Não era assim tão cuidadosa ( ou tão esquizofrénica, o que quer que seja ) mas as vivências da minha doença deixou-me marcas indeléveis no subconsciente que numa ou outra ocasião são despoletadas.
No Sábado, fruto das limpezas do fim de semana fiquei com uma crise alérgica como não tinha há muito. A juntar a uma garganta que andava a " arranhar " há uma semana. Domingo piorou ( que as alergias costumam melhorar mas foi o inverso ) e saí apenas para visitar a minha avó. Esta noite estava num misto de espirros, frio, transpiração, tosse, garganta a arranhar e o mais que ouvesse. As olheiras mais escuras que eu sei lá. Muitos dos sintomas indicavam alergias, até porque começou depois de remexer móveis, mexer em roupa, limpar o pó, etc, mas a garganta já se queixava há mais tempo e como em determinada altura a alergia se confunde com gripe/constipação não arrisquei.
Até saber o diagnóstico pela médica eu quase não beijei ninguém ( a não ser quem mesmo sabendo insistiu ) e ainda assim, de boca bem fechada :) A Beatriz deixou de receber abraços e beijos e a história da noite foi contada comigo de costas para ela e ela o mais encostada à parede da cama possível.
Não veio dormir comigo nem mesmo depois de acordar de noite e entendeu, ficando-se na cama dela.
Na clínica desinfetei as mãos umas 3 vezes na hora que lá estive.
De manhã não a beijei, tentei que não estivessemos próximas, tossi com as mãos em concha, andei de Detol atrás quer em toalhitas para limpar as mãos sempre que espirrava ou tossia, quer para vaporizar o ar e impedir a propagação de virus.
Depois da consulta da médica abracei-a dei-lhe uma beijoca na face mas ainda assim, apesar de serem só alergias, quero ver se os sintomas melhoram para " voltar à normalidade ".
É uma paranóia mas só assim fico mais descansada ( e mesmo assim... )
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30 março 2009
26 março 2009
Bom...
Vamos lá ver se ajuda...
O problema maior são as 32 páginas de livro, o que para uma criança da idade dela, ainda que adore livros e ouça histórias mais complexas e granditas, se calhar será demasiado para lhe prender a atenção do princípio ao fim e captar a mensagem.
Ainda assim o problema dela não é não saber ou não brincar sózinha, é mesmo o desejo imenso de ter uma irmã...
Tentar não custa!
Sinopse
João sem-irmãos é a história de um menino que não tinha irmãos. O João habituou-se a brincar sozinho e a fazer de cada árvore, de cada rajada de vento, seus companheiros e irmãos.
Conheceu o Afonso, que tinha 6 irmãos e não sabia como brincar e como viver quando eles não estavam presentes. O João não tinha aqueles medos e ajudou-o a tirar o melhor partido da vida, mesmo estando sozinho.
João Sem-Irmãos de Paula Pato
Facto curioso: numa sociedade onde cada vez mais se tem filhos únicos, há uma infinidade de livros que exploram a vinda de um irmão, que preparam a criança e os pais, mas apenas 2, sendo que só 1 é infantil, que trata da realidade dos filhos únicos ( e há cada vez mais não só filhos únicos mas netos únicos, sobrinhos únicos, únicas crianças no seio familiar global ).
Descobri um nicho de mercado para os escritores, psicólogos, pedagogos, etc. Vá, depois quero direitos de autor ;).
O problema maior são as 32 páginas de livro, o que para uma criança da idade dela, ainda que adore livros e ouça histórias mais complexas e granditas, se calhar será demasiado para lhe prender a atenção do princípio ao fim e captar a mensagem.Ainda assim o problema dela não é não saber ou não brincar sózinha, é mesmo o desejo imenso de ter uma irmã...
Tentar não custa!
Sinopse
João sem-irmãos é a história de um menino que não tinha irmãos. O João habituou-se a brincar sozinho e a fazer de cada árvore, de cada rajada de vento, seus companheiros e irmãos.
Conheceu o Afonso, que tinha 6 irmãos e não sabia como brincar e como viver quando eles não estavam presentes. O João não tinha aqueles medos e ajudou-o a tirar o melhor partido da vida, mesmo estando sozinho.
João Sem-Irmãos de Paula Pato
Facto curioso: numa sociedade onde cada vez mais se tem filhos únicos, há uma infinidade de livros que exploram a vinda de um irmão, que preparam a criança e os pais, mas apenas 2, sendo que só 1 é infantil, que trata da realidade dos filhos únicos ( e há cada vez mais não só filhos únicos mas netos únicos, sobrinhos únicos, únicas crianças no seio familiar global ).
Descobri um nicho de mercado para os escritores, psicólogos, pedagogos, etc. Vá, depois quero direitos de autor ;).
25 março 2009
Ela continua a insistir
As histórias de que vai ter uma mana, os pedidos da mana não pararam, nem sequer diminuiram. Não há um dia que passe que ela não fale que vai ter uma mana, que quer uma mana, que a mana vai dormir no quarto com ela, que as roupas dela vão para a mana, que vai brincar com a mana, que, que...
Sabe que não pode ser no imediato, aliás sabe que é uma hipótese termos mais um filho, não uma certeza, mas insiste, fantasia e a mim não me custa ouvir os pedidos, confesso, custa-me que eventualmente sonhe em demasia e não saiba distinguir o real do desejo.
Não é por ela me pedir ou falar nisso que tenho mais ou menos vontade de ter mais um filho ( já não digo mais filhos ), criei uma qualquer barreira emocional, como em tudo sou assim, não quero criar demasiadas expectativas para não " cair do cavalo ", porque certezas não há e mesmo que houvesse, ter um filho não é algo que dependa única e exclusivamente da nossa vontade.
A fantasia dela vai ao ponto de dar como facto consumado na escola que eu já estava grávida e que era uma menina ( a mana Joana Macaca, que lindo nome ) e tem sido de tal modo convincente que a educadora, mesmo sabendo da vontade dela e das suas fantasias, veio questionar-me se de facto estaria grávida. Mais, como ultimamente tem ficado a chorar quase todos os dias na escola, associou o choro à eventual insegurança da chegada de um mano/crise de ciúmes.
Já não sei o que lhe diga, sempre que lhe explico ela diz-me que sabe que não estou grávida, que ainda não vai ter mana, que pode ser mano e não mana, mas mesmo assim diz:
- Mas um dia vais estar, não é agora é quauquer dia.
Outro dia, quando lhe disse que não sabia se ia estar grávida mais alguma vez disse-me :
- Então um dia eu vou ter um bébé na minha barriga e vai ser uma mana.
Lá lhe expliquei que quando um dia ela tiver um bébé na barriga será um filho e não um irmão, mas naquela cabecita de 3 anos ( quase 4 ), não cabe o entendimento de que uma doença minha a possa impedir de sonhar com uma irmã.
Resta-me o consolo de que crescerá e com ela aumentará o seu discernimento, até lá é esperar que não sonhe demasiado.
Já não sei o que mais lhe diga...
Alguma psicóloga que me explique esta " fixação " sff.
Sabe que não pode ser no imediato, aliás sabe que é uma hipótese termos mais um filho, não uma certeza, mas insiste, fantasia e a mim não me custa ouvir os pedidos, confesso, custa-me que eventualmente sonhe em demasia e não saiba distinguir o real do desejo.
Não é por ela me pedir ou falar nisso que tenho mais ou menos vontade de ter mais um filho ( já não digo mais filhos ), criei uma qualquer barreira emocional, como em tudo sou assim, não quero criar demasiadas expectativas para não " cair do cavalo ", porque certezas não há e mesmo que houvesse, ter um filho não é algo que dependa única e exclusivamente da nossa vontade.
A fantasia dela vai ao ponto de dar como facto consumado na escola que eu já estava grávida e que era uma menina ( a mana Joana Macaca, que lindo nome ) e tem sido de tal modo convincente que a educadora, mesmo sabendo da vontade dela e das suas fantasias, veio questionar-me se de facto estaria grávida. Mais, como ultimamente tem ficado a chorar quase todos os dias na escola, associou o choro à eventual insegurança da chegada de um mano/crise de ciúmes.
Já não sei o que lhe diga, sempre que lhe explico ela diz-me que sabe que não estou grávida, que ainda não vai ter mana, que pode ser mano e não mana, mas mesmo assim diz:
- Mas um dia vais estar, não é agora é quauquer dia.
Outro dia, quando lhe disse que não sabia se ia estar grávida mais alguma vez disse-me :
- Então um dia eu vou ter um bébé na minha barriga e vai ser uma mana.
Lá lhe expliquei que quando um dia ela tiver um bébé na barriga será um filho e não um irmão, mas naquela cabecita de 3 anos ( quase 4 ), não cabe o entendimento de que uma doença minha a possa impedir de sonhar com uma irmã.
Resta-me o consolo de que crescerá e com ela aumentará o seu discernimento, até lá é esperar que não sonhe demasiado.
Já não sei o que mais lhe diga...
Alguma psicóloga que me explique esta " fixação " sff.
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