" Quero xixi " ou " cócó " já tinham sido tentados mas como voltava sempre à mesa depois disso desistiu de usar.
" Tenho sono "ainda vai usando assim como chorar até mais não, tossir, puxar o vómito e deitar a comida fora. Ontem veio a história do " dói-me a barriga, ai a minha barriguinha ". Não queria a carne e o arroz porque para isso estava cheia e doia-lhe a barriga mas queria um chupa com o qual a " engodamos " para que comesse. Percebeu que se não há fome para a comida também não há para doces.
Como eu ando menos paciente não liguei nenhuma aos lamentos e fui enfiando garfada atrás de garfada o que achei que deveria comer. E comeu bem, com lamentos do tipo : " ai eu sou uma desgraçadinha e esta minha mãe não me entende e eu ainda vou deitar arroz pelos olhinhos em vez de lágrimas ", mas comeu. E ainda comeu fruta e acabou por não comer o chupa que não quis. Decididamente, muitas vezes com ela a pedagogia vale um par de botas rotas. Tenho de aceitar isso e render-me ao facto, é preciso é saber dosear e saber quando usar da pedagogia e quando usar do meu feitio " brutinha que nem casas ". Valha-me o bom senso!
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17 abril 2008
24 março 2008
Educar ( às vezes ) é tão dificil
Sinto-o mais nos teus dias difíceis que também os tens e quando tens não és de meias medidas. Embirras com tudo, berras, choras a plenos pulmões, não queres sequer ouvir-nos, irritas-te e irritas-nos, levantas a mão, foges de nós e às vezes até te atiras para o chão. Eu, mais que o teu pai até, vou tentanto levar com calma quando antes via semelhante cena nos filhos dos outros era a primeira a dizer, " Filho meu, não fazia... ", como se possuisse a fórmula mágica e conhecesse todos os segredos de como bem educar.
É verdade que o atirrar para o chão é raríssimo, é verdade que o bater também já passou ( agora " só " levantas a mão ) mas as tuas atitudes de raiva às vezes deixam-me uma sensação de impotência e ponho em dúvida se de facto os métodos são os melhores. Continuo pouco adepta da palmada e continuo a insistir no falar, no explicar e no castigo mas às vezes as conversas mansas não resultam ou a minha paciência já estourou e já não consigo falar sem que dos meus olhos saltem faiscas. É dificil de me controlar para que a minha mão não salte para o teu rabo mas às vezes salta quando tudo o resto foi tentado e não resultou, porque também há dias assim. Normalmente as palmadas são sacudidelas de pó que te fazem chorar muito, não pela dor que te provoca mas pelo acto. Hoje foi um desses dias, aliás uma dessas manhãs. Quando estás adoentada ficas sem paciência e eu dou um desconto por isso mesmo mas às vezes não dá mais. A birra vinha de ontem à noite e hoje de manhã não te querias vestir, não te querias despir, não querias comer, não querias a chucha mas quando ta tirei choras-te baba e ranho. Nestas alturas eu penso que deveria ser mais dura, que se calhar tanta pedagogia vai resultar numa miúda mimada no sentido de " eu quero, posso e mando " e isso de todo não quero nem vou deixar que aconteça, nem que tenha de reformular os meus princípios educacionais.
Lembro-me tantas vezes de como foi fácil com a minha sobrinha e por isso mesmo pensava que o que tinha resultado com ela era conhecimento universal e resultava com todos. Parece que não. Foi tão fácil porque ela era uma criança fácil mas essencialmente porque era minha sobrinha, não minha filha e a parte difícil cabia aos pais. É tão mais fácil quando os filhos são dos outros.
É verdade que o atirrar para o chão é raríssimo, é verdade que o bater também já passou ( agora " só " levantas a mão ) mas as tuas atitudes de raiva às vezes deixam-me uma sensação de impotência e ponho em dúvida se de facto os métodos são os melhores. Continuo pouco adepta da palmada e continuo a insistir no falar, no explicar e no castigo mas às vezes as conversas mansas não resultam ou a minha paciência já estourou e já não consigo falar sem que dos meus olhos saltem faiscas. É dificil de me controlar para que a minha mão não salte para o teu rabo mas às vezes salta quando tudo o resto foi tentado e não resultou, porque também há dias assim. Normalmente as palmadas são sacudidelas de pó que te fazem chorar muito, não pela dor que te provoca mas pelo acto. Hoje foi um desses dias, aliás uma dessas manhãs. Quando estás adoentada ficas sem paciência e eu dou um desconto por isso mesmo mas às vezes não dá mais. A birra vinha de ontem à noite e hoje de manhã não te querias vestir, não te querias despir, não querias comer, não querias a chucha mas quando ta tirei choras-te baba e ranho. Nestas alturas eu penso que deveria ser mais dura, que se calhar tanta pedagogia vai resultar numa miúda mimada no sentido de " eu quero, posso e mando " e isso de todo não quero nem vou deixar que aconteça, nem que tenha de reformular os meus princípios educacionais.
Lembro-me tantas vezes de como foi fácil com a minha sobrinha e por isso mesmo pensava que o que tinha resultado com ela era conhecimento universal e resultava com todos. Parece que não. Foi tão fácil porque ela era uma criança fácil mas essencialmente porque era minha sobrinha, não minha filha e a parte difícil cabia aos pais. É tão mais fácil quando os filhos são dos outros.
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