A semana passada dias depois da Joana sair do hospital, a Matilde começou a piorar.
Estão ambas melhores agora, mas no entretanto começaram a fazer cinesoterapia respiratória.
Entretanto, a zona onde a Joana teve o cateter inflamou ( por infiltração do soro ) e ontem foi lancetada por um cirugião no hospital. Está a antibiótico, mudanças de penso diárias e na sexta voltamos para que o cirugião veja a evolução e para fazer rx para ver se atingiu o osso.
Estou com muito muito medo.............
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08 fevereiro 2011
01 fevereiro 2011
Internamento
No Domingo da semana passada a Joana começava a ficar constipada, depois do Nuno ter ficado e de eu estar também. Muita congestão nasal e na terça feira começa a vomitar e a quase não comer. Fomos até à pediatra e já no consultório, recusou-se a comer depois de 6h em jejum. A médica observou as 2 porque a Matilde começava também a comer menos e deu a notícia que nenhum pai quer ouvir:
- A Joana tem de ir para o hospital e ficar internada para ser alimentada por sonda e eventualmente para receber oxigénio. Deve ser VSR ( virus respiratorio ) mas que nestas idades é muito perigoso e violento. A Matilde ainda não precisa de ser internada mas mais uns dias e fica igual. Estão com fervores e tiragens. Qual o hospital para onde querem ir que eu ligo já para falar com os meus colegas?
Pior que a notícia ser recebida a seco é ter a Bia connosco que se agarrou à Joana a chorar compulsivamente e a dizer que não queria que a irmã fosse para o hospital. Conter as lágrimas e agir como se estivesse calma foi das coisas mais dificéis com que tive de lidar na minha vida, emocionalmente falando.
Falamos para os hospitais privados quase todos e nenhum tinha vaga. Lá nos lembramos do Hospital dos Lusíadas e ligamos para saber se estavam lotados. Ainda tinham 3 vagas para internamento e lá fomos a correr com uma carta da médica na mão. Chegados lá passamos à frente de todos, fomos logo atendidos na triagem sem fazer a admissão é seguimos para a consulta.
A Joana tinha as saturações de oxigénio a 95%, não era alarmante mas o facto de não comer sim. A Matilde tinha as saturações a 100%.
Na consulta com a pediatra informa-nos do que a nossa pediatra já tinha dito e que iria internar a Matilde apenas por precaução pois o caso parecia ser VSR e que esse virus tinha a fase critica nas 48h seguintes às 1ªs manifestações e também por estarem ambas a fazer aleitamento materno.
De seguida foram retirar sangue nas duas e canalisar veias e a cada veia que tentavam picar era uma veia rebentada. Subimos para o internamento e colocam a sonda naso-gástrica à Joana e ligam ambas aos monitores de oxigénio e cardiaco. Começou a fazer cinesoterapia.
Na 2ª noite a Joana tem de ser ligada ao oxigenio, com saturações a dormir nos 83%. A Matilde foi estando sempre nos 100% e estável. Nas 48h seguintes a médica diz-me que poderia dar alta à Matilde e que seria o melhor para não se expor a uma qualquer infecção bacteriana, visto estar estável mas que entendia ( porque era também ela mãe de gémeos ) o quão dificil iria ser logisticamente, especialmente em termos do aleitamento. Perguntou-me se eu queria continuar a amamentar e alertou para o facto de que, eu teria de controlar os meus " nervos " para que continuasse a ter leite. Disse-me também que eu deveria ir a casa e descansar.
Acedi e quando se deu a separação das duas fiquei destroçada. Dividir-me entre a casa e as 3 filhas, 2 delas doentes fez-me quase colapsar emocionalmente.
No Sábado a médica notou melhorias na Joana e diz que provavelmente seria apenas mais um dia de internamento. Sábado venho dormir a casa e no Domingo a médica dá-lhe alta, com indicação de fazer cinesoterapia em casa.
Ontem, segunda-feira, a Matilde começou a piorar, chamamos o médico a casa que não achou ainda necessário irmos para o hospital e ligamos à pediatra. A indicação é de ir vigiando e se continuasse a vomitar e com dificuldades respiratorias para irmos para o hospital.
Felizmente começou à noite a tolerar a comida mas ainda tem dificuldades respiratórias... AI!
- A Joana tem de ir para o hospital e ficar internada para ser alimentada por sonda e eventualmente para receber oxigénio. Deve ser VSR ( virus respiratorio ) mas que nestas idades é muito perigoso e violento. A Matilde ainda não precisa de ser internada mas mais uns dias e fica igual. Estão com fervores e tiragens. Qual o hospital para onde querem ir que eu ligo já para falar com os meus colegas?
Pior que a notícia ser recebida a seco é ter a Bia connosco que se agarrou à Joana a chorar compulsivamente e a dizer que não queria que a irmã fosse para o hospital. Conter as lágrimas e agir como se estivesse calma foi das coisas mais dificéis com que tive de lidar na minha vida, emocionalmente falando.
Falamos para os hospitais privados quase todos e nenhum tinha vaga. Lá nos lembramos do Hospital dos Lusíadas e ligamos para saber se estavam lotados. Ainda tinham 3 vagas para internamento e lá fomos a correr com uma carta da médica na mão. Chegados lá passamos à frente de todos, fomos logo atendidos na triagem sem fazer a admissão é seguimos para a consulta.
A Joana tinha as saturações de oxigénio a 95%, não era alarmante mas o facto de não comer sim. A Matilde tinha as saturações a 100%.
Na consulta com a pediatra informa-nos do que a nossa pediatra já tinha dito e que iria internar a Matilde apenas por precaução pois o caso parecia ser VSR e que esse virus tinha a fase critica nas 48h seguintes às 1ªs manifestações e também por estarem ambas a fazer aleitamento materno.
De seguida foram retirar sangue nas duas e canalisar veias e a cada veia que tentavam picar era uma veia rebentada. Subimos para o internamento e colocam a sonda naso-gástrica à Joana e ligam ambas aos monitores de oxigénio e cardiaco. Começou a fazer cinesoterapia.
Na 2ª noite a Joana tem de ser ligada ao oxigenio, com saturações a dormir nos 83%. A Matilde foi estando sempre nos 100% e estável. Nas 48h seguintes a médica diz-me que poderia dar alta à Matilde e que seria o melhor para não se expor a uma qualquer infecção bacteriana, visto estar estável mas que entendia ( porque era também ela mãe de gémeos ) o quão dificil iria ser logisticamente, especialmente em termos do aleitamento. Perguntou-me se eu queria continuar a amamentar e alertou para o facto de que, eu teria de controlar os meus " nervos " para que continuasse a ter leite. Disse-me também que eu deveria ir a casa e descansar.
Acedi e quando se deu a separação das duas fiquei destroçada. Dividir-me entre a casa e as 3 filhas, 2 delas doentes fez-me quase colapsar emocionalmente.
No Sábado a médica notou melhorias na Joana e diz que provavelmente seria apenas mais um dia de internamento. Sábado venho dormir a casa e no Domingo a médica dá-lhe alta, com indicação de fazer cinesoterapia em casa.
Ontem, segunda-feira, a Matilde começou a piorar, chamamos o médico a casa que não achou ainda necessário irmos para o hospital e ligamos à pediatra. A indicação é de ir vigiando e se continuasse a vomitar e com dificuldades respiratorias para irmos para o hospital.
Felizmente começou à noite a tolerar a comida mas ainda tem dificuldades respiratórias... AI!
29 setembro 2010
Faringo-amigdalite aguda
Ontem a febre não passava nem com o benuron e o brufen intercalados de 4 em 4 horas. A noite de hoje foi pior e a febre subiu. Hoje o médico foi lá a casa e tem faringo-amigdalite aguda e dispensa da escola por mais um dia.
19 abril 2010
Afinal são 3 em 1
Laringite, Alergia e ligeira insuficiência respiratória nos ataques de tosse.
Esta noite já foi melhor, ainda assim hoje e amanhã não vai à escola não só porque é contagioso mas também porque tem de fazer aerosóis e atrovent ( para além do zirtec e do levotusse ).
Esta noite já foi melhor, ainda assim hoje e amanhã não vai à escola não só porque é contagioso mas também porque tem de fazer aerosóis e atrovent ( para além do zirtec e do levotusse ).
29 abril 2009
Da minha avó
Está a adorar o lar, o nosso grande receio era a adaptação que sempre disse que não queria ir para um. Está a adorar as pessoas e a atenção que lhe dão, o espaço e a higiéne do mesmo ( que ela é muiiiiito mas muito atenta a isso ) e até as refeições. Tem comido pouquissimo como já tem sido desde há dias mas com a atenção da enfermeira que " lhe caiu no coração " tem comido pelo menos a sopa, como os miúdos " uma para a filha, outra para a neta... ".
Diz que só quer vir a casa quando se puder levantar e apenas ao fim de semana que durante a semana quer lá estar que está melhor que em casa. Quer também assim que possa ir para o salão junto com os outros utentes para fazer malha e croché e fazer as refeições na copa.
As duas costelas partidas não deixam e o médico conformou-a que levará muito tempo a cicatrizar. Aceitou tudo muito bem e voltou a estar consciente e sem momentos de demência. Não que a saúde física dela tenha melhorado, mas foi um grande alívio. Está visivelmente feliz e voltou a lutar pela vida, coisa que já tinha praticamente desistido.
Há um ano atrás deu-me uma grande lição de força de viver e este ano volta a fazer-nos o mesmo.
Estou feliz porque está feliz e quando partir, fico tranquila porque o fez " de bem com a vida ".
Obrigada Senhor!
Diz que só quer vir a casa quando se puder levantar e apenas ao fim de semana que durante a semana quer lá estar que está melhor que em casa. Quer também assim que possa ir para o salão junto com os outros utentes para fazer malha e croché e fazer as refeições na copa.
As duas costelas partidas não deixam e o médico conformou-a que levará muito tempo a cicatrizar. Aceitou tudo muito bem e voltou a estar consciente e sem momentos de demência. Não que a saúde física dela tenha melhorado, mas foi um grande alívio. Está visivelmente feliz e voltou a lutar pela vida, coisa que já tinha praticamente desistido.
Há um ano atrás deu-me uma grande lição de força de viver e este ano volta a fazer-nos o mesmo.
Estou feliz porque está feliz e quando partir, fico tranquila porque o fez " de bem com a vida ".
Obrigada Senhor!
27 abril 2009
Just for the record
A minha avó está mal, a minha mãe teve um AVC ligeiro no Sábado, eu " abanei " um pouco, mas não quero falar nisso.
Na minha família tem de estar sempre alguém mal?
Na minha família tem de estar sempre alguém mal?
05 janeiro 2009
2 em 1
5ª doença ( ou doença do estalo ) e vaginite ( ou candidíase ). A 5ª doença já quase ultrapassada, a vaginite com francas melhorias.
Nada de grave e nada que impeça a ida à escola ( que a 5ª doença começou dia 31 e já não está no período de contágio ).
Ela é rija e está como se nada fosse, apenas com uma bochecha por vezes muito vermelha e hoje já sem comichão ao fazer xixi.
O chato mesmo é que me sinto meio perdida por estes dias... a pediatra está gravidíssima de 40 semanas e uns dias ( e no Domingo, mesmo no hospital num dos últimos controles pré-natais ainda me atendeu o telefone e encaminhou a Beatriz para uma colega das urgências ) e ainda não tenho médica substituta.
A consulta dos 3 anos e meio já devia ter sido e durante 5 meses, a médica vai estar de licença de maternidade. É que mesmo recomendando-me a alguém enquanto não está, não terei o mesmo à vontade que tenho com ela...
Nada de grave e nada que impeça a ida à escola ( que a 5ª doença começou dia 31 e já não está no período de contágio ).
Ela é rija e está como se nada fosse, apenas com uma bochecha por vezes muito vermelha e hoje já sem comichão ao fazer xixi.
O chato mesmo é que me sinto meio perdida por estes dias... a pediatra está gravidíssima de 40 semanas e uns dias ( e no Domingo, mesmo no hospital num dos últimos controles pré-natais ainda me atendeu o telefone e encaminhou a Beatriz para uma colega das urgências ) e ainda não tenho médica substituta.
A consulta dos 3 anos e meio já devia ter sido e durante 5 meses, a médica vai estar de licença de maternidade. É que mesmo recomendando-me a alguém enquanto não está, não terei o mesmo à vontade que tenho com ela...
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29 dezembro 2008
Rescaldo do Natal
Uma miúda a portar-se terrivelmente mal que me fez por várias vezes chamá-la à razão, castigá-la e só abriu as prendas porque não quis agudizar ainda mais " a crise ". Brincou com os primos ( sim que agora tem mais um pequenino de 1 ano para disfrutar de brincadeiras ), mas também guerreou o que não é nada habitual. Nem o espírito natalício me fez dar um desconto no mau comportamento, tal foi o exagero. Por isso mesmo não se tiraram muitas fotos ou só se tirariam fotos de uma miúda amuada, a fazer birra, atirada no chão, mal humorada. Depois passou-lhe com muita brincadeira com o primo até que todas as prendas foram colocadas em cada sapatinho.
Percebeu que " milagrosamente " o Pai Natal deixou as prendas em cada sapatinho e foi uma alegria descobrir o que cada embrulho revelava.
No dia de Natal, viajamos até Torres Novas e abriu o resto das prendas dos familiares de lá. Há primeira prenda aberta a primeira birra, uma senhora birra que me fez ficar muito triste com ela, desiludida mesmo. Esperava mais brinquedos e quando percebeu que era roupa e uns ténis disse que não gostava e que não queria aquela prenda. Nõ abriu mais nenhuma, afastei-a do local e tive uma conversa muito séria com ela. As lágrimas vieram-me aos olhos com a atitude dela. É certo que só tem 3 anos, mas também é certo que nunca esperaria que " desdenhasse " de uma prenda, fosse ela o que fosse. Ficou de castigo e chorou baba e ranho, até que se apercebeu do que tinha feito. Pediu desculpa pela atitude e depois disso já adorava os ténis e queria calça-los. Vá se lá perceber.
Depois lá deixei que abrisse os restantes presentes, não sem antes a relembrar da má atitude que tinha tido. Só 2 brinquedos, uma boneca Emília e uma cama de viagem de bonecas.
As birras ficaram por ali.
Depois brincou com o sobrinho do namorado da tia, da mesma idade dela e o resto do fim de semana foi passado por lá, já calma, a disfrutar de alguns brinquedos novos que levamos.
Para mim, o Natal trouxe muitas prendas e uma gastroenterite, com febre, dores no corpo, diareia e muitas cólicas. Não abusei dos doces, comi apenas alguns doces típicos do Natal, filhoses, velhoses e azevias, mas com regrado. Antes tivesse abusado e pelo menos teria razões para a gastro.
Percebeu que " milagrosamente " o Pai Natal deixou as prendas em cada sapatinho e foi uma alegria descobrir o que cada embrulho revelava.
No dia de Natal, viajamos até Torres Novas e abriu o resto das prendas dos familiares de lá. Há primeira prenda aberta a primeira birra, uma senhora birra que me fez ficar muito triste com ela, desiludida mesmo. Esperava mais brinquedos e quando percebeu que era roupa e uns ténis disse que não gostava e que não queria aquela prenda. Nõ abriu mais nenhuma, afastei-a do local e tive uma conversa muito séria com ela. As lágrimas vieram-me aos olhos com a atitude dela. É certo que só tem 3 anos, mas também é certo que nunca esperaria que " desdenhasse " de uma prenda, fosse ela o que fosse. Ficou de castigo e chorou baba e ranho, até que se apercebeu do que tinha feito. Pediu desculpa pela atitude e depois disso já adorava os ténis e queria calça-los. Vá se lá perceber.
Depois lá deixei que abrisse os restantes presentes, não sem antes a relembrar da má atitude que tinha tido. Só 2 brinquedos, uma boneca Emília e uma cama de viagem de bonecas.
As birras ficaram por ali.
Depois brincou com o sobrinho do namorado da tia, da mesma idade dela e o resto do fim de semana foi passado por lá, já calma, a disfrutar de alguns brinquedos novos que levamos.
Para mim, o Natal trouxe muitas prendas e uma gastroenterite, com febre, dores no corpo, diareia e muitas cólicas. Não abusei dos doces, comi apenas alguns doces típicos do Natal, filhoses, velhoses e azevias, mas com regrado. Antes tivesse abusado e pelo menos teria razões para a gastro.
21 dezembro 2008
Experiência(s)
Fruto da minha experiência em situações anteriores, uso para ela ou para nós, em casos de garganta inflamada, amigdalites e faringites o spray tantum verde ( que dá quer para adultos quer para crianças ).
Não só desta vez como em anteriores, permite uma recuperação deste tipo de inflamção muito mais rápida e por isso, uma redução mais rápida da dor e da irritação.
Já não é a primeira vez que este spray em conjunto com o Brufen " a livra " de antibiótico.
Desta vez está a tomar actifed recomendado pela médica e estou a usar o spray. Não quero contrariar a opinião da médica, mas quer-me parecer que " isto não vai lá " sem um anti-inflamatório, tal é a dimensão das amígdalas, ainda assim, hoje estão menos inflamadas. Eu nem sei como consegue engolir e não se queixa de dor.
Ainda não se confirma que seja amigdalite ou escarlatina, mas como hoje não piorou, os estreptococus do grupo A, devem ficar pela infecção das amígdalas. Acho bem que sim, é que o Natal está à porta e se vem escarlatina, passamos o Natal os 3 em casa pois não poderemos sair, nem os nossos familiares poderão cá vir, porque há crianças pequenas.
Não só desta vez como em anteriores, permite uma recuperação deste tipo de inflamção muito mais rápida e por isso, uma redução mais rápida da dor e da irritação.
Já não é a primeira vez que este spray em conjunto com o Brufen " a livra " de antibiótico.
Desta vez está a tomar actifed recomendado pela médica e estou a usar o spray. Não quero contrariar a opinião da médica, mas quer-me parecer que " isto não vai lá " sem um anti-inflamatório, tal é a dimensão das amígdalas, ainda assim, hoje estão menos inflamadas. Eu nem sei como consegue engolir e não se queixa de dor.
Ainda não se confirma que seja amigdalite ou escarlatina, mas como hoje não piorou, os estreptococus do grupo A, devem ficar pela infecção das amígdalas. Acho bem que sim, é que o Natal está à porta e se vem escarlatina, passamos o Natal os 3 em casa pois não poderemos sair, nem os nossos familiares poderão cá vir, porque há crianças pequenas.
20 dezembro 2008
O comportamento dela já me alerta
Quando tem atitudes invulgares, como timidez com familiares e pessoas de contacto regular, quando se recusa a dar beijos e amua com mais frequência e sem grandes motivos, quando fica implicativa, quando dorme no carro a caminho de casa. Isto tudo junto, no mesmo dia, que isoladamente acontece com frequência e só as atitudes conjugadas me alertam, ou será mesmo só o meu 6º sentido de mãe, não sei.
Percebo quando vai adoecer.
Ontem tivemos uma festa de anos e os amuos, as disputas com o primo e o sono que dormiu de nossa casa até lá fizeram-me pensar que algo estaria para vir. Cheguei a comentar com a minha mãe " Não tem febre, não tem nada aparentemente, mas está a chocar ".
A noite revelou uma tosse com alguma expecturação, constante, o dia idem. Sem febre, sem dores, com a falta de apetite comum nela, nada a não ser a tosse e uma sesta enorme à tarde, nada comum ( aliás, a sesta é excepção ).
Verifiquei-lhe a garganta, as amígdalas estão aumentadas e vermelhas, sem pontos brancos, mas vermelha.
Ligamos à pediatra, vigiar a temperatura e a garganta. Se aparecerem pontos brancos nas amigdalas, se tiver febre, se se queixar com dores e dificuldade de engolir devemos levá-la a ser vista por um médico. Pode ser uma amigdalite viral ou o início de escarlatina.
Ora como a mim também me dói a garganta, quer-me parecer que os próximos dias " prometem ".
Percebo quando vai adoecer.
Ontem tivemos uma festa de anos e os amuos, as disputas com o primo e o sono que dormiu de nossa casa até lá fizeram-me pensar que algo estaria para vir. Cheguei a comentar com a minha mãe " Não tem febre, não tem nada aparentemente, mas está a chocar ".
A noite revelou uma tosse com alguma expecturação, constante, o dia idem. Sem febre, sem dores, com a falta de apetite comum nela, nada a não ser a tosse e uma sesta enorme à tarde, nada comum ( aliás, a sesta é excepção ).
Verifiquei-lhe a garganta, as amígdalas estão aumentadas e vermelhas, sem pontos brancos, mas vermelha.
Ligamos à pediatra, vigiar a temperatura e a garganta. Se aparecerem pontos brancos nas amigdalas, se tiver febre, se se queixar com dores e dificuldade de engolir devemos levá-la a ser vista por um médico. Pode ser uma amigdalite viral ou o início de escarlatina.
Ora como a mim também me dói a garganta, quer-me parecer que os próximos dias " prometem ".
13 outubro 2008
Eu devia ter um bocadinho mais de juízo
Isso ou uma memória e consciência maior.
Sábado fomos até Vila Franca de Xira jantar entre amigos e família e até à feira anual. Na feira, carrocéis para crianças nos quais a Beatriz e o meu sobrinho Daniel andaram umas 5 vezes, e divertimentos com mais adrenalina para adultos. A minha sobrinha desafiou-me e eu feita adolescente fui toda entusiasmada. O entusiasmo passou no preciso momento em que me apercebo da altura a que aquela geringonça iria, bem como a velocidade e relembrei-me naquele preciso momento que tenho vertigens as quais andavam camufladas porque nunca mais fiz nada que as pudesse desencadear. Já com as carruagens a andar nada a fazer a não ser fechar os olhos e desejar que passasse depressa. Começo a sentir-me mal, muito mal e prevejo que a sopa do jantar vai sair em jacto para as cabeças da frente. Vou controlando a ansiedade e o mau estar com a respiração. A minha sobrinha ia falando para mim mas não conseguia perceber o que dizia e nem sequer conseguia abrir a boca para lhe perguntar: o quê?
A cada vai vem eu sentia-me no limite do meu estado de consciência.
A geringonça foi abrandando e eu retomando ao estado mais normal.
Saio e todos me dizem que eu estava muito muito branca. A minha mãe esteve mesmo para ir pedir para pararem. Aguentei-me mas não me meto noutra que para além das minhas vertingens, também a minha hipertensão intracraniana não gosta de solavancos violentos ou de emoções fortes. Podia ter arranjado um "31 " e tudo pela minha inconsciência estúpida.
Sábado fomos até Vila Franca de Xira jantar entre amigos e família e até à feira anual. Na feira, carrocéis para crianças nos quais a Beatriz e o meu sobrinho Daniel andaram umas 5 vezes, e divertimentos com mais adrenalina para adultos. A minha sobrinha desafiou-me e eu feita adolescente fui toda entusiasmada. O entusiasmo passou no preciso momento em que me apercebo da altura a que aquela geringonça iria, bem como a velocidade e relembrei-me naquele preciso momento que tenho vertigens as quais andavam camufladas porque nunca mais fiz nada que as pudesse desencadear. Já com as carruagens a andar nada a fazer a não ser fechar os olhos e desejar que passasse depressa. Começo a sentir-me mal, muito mal e prevejo que a sopa do jantar vai sair em jacto para as cabeças da frente. Vou controlando a ansiedade e o mau estar com a respiração. A minha sobrinha ia falando para mim mas não conseguia perceber o que dizia e nem sequer conseguia abrir a boca para lhe perguntar: o quê?
A cada vai vem eu sentia-me no limite do meu estado de consciência.
A geringonça foi abrandando e eu retomando ao estado mais normal.
Saio e todos me dizem que eu estava muito muito branca. A minha mãe esteve mesmo para ir pedir para pararem. Aguentei-me mas não me meto noutra que para além das minhas vertingens, também a minha hipertensão intracraniana não gosta de solavancos violentos ou de emoções fortes. Podia ter arranjado um "31 " e tudo pela minha inconsciência estúpida.
24 setembro 2008
Vamos ver
Fui a um neuro-oftalmologista, a tal sumidade nacional recomendada off the record pela oftalmologista do hospital. Aceitou o meu caso por ter sido recomendada pela colega, caso contrário acho que não aceitaria por causa da tal história da " ética e deontologia " profissional. Ainda assim, sendo uma sumidade, achei-o bastante humilde e humano.
Ao contrário da minha " ex-oftalmologista " ( que não irei lá mais ), não acha que a cortisona seja necessária para a cura dos edemas ( e ando eu há mais de um ano a encharcar-me em doses cavalares de cortisona muito superiores ao meu peso para supostamente curar os edemas, que a partir de uma determinada altura era a teoria que mantinham para me manterem a cortisona ), aliás acha mesmo que é uma das causas do problema, ao causar aumento de peso ( e o excesso de peso é um factor desencadeante da hipertensão intracraniana ) e retenção de líquidos. Outro motivo que pressupõe ter sido a causa do meu " achaque " de quinta-feira foi a alteração feita na medicação e o facto de a mesma ser em doses insuficientes.
Quando em Julho detectaram novamente a hipertensão intracraniana, na penúltima punção foi-me receitado um medicamento que já inicialmente tinha tomado. Foi-me receitado 1/4 da dose adequada. Como o mesmo me causava muitos formigueiros ( o que me fez muitas vezes parar o carro no meio do trânsito, sair do mesmo e ter de andar na rua enquanto os restantes condutores esbracejavam, me chamavam nomes impróprios ou ameaçavam chamar a polícia ) e a situação era insustentável para que eu continuasse a ser " independente ", perguntei se haveria algum substituto. Mudou de medicamento e de facto o formigueiro desapareceu,mas acontece que o substituto não é substituto nenhum e portanto, ao fim de quase 2 semanas de mudar de medicamento o corpo estoirou e a pressão intracraniana disparou para níveis para lá do exagerado e do aceitável
A nova médica neurologista que me viu neste mesmo hospital disse o mesmo e deu-me o mesmo medicamento dos formigueiros com uma fórmula ligeiramente diferente, mais bem tolerada e com menos efeitos secundários.
Erro médico sem dúvida alguma que me podia ter causado a cegueira ou lesões cerebrais ainda piores mas infelizmente neste país os médicos são uma comunidade mafiosa, "protegida " pelo seu código deontológico e de ética que os proibe de enfrentarem um tribunal e por em causa a actuação de um colega, sob pena de perderem a carteira profissional e deixarem de poder exercer. Tenho de me conformar com o facto e a única coisa que poderei fazer é mesmo ir até ao hospital, marcar uma consulta com a tal neurologista como se nada fosse ( que até é doutorada e não apenas licenciada ) e expor o meu descontentamento e que de facto errou e que tenho consciência do seu erro. Nada farei porque será gastar dinheiro em tribunais ingloriamente mas pode ser que " chamando-a à razão " pense 2 vezes quando fizer prescrições nos seus doentes. Ninguém tem conhecimento absoluto e por isso mesmo nada nos envergonha se assumirmos isso mesmo e perguntarmos outras opiniões. Errar é humano é certo, mas um erro médico pode por em causa vidas e por isso mesmo os casos e decisões são para serem tomados em conjunto, por equipas médicas e não isoladamente.
Sexta-feira, também através do tal factor C(unha), vou a um dos melhores neurologistas do país para me livrar em definitivo das teias daquele hospital e procurar em definitivo a cura.
Bem e resumindo a consulta, tenho edema e apagamento dos bordos nasais sim mas nada como da primeira vez embora mais acentuado no olho esquerdo que no direito. Nada de muito grave, desta vez e felizmente, não me comprometeu quase nada a visão ( se bem que fiquei com pontos nulos de visão que muito provavelmente não recuperarei ). Ainda assim disse que tenho um nervo óptico muito resistente e que tinha visto casos com edemas como o meu com lesões ópticas muito graves. Não quis falar-me directamente na cegueira mas disse-lhe que tinha consciência disso e por isso mesmo tinha ido ao hospital quando a tensão subiu. Acenou com a cabeça positivamente.
O tratamento passa pela paragem da cortisona, que já está em nivéis que pode ser parada a terapeutica em 2 ou 3 semanas, ainda que seja de forma violenta e que possa significar uns dias " de ressaca ". Passa igualmente pelo medicamento que estou a fazer e pela perda de peso mas a cirugia ao crânio não está posta de parte. Vamos ver como evolui ( ou antes, como regride ) e esperar pela opinião do novo neurologista.
Espera-me também uma consulta de endocrinologia para verificar os niveis da tiróide e as análises necessárias para saber se haverá alguma terapeutica para ajudar na perda de peso em conjunto com uma dieta que se pressupõe rigorosíssima mas é isto ou caso contrário a cirugia é quase garantida.
Ao contrário da minha " ex-oftalmologista " ( que não irei lá mais ), não acha que a cortisona seja necessária para a cura dos edemas ( e ando eu há mais de um ano a encharcar-me em doses cavalares de cortisona muito superiores ao meu peso para supostamente curar os edemas, que a partir de uma determinada altura era a teoria que mantinham para me manterem a cortisona ), aliás acha mesmo que é uma das causas do problema, ao causar aumento de peso ( e o excesso de peso é um factor desencadeante da hipertensão intracraniana ) e retenção de líquidos. Outro motivo que pressupõe ter sido a causa do meu " achaque " de quinta-feira foi a alteração feita na medicação e o facto de a mesma ser em doses insuficientes.
Quando em Julho detectaram novamente a hipertensão intracraniana, na penúltima punção foi-me receitado um medicamento que já inicialmente tinha tomado. Foi-me receitado 1/4 da dose adequada. Como o mesmo me causava muitos formigueiros ( o que me fez muitas vezes parar o carro no meio do trânsito, sair do mesmo e ter de andar na rua enquanto os restantes condutores esbracejavam, me chamavam nomes impróprios ou ameaçavam chamar a polícia ) e a situação era insustentável para que eu continuasse a ser " independente ", perguntei se haveria algum substituto. Mudou de medicamento e de facto o formigueiro desapareceu,mas acontece que o substituto não é substituto nenhum e portanto, ao fim de quase 2 semanas de mudar de medicamento o corpo estoirou e a pressão intracraniana disparou para níveis para lá do exagerado e do aceitável
A nova médica neurologista que me viu neste mesmo hospital disse o mesmo e deu-me o mesmo medicamento dos formigueiros com uma fórmula ligeiramente diferente, mais bem tolerada e com menos efeitos secundários.
Erro médico sem dúvida alguma que me podia ter causado a cegueira ou lesões cerebrais ainda piores mas infelizmente neste país os médicos são uma comunidade mafiosa, "protegida " pelo seu código deontológico e de ética que os proibe de enfrentarem um tribunal e por em causa a actuação de um colega, sob pena de perderem a carteira profissional e deixarem de poder exercer. Tenho de me conformar com o facto e a única coisa que poderei fazer é mesmo ir até ao hospital, marcar uma consulta com a tal neurologista como se nada fosse ( que até é doutorada e não apenas licenciada ) e expor o meu descontentamento e que de facto errou e que tenho consciência do seu erro. Nada farei porque será gastar dinheiro em tribunais ingloriamente mas pode ser que " chamando-a à razão " pense 2 vezes quando fizer prescrições nos seus doentes. Ninguém tem conhecimento absoluto e por isso mesmo nada nos envergonha se assumirmos isso mesmo e perguntarmos outras opiniões. Errar é humano é certo, mas um erro médico pode por em causa vidas e por isso mesmo os casos e decisões são para serem tomados em conjunto, por equipas médicas e não isoladamente.
Sexta-feira, também através do tal factor C(unha), vou a um dos melhores neurologistas do país para me livrar em definitivo das teias daquele hospital e procurar em definitivo a cura.
Bem e resumindo a consulta, tenho edema e apagamento dos bordos nasais sim mas nada como da primeira vez embora mais acentuado no olho esquerdo que no direito. Nada de muito grave, desta vez e felizmente, não me comprometeu quase nada a visão ( se bem que fiquei com pontos nulos de visão que muito provavelmente não recuperarei ). Ainda assim disse que tenho um nervo óptico muito resistente e que tinha visto casos com edemas como o meu com lesões ópticas muito graves. Não quis falar-me directamente na cegueira mas disse-lhe que tinha consciência disso e por isso mesmo tinha ido ao hospital quando a tensão subiu. Acenou com a cabeça positivamente.
O tratamento passa pela paragem da cortisona, que já está em nivéis que pode ser parada a terapeutica em 2 ou 3 semanas, ainda que seja de forma violenta e que possa significar uns dias " de ressaca ". Passa igualmente pelo medicamento que estou a fazer e pela perda de peso mas a cirugia ao crânio não está posta de parte. Vamos ver como evolui ( ou antes, como regride ) e esperar pela opinião do novo neurologista.
Espera-me também uma consulta de endocrinologia para verificar os niveis da tiróide e as análises necessárias para saber se haverá alguma terapeutica para ajudar na perda de peso em conjunto com uma dieta que se pressupõe rigorosíssima mas é isto ou caso contrário a cirugia é quase garantida.
21 setembro 2008
Medidas aos 38 meses
Aos 38 meses mede 89 cms, pesa 12.600grs e está com uma otite.
Nada de anormal, portanto.
Nada de anormal, portanto.
19 setembro 2008
Novidades
Eu pensei que nunca mais escreveria sobre isto. Parece que me enganei.
Vamos ver que a posição para escrever não é das melhores mas pela preocupação que sinto em vocês venho informar-vos.
A tensão arterial ontem não dava mostras de baixar e a preocupação não era tanto a tensão elevada ( que por si só faz aumentar a pressão intracraniana e esta por sua vez comprime o nervo óptico e pode levar à cegueira ) mas as alterações na visão que senti, sinal inequívoco de que a pressão intracraniana estava alterada, obrigaram-me a ir. Não queria mesmo porque tinha quase a certeza do que viria a seguir, a punção lombar, afinal é já a 7ª em 1 ano e 1 mês além de que sabia que as mínimas alterações podiam levar a punções de urgência.
Aguentei-me até depois de almoço, organizei o que pude do trabalho e fui até ao hospital, conduzida.
A tensão não dava tréguas e nem depois de um comprimido mais um sub-lingual baixou para níveis normais.
Sou observada pela neurologista, edema bi-ocular ( outra vez ) e bordos totalmente apagados, trocando por miúdos, houve lesão ocular.
- Vai ficar internada e amanhã faço-lhe uma punção lombar para retirar liquor e baixar a pressão intracraniana. Ainda hoje ou amanhã faz uma nova Ressonância.
Insisti para me deixarem ir para casa e que estaria bem cedo no hospital. " Proibiram-me " de sair. Peço para ser observada por um oftalmologista e para fazer nova retinografia, antes do veredicto final. Concordam e lá sou observada por outra oftalmologista que não a minha. Explico a situação, digo que não quero ficar internada e tenta por tudo. Há edema ocular confirmado, liga a um colega neuro-oftalmologista que diz para prescrever mais um OTC e uma RM. Faço o exame ( semelhante à retinografia ) e compara com os anteriores.
- Está pior. Não posso dizer que está igual porque não está e eu como oftalmologista tenho menos peso que a neurologia. Não consigo livrá-la do internamento.
Aceito e no entretanto dá-me off the record o contacto do tal colega que ela diz ser a sumidade nacional em oftalmologia que já tinha tratado muitos casos semelhantes.
Fiquei internada, fiz a punção hoje, sem a mínima dor ( apenas a da picada da agulha que nem posso considerar como tal ), à primeira tentativa. A primeira em 7 assim tão simples. Pressão a 49. Hiper elevada. O normal aceitável é um máximo de 25, embora esta neurologista até diga que o máximo seriam 20. Tirou quase 30 ccs de líquor e não tirou mais que comecei a sentir as dores de cabeça da falta do líquido ainda estava a agulha nas minhas costas. Pôs a hipótese de eu ainda lá ficar hoje mas disse convincentemente que não queria.
Veio a primeia análise do líquor e aparentemente não há reincidência da meningite " apenas " hipertensão intracraniana. Pediu mais umas análises e pôs a hipótese de a primeira ( e única felizmente ) meningite ter sido uma meningite de Mainiers ( n sei se se escreve assim ) e não por sarcoidose.
A tensão arterial estabilizou e saí no compromisso de voltar na próxima sexta e ou ao mínimo sinal ligar-lhe e ir ao hospital.
Foi-me aumentada a medicação para a pressão intracraniana, volto a repetir punção num máximo de 4 semanas e no caso de ainda ter hipertensão intracraniana o cenário não é dos melhores mas por enquanto não quero pensar nisso, ou por outra quero pensar sim, para caso seja necessário esteja psicologicamente preparada, mas quero ser optimista, pensar e desejar que a medicação faça efeito.
Apesar de tudo estou " bem ", cansada disto tudo, farta, saturada, enfim, mas " bem ".
Vamos ver que a posição para escrever não é das melhores mas pela preocupação que sinto em vocês venho informar-vos.
A tensão arterial ontem não dava mostras de baixar e a preocupação não era tanto a tensão elevada ( que por si só faz aumentar a pressão intracraniana e esta por sua vez comprime o nervo óptico e pode levar à cegueira ) mas as alterações na visão que senti, sinal inequívoco de que a pressão intracraniana estava alterada, obrigaram-me a ir. Não queria mesmo porque tinha quase a certeza do que viria a seguir, a punção lombar, afinal é já a 7ª em 1 ano e 1 mês além de que sabia que as mínimas alterações podiam levar a punções de urgência.
Aguentei-me até depois de almoço, organizei o que pude do trabalho e fui até ao hospital, conduzida.
A tensão não dava tréguas e nem depois de um comprimido mais um sub-lingual baixou para níveis normais.
Sou observada pela neurologista, edema bi-ocular ( outra vez ) e bordos totalmente apagados, trocando por miúdos, houve lesão ocular.
- Vai ficar internada e amanhã faço-lhe uma punção lombar para retirar liquor e baixar a pressão intracraniana. Ainda hoje ou amanhã faz uma nova Ressonância.
Insisti para me deixarem ir para casa e que estaria bem cedo no hospital. " Proibiram-me " de sair. Peço para ser observada por um oftalmologista e para fazer nova retinografia, antes do veredicto final. Concordam e lá sou observada por outra oftalmologista que não a minha. Explico a situação, digo que não quero ficar internada e tenta por tudo. Há edema ocular confirmado, liga a um colega neuro-oftalmologista que diz para prescrever mais um OTC e uma RM. Faço o exame ( semelhante à retinografia ) e compara com os anteriores.
- Está pior. Não posso dizer que está igual porque não está e eu como oftalmologista tenho menos peso que a neurologia. Não consigo livrá-la do internamento.
Aceito e no entretanto dá-me off the record o contacto do tal colega que ela diz ser a sumidade nacional em oftalmologia que já tinha tratado muitos casos semelhantes.
Fiquei internada, fiz a punção hoje, sem a mínima dor ( apenas a da picada da agulha que nem posso considerar como tal ), à primeira tentativa. A primeira em 7 assim tão simples. Pressão a 49. Hiper elevada. O normal aceitável é um máximo de 25, embora esta neurologista até diga que o máximo seriam 20. Tirou quase 30 ccs de líquor e não tirou mais que comecei a sentir as dores de cabeça da falta do líquido ainda estava a agulha nas minhas costas. Pôs a hipótese de eu ainda lá ficar hoje mas disse convincentemente que não queria.
Veio a primeia análise do líquor e aparentemente não há reincidência da meningite " apenas " hipertensão intracraniana. Pediu mais umas análises e pôs a hipótese de a primeira ( e única felizmente ) meningite ter sido uma meningite de Mainiers ( n sei se se escreve assim ) e não por sarcoidose.
A tensão arterial estabilizou e saí no compromisso de voltar na próxima sexta e ou ao mínimo sinal ligar-lhe e ir ao hospital.
Foi-me aumentada a medicação para a pressão intracraniana, volto a repetir punção num máximo de 4 semanas e no caso de ainda ter hipertensão intracraniana o cenário não é dos melhores mas por enquanto não quero pensar nisso, ou por outra quero pensar sim, para caso seja necessário esteja psicologicamente preparada, mas quero ser optimista, pensar e desejar que a medicação faça efeito.
Apesar de tudo estou " bem ", cansada disto tudo, farta, saturada, enfim, mas " bem ".
18 setembro 2008
Pela primeira vez em mais de um ano estou com medo. A tensão anda alterada há 2 dias, há 3 que tenho tonturas. Hoje de manhã ao acordar 16/10 e a dor de cabeça que denunciava o facto. Tomei os meus medicamentos normais mais um paracetamol para a dor de cabeça e vim despreocupada para o trabalho, pensando que a pilula da tensao arterial ia funcionar. No caminho denoto que a visão do olho esquerdo está mais turva. Mau! Não quero stressar, vou bebendo muita água e depois calma ( que estava já não estou ) meço novamente. 17/10. Toca de tomar o comprimido de SOS a custo e dar tempo a que funcionasse. Às 13h meço a tensão ( sem pânico que já aprendi a controlar-me ), 16/10. SMS para a médica na esperança que me dissesse, tome xpto e repouse mas no fundo a saber que ia dizer para ir ao hospital. Não tenho medo de ir ao hospital, mas tenho medo sim, da quase certa punção lombar que me vão dizer que tenho de fazer de urgência. Pode ser que não mas vou preparada para o facto, com medo, mas preparada.
Merda!
Merda!
06 junho 2008
Alergia/Prurido
Até hoje não houve um único período de férias em que um de nós não adoecesse. Conhecemos os hospitais daqui, quer o público quer o privado e o centro de saúde. Isto seria " normal " se estivesse frio ou se tirassemos longos períodos de férias mas não, o tempo " máximo " que conseguimos estar ausentes são 2 semanas e ainda assim eu trago trabalho atrás de mim. Há quem ainda assim me " inveje " as férias e digo que se as tivessem não diriam o mesmo. É bom sim, mas eu cá " invejaria " muito mais quem vai de férias descansado, sem pastas de arquivo atrás, computador, acesso à internet, calculadora, etc e tal e o pior de tudo é arranjar vontade para trabalhar. Noutro ritmo, sem horários, mas com trabalho e isso não são férias a sério, mas enfim é o que se arranja e sempre estou melhor que no escritório.
Adiante, pior que trazer trabalho é mesmo algum de nós adoecer nas férias. Ontem surgiram umas borbulhas estranhas no rosto, peito, nuca e costas da Beatriz. À noite " abusei " na dose do Zirtec para ver se abrandava a alergia que se antevia, besuntei-a com Fenergan mas nem assim a noite foi calma. Ela queixava-se com comichão e quando acalmou depois do Disoderme, eu mal dormi. Hoje pedi ao Nuno para ligar à pediatra para me dizer qual a quantidade de Atarax que lhe deveria dar ( não foi a perguntar o que deveria dar ) e para saber se haveria algum creme/gel mais indicado para o prurido. Lá deu a dose de Atarax ( 2mls - 3 x dia ) e recomendou o Pruriced gel da Uriage. Acrescentei-lhe o gel de banho e champô da gama de peles atópicas da Mustela. ( Só não veio o da Uriage porque na farmácia não tinham e não tive para andar à procura de farmácia em farmácia )
Disse que amanhã ( sexta-feira ) chegava ao Algarve à noite, de férias, mas que, caso a Beatriz não estivesse melhor, se encontraria connosco para a observar. Mais 50 pontos para a nova pediatra e a certeza que tomamos uma decisão acertadíssima em mudar.
Até agora dorme calma e ao final da tarde também estava melhor das comichões mas a borbulhagem continua na mesma.
Pensamos que poderia ser do cloro da piscina mas como não tem nas pernas e é esta a parte do corpo que mais se mantem na água, temos a hipótese quase descartada. A pediatra acha que pode ser urticária ou uma virose. O meu sobrinho esteve assim como ela da última vez que esteve por cá e nós já pensamos se não seria alguma alergia que ande por cá ou até mesmo algum pó que ande por aqui escondido, já que a casa está muito tempo fechada e sendo eles " alérgicos " por natureza, são mais sensíveis. Eu também tenho muitas alergias, mas andam disfarçadas com a cortisona ( aliás prednisolona é que é o nome correcto ), por isso não posso dizer se será ou não ao pó ou até mesmo uma alergia " solar ".
Não me parece que seja ao protector que há um mês atrás usou-o e não fez reacção, além de ser o mesmo do ano passado. Não comeu nada de diferente e a ser do detergente da roupa, não seria normal ter na cara que é a zona mais afectada.
Neste momento, fica " interdita " de apanhar sol e por isso as idas à praia são com o factor 50+ ( já era ) em doses industriais, chapéu de aba larga, t-shirt e ainda assim, debaixo da sombra do chapéu ou dentro da tenda de praia. Não é fácil mantê-la mas seria ainda mais complicado no ano passado. Este ano já percebe porque se deve manter ali e com um bocado de imaginação, as idas à praia são ( quase ) tão divertidas como num dia comum :)
Adiante, pior que trazer trabalho é mesmo algum de nós adoecer nas férias. Ontem surgiram umas borbulhas estranhas no rosto, peito, nuca e costas da Beatriz. À noite " abusei " na dose do Zirtec para ver se abrandava a alergia que se antevia, besuntei-a com Fenergan mas nem assim a noite foi calma. Ela queixava-se com comichão e quando acalmou depois do Disoderme, eu mal dormi. Hoje pedi ao Nuno para ligar à pediatra para me dizer qual a quantidade de Atarax que lhe deveria dar ( não foi a perguntar o que deveria dar ) e para saber se haveria algum creme/gel mais indicado para o prurido. Lá deu a dose de Atarax ( 2mls - 3 x dia ) e recomendou o Pruriced gel da Uriage. Acrescentei-lhe o gel de banho e champô da gama de peles atópicas da Mustela. ( Só não veio o da Uriage porque na farmácia não tinham e não tive para andar à procura de farmácia em farmácia )
Disse que amanhã ( sexta-feira ) chegava ao Algarve à noite, de férias, mas que, caso a Beatriz não estivesse melhor, se encontraria connosco para a observar. Mais 50 pontos para a nova pediatra e a certeza que tomamos uma decisão acertadíssima em mudar.
Até agora dorme calma e ao final da tarde também estava melhor das comichões mas a borbulhagem continua na mesma.
Pensamos que poderia ser do cloro da piscina mas como não tem nas pernas e é esta a parte do corpo que mais se mantem na água, temos a hipótese quase descartada. A pediatra acha que pode ser urticária ou uma virose. O meu sobrinho esteve assim como ela da última vez que esteve por cá e nós já pensamos se não seria alguma alergia que ande por cá ou até mesmo algum pó que ande por aqui escondido, já que a casa está muito tempo fechada e sendo eles " alérgicos " por natureza, são mais sensíveis. Eu também tenho muitas alergias, mas andam disfarçadas com a cortisona ( aliás prednisolona é que é o nome correcto ), por isso não posso dizer se será ou não ao pó ou até mesmo uma alergia " solar ".
Não me parece que seja ao protector que há um mês atrás usou-o e não fez reacção, além de ser o mesmo do ano passado. Não comeu nada de diferente e a ser do detergente da roupa, não seria normal ter na cara que é a zona mais afectada.
Neste momento, fica " interdita " de apanhar sol e por isso as idas à praia são com o factor 50+ ( já era ) em doses industriais, chapéu de aba larga, t-shirt e ainda assim, debaixo da sombra do chapéu ou dentro da tenda de praia. Não é fácil mantê-la mas seria ainda mais complicado no ano passado. Este ano já percebe porque se deve manter ali e com um bocado de imaginação, as idas à praia são ( quase ) tão divertidas como num dia comum :)
29 fevereiro 2008
Consulta de urgência
Lá fomos às urgências ter com a mesma pediatra que a tinha atendido da última vez. Tinha tanto pus que nem conseguiu ver o ouvido interno.
Novo antibiótico que nunca experimentou porque parece que a bactéria é resistente e está a querer fazer-nos frente. Tratamento para 3 vezes com Biopental, 5 dias de cada vez espaçado de 15 dias ( e o medicamento está esgotado o que vale é que temos em casa para o primeiro tratamento ) e Aerius por 2 meses. Depois disto e se não houver mais otites antes, nova ida ao Otorrino. Caso aconteça mais alguma entretanto antecipa-se a ida ao otorrino. Não é grave, mas como disse a pediatra, é chato. Deu o número de telemóvel para o caso de ter nova otite de repetição.
O esmalte dos dentes dela já denota os antibióticos, está a perdê-lo nas extremidades dando um aspecto de dente incolor. Também tenho assim os dentes e lembro-me que na idade dela tinha-os todos com manchas castanhas de tanto medicamento que tomei. Não há grandes alternativas senão escovar muito bem os dentes ( como se isso fosse possível ).
Gostei da médica apesar de saber que tive um tratamento mais " VIP " porque fui recomendada por uma outra colega dela que também faz urgências naquele hospital e que é mulher de um amigo e colega do Nuno.
Ainda pensei em mudar para esta pediatra que nos atendeu ou para a pediatra que é mulher do amigo do Nuno, sempre poupavamos uns trocos razoáveis, pois tem acordo com o nosso subsistema de saúde e pagariamos 3 ou 4€ por consulta, com a vantagem de fazerem as urgências no próprio hospital.
Novo antibiótico que nunca experimentou porque parece que a bactéria é resistente e está a querer fazer-nos frente. Tratamento para 3 vezes com Biopental, 5 dias de cada vez espaçado de 15 dias ( e o medicamento está esgotado o que vale é que temos em casa para o primeiro tratamento ) e Aerius por 2 meses. Depois disto e se não houver mais otites antes, nova ida ao Otorrino. Caso aconteça mais alguma entretanto antecipa-se a ida ao otorrino. Não é grave, mas como disse a pediatra, é chato. Deu o número de telemóvel para o caso de ter nova otite de repetição.
O esmalte dos dentes dela já denota os antibióticos, está a perdê-lo nas extremidades dando um aspecto de dente incolor. Também tenho assim os dentes e lembro-me que na idade dela tinha-os todos com manchas castanhas de tanto medicamento que tomei. Não há grandes alternativas senão escovar muito bem os dentes ( como se isso fosse possível ).
Gostei da médica apesar de saber que tive um tratamento mais " VIP " porque fui recomendada por uma outra colega dela que também faz urgências naquele hospital e que é mulher de um amigo e colega do Nuno.
Ainda pensei em mudar para esta pediatra que nos atendeu ou para a pediatra que é mulher do amigo do Nuno, sempre poupavamos uns trocos razoáveis, pois tem acordo com o nosso subsistema de saúde e pagariamos 3 ou 4€ por consulta, com a vantagem de fazerem as urgências no próprio hospital.
31 agosto 2007
Radioactividade
Hoje, dado um exame que fui fazer tenho radioactividade a correr-me pelo corpo.
Cuidado comigo : )!
Cuidado comigo : )!
12 agosto 2007
Das férias...
Por cá estamos com alguma praia e alguma piscina. Os passeios são curtos porque a minha saúde não tem deixado abusar.
Ontem passei o dia no hospital com perda de fala, corpo dormente e as terríveis dores de cabeça ( das 10 da manhã às 6 da tarde).
Fiz análises e TAC e felizmente não há nenhuma consequência, as dores fortíssimas são mesmo das cefaleias. Agora tenho medicação de SOS. Herança do meu pai.
Fui bem tratada mas entrei numa crise de ansiedade quando queria falar e não conseguia. Passou mas espero não repetir a proeza, fiquei aflita, não dizia coisa com coisa e só queria a minha mãe comigo.
Ontem passei o dia no hospital com perda de fala, corpo dormente e as terríveis dores de cabeça ( das 10 da manhã às 6 da tarde).
Fiz análises e TAC e felizmente não há nenhuma consequência, as dores fortíssimas são mesmo das cefaleias. Agora tenho medicação de SOS. Herança do meu pai.
Fui bem tratada mas entrei numa crise de ansiedade quando queria falar e não conseguia. Passou mas espero não repetir a proeza, fiquei aflita, não dizia coisa com coisa e só queria a minha mãe comigo.
16 julho 2007
"Descanso" forçado
Assumi o meu cansaço e o corpo tratou de mo demonstrar. A meio da semana passada desmarquei um almoço para Domingo e uma visita de uns amigos lá em casa. Precisava de descansar. Desde segunda-feira passada que tenho fortes dores de cabeça cíclicas. Entre as 4.20 e as 4.30 acordava com as ditas que se mantinham durante toda a manhã piorando de tarde. Domingo foi a gota de água. Na madrugada de Domingo não conseguia dormir com as dores, de manhã comecei a vomitar e não mais parei. As dores de cabeça eram insuportáveis, não conseguia andar com tonturas, não consegui comer nem beber absolutamente nada. Mesmo assim vomitava. Os meus lábios denotam a desidratação. À noite fui observada pelo médico: cefaleia ( ou enxaqueca ). Deu-me uma bomba medicamentosa e aconselhou-me a ser observada em Neurologia. Parece que nos últimos tempos nos livramos de uma maleita e aparece outra de seguida.
Hoje não fui trabalhar, apesar de estar francamente melhor, mas ainda tive 2 enxaquecas se bem que mais ligeiras. Já consigo andar e estar ao computador graças aos 2,5mgr de " droga" que estou a tomar.
Amanhã vou trabalhar que estar em casa sendo a única na minha secção, pode fazer bem ao corpo mas não à minha mente.
E as férias que nunca mais chegam!
Hoje não fui trabalhar, apesar de estar francamente melhor, mas ainda tive 2 enxaquecas se bem que mais ligeiras. Já consigo andar e estar ao computador graças aos 2,5mgr de " droga" que estou a tomar.
Amanhã vou trabalhar que estar em casa sendo a única na minha secção, pode fazer bem ao corpo mas não à minha mente.
E as férias que nunca mais chegam!
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