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29 dezembro 2008

Rescaldo do Natal

Uma miúda a portar-se terrivelmente mal que me fez por várias vezes chamá-la à razão, castigá-la e só abriu as prendas porque não quis agudizar ainda mais " a crise ". Brincou com os primos ( sim que agora tem mais um pequenino de 1 ano para disfrutar de brincadeiras ), mas também guerreou o que não é nada habitual. Nem o espírito natalício me fez dar um desconto no mau comportamento, tal foi o exagero. Por isso mesmo não se tiraram muitas fotos ou só se tirariam fotos de uma miúda amuada, a fazer birra, atirada no chão, mal humorada. Depois passou-lhe com muita brincadeira com o primo até que todas as prendas foram colocadas em cada sapatinho.
Percebeu que " milagrosamente " o Pai Natal deixou as prendas em cada sapatinho e foi uma alegria descobrir o que cada embrulho revelava.
No dia de Natal, viajamos até Torres Novas e abriu o resto das prendas dos familiares de lá. Há primeira prenda aberta a primeira birra, uma senhora birra que me fez ficar muito triste com ela, desiludida mesmo. Esperava mais brinquedos e quando percebeu que era roupa e uns ténis disse que não gostava e que não queria aquela prenda. Nõ abriu mais nenhuma, afastei-a do local e tive uma conversa muito séria com ela. As lágrimas vieram-me aos olhos com a atitude dela. É certo que só tem 3 anos, mas também é certo que nunca esperaria que " desdenhasse " de uma prenda, fosse ela o que fosse. Ficou de castigo e chorou baba e ranho, até que se apercebeu do que tinha feito. Pediu desculpa pela atitude e depois disso já adorava os ténis e queria calça-los. Vá se lá perceber.
Depois lá deixei que abrisse os restantes presentes, não sem antes a relembrar da má atitude que tinha tido. Só 2 brinquedos, uma boneca Emília e uma cama de viagem de bonecas.
As birras ficaram por ali.
Depois brincou com o sobrinho do namorado da tia, da mesma idade dela e o resto do fim de semana foi passado por lá, já calma, a disfrutar de alguns brinquedos novos que levamos.
Para mim, o Natal trouxe muitas prendas e uma gastroenterite, com febre, dores no corpo, diareia e muitas cólicas. Não abusei dos doces, comi apenas alguns doces típicos do Natal, filhoses, velhoses e azevias, mas com regrado. Antes tivesse abusado e pelo menos teria razões para a gastro.

12 abril 2007

Nós por cá...

Durante o dia todo não fez diarreia. Está bem melhor. O apetite vai voltando aos poucos mas ainda come em quantidades muito reduzidas, mas come e já pede comer.
Ficou com mãezite aguda. Passo o dia a ouvi-la chamar-me em tom de mimo e choraminguice. Quando lhe pergunto o que quer, responde-me : cóuo ( colo ), esteja eu a lavar a loiça, a estender a roupa ( e hoje a parva da máquina decidiu que não faz centrifugação ), a cozinhar e até, a mudar-lhe a fralda. Não estivesse ela bem mais leve e já estaria com uma valente dor de costas. Está a minha sombra, mas uma sombra rabujenta, mimadinha e chorona.
Está bem mais magra, quase não tem barriga, os braços estão bem fininhos, estranho a falta do refego do pulso. Perdeu massa muscular, sinto-o perfeitamente nos braços e pernas.
As bochechas diminuiram ligeiramente, ainda está bem bochechudinha.
Eu voltei a almoçar e a jantar, já não o fazia as 2 refeições desde Domingo, ou porque não me lembrava, ou porque não me apetecia, ou porque não tinha tempo. Não tenho parado a não ser quando dorme e ainda assim vou arrumando as coisas e trabalhando. " Maldita " internet que permite que mesmo de baixa tenha de trabalhar.
O Nuno anda mesmo em baixo. Não come praticamente nada e continua " em estado líquido ". Desde ontem perdeu 8 kilos.Tem cólicas enormes, febre, o que fez com que a noite passada fosse assustadora. Nunca o vi tão aflito e nem eu nunca me senti tão nervosa. Relembrei-me que ele me faz sentir muito segura e vê-lo tão debilitado assustou-me por isso mesmo. Aconteceu-me algo até constrangedor ( não fosse ele um gajo compreensivo e me conhecesse muito bem e teria ficado zangado ), num das suas mais fortes crises, em que se contorcia com dores e vómitos eu tenho um ataque de riso incontrolável. Eu estava tão nervosa que não conseguia parar de rir. Depois ria e chorava ao mesmo tempo. Isto era relativamente comum na minha adolescência em vésperas de exames, por exemplo, mas nunca me tinha acontecido numa situação de doença.
Eu tenho me safado ao virús e volta e meia ando de Detol em punho a pulvorizar tudo e mais alguma coisa.
Estou perita em lavar roupa cagada ( desculpem a expressão ). Acho mesmo que se tivesse de voltar às fraldas de pano, não iria ser constrangedor, apenas menos prático. Para além da roupa da filha, tenho agora algumas peças do pai. Conversa de merda, pois é, mas os meus dias tem sido passados no meio disso mesmo. Valha-me o bom humor.
Eu e a Bia já estamos desparatizadas, o Nuno esqueceu-se de fazer as tomas e agora vamos esperar que recupere. Não encontrei nenhum parasita no cócó dela, para o meu não olhei, lol ( mais conversa de m€rd@ ).
Em princípio, segunda-feira voltamos à rotina, ela para a creche, eu para o escritório. Prevejo que a reentré na creche não vá ser pacífica pela forma como anda agarrada a mim, mesmo com o pai em casa.

10 abril 2007

Gastroentrite e Otite

E não parasitose ou virose.
Estou cansada, farta de médicos, de coração partido por vê-la vomitar, por estar cheia de diarreia, por lhe doer a barriga e eu pouco ou nada conseguir fazer para lhe aliviar o sofrimento.
Não quero falar nisso, quero esquecer, mas é impossível com a minha filha sempre a chorar, sempre a vomitar, a sujar-se de cócó até ao cabelo e a não comer praticamente nada desde o jantar de Sábado. Perdeu cerca de 800 gramas desde Domingo.
Acho que faço aqui uma pausa, ou um stop, ou se calhar volto já amanhã. Não faço ideia, sei que agora não me apetece falar sobre como tem sido estes dias terríveis.