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18 agosto 2009

Não sei se ria ou se chore

Serei aumentada, bastante em dinheiro, muito mais em responsabilidade e ainda não sei muito bem quanto, em trabalho.
Pelo menos permite-me pensar num 2º filho sem angústias monetárias. Dinheiro terei, tempo é que fico na dúvida. O tempo o dirá, mas se há coisa de que não tenho dúvidas é que terei de organizar ainda melhor o meu tempo.
Eu penso demasiado nas coisas...bahh para mim.

Adenda - Reparo na quantidade de pleonasmos que escrevi... fica mesmo assim que não estou com cabeça para correcções.

23 outubro 2008

Voltou à carga

Tratou de dizer a todos na escola que vai ter um mano e uma mana. Já tinha voltado a falar no assunto, a perguntar se ia ter um mano e uma mana, se eu já tinha o bébé na barriga, etc mas tem se esmerado em contar a quem encontra que vai ter um mano e uma mana, logo dois, rematando sempre que prefere uma mana.
Ontem a dona do colégio perguntou-me se estava grávida, hoje de manhã a auxiliar e eu tive de contar-lhes que não terá irmã(o) tão breve porque pelo menos durante um ano não poderei engravidar.
Já lho expliquei mas como ainda não tem grande noção temporal continua com a mesma conversa.

28 maio 2008

Filhos

Noto nele saudades de ter um bébé nosso. Fala nisso com alguma " ansiedade ". Alerto-o para a diminuição drástica da fertilidade feminina ( e masculina também ) depois dos 30 numa de o preparar para o que possa ser uma eventualidade depois desta doença estar realmente controlada ( que não tem cura ).
Eu não as tenho, ou sou tão " manipuladora " que até os meus sentimentos consigo contornar, talvez porque de facto é um plano de médio e longo prazo com muitas condicionantes por resolver antes, quer físicas/saúde, quer financeiras. Por enquanto, chegam-me os " bébés dos outros ".
A Beatriz pede constantemente um mano sem ter ainda a real noção que um mano implica partilhar os pais, o colo, os brinquedos, a atenção, quase tudo. Pensei que me fosse custar ouvi-la pedir um mano/a nas minhas condicionantes físicas mas não custa, de facto não. Não posso e não posso, pronto. Se um dia puder, óptimo, se não tudo bem na mesma, sinto-me " abençoada " por já ter passado pela experiência da maternidade. Mas não digo que não penso em ter mais filhos, digo sim que aceitarei se não os tiver. Tanto é que sou tão metódica que os planos estão delineados, com quem ficará no primeiro ano/ ano e meio, diferença de idades que facilitam monetariamente as mensalidades do colégio, etc.
Aceitar aquilo que a vida nos oferece de sorriso nos lábios e não estar à espera angustiada do que há-de vir/pode vir é um lema.
Viver um dia de cada vez, satisfeita com aquilo que tenho e eu tenho uma família tão bonita e tão feliz!

24 março 2008

Educar ( às vezes ) é tão dificil

Sinto-o mais nos teus dias difíceis que também os tens e quando tens não és de meias medidas. Embirras com tudo, berras, choras a plenos pulmões, não queres sequer ouvir-nos, irritas-te e irritas-nos, levantas a mão, foges de nós e às vezes até te atiras para o chão. Eu, mais que o teu pai até, vou tentanto levar com calma quando antes via semelhante cena nos filhos dos outros era a primeira a dizer, " Filho meu, não fazia... ", como se possuisse a fórmula mágica e conhecesse todos os segredos de como bem educar.
É verdade que o atirrar para o chão é raríssimo, é verdade que o bater também já passou ( agora " só " levantas a mão ) mas as tuas atitudes de raiva às vezes deixam-me uma sensação de impotência e ponho em dúvida se de facto os métodos são os melhores. Continuo pouco adepta da palmada e continuo a insistir no falar, no explicar e no castigo mas às vezes as conversas mansas não resultam ou a minha paciência já estourou e já não consigo falar sem que dos meus olhos saltem faiscas. É dificil de me controlar para que a minha mão não salte para o teu rabo mas às vezes salta quando tudo o resto foi tentado e não resultou, porque também há dias assim. Normalmente as palmadas são sacudidelas de pó que te fazem chorar muito, não pela dor que te provoca mas pelo acto. Hoje foi um desses dias, aliás uma dessas manhãs. Quando estás adoentada ficas sem paciência e eu dou um desconto por isso mesmo mas às vezes não dá mais. A birra vinha de ontem à noite e hoje de manhã não te querias vestir, não te querias despir, não querias comer, não querias a chucha mas quando ta tirei choras-te baba e ranho. Nestas alturas eu penso que deveria ser mais dura, que se calhar tanta pedagogia vai resultar numa miúda mimada no sentido de " eu quero, posso e mando " e isso de todo não quero nem vou deixar que aconteça, nem que tenha de reformular os meus princípios educacionais.
Lembro-me tantas vezes de como foi fácil com a minha sobrinha e por isso mesmo pensava que o que tinha resultado com ela era conhecimento universal e resultava com todos. Parece que não. Foi tão fácil porque ela era uma criança fácil mas essencialmente porque era minha sobrinha, não minha filha e a parte difícil cabia aos pais. É tão mais fácil quando os filhos são dos outros.

13 fevereiro 2008

Filhos

No início da minha experiência enquanto mãe escrevi sobre como me tinha transformado e em como acreditava que o tinha feito para melhor. Nunca consegui transformar em palavras os sentimentos que me invadiam o peito até que hoje cheguei até este post. Como realmente quero que a minha filha o leia vou não só " linkar " mas também transcrever.
Não diz tudo o que penso e sinto sobre ser mãe, mas diz muito do que nunca fui capaz de exprimir.

" Ter filhos... hum... como é que eu hei de dizer isto sem parecer... conservadora, reaccionária, pretensiosa? Como é que vou dizê-lo sem parecer moralista?... Ter filhos... faz de nós melhores pessoas. Já disse. Tentei explicar isto outro dia a uma amiga mas, pela cara dela, acho que não me consegui explicar bem. Olhou para mim como se eu fosse a presidente da associação de famílias numerosas, com dez crianças no colo e a pregar contra o aborto. Não é nada disso. Mesmo. Mas a verdade é que acho que ser mãe faz-nos melhores pessoas. É isso. Não há outra maneira de o dizer. Faz-nos olhar além do nosso umbigo. Depois de um período (cada vez mais prolongado) de juventude em que vivemos para o nosso próprio prazer - a casa e o carro e as viagens e as férias na neve e o telemóvel topo de gama e a carreira e uma casa melhor e os jantares e os copos e os saldos e a promoção e o aumento e os sapatos novos e sair à noite e tudo e tudo - somos obrigados a pensar no que é bom para outra pessoa. Há mais uma vontade ali a ter em conta. Por isso ter filhos faz-nos ser menos egoístas e egocêntricos. Tal como ter um irmão nos ensina a partilhar. Fazemos coisas para os ver felizes e acabamos a descobrir que isso também nos faz feliz.Obriga-nos a rever as nossas prioridades. Porque o tempo, o dinheiro e a disposição não dão para tudo, quando temos filhos temos que sacrificar algumas coisas. Talvez aquela ida às compras não seja tão importante, o melhor é aproveitar para ir ao parque. Talvez seja melhor arranjar forças para ir jogar à bola em vez de o deixar a ver televisão a tarde toda enquanto nós dormitamos no sofá. Talvez seja melhor respirar fundo antes de entrar em casa e deixar os problemas do trabalho lá fora para poder aproveitar bem o pouco que nos resta do dia com a nossa família. Uma noite bem dormida é bom, mas se temos uma criança com febre queremos lá saber do nosso descanso, queremos é que ele fique bem, não é? Se calhar até gostávamos de lutar pela promoção mas se, para isso, temos que trabalhar mais de doze horas por dia e chegar a casa quando já estão todos na cama... valerá a pena? Quando se tem um ser tão frágil entre as mãos, que depende totalmente de nós, percebemos o que é realmente importante. E o importante não são as unhas arranjadas nem as dores nas nossas costas. O importante é (lá dizia a minha avó) que tenhamos todos saúde e sejamos felizes (esta foi mesmo moralista, mas enfim).Educar um filho é (até ver) a tarefa mais difícil que tive de cumprir. Tenho a noção de que todas as decisões são importantes. Tenho, constantemente, de decidir entre o bem e o mal, o que é reprovável e o que devo incentivar. Quero que ele aprenda a brincar com todos os meninos e que empreste a bola. Mas e se lhe baterem na escola, digo-lhe para bater também? Quero que ele aprenda a ser justo e honesto e que acredite na bondade dos homens. Ou será mais importante mostrar-lhe, desde já, que lá fora é uma selva e ele tem que aprender a defender-se e que tem de começar já a ser o melhor se não não vai sobreviver? Encho-lhe a agenda de actividades, obrigo-o a aprender inglês e violino desde os três anos, ou deixo-o correr e andar de bicicleta e levo-o a ver o mar? Compro-lhe os brinquedos só para o ver feliz ou não compro para o ensinar que ele não pode ter tudo? Zango-me? Castigo-o? Bato-lhe? Educar um filho obriga-me, em cada minuto, a pensar nos valores que são importantes para mim e naqueles que eu gostaria que fossem também importantes para ele.Os livros dizem que é com o nosso exemplo que eles mais aprendem. Pelo menos nisto os livros têm razão, já percebi. E, por isso, todos os dias me esforço por ser a melhor pessoa do mundo. Dizer sempre bom dia, obrigado e se faz favor. Não pôr o dedo no nariz. Não beber o sumo directamente da garrafa. Não dizer palavrões. Não me irritar por coisas de nada (isto é difícil). Não gritar (é quase impossível). Mas ao menos tento. Ceder, partilhar, confiar, cumprir horários, cumprir promessas, ser carinhoso, dar beijinhos, preocupar-me com os outros, não dizer mal dos outros, dar o lugar aos mais velhos, não mentir, não ligar às aparências, não ser preconceituosa. Todos os dias me esforço por ser melhor, só por ele. Quando somos pais percebemos melhor os nossos pais. Aprendemos a respeitar as dificuldades por que tiveram de passar. Podemos perdoar-lhes os erros que cometeram (não todos mas, pronto, alguns). Percebemos finalmente aquela coisa do "fizemos tantos sacrifícios por ti". Colocamo-nos a nós próprios no lugar de avós, vemo-nos, daqui a uns anos, velhinhos e corcundas, enfiados num lar. Talvez essa imagem seja suficiente para suportarmos uns quantos almoços de domingo, mesmo quando não nos está a apetecer mesmo nada. Os filhos obrigam-nos a pensar no futuro. Porque a vida não é só aqui e agora. Tomamos consciência que a nossa vida continua depois de nós. Não é um bem um legado mas, sei lá, queremos deixar qualquer coisa para eles. Uma obra. Uma recordação. Um mundo onde se possa viver melhor. As alterações climáticas podem já não nos tocar mas vão tocar os nossos netos. Temos que garantir que os nossos descendentes vão ter água para beber. Que vão ter um emprego. Um ensino de qualidade. Que não vão morrer numa guerra. Vale a pena lutar, manifestar-nos, protestar, desejar, sonhar. Vale a pena. Mesmo que não seja por nós.Ter um filho tornou-me uma pessoa melhor. Claro que é possível ser melhor mesmo sem ter filhos. Claro que há pais que nunca serão boas pessoas. Mas ter um filho mexeu comigo, abanou-me de uma forma que eu considero positiva. E só posso esperar que isto aconteça também com os outros. "

05 julho 2007

2º filho

Ontem a par dos parabéns vinham as opiniões de que agora já podia avançar para um segundo. Está dada a " margem de segurança " e está na altura de um mano/a, e agora vão ao menino, etc etc. À primeira fui simpática : Não dá, não pode ser ainda..., à segunda: Pois, pois, é fácil falar..., à terceira: epá que chatos, se me derem uma pensão que chegue para pagar o infantário, vacinas não comparticipadas e seguro de saúde eu até posso começar a pensar nisso.
Agora que algumas amigas já vão na " ronda dos segundos filhos " a pergunta " para quando? " é uma constante.
Parece que nos dias de hoje é muito mau ter filhos únicos. Eu não pretendia que a Bity fosse filha única, mas por enquanto acho demasiado cedo para deixar de o ser, além de que a questão financeira, pesa e muito numa decisão tão séria. Já não me atrevo a pensar sequer num 3º filho ( que outrora já foi um desejo ) .
Agora, por favor, para quem lê isto: NÃO ME VENHAM COM A HISTÓRIA DE UM SEGUNDO FILHO, OK?????