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24 novembro 2008

Tosse faríngea

Aos 3 anos e 4 meses descubro que a tosse seca que tem, essencialmente nocturna, que teimaram em associar a asma ( mas que não passava com nenhum medicamento e que durava todo o Outono/Inverno ) é afinal, tosse faríngea, uma doença viral, comum nesta altura do ano e que passa naturalmente, apenas com a ajuda de um anti-tússico.
Começou a tomá-lo ontem e esta noite não tossiu, de manhã esteve bem e já não teve aqueles ataques de tosse que quase a levam a vomitar, tão comuns nela nesta fase do ano.
Finalmente acertamos com a Pediatra e eu estou muito, mas muito mais descansada.

10 outubro 2008

Mini crise respiratória

Começou há dias a tomar o Paspat ( a vacina para a gripe, prevenção de otites, etc ) e sempre que o faz fica ranhosita e às vezes com alguma farfalheira. Desta vez não foi excepção e a ranhoca era bastante, alguma farfalheira mas quase sem tosse.Tenho feito vapores, tenho colocado soro no nariz para ver se evita as otites e já tinha elevado a cabeceira da cama. Esta noite teve alguma tosse, nada demais mas notava-se a expecturação. De manhã a expecturação já não estava só na zona do nariz e garganta e a farfalheira já se nota ao contacto.
Acorda bem disposta mas chamem-lhe sexto sentido ou o que for, percebi que algo não estava bem, apesar de a tosse ter sido mínima e de a farfalheira ser ainda superior ( isto é, não me parece que esteja nos brônquios ou pulmões ). Despi-a e logo que observei as costelas percebi que estava a começar uma crise respiratória. Verifico a zona do pescoço e a covinha ao inspirar confirmar a crise. Soro no nariz e ventoliber e foi para a escola que já há 2 dias que estava em casa e queria muito ir. Fui deixá-la de coração nas mãos apesar de quando a deixei já não estar em crise. Levou o medicamento a anotação na caderneta, recado à auxiliar, relembrar os sinais para detectar a crise e o " por favor estejam atentas e se for preciso chamem-me que venho logo buscá-la ". O meu coração veio pequenino principalmente porque hoje é dia de ginástica. Disse isso mesmo à auxiliar, para estarem atentas e para que se notassem demasiado esforço que a proibissem de fazer. Recado à auxiliar, recado à educadora e recado ao mestre ( ou professor de ginástica mas que chamam de mestre por ser do karaté ).
Passou a meia hora da ginástica e ninguém me ligou, pelo que tudo correu bem, mas mesmo assim parece que tenho uma mão a apertar-me o peito, não pela crise que foi mínima, mas porque eu não estou lá para a perceber. Não digo porque não confie no colégio mas porque por vezes as crises começam de uma forma tão dissimulada, passa despercebida no meio de tantos miúdos e claro que, se não for travada inicialmente passa de mini-crise a insuficiência respiratória séria.

18 abril 2008

Falta de ar

Esta madrugada uma crise de falta de ar ligeira acompanhada com a tosse seca, que passou minutos depois do broncodilatador é certo, mas que veio, sem motivo, sem o tempo estar seco, sem que as poeiras andem no ar, sem que esteja entupida, sem ter expecturação, sem estar constipada, sem motivo aparente.
Não me assustei mas fiquei desiludida, se se pode dizer isso, porque sinceramente pensava que este tormento eram águas passadas. Parece que não.

05 abril 2007

Teste às vacinas de alergologia

Fomos hoje testar as vacinas. Olhou para os componentes da mesma e disse que um deles estava também num dos 2 medicamentos homeopáticos que toma. Ficou renitente em relação a um dos steptococcus. Explicou-nos grosso modo como se medem os valores no aparelhómetro. Os valores de uma função respiratória normal são superiores a 40 e de uma insuficiência respiratória rondavam os 25/30,valores inferiores ou iguais a 20 podiam ser casos de asma. Quanto menores os valores, maiores os problemas respiratórias, portanto.
Primeiro, os valores sem qualquer medicação sobre duas veias da mão esquerda, uma medida no dedo polegar, outra na palma da mão. Valores normais.
Coloca a primeira vacina, cujos componentes são mais fracos pois servem para gradualmente ir introduzindo os " virús " no organismo. A que está a tomar actualmente mas que está a acabar.
Valores a rondar os 30. Conjugou a vacina com a medicação homeopátca, faz novamente o teste eos valores vão para os 40. Disse-me que o que impedia de ter crises era a medicação homeopática que faz. Como é óbvio está a defender a sua dama ( também não sou ingénua ) mas o que eu vejo são resultados e de facto, está bem melhor desde que faz a medicaçação homeopática, de facto, quando deixei de lhe dar um dos medicamentos homeopáticos porque esgotou, ela piorou, de facto, ela teve várias crises de insuficiência respiratória quando começou com a vacina e de facto, um dos efeitos secundários da mesma é, como já referi, asma.
Mais um teste, desta vez só aos medicamentos homeopáticos. Valores bem acima dos 40. Valores esses que baixavam quando conjugados com a vacina A de alergologia.
Novo teste, desta vez com o segundo frasco do alergologista, o B, este com componentes mais fortes. Também este frasco seria o único que iria tomar na continuação do tratamento do alergologista, pelo menos, até aos 4 anos. Valores abaixo dos 20. Repete o teste, igual. Significa que com aquele frasco iria ter crises muito frequentes de asma. Conjugou a vacina B com os medicamentos homeopáticos e o ponteiro batia timidamente no 20. Os medicamentos homeopáticos não conseguiriam impedir a crise. Depois de crises frequentes e pelo esforço dos orgãos , aí sim, ela iria gerar um cenário de asma. Disse-me que na opinião dele, não daria mais nenhuma vacina de alergologia. Não tem asma, tem adenóides aumentados ( agora menos ) que faz com que dificulte a respiração pelo nariz, não ao nível dos brônquios e pulmões. Vai fazer a medicação homeopática até final de Maio, reavaliada na altura e em princípio deixará de a fazer no Verão.
Ouvi o que esperava, não sei se aquilo que queria. Estúpido dizer isso, mas aquela opinião fez-me tomar uma decisão e tratando-se de uma decisão de saúde dela, tratando-se de uma opção, nos deixou num quadro de incerteza. É dificil optar pela homeopatia em detrimento da medicina comum, quer queiramos quer não, é a medicina tradicional que existe nos nossos hospitais, é a medicina tradicional que está enraizada nos nossos costumes. Custa-me decidir mas já o fiz. Não sei se mal ou bem, tinhamos de o fazer, decidimos baseado na experiência da Beatriz, baseado no que vimos, nos resultados obtidos nela. A homeopatia " venceu ". Não imaginam o meu conflito interior, mas é mesmo assim, se piorar ( ou se não melhorar significativamente ) consultaremos um Otorrinolaringologista porque o seu problema ( adenóides ) é de facto tratado por este ramo da medicina convencional. A alergologia por enquanto está colocada na gaveta, não tem asma e não lhe foram detectadas alergias, portanto, a imuno-alergologia nada tem a fazer por ela. Continuo a ter o medicamento para as crises asmáticas por prevenção e é só. Não faz o anti-asmático há mais de um mês, idem para o Zirtec, a Primavera está aí e ela tem estado bem.
São 100€ que " vão para o lixo " das vacinas, mas vendo por outro prisma, são 1200€ que não gastamos por ano só nas vacinas, mais 600€ do anti-asmático, mais não sei quanto do Zirtec, mais não sei quanto das consultas com o imuno-alergologista em cada mês e meio. Mas não que isso pesasse na decisão. Estavamos dispostos a continuar a dar-lhe a medicação, no caso de ela ser necessária. Sinceramente, concluo que não.
Que pensar do Imuno-alergologista? Continuo a achar que os vários anos de carreia dele, os vários prémios de mérito e de investigação são merecidos. Mas é humano e como tal, erra, mesmo que seja um génio da medicina. Pode ter sido o caso, pode ter errado no diagnóstico, pode não se ter socorrido de todos os meios ao seu dispôr pra diagnosticar, já que, não foi feita a prova de função respiratória. Agiu na prevenção, baseado no historial clínico da Beatriz, em testes cutâneos que nada revelaram, em análises também elas sem indicar alergias, num RX aos pulmões que nada revelou de problemático e num RX aos seios peri-nasais que indicaram adenóides aumentados e inflamados. Mas a asma propriamente dita e as alergias, não conseguiu comprovar, até porque, antes dos 2 anos, isso é quase impossível. Se me pedissem para aconselhar um Imuno-alergologista continuaria a recomendá-lo , pelo seu " Curriculum ", não pelos resultados no nosso caso concreto.
Cada caso é um caso, hoje mais que nunca percebi isso mesmo. É aí que reside a principal diferença entre a homeopatia e a medicina convencional.
A partir de hoje, a Beatriz será seguida pela pediatra e pelo homeopata.
Desejo mesmo muito que esta tenha sido a opção correcta. Neste momento, preferia imiscuir-me da decisão, deixar andar, mas não posso, sinto de uma forma inexplicável que tenho mesmo de decidir e já o fiz, bem ou mal, ainda não sei.

06 fevereiro 2007

O desânimo fez-me uma visita

Hoje deu-me em pesquisar novamente sobre asma do lactente ou asma na primeira infância. Concluí que para se diagnosticar asma é necessário que tenham ocorrido pelo menos 3 episódios de dificuldade respiratória nos primeiros 2 anos de vida ( com ou sem internamento ) e casos repetidos de tosse ( essencialmente nocturna ) , infecções respiratórias frequentes ( bronquiolites, bronquites, etc ) e pieira. A hereditariedade é considerada não só dos pais ( e eu tive asma e tenho rinite alérgica e várias alergias ), mas também de avós e tios consanguíneos. Na minha familia para além de mim, há também o meu tio paterno com asma. A minha sobrinha também a " herdou " ( de mim ou do nosso tio ) . No caso da família do Nuno não há nenhum caso diagnosticado.
A Beatriz teve apenas 2 episódios de dificuldades respiratórios ( detectados, pois pode ter tido no colégio e não terem reparado ou até ter tido durante a noite ), mas as infecções respiratórias sucedem-se, a tosse ainda não passou ( desde Agosto ) e tem frequentemente pieira. Segundo li, a asma dela seria de Grau 1, ou seja, o mais ligeiro, caracterizado por episódios esporádicos de dificuldades respiratórias ultrapassado com broncodilatadores.
A medicação de prevenção é a indicada para evitar as crises com Anti-histaminicos e Broncodilatadores nas crises, juntamente com anti-inflamatórios.
A semana passada acabou a caixa do anti-asmático. Como o alergologista apenas receitou uma caixa e a consulta será no próximo dia 21 deduzi que a medicação não seria continuada. Pelo que li parece que não. Vou tentar ligar para o consultório para perguntar se tenho de continuar a dar-lhe aquela bomba ( porque os anti-asmáticos podem provocar taquicardias e arritmias entre outras coisas ) ou não. Caiu-me agora o peso da consciência se deveria ou não ter continuado a dar-lhe o medicamento. Isto porque no Sábado a Beatriz teve um episódio que me estou a a recusar a aceitar como uma insuficiência respiratória, a 3ª, a que confirma o diagnóstico de asma. Esteve vários segundos ( que me pareceram tão longos ) sem respirar, porque entrou no choro. Valeram-me os meus reflexos rápidos e o meu sangue frio.
Começou a tomar a vacina do alergologista ( que é administrada via sublingual e que é dificílima de lhe dar ) e um dos efeitos secundários da dita são crises asmáticas :/. Ora, o que se pretende tratar é um dos efeitos da vacina. Contraproducente !
Isto de se ter filhos é uma dor de cabeça constante ( mas a alegria proporcionada é francamente maior )!