28 novembro 2008

O que vale é que as perguntas vão variando

Os temas mudam, outras vezes regressam.
Agora tem sido as estações do ano.
- Hoje é Primavera?
- Não ainda estamos no Outono, depois vem o Inverno e depois...
- A Primavera. Porque é que é Outono?
- Ahh...fazes-me perguntas tão difíceis, lol. Então deixa ver como te explico. O sol é que aquece a terra. A terra é o planeta onde vivemos ( que já falaram dos planetas na escola por isso tem noção ). Sabes que a terra tem muitos países não sabes?
- Sim.
- E nós vivemos em que País?
- Ca... ( dizendo a localidade ).
- Não o país.
-...
- Po..
- Portugau.
- Isso. Então o sol aquece a terra, mas a terra às vezes fica mais longe do sol e o sol aquece menos. Nessas alturas é que é Outono e Inverno. No Outono começa a estar frio, como agora, caem as folhas das árvores; no Inverno está mesmo muito frio, chove muito e em alguns sítios até cai neve. Depois vem a Primavera, a terra fica mais perto do sol, começa a ficar mais quente e no Verão está mesmo muito calor e vamos para a praia.
- E depois eu faço anos no Verão não é?
- É sim.

Já lhe comprei um livro dos porquês para oferecer no Natal, dada a complexidade das perguntas e a minha dificuldade em explicar de forma simplificada e com linguagem que entenda. O meu problema não é explicar-lhe, é explicar-lhe com linguagem informal, não técnica e aplicada aos seus 3 anos, mas também há perguntas que não sei explicar.

João e o Pé de Feijão

Foi ontem ao teatro com a escola assistir a esta peça infantil. Gostou bastante e era de esperar pois gosta muito da história que já conhece de trás para a frente, além de gostar muito de teatro. Não quero pensar muito nisso mas caricato foi o preço do bilhete ser de 5€, a sala ser muito mais perto ( de carro ) da escola do que as salas onde costumam ir e termos pago 7€ do transporte e não 5€ como costuma ser.

27 novembro 2008

Do regresso

O bom do regresso ao trabalho são mesmos os elogios vindos de todos, até mesmo do patrão, parco em palavras.

- Estás com óptimo aspecto! Nem pareces a mesma! Estás muito mais magra! etc.

Conhecendo estas pessoas há tantos anos como conheço, para o dizerem é mesmo sentido, porque a algumas custa muito admitir que outrém está aparentemente bem :).

Mais uma semana

Menos 2 kgrs e menos 4 cms na anca e peito. A cintura não foi medida mas noto alterações.
No total, menos 11,100kgrs e 19 cms em 2 meses e 1 semana, isto com 1 ano a cortisona e com o desmame há cerca de 1 mês e sem medicação auxiliar.
Difícil vão ser os almoços durante a próxima semana, mas como em todo o mundo há Mac Donalds e onde há Mac há salada ( penso eu de que ) espero que a próxima semana, também traga bons resultados.

26 novembro 2008

O estaminé vai de férias

A partir de Sábado e até dia 7 não estaremos por cá e se bem que tenhamos computador para onde vamos, duvido que tenha disponibilidade e vontade de dar notícias.
Nós vamos gostar muito, mas também vamos passar frio e fazer contas para esticar o orçamento num país onde o nível de vida é pelo menos 4 vezes mais alto que o nosso mas vai valer a pena.
Se por um lado quero muito que Sábado chegue, por outro tenho tanto mas tanto por fazer que os dias e as noites são pequenos, mesmo retirando várias horas ao sono.

Tira borbotos

Alguém me recomenda alguma máquina que realmente faça aquilo que é suposto, isto é, que tire borbotos?

Fotografias de Natal

Não vai estar presente no dia em que farão as fotos de Natal. Não pelas fotos individuais, mas pela de grupo, fico com pena que não possa tirar a foto para que recorde os colegas mais tarde.
Perguntei se havia possibilidade de antecipar ou atrasar uma semana mas tal não foi possível de conciliar com o fotógrafo.
Falei com a educadora e pedi para deixar a minha máquina com ela e tirar uma foto do grupo. Acedeu e disse-me que também iria tirar com a máquina dela para mostrar na festa de Natal e que me enviaria o ficheiro. Podem sempre não estar todos presentes mas isso também pode ( e vai ) acontecer no dia das fotografias da escola.
Depois pedirei à mãe de uma colega da Beatriz para me emprestar e eu scanarizarei a do fotográfo.

Carta ao Pai Natal

Tem me pedido para escrever mas tenho me esquecido, mas ainda não tinha pedido prendas. Quando vimos os catálogos juntas queria muita coisa. Expliquei que não poderia ser e aceitou. Um destes dias, enquanto me pedia para escrever a carta ( e que não escrevi porque só pede quando naquele momento não é possível ), perguntei-lhe o que queria de prendas.
- Uma bicicuéta e um carrinho pequenino do Faisca Macqueen como o primo Dani tem.
- E uma máquina fotográfica para ti, não gostavas? ( a influenciar a escolha )
- Sim, uma bicicuéta, um carrinho do faísca Macqueen e uma mánica xutugráfica.
- Mais nada?
- Não, mãe, já são 3, não posso pedir mais ( ou já chega, não me lembro bem).
Nunca lhe falei na quantidade a pedir, apenas disse que não podia ter tudo o que desejava e que mesmo assim, dependeria do seu bom comportamento.
A bicicleta já foi comprada pela empresa, o carrinho não mas pondero comprar um baratinho e a máquina estamos à espera que chegue a do centroxogo :)

O dia em fotos








25 novembro 2008

Dia de festa

Hoje a minha cabecinha de ovo preferida faz 31 anos.
Parabéns, és o melhor gajo que existe para mim ( É verdade... o amor cega-nos ).
Beijos, amo-te muito!

24 novembro 2008

Decorações Natalícias

Este ano o espírito natalício chegou mais cedo e como nos dias em que costumamos montar a nossa árvore de Natal e decorar a casa não estaremos por cá ( 1/12 ou 8/12 ), antecipamos a decoração natalícia para ontem. A árvore foi decorada inteiramente pelo Nuno e pela Beatriz enquanto eu trabalhava mas depois levou os meus retoques. Falta-lhe mais uma fita e também falta colocar as luzes no exterior da janela da sal, bem como o Pai Natal " trepador ".
Decidimos mudar as cores da nossa árvore, que há 5 anos era em tons prateado e vermelho e mudamos para uns menos tradicionais, entre o roxo, o castanho e o dourado. Compramos as bolas maioritariamente no Lidl e redecorar a nossa árvore que até é grande não ficou caro. A estrela mantem-se a do ano passado ( prateada ), mas já tem umas purpurinas nos tons das bolas para não destoar.




Eu queixei-me dos custos do colégio

E fui procurar alternativas. A única viável e com uma boa relação qualidade/preço é um jardim de infância público, todos os outros eram muito inferiores e apenas um igual ao da Beatriz, este último ficaria mais 100€ do que pago na actualidade com os extras e não incluí os passeios por não saber os custos dos mesmos ali.
Triste, muito triste ver as condições em que tantas crianças ficam todo o dia, outras as condições até são medíocres mas comparando com o da Beatriz não conseguiria mudá-la pois a diferença era tão grande que me sentiria demasiado economicista ao mudá-la de colégio por uma questão económica, sabendo que ficaria pior do que está agora, sabendo que para ela seria uma mudança para muito pior, sabendo que iria passar de um lugar onde já não falando no facto de conviver com os amigos há mais de 2 anos, não iria ter as mesmas actividades/diversões.
Houve um que até seria uma alternativa semelhante ao que tem agora ( ainda que sem ter música nem ballet ou qualquer outra actividade que não ginástica feita pela educadora ), mas a diferença monetária ( e no caso de ter vaga para o ano ) não seria muito significativa, apesar de não ir pagar os sacos dos pertences iguais ou os guardanapos iguais, ou fatos de treino, por exemplo. Além disso, os próprios passeios seriam um pouco mais económicos. No entanto, não conheço ninguém que lá tenha filhos e está mesmo inserido num bairro social problemático. Não me incomoda de maneira alguma que conviva com diferentes realidades, acho que só a fortalece enquanto ser humano, mas temo pela nossa própria segurança sempre que a fosse buscar de inverno, ao final de dia e já de noite. É que é mesmo assim, não fazem mal dentro do bairro, mas eu sou de fora e seria quase o mesmo que entrar com o meu carro na Cova da Moura todos os dias para ir buscar a minha filha.
Em relação aos contrastes sociais, acho até proveitoso, ela irá para a escola pública e aí há de todas as realidades. Quanto mais cedo lidar com a diferença, maior a probabilidade de não ser marginalizante. Porque não me preocupa que o contacto com outros a torne menos educada ou com tendência a atitudes marginais, falamos de crianças de 3 anos e aos 3 anos não há meninos maus. Já no início da adolescência não penso tanto da mesma maneira e é mais dificil que não sejam influenciados ou que não adoptem posturas marginais para se integrarem num grupo, seja ele qual for.
Pesando os prós e contras, este ano mantem-se onde está ( como já era suposto ), para o ano tentaremos que entre no tal jardim de infância público mas quase de certeza que não conseguirá. Com sorte entrará aos 5 anos. Até lá fica na mesma escola, onde me sinto segura ao deixá-la e onde ela é feliz. É mesmo assim, nenhuma escola é perfeita, a da Beatriz não o é, mas é o melhor da zona e ainda que com ginástica orçamental, está dentro do nosso limite orçamental.
A melhor escola é onde eles estão bem e onde nós os sentimos bem!

Pedido

Mudamos de pc e perdi os favoritos todos onde tinha os links dos blogues privados. Alguns lá vou conseguindo visitar e adicionar clicando sobre o comentário mas precisava por favor que me colocassem os vossos links em comentário ou me enviem e mail.
Obrigada

Aniversário

O meu marido faz anos amanhã e eu não tenho nem prenda nem tempo para lha ir comprar.
É nestas alturas que me relembro como é bom estar a trabalhar e não de baixa, lol :)

Tosse faríngea

Aos 3 anos e 4 meses descubro que a tosse seca que tem, essencialmente nocturna, que teimaram em associar a asma ( mas que não passava com nenhum medicamento e que durava todo o Outono/Inverno ) é afinal, tosse faríngea, uma doença viral, comum nesta altura do ano e que passa naturalmente, apenas com a ajuda de um anti-tússico.
Começou a tomá-lo ontem e esta noite não tossiu, de manhã esteve bem e já não teve aqueles ataques de tosse que quase a levam a vomitar, tão comuns nela nesta fase do ano.
Finalmente acertamos com a Pediatra e eu estou muito, mas muito mais descansada.

Ainda não voltei aos meus 2 trabalhos

E ando a trabalhar mais que em muitos dias do pré-baixa.
Estou quase a voltar à minha rotina normal, com os anseios de saber se aguentarei a carga de 2 trabalhos exigentes numa cabeça que já não aguenta o ritmo de outrora.
Enfim, tudo vai correr bem e a verdade é que até anseio um pouco o regresso. Daqui a uns tempos já não digo o mesmo, eu sei, mas este regresso será faseado e de adaptação, para não " doer tanto ".
Depois em Dezembro, aí sim, será sem contemplações.
Em termos de saúde, tudo se começa a compor e a continuar assim, em breve poderemos dar a doença como controlada ( que não tem cura ) e fazer a minha vida quase normal. Seria uma vida normal para muita gente, para mim uma vida mais regrada que antes, a exigir mais pausas, mais consciência dos meus limites, sem a presunção de que aguento tudo ( que já não tenho há muito ).
Ainda assim, não é uma vida com um só emprego, nem será em princípio tão breve, mas já que não posso abrandar como trabalhadora independente, abrandarei como trabalhadora por conta de outrém :)
Agora é que o patrão vai sentir falta da trabalhadora Lúcia :).

21 novembro 2008

Para compensar

Hoje de manhã não fez birras. Fez uma mini-birra ao pentear, mas nada demais. Esqueci-me que à sexta, dia de ginástica que começa logo às 9h30, tem vezes que não faz birras.
Retiro o que disse e as birras não são de segunda à sexta sempre, são de segunda à quinta sempre ( ou quase sempre ) e às vezes também à sexta.
Depois de sair de casa não parece a mesma, aliás, o resto do dia não é a mesma menina do início da manhã. Claro que faz as suas birras, mas não me posso queixar.
Já de manhã, nem vale a pena comentar.

Prendas de Natal

Era suposto só lhe comprar uma prenda cara ou duas pelo preço dessa cara.
Pensamos em comprar uma máquina fotográfica digital para crianças da Fisher Price, mas o preço desencorajou-me pois poderia acontecer um entusiasmo inicial muito grande e depois ficaria pelos cantos e a dita máquina custa entre 70 e 80€. Pensamos na bicicleta mas essa será em princípio a prenda da empresa para a qual sou trabalhadora independente.
Vi no Catálogo da Centroxogo uma máquina digital que preenchia os " requisitos " por 30€ ( ou 39€ não sei bem ). Alteraram-se os planos e comprariamos então 2 ou 3 prendas, sendo que 2 seriam baratinhas e a outra, seria a máquina.
Fui na hora de almoço à loja e não há a máquina. Comprei-lhe o puzzle de 38 peças e o jogo de pesca. Veio ainda um livro dos porquês que tenho dificuldade em guardar até ao Natal :)
Gastei 28€. Vamos tentar comprar a máquina de lá mas se não conseguirmos aproveitaremos o cheque prenda da empresa do Nuno e pomos o resto do dinheiro numa outra prenda.

20 novembro 2008

E a conversa que não muda de tema

A ver os catálogos de brinquedos:

- Quero este.
- Mas este é para bébés.
- Então é para a mana, não é?
- É para bébés, filha. ( A fazer-me despercebida )
- Quando a mana nascer eu dou os meus brinquedos de bébé, não é?
- É. Mas ainda não vais ter mana filha já sabes. E não se escolhe, pode ser um menino ou menina.
- Mas eu quero primeiro uma mana, depois o mano.
- Olha, vamos ver estes brinquedos tão giros!

As minhas manhãs até à entrada na escola

De manhã tinha sono, não queria acordar, a minha mãe destapava-me eu tapava-me outra vez:
- Despacha-te Lúcia, acorda. É sempre a mesma coisa à noite não queres adormecer, de manhã tens sono.
Começava a birra e era arrancada da cama. Vestir também era acompanhado de choro. Azul não combinava com vermelho, vermelho e verde impensável, mesmo que fosse xadrez, amarela de forma alguma com combinação nenhuma( e ainda hoje não gosto muito de amarelo ). Fazenda pica, camisolas de malha picam. Tira, pica, pica, picaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Aqui já tinha levado pelo menos uma palmada e eu ficava cada vez mais furiosa com o facto.
Não me queria pentear e a ter mesmo de ser só com uma determinada escova que até era de enrrolar. Por isso antes de entrar para a primária levei um corte à rapazinho.
Para beber o leite ou comer o nestum ou os corn flakes não havia birra.
Lavar a cara também não era tarefa agradável e tinha de ser eu a lavar. E como o fazia. Apenas molhava os indicadores e passava nos olhos. Seguia-se a mão da minha mãe a pingar água e a molhar-me a cara toda. Chorava de seguida.
Entretanto já teria levado outra palmada que não deviam ser palmadas que doessem pois eu todos os dias insistia no mesmo e nem depois de 300 avisos de que ia " apanhar " deixava de o fazer. Eram pelo menos 3 palmadas pela manhã. Na altura a minha mãe desabafava com outras mães e até se falava abertamente de dar palmadas aos filhos, aliás, as pessoas achavam que ela não me batia suficientemente para este meu comportamento repetitivo. Muito eu e ela ouvimos o : Se fosses minha filha...
Depois vinha a puxar por mim ou comigo ao colo a correr de saltos altos pelas ruas de terra, no inverno enlameadas, até à paragem da camioneta que ficava a uns bons 300mts. Eu vinha de " burro amarrado " e não queria andar e enquanto ela me puxava para a frente eu fazia resistência e puxava para trás. Nos dias de chuva vinha feliz com as galochas e com a capa impermeável e o chapéu de chuva. Tinha de vir pelo meu pé, a pisar as poças todas ( que não eram poucas ) e a apreciar o chapéu de chuva que geralmente era trazido da África do Sul, onde já havia uma grande variedade de bonecada. A minha mãe vinha com o chapéu dela meio de lado, para me segurar no braço ou no chapéu. Despacha-te Lúcia, vamos perder a camioneta, vou chegar atrasada.
Às tantas pegava-me ao colo para ser mais depressa, sujava-se com a lama das minhas botas, ficava descoberta do chapéu dela porque não conseguia carregar-me ao colo, carregar a mala dela, mais o chapéu dela e o meu, que ia aberto e volta e meia a picar-lhe a cabeça. Não me lembro do que a minha mãe dizia, mas resmungava muito no caminho até à camioneta. Depois na camioneta eu vinha feliz, a ver o caminho e a minha mãe com um ar de final do dia, e não de princípio de manhã. Deixava-me na minha avó e eu nunca queria que se fosse embora e por vezes chorava a vê-la desaparecer na esquina do prédio, da janela da casa da minha avó.
As manhãs dela não seriam muito mais fáceis que as minhas mas é mais difícil ver os nossos defeitos espelhados nos nossos filhos.

Adenda - De notar que a minha mãe trabalhava num escritório, num sector que ainda hoje é essencialmente " masculino " , mas que na altura era 99% masculino. Os atrasos dela mesmo que de 10 minutos era chamados à atenção e só pela sua competência profissional não era olhada com desdém, do tipo, é mulher, deveria estar em casa.
Lembro-me que de inverno ela usava uma gabardina que provavelmente limparia antes de chegar ao emprego, assim como os saltos dos sapatos que iriam cheios de lama.