volta e adormece na cama dela, comigo sentada no banquinho à sua cabeceira ), quer-me para tudo, acorda de noite e chama por mim e nessas alturas chama por " Mamã " coisa que já não fazia há muito e se vai lá o pai, continua a chorar e diz que me quer a mim.
Não é fácil crescer.
23 janeiro 2008
Explicações dela
Um dia destes enquanto jantavamos ela olhava para a televisão ( cá em casa esta " regra " anti-pedagógica não é cumprida, porque é a única altura em que se vê ou antes, ouve qualquer coisa ). Estava a dar um comercial. Quando acabou ela explicou-me :
- Mãe, o xinôr mau ia pajer mau à xinôra. A xinôra comexou a guitar e a bater no xinôr e o xinôr pugiu. Xabias?
Alguém adivinha qual é o anúncio?
- Mãe, o xinôr mau ia pajer mau à xinôra. A xinôra comexou a guitar e a bater no xinôr e o xinôr pugiu. Xabias?
Alguém adivinha qual é o anúncio?
28 novembro 2007
Que fase!
Quando contrariada chora, levanta a mão, tenta bater ou bate nos objectos que estejam à sua mão. Outro dia mordeu-se a si mesma na mão enquanto olhava para mim cheia de raiva, quando contrariada com qualquer coisa que já nem me lembro.
Eu detesto estas " manifestações " e por vezes bato-lhe mas é ainda pior pois só faz com que o " bato eu bate ela " dure ainda mais tempo, eu me irrite mais e o choro misturado com os gritos aumente de volume e de duração.
Fica de castigo e pouco depois vem de lábios unidos para me dar um beijo e pedir desculpa. Eu dou-lhe a lição pedagógica do não se bate, também não gostas que eu te bata e eu fico triste e tal, ela ouve, diz que sim, mas se possível for, nem 5 minutos depois está no mesmo.
Saturante é o mínimo que posso qualificar esta fase. Lidar com a frustração não é fácil, não senhora mas porque raio haveria ela de ter a " mãozinha tão leve " quando cá em casa a lei da palmada não é imperativa. Se calhar devia ser mais ou se calhar não, é mesmo ter paciência e muita calma.
Dicas, alguém tem?
Eu detesto estas " manifestações " e por vezes bato-lhe mas é ainda pior pois só faz com que o " bato eu bate ela " dure ainda mais tempo, eu me irrite mais e o choro misturado com os gritos aumente de volume e de duração.
Fica de castigo e pouco depois vem de lábios unidos para me dar um beijo e pedir desculpa. Eu dou-lhe a lição pedagógica do não se bate, também não gostas que eu te bata e eu fico triste e tal, ela ouve, diz que sim, mas se possível for, nem 5 minutos depois está no mesmo.
Saturante é o mínimo que posso qualificar esta fase. Lidar com a frustração não é fácil, não senhora mas porque raio haveria ela de ter a " mãozinha tão leve " quando cá em casa a lei da palmada não é imperativa. Se calhar devia ser mais ou se calhar não, é mesmo ter paciência e muita calma.
Dicas, alguém tem?
12 novembro 2007
Perguntas e raciocinios
Fico pasmada com os racíocinios que faz.
Outro dia foi comigo à farmácia do hospital. No balcão estavam vários montes de documentos ( facturas, guias de remessa, etc ). Pergunta-me se aquele era o trabalho da senhora.
Outro dia de manhã diz-me que não quer ir para a creche e que quer ir para casa da avó.Digo-lhe que está a trabalhar e prontamente me diz que então quer ir para casa da avó velhinha porque a avó velhinha está doente e não trabalha. Apesar de numa dada altura ela saber que eu estava doente nunca lhe disse que não ia trabalhar, pelo contrário, sempre disse que ia para que não quisesse deixar de ir para a creche.
Sabe que os avós são nossos pais sem nunca lho termos dito, apenas porque nos ouve chamar mãe/pai. Sabe que os tios são pais dos primos da mesma forma.
É perspicaz e curiosa. Faz imensas perguntas e geralmente, a resposta a uma pergunta suscita-lhe outra dúvida. Ouve atenta e muitas vezes repete a pergunta para que repitamos a resposta até que entenda ou que aquilo " encaixe " na sua cabecinha.
Um dia destes viu o meu penso higiénico colocado nas cuecas e tive sérias dificuldades em explicar o que era aquilo e para que servia. Pensei em dizer que era uma fralda mas na fase em que está dizer-lhe que eu, crescida tinha fralda não me parecia nada bem. Disse-lhe que estava a deitar sangue, mas que não me doia e que ia passar no dia seguinte. Contentou-se com a resposta e eu fiquei aliviada porque realmente não sabia como dizê-lo a uma criança de 2 anos, principalmente a uma criança de 2 anos que conta TUDO o que se passa cá em casa se puxarem por ela ( e às vezes nem precisam de puxar ).
Já tem algumas noções temporais, por exemplo, sabe e aplica o amanhã e o hoje.
As últimas questões complicadas tem sido acerca de Jesus e da Nossa Senhora. Tudo começou porque a minha avó tem um fio com um crucifixo. Perguntou o que era e a minha avó disse-lhe que era Jesus, o Nosso Senhor. Depois disto em Santiago de Compostela na Catedral viu imensas imagens e perguntava quem eram. Iamos lendo os nomes e iamos dizendo e muitas vezes acompanhava a pergunta com um:
- Ahh, é tão uindooo!
Reconheceu Jesus.
Não somos de ir a igrejas, raramente vou a missas, tenho fé, sou cristã, católica porque nunca conheci outra religião. Pratico a minha fé à minha maneira, falo com Deus e com Jesus mas não necessariamente nos locais de culto. Fiz apenas a primeira comunhão porque um dia ia receber a Óstia e um padre negou dar-ma porque eu, com 12 anos e corpo de criança ainda, fui de cavas até ao altar. A partir daí não quis mais saber da educação cristã, apesar de ter casado pela igreja e baptizado a minha filha.
De volta ao assunto, só em Santiago de Compostela viu Jesus na cruz. Desde aí, sempre que passamos por igrejas pergunta se está lá Jesus e a Nossa Senhora. Pede para entrar e ir ver. Associa o aspecto exterior de uma igreja " à casa de Jesus ". Na Covilhã entramos numa delas e ficou impressionada com as feridas de Jesus. Perguntou quem fez aquilo ao Jesus e onde estavam. Pede-me para cantar músicas de Jesus. Isto realmente não sei onde foi buscar pois na escola não cantam músicas bíblicas, aliás, a escola é laica e acho bem, no sentido de que cada um seguirá o seu caminho, sem influências.
Um destes dias viu um livro infantil sobre o nascimento de Jesus e disse imediatamente que era um livro de Jesus e que queria a história do Jesus. Não lha comprei.
As perguntas dela começam a exigir respostas que a minha pouca educação bíblica não lhe consegue dar. Já não me lembro de muitas das histórias bíblicas e por isso, este fim de semana comprei-lhe uma Bíblia para criancinhas para lhe dar no Natal.
Cresce mais devagarinho filha, não tenhas pressa!
Outro dia foi comigo à farmácia do hospital. No balcão estavam vários montes de documentos ( facturas, guias de remessa, etc ). Pergunta-me se aquele era o trabalho da senhora.
Outro dia de manhã diz-me que não quer ir para a creche e que quer ir para casa da avó.Digo-lhe que está a trabalhar e prontamente me diz que então quer ir para casa da avó velhinha porque a avó velhinha está doente e não trabalha. Apesar de numa dada altura ela saber que eu estava doente nunca lhe disse que não ia trabalhar, pelo contrário, sempre disse que ia para que não quisesse deixar de ir para a creche.
Sabe que os avós são nossos pais sem nunca lho termos dito, apenas porque nos ouve chamar mãe/pai. Sabe que os tios são pais dos primos da mesma forma.
É perspicaz e curiosa. Faz imensas perguntas e geralmente, a resposta a uma pergunta suscita-lhe outra dúvida. Ouve atenta e muitas vezes repete a pergunta para que repitamos a resposta até que entenda ou que aquilo " encaixe " na sua cabecinha.
Um dia destes viu o meu penso higiénico colocado nas cuecas e tive sérias dificuldades em explicar o que era aquilo e para que servia. Pensei em dizer que era uma fralda mas na fase em que está dizer-lhe que eu, crescida tinha fralda não me parecia nada bem. Disse-lhe que estava a deitar sangue, mas que não me doia e que ia passar no dia seguinte. Contentou-se com a resposta e eu fiquei aliviada porque realmente não sabia como dizê-lo a uma criança de 2 anos, principalmente a uma criança de 2 anos que conta TUDO o que se passa cá em casa se puxarem por ela ( e às vezes nem precisam de puxar ).
Já tem algumas noções temporais, por exemplo, sabe e aplica o amanhã e o hoje.
As últimas questões complicadas tem sido acerca de Jesus e da Nossa Senhora. Tudo começou porque a minha avó tem um fio com um crucifixo. Perguntou o que era e a minha avó disse-lhe que era Jesus, o Nosso Senhor. Depois disto em Santiago de Compostela na Catedral viu imensas imagens e perguntava quem eram. Iamos lendo os nomes e iamos dizendo e muitas vezes acompanhava a pergunta com um:
- Ahh, é tão uindooo!
Reconheceu Jesus.
Não somos de ir a igrejas, raramente vou a missas, tenho fé, sou cristã, católica porque nunca conheci outra religião. Pratico a minha fé à minha maneira, falo com Deus e com Jesus mas não necessariamente nos locais de culto. Fiz apenas a primeira comunhão porque um dia ia receber a Óstia e um padre negou dar-ma porque eu, com 12 anos e corpo de criança ainda, fui de cavas até ao altar. A partir daí não quis mais saber da educação cristã, apesar de ter casado pela igreja e baptizado a minha filha.
De volta ao assunto, só em Santiago de Compostela viu Jesus na cruz. Desde aí, sempre que passamos por igrejas pergunta se está lá Jesus e a Nossa Senhora. Pede para entrar e ir ver. Associa o aspecto exterior de uma igreja " à casa de Jesus ". Na Covilhã entramos numa delas e ficou impressionada com as feridas de Jesus. Perguntou quem fez aquilo ao Jesus e onde estavam. Pede-me para cantar músicas de Jesus. Isto realmente não sei onde foi buscar pois na escola não cantam músicas bíblicas, aliás, a escola é laica e acho bem, no sentido de que cada um seguirá o seu caminho, sem influências.
Um destes dias viu um livro infantil sobre o nascimento de Jesus e disse imediatamente que era um livro de Jesus e que queria a história do Jesus. Não lha comprei.
As perguntas dela começam a exigir respostas que a minha pouca educação bíblica não lhe consegue dar. Já não me lembro de muitas das histórias bíblicas e por isso, este fim de semana comprei-lhe uma Bíblia para criancinhas para lhe dar no Natal.
Cresce mais devagarinho filha, não tenhas pressa!
09 novembro 2007
Observadora
Vem ter comigo, aponta para a camisola que eu tinha vestida e pergunta-me:
- É do Noddy?
Digo que não e ela aponta um pouco mais abaixo e volta a fazer a mesma pergunta.
Olho para onde tem o dedo e vejo que aponta para a letra N.
Respondo-lhe:
- Ahh sim filha é a letra N de Noddy, muito bem.
Contente volta a apontar para o local inicial que também tinha uma letra N e diz que é do Noddy.
Depois aponta para o O e para o D e diz que também era do Noddy.
Fico toda babada e encho-a de beijos.
Nunca tentamos ensinar-lhe as letras, fê-lo apenas por memória visual.
- É do Noddy?
Digo que não e ela aponta um pouco mais abaixo e volta a fazer a mesma pergunta.
Olho para onde tem o dedo e vejo que aponta para a letra N.
Respondo-lhe:
- Ahh sim filha é a letra N de Noddy, muito bem.
Contente volta a apontar para o local inicial que também tinha uma letra N e diz que é do Noddy.
Depois aponta para o O e para o D e diz que também era do Noddy.
Fico toda babada e encho-a de beijos.
Nunca tentamos ensinar-lhe as letras, fê-lo apenas por memória visual.
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