Tem pavor de bonecas de porcelana. Descobrimos nas nossas férias na Bélgica, em casa da minha prima que as faz artesanalmente.
Teve de esconder a que tinha visível, uma quase do tamanho da Beatriz e com um aspecto bem real, é certo, pois não adormecia com medo.
Até se vir embora perguntava pela boneca ( que diziamos ter deitado fora ) e ainda se lembra da dita.
No Natal a nossa empregada doméstica ofereceu-lhe uma boneca que dentro da caixa parecia mesmo uma boneca de porcelana. Quando ela desembrulhou a prenda e com a boneca ainda na caixa deu um salto de susto. Afastei a boneca e só depois de a retirar da caixa percebi que era de plástico. Expliquei-lhe, mostrei-lhe e só assim passou a brincar com a boneca, a medo a princípio.
Não houve mais experiências, porque como é óbvio, não queremos assustá-la ou confirmar o medo, até porque ela de vez em quando ainda menciona a boneca da prima, sempre com ar assustado.
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19 fevereiro 2009
12 fevereiro 2009
Limpezas domésticas
Há uns tempos falei com uma amiga sobre a minha intenção de que pelos 5/6 anos, a Beatriz começaria a ajudar nas tarefas domésticas, como por exemplo limpar o pó ( que arrumar o quarto dela e os brinquedos já o tem de fazer, com ajuda, mas faz ).
Em janeiro deixamos de ter empregada doméstica ( que ainda assim ia 4h de 15 em 15 dias ) e claro que as tarefas domésticas aumentaram.
Na primeira vez que me viu nas limpezas ( que antes também as fazia, mas apenas de 15 em 15 dias ) depois de já não termos a empregada, quis colaborar e eu deixei. Passei-lhe uma pano para a mão e foi repetindo os mesmos movimentos que eu. Agarrou na esfregona dela e andava atrás de mim a limpar. Atrapalha um bocadinho é certo, mas é uma forma de se ir habituando.
Na 2ª vez, quis limpar o pó e deixei e desde então que as prateleiras mais baixas são limpas por ela, com a minha supervisão e muitas vezes, comigo a passar o pano de seguida quando não fica bem.
Ultimamente já se esmera mais e já não são precisas tantas vezes quanto isso eu voltar atrás para refazer a limpeza.
Era suposto fazê-la esperar até aos 5/6 anos mas como se antecipou eu deixei, não há muitas coisas que se partam nos móveis e o que há está geralmente nas prateleiras superiores, onde ela não chega.
Em janeiro deixamos de ter empregada doméstica ( que ainda assim ia 4h de 15 em 15 dias ) e claro que as tarefas domésticas aumentaram.
Na primeira vez que me viu nas limpezas ( que antes também as fazia, mas apenas de 15 em 15 dias ) depois de já não termos a empregada, quis colaborar e eu deixei. Passei-lhe uma pano para a mão e foi repetindo os mesmos movimentos que eu. Agarrou na esfregona dela e andava atrás de mim a limpar. Atrapalha um bocadinho é certo, mas é uma forma de se ir habituando.
Na 2ª vez, quis limpar o pó e deixei e desde então que as prateleiras mais baixas são limpas por ela, com a minha supervisão e muitas vezes, comigo a passar o pano de seguida quando não fica bem.
Ultimamente já se esmera mais e já não são precisas tantas vezes quanto isso eu voltar atrás para refazer a limpeza.
Era suposto fazê-la esperar até aos 5/6 anos mas como se antecipou eu deixei, não há muitas coisas que se partam nos móveis e o que há está geralmente nas prateleiras superiores, onde ela não chega.
28 janeiro 2009
Rimas
Juntando à fase de achar imensa graça a dizer xixis, cócós, puns, rabo, pipi, pilinhas, etc, de há uns tempos faz rimas. A mais constante ( que as outras são de improviso ) é a seguinte:
- Joana banana macaca cigana, ... o marido debaixo da cama... ahahahahah
ou
- Joana banana, faz xixi na cama ahahahaahaha
E a mim parece-me mal dizer, mas confesso que não acho muita graça a este humor alternativo. Pior é que ela não pára de dizer até que alguém se ria. Quando ninguém se ri diz:
- Então não te ris, estou a dizer disparates, ri-te.
Se alguém só esboça um sorriso:
- Não, ri-te com barulho ( vulgo gargalhada ).
- Joana banana macaca cigana, ... o marido debaixo da cama... ahahahahah
ou
- Joana banana, faz xixi na cama ahahahaahaha
E a mim parece-me mal dizer, mas confesso que não acho muita graça a este humor alternativo. Pior é que ela não pára de dizer até que alguém se ria. Quando ninguém se ri diz:
- Então não te ris, estou a dizer disparates, ri-te.
Se alguém só esboça um sorriso:
- Não, ri-te com barulho ( vulgo gargalhada ).
Cuaro
Ou será esta a nova versão do dahhhh???
As afirmações dela agora terminam ou iniciam quase sempre com " claro " , ou como ela ainda não diz os éles " Cuáro ".
- Eu, cuáro.
- Cuáro que sim.
- Achas? Cuáro que não!
As afirmações dela agora terminam ou iniciam quase sempre com " claro " , ou como ela ainda não diz os éles " Cuáro ".
- Eu, cuáro.
- Cuáro que sim.
- Achas? Cuáro que não!
25 janeiro 2009
Novidades da última consulta
Enviei e-mail ao pediatra que me respondeu no próprio dia, me tranquilizou e que disse para irmos com ela a um consulta levando um RX ao pulso para determinação da idade óssea.
Disse que algumas crianças precisam de ajuda para crescer mas que não era problemático e que se resolvia sem hormonas nem nada com efeitos colaterais.
Entretanto também a pediatra dela me respondeu dizendo que tinha falado com a colega que a substitui e que a colega não tinha achado alarmante, apenas nos alertou para que, a continuar assim, deveria procurar saber as causas, mas como não lhe pareceu grave, não antes dos 4 anos.
No caso de ser necessário o tal " estudo hormonal ", será essa mesma médica a avaliar, dado que é responsável por esta área no Hospital a que recorremos.
Amanhã segue o pedido para a médica de família dar a prescrição médica para o RX e logo que o faça e tenha pronto, vamos ao homeopata para que a veja. Ainda que a pediatra tenha afirmado que não é alarmante e que o homeopata também o tenha garantido, vamos ver o que se passa ainda antes dos 4 anos.
( Mais calma mas ainda angustiada ... )
Disse que algumas crianças precisam de ajuda para crescer mas que não era problemático e que se resolvia sem hormonas nem nada com efeitos colaterais.
Entretanto também a pediatra dela me respondeu dizendo que tinha falado com a colega que a substitui e que a colega não tinha achado alarmante, apenas nos alertou para que, a continuar assim, deveria procurar saber as causas, mas como não lhe pareceu grave, não antes dos 4 anos.
No caso de ser necessário o tal " estudo hormonal ", será essa mesma médica a avaliar, dado que é responsável por esta área no Hospital a que recorremos.
Amanhã segue o pedido para a médica de família dar a prescrição médica para o RX e logo que o faça e tenha pronto, vamos ao homeopata para que a veja. Ainda que a pediatra tenha afirmado que não é alarmante e que o homeopata também o tenha garantido, vamos ver o que se passa ainda antes dos 4 anos.
( Mais calma mas ainda angustiada ... )
20 janeiro 2009
Consulta dos 3 anos e meio
Está tudo impecável em termos de desenvolvimento, quer motor quer mental e nem a médica sabe de metade, apenas respondemos às questões que fez ( eu e a Beatriz ) e é óbvio que não iria perguntar se já reconhece as letras, se já identifica o nome, se já sabe fazer raciocínios matemáticos simples, se reconhece as horas. Limitei-me a responder às perguntas e só assim e pela conversa breve que teve com ela deu a apreciação de Excelente desenvolvimento.
Com a médica que veio substituir a da Beatriz, simpática e cuidadosa, conseguiu cativar-lhe alguma confiança ( mas ela não é uma criança inibida é certo ) e tiveram uma conversa sobre brincadeiras preferidas, melhor amiga, idade, etc.
Na observação física, os ouvidos estão envelhecidos em relação à idade real devido às várias otites que teve, com marcas mas neste momento, sem infecções, limpinhos.
Na observação da dentição uma ressalva para o dente lascado, segundo a médica, medalha de bom comportamento e sinal de que é uma menina sossegada :).
Coração com batidas regulares, pulmões desobstruídos.
na medição do perímetro cefálico uma nota ao cabelo dela bem forte, invejado pela médica :).
Destacou-lhe a simpátia e o fácil trato, bem como a sua auto-confiança e beleza.
Pesagem e a balança a oscilar entre os 12.800gr e os 12.900gr. Registou 12.800gr porque foi onde a balança estabilizou, altura 90 cms.
Percentis muito baixinhos, mas mais preocupante é o da altura, que está abaixo do 5, +/- no 3. Como houve um decréscimo de percentil, como é uma criança que por ser pequena é seguida com mais atenção ( e também pelas constantes otites ), a medica fez uma ressalva para que se na consulta dos 4 anos, se mantiver sem crescer ou com um percentil abaixo do 5 farão análises para estudar as hormonas do crescimento. Fiquei apreensiva porque até aqui sempre se manteve no P5, se fosse uma criança de percentil superior não ficaria, aliás, sempre foi P5 e nunca me alarmei com o facto, agora que há um decréscimo de percentil e uma chamada de atenção da médica, a coisa muda de figura.
Falaremos com a médica dela ( mesmo em licença de maternidade vou chateá-la ) para saber a sua opinião, mas não quero esperar 6 meses para fazer análises e detectar eventualmente alguma anomalia ( e faz-me confusão que não tome vitaminas ou coisa do género ).
De resto excelente, mesmo, mas o excelente ficou tão ofuscado com a minha preocupação que nem lhe dou o devido " mérito ".
Quero como sempre o fiz até aqui, atribuir o tamanho à genética, mas na minha cabeça passam cenários que não este.
Entretanto marcarei consulta com o homeopata dela para saber a opinião dele.
É verdade, Perímetro cefálico de 49,5 cms.
Com a médica que veio substituir a da Beatriz, simpática e cuidadosa, conseguiu cativar-lhe alguma confiança ( mas ela não é uma criança inibida é certo ) e tiveram uma conversa sobre brincadeiras preferidas, melhor amiga, idade, etc.
Na observação física, os ouvidos estão envelhecidos em relação à idade real devido às várias otites que teve, com marcas mas neste momento, sem infecções, limpinhos.
Na observação da dentição uma ressalva para o dente lascado, segundo a médica, medalha de bom comportamento e sinal de que é uma menina sossegada :).
Coração com batidas regulares, pulmões desobstruídos.
na medição do perímetro cefálico uma nota ao cabelo dela bem forte, invejado pela médica :).
Destacou-lhe a simpátia e o fácil trato, bem como a sua auto-confiança e beleza.
Pesagem e a balança a oscilar entre os 12.800gr e os 12.900gr. Registou 12.800gr porque foi onde a balança estabilizou, altura 90 cms.
Percentis muito baixinhos, mas mais preocupante é o da altura, que está abaixo do 5, +/- no 3. Como houve um decréscimo de percentil, como é uma criança que por ser pequena é seguida com mais atenção ( e também pelas constantes otites ), a medica fez uma ressalva para que se na consulta dos 4 anos, se mantiver sem crescer ou com um percentil abaixo do 5 farão análises para estudar as hormonas do crescimento. Fiquei apreensiva porque até aqui sempre se manteve no P5, se fosse uma criança de percentil superior não ficaria, aliás, sempre foi P5 e nunca me alarmei com o facto, agora que há um decréscimo de percentil e uma chamada de atenção da médica, a coisa muda de figura.
Falaremos com a médica dela ( mesmo em licença de maternidade vou chateá-la ) para saber a sua opinião, mas não quero esperar 6 meses para fazer análises e detectar eventualmente alguma anomalia ( e faz-me confusão que não tome vitaminas ou coisa do género ).
De resto excelente, mesmo, mas o excelente ficou tão ofuscado com a minha preocupação que nem lhe dou o devido " mérito ".
Quero como sempre o fiz até aqui, atribuir o tamanho à genética, mas na minha cabeça passam cenários que não este.
Entretanto marcarei consulta com o homeopata dela para saber a opinião dele.
É verdade, Perímetro cefálico de 49,5 cms.
19 janeiro 2009
12 janeiro 2009
Primeira vez
Num parque de diversões sem nós.
Fomos ao IKEA no Sábado ( de loucos, mas enfim ) e foi connosco. Quando passamos no piso 0 junto das janelas onde se vê o " parque ", pergunto-lhe se quer ir e digo que para isso, nós não podemos entrar mas que esperaremos por ela cá fora.
Diz que quer. Terminamos as compras e vamos deixá-la lá um pouco.
Sinto-a insegura e pergunto-lhe se quer mesmo ir, antes de entrar. Diz que sim mas que não gosta das árvore.
Digo-lhe para não ir para junto das mesmas e digo que ficarei cá fora à espera.
Vejo-a entrar e sinto-a perdida. Não se dirige a nada e olha para a confusão à volta. Nem saio de junto da entrada porque prevejo que não vai lá ficar. Ainda tenta ir para uma mesa de actividades, mas vem para a saída e diz que não quer ficar.
Sai e não insistimos no assunto. A " animadora " diz que é normal, mesmo estando em jardim de infância há mais tempo porque não conhece o espaço, nem as pessoas.
Calço-a e depois de calçada pede-me para voltar.
Pergunto-lhe se quer mesmo e explico que não podemos entrar mas que ficamos a vê-la junto do vidro e que quando quiser vir embora, terá de dizer a uma das adultas que lá está.
Explico também que se quiser sair, já não a deixarei entrar mais e que tentará noutro dia.
Concorda e fazemos novamente a inscrição. Como desistiu deixam que volte a entrar. Fico na mesma a vê-la da entrada, agora confiante, disposta a explorar, com algum desconforto, mas com vontade de explorar. Vou para junto do vidro por vê-la à vontade. Ainda anda a olhar à volta, mas assim que nos vê do lado de fora fica confiante, ri, explora, salta para dentro da piscina de bolas, vai a quase tudo e logo arranjou um amiguinho mais velho que carinhosamente a pegava ao colo para descer sempre a última escada. O Nuno já estava em transe de ver a miúda no colo do outro junto das escadas, com a possibilidade de cairem os dois até que uma animadora o alertou para não o fazer.
Adorou!
A mim admira-me a coragem desta " fedelhita ", que apesar de ter receio, tenta vencer os seus medos. Como ela agora diz, sempre que a apelidam de pequenina: " Sou pequenina, mas sou corajosa ". E é mesmo!
Da próxima vez, ficará sem nós junto do vidro, mas aí sou eu e o pai que não ficamos muito confiantes. Esta parte é que ainda me causa " dores de estômago " :)
Fomos ao IKEA no Sábado ( de loucos, mas enfim ) e foi connosco. Quando passamos no piso 0 junto das janelas onde se vê o " parque ", pergunto-lhe se quer ir e digo que para isso, nós não podemos entrar mas que esperaremos por ela cá fora.
Diz que quer. Terminamos as compras e vamos deixá-la lá um pouco.
Sinto-a insegura e pergunto-lhe se quer mesmo ir, antes de entrar. Diz que sim mas que não gosta das árvore.
Digo-lhe para não ir para junto das mesmas e digo que ficarei cá fora à espera.
Vejo-a entrar e sinto-a perdida. Não se dirige a nada e olha para a confusão à volta. Nem saio de junto da entrada porque prevejo que não vai lá ficar. Ainda tenta ir para uma mesa de actividades, mas vem para a saída e diz que não quer ficar.
Sai e não insistimos no assunto. A " animadora " diz que é normal, mesmo estando em jardim de infância há mais tempo porque não conhece o espaço, nem as pessoas.
Calço-a e depois de calçada pede-me para voltar.
Pergunto-lhe se quer mesmo e explico que não podemos entrar mas que ficamos a vê-la junto do vidro e que quando quiser vir embora, terá de dizer a uma das adultas que lá está.
Explico também que se quiser sair, já não a deixarei entrar mais e que tentará noutro dia.
Concorda e fazemos novamente a inscrição. Como desistiu deixam que volte a entrar. Fico na mesma a vê-la da entrada, agora confiante, disposta a explorar, com algum desconforto, mas com vontade de explorar. Vou para junto do vidro por vê-la à vontade. Ainda anda a olhar à volta, mas assim que nos vê do lado de fora fica confiante, ri, explora, salta para dentro da piscina de bolas, vai a quase tudo e logo arranjou um amiguinho mais velho que carinhosamente a pegava ao colo para descer sempre a última escada. O Nuno já estava em transe de ver a miúda no colo do outro junto das escadas, com a possibilidade de cairem os dois até que uma animadora o alertou para não o fazer.
Adorou!
A mim admira-me a coragem desta " fedelhita ", que apesar de ter receio, tenta vencer os seus medos. Como ela agora diz, sempre que a apelidam de pequenina: " Sou pequenina, mas sou corajosa ". E é mesmo!
Da próxima vez, ficará sem nós junto do vidro, mas aí sou eu e o pai que não ficamos muito confiantes. Esta parte é que ainda me causa " dores de estômago " :)
11 janeiro 2009
Primeiras vezes
Viu um episódio da Rua Sésamo inteirinho de 30 minutos, atenta, sentada no meu colo.
Ajudou o sono que já tinha é certo, mas é quase uma estreia, antes disto só mesmo o filme Robots, mas foi só mesmo uma vez.
Engraçado foi também rever os actores, bem mais novos, muito anos 90.
Já vai gostando de ver desenhos animados, mas ainda episódios curtos. Como o Meo desbloqueou-nos uns quantos canais, passamos a ter o Baby Firts TV que ela gosta, não fosse um " canal educativo " e acho que já lhe estaria a moderar a quantidade. Ainda assim, vê de manhã enquanto se veste e às vezes à noite, quase na hora de ir dormir pede para ver um pouco. Nem sempre vê à noite, mas de manhã é certinho. No fim de semana, de vez em quando pede, mas só vê se eu ou o pai estivermos realmente ocupados, caso contrário, " trocamos-lhe as voltas " com uma qualquer brincadeira :)
Ajudou o sono que já tinha é certo, mas é quase uma estreia, antes disto só mesmo o filme Robots, mas foi só mesmo uma vez.
Engraçado foi também rever os actores, bem mais novos, muito anos 90.
Já vai gostando de ver desenhos animados, mas ainda episódios curtos. Como o Meo desbloqueou-nos uns quantos canais, passamos a ter o Baby Firts TV que ela gosta, não fosse um " canal educativo " e acho que já lhe estaria a moderar a quantidade. Ainda assim, vê de manhã enquanto se veste e às vezes à noite, quase na hora de ir dormir pede para ver um pouco. Nem sempre vê à noite, mas de manhã é certinho. No fim de semana, de vez em quando pede, mas só vê se eu ou o pai estivermos realmente ocupados, caso contrário, " trocamos-lhe as voltas " com uma qualquer brincadeira :)
06 janeiro 2009
3 anos e meio
É com orgulho que frisas, quando te perguntam a idade, que tens 3 anos e meio. E o meio é quase tão importante para ti como os 3 anos.
Tens pressa de fazer 4 anos, depois 5. Queres ser crescida, mas também é verdade que já o desejaste mais.
Aprendeste a defender-te sózinha dos " massacres " da tua colega, que insistentemente te dizia que eras pequena, agora dizes:
- Eu já não quero ser grande.
E a conversa acaba por aí, que o teu " desprezo " quebra os argumentos da tua parceira . Eu sei que no fundo no fundo, não é bem verdade, que até gostavas e desejas um dia ser " muito áuta ", mas não és e aos poucos aceitas o facto, com as minhas explicações e com muito afecto. Perguntaste-me se eu era grande, disse-te que também eu sou baixinha, mas isso não importa. Não importa a nossa altura, a nossa cor, o que importa é como somos.
Perguntei-te:
- Gostas de mim?
- Sim... muito.
- Gostas de mim porque sou baixinha?
- Não, gosto de ti porque és a mãe.
- E gostavas mais de mim se eu fosse magra? ou alta?
Pensaste um pouco e disseste:
- Não.
Percebeste, ainda que não o saibas explicar, que o amor não depende do aspecto físico e isso deixa-me orgulhosa de ti, orgulhosa que não vejas as diferenças ou que essas diferenças não te façam olhar para os outros de forma diferente, orgulhosa porque, arranjas-te um argumento não discriminatório para " calar a tua colega ".
Andas mais afectuosa e se dantes os teus afectos eram maioritariamente abraços, agora são abraços e beijos alternadamente a mim e ao pai. É verdade que muito do que és é pelo que vês e isso confirma-se neste aspecto. Passaste a beijar muito mais, a abraçar muito mais porque também nós o fazemos mais amiúde com os outros e claro, contigo, se bem que a ti, os beijos e abraços nunca faltaram.
Estás mais afectuosa e consequentemente, mais mimadinha, aquele mimadinho de se enrroscar em nós, de querer colinho.
Continuas a pedir uma mana e face à nossa conversa de que pode vir um mano dizes:
- Então se vier um mano eu quero um mano e uma mana.
Resumindo, se um dia engravidar e for rapaz, estou já preparada para o facto de não deixar de nos " chatear " com os pedidos da mana :).
Estás tão crescida em conversa e em argumentos que se torna difícil de te demover com razões que aceites sem duvidar. Isso leva a que mais vezes do que as desejadas, eu e o pai tenhamos de te dizer:
- É assim porque eu estou a dizer!
Não te contentas com respostas rápidas, com respostas incipientes ou mal fundamentadas. Até agora tenho conseguido responder a quase todas, mas muitas já me deixaram com verdadeiras interrogações e dúvidas e algumas vezes já te respondi:
- Não sei, mas vou tentar saber.
E tento saber e depois informo-te, aliás, se não o faço, és tu que mo relembras muitas vezes.
Olho para ti e estás uma menina, linda aos meus olhos, no bom caminho para seres um bom ser humano e este é sem dúvida, o meu maior motivo de orgulho. Modéstia à parte, grande parte do que serás, terá por base aquilo que eu e o pai te transmitimos, te ensinamos, que observas em nós.
Gosto tanto de ti princesa!
Tens pressa de fazer 4 anos, depois 5. Queres ser crescida, mas também é verdade que já o desejaste mais.
Aprendeste a defender-te sózinha dos " massacres " da tua colega, que insistentemente te dizia que eras pequena, agora dizes:
- Eu já não quero ser grande.
E a conversa acaba por aí, que o teu " desprezo " quebra os argumentos da tua parceira . Eu sei que no fundo no fundo, não é bem verdade, que até gostavas e desejas um dia ser " muito áuta ", mas não és e aos poucos aceitas o facto, com as minhas explicações e com muito afecto. Perguntaste-me se eu era grande, disse-te que também eu sou baixinha, mas isso não importa. Não importa a nossa altura, a nossa cor, o que importa é como somos.
Perguntei-te:
- Gostas de mim?
- Sim... muito.
- Gostas de mim porque sou baixinha?
- Não, gosto de ti porque és a mãe.
- E gostavas mais de mim se eu fosse magra? ou alta?
Pensaste um pouco e disseste:
- Não.
Percebeste, ainda que não o saibas explicar, que o amor não depende do aspecto físico e isso deixa-me orgulhosa de ti, orgulhosa que não vejas as diferenças ou que essas diferenças não te façam olhar para os outros de forma diferente, orgulhosa porque, arranjas-te um argumento não discriminatório para " calar a tua colega ".
Andas mais afectuosa e se dantes os teus afectos eram maioritariamente abraços, agora são abraços e beijos alternadamente a mim e ao pai. É verdade que muito do que és é pelo que vês e isso confirma-se neste aspecto. Passaste a beijar muito mais, a abraçar muito mais porque também nós o fazemos mais amiúde com os outros e claro, contigo, se bem que a ti, os beijos e abraços nunca faltaram.
Estás mais afectuosa e consequentemente, mais mimadinha, aquele mimadinho de se enrroscar em nós, de querer colinho.
Continuas a pedir uma mana e face à nossa conversa de que pode vir um mano dizes:
- Então se vier um mano eu quero um mano e uma mana.
Resumindo, se um dia engravidar e for rapaz, estou já preparada para o facto de não deixar de nos " chatear " com os pedidos da mana :).
Estás tão crescida em conversa e em argumentos que se torna difícil de te demover com razões que aceites sem duvidar. Isso leva a que mais vezes do que as desejadas, eu e o pai tenhamos de te dizer:
- É assim porque eu estou a dizer!
Não te contentas com respostas rápidas, com respostas incipientes ou mal fundamentadas. Até agora tenho conseguido responder a quase todas, mas muitas já me deixaram com verdadeiras interrogações e dúvidas e algumas vezes já te respondi:
- Não sei, mas vou tentar saber.
E tento saber e depois informo-te, aliás, se não o faço, és tu que mo relembras muitas vezes.
Olho para ti e estás uma menina, linda aos meus olhos, no bom caminho para seres um bom ser humano e este é sem dúvida, o meu maior motivo de orgulho. Modéstia à parte, grande parte do que serás, terá por base aquilo que eu e o pai te transmitimos, te ensinamos, que observas em nós.
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