Como já descrevi anteriormente, as minhas manhãs são sempre turbulentas. A miúda tem mau acordar e eu também e se está em dia não ( que comigo de manhã é 99% das vezes ), não quer acordar, não quer vestir aquela roupa, não quer despir, não quer lavar a cara, os dentes, não quer beber leite, quer ver desenhos, depois não quer aqueles, quer beber o leite na sala, depois já não quer leite, quer iogurte,etc.
A semana passada o pai conseguiu que 2 ou 3 vezes por semana, alteraria o horário por forma a entrar mais tarde ( e sair mais tarde também ) e nessas vezes ele leva-la-ia à escola. Fiquei feliz, confesso, que atire a primeira pedra quem não se importasse de TODOS OS DIAS ter manhãs como as minhas.
Com ele a coisa tem corrido bem, aliás, até acorda a rir e acorda mais cedo do que comigo e porquê? Porque o pai ora veste as calças dela na cabeça dele e diz que é um coelho, ora põe a perna da calça para a frente e diz que é um elefante, ora lhe veste as collants nos braços, etc.
Eu confesso, de manhã não tenho tempo nem paciência para estas brincadeiras. Faço muitas " palermices " do género, mas depois de estar bem acordadinha, na primeira hora após o despertador tocar, não, aliás, nessa primeira hora pouco falo.
Já percebi que a falta de colaboração dela e mau humor se deve à minha falta de colaboração de manhã ( quem sai aos seus... ). Teria de me por com palhaçadas e dado que acordo já depois do suposto, o tempo não dá para nada. Quanto mais apressada estou menos ela colabora, mas lá está, não consigo acordar antes pelo cansaço.
Eu fico feliz por nesses 2 ou 3 dias, não chegar atrasada ao trabalho e nenhuma de nós sai de casa em stress logo pela manhã.
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27 janeiro 2009
09 dezembro 2008
Fui de férias
E tive uma potencialidade de trabalho na minha área numa empresa na indústria dos diamantes. Um empresário, grande amigo da minha prima, quer unicamente uma pessoa conhecida e de confiança, por razões óbvias. Iria ganhar uns bons 3000€ sem trabalhar muito, para um país em que os preços ( à excepção dos transportes públicos e das casas, ainda assim não muito mais caro ) estão equiparados aos nossos.
Não pus a hipótese de aceitar; a família, o ir para um país frio e quase sem sol... emigrar não é para mim, até porque no caso concreto não seria por 2 ou 3 anos, mas até à minha idade da reforma pela dificuldade em encontrarem alguém com o perfil que procuram e pelo sigilo que o negócio envolve ( bem como os milhões associados ). A pessoa que vai sair é por isso mesmo, porque se vai reformar.
Depois fui conhecendo a realidade social, o sistema de saúde fantástico, o ensino irrepreensível e gratuito para todos a partir dos 3 anos, a proximidade de quase tudo e ... estou aqui numa nostalgia desgraçada por este meio feitio.
Quando é que conseguirei largar as saias da minha mãe?
Não pus a hipótese de aceitar; a família, o ir para um país frio e quase sem sol... emigrar não é para mim, até porque no caso concreto não seria por 2 ou 3 anos, mas até à minha idade da reforma pela dificuldade em encontrarem alguém com o perfil que procuram e pelo sigilo que o negócio envolve ( bem como os milhões associados ). A pessoa que vai sair é por isso mesmo, porque se vai reformar.
Depois fui conhecendo a realidade social, o sistema de saúde fantástico, o ensino irrepreensível e gratuito para todos a partir dos 3 anos, a proximidade de quase tudo e ... estou aqui numa nostalgia desgraçada por este meio feitio.
Quando é que conseguirei largar as saias da minha mãe?
17 outubro 2008
O meu feitiozinho
Tenho um " feitiozinho da merda " , a descrição que a Marina Mota fazia numa rábula há uns anos atrás mas que descreve este meu feitio na perfeição.
Tenho sem falsas modéstias, muito de bom e muito de mau.
Por mais que tente, por mais que os 30 anos me dêm alguma maturidade para lidar com muitos assuntos da minha vida pessoal ( nomeadamente em termos de saúde ), não consigo ficar com " coisas por dizer ". Tento e tento muito, mas remói-me, altera-me, faz-me ter sentimentos para com as pessoas em questão que não gosto e que sei que se dissesse o que tinha a dizer, me passaria e não iria sentir mais aqueles sentimentos que chegam a roçar a raiva por pessoas de quem gosto. Porque se me são pessoas indiferentes, o facto de não dizer o que me apetece não me faz pensar no assunto muito tempo, pode irritar-me, mas passa, agora quando envolve pessoas de quem gosto, aí sim, a coisa toma dimensões desproporcionais e de cada vez que tenho de me confrontar com as pessoas em causa, não consigo ser natural, fingir que nada me passa na minha cabeça, porque revivo tudo mentalmente mas fecho a boca para que não me saia porque não posso ou não devo fazê-lo.
Este meu feitio sim, dá-me realmente cabo da cabeça.
Tenho sem falsas modéstias, muito de bom e muito de mau.
Por mais que tente, por mais que os 30 anos me dêm alguma maturidade para lidar com muitos assuntos da minha vida pessoal ( nomeadamente em termos de saúde ), não consigo ficar com " coisas por dizer ". Tento e tento muito, mas remói-me, altera-me, faz-me ter sentimentos para com as pessoas em questão que não gosto e que sei que se dissesse o que tinha a dizer, me passaria e não iria sentir mais aqueles sentimentos que chegam a roçar a raiva por pessoas de quem gosto. Porque se me são pessoas indiferentes, o facto de não dizer o que me apetece não me faz pensar no assunto muito tempo, pode irritar-me, mas passa, agora quando envolve pessoas de quem gosto, aí sim, a coisa toma dimensões desproporcionais e de cada vez que tenho de me confrontar com as pessoas em causa, não consigo ser natural, fingir que nada me passa na minha cabeça, porque revivo tudo mentalmente mas fecho a boca para que não me saia porque não posso ou não devo fazê-lo.
Este meu feitio sim, dá-me realmente cabo da cabeça.
10 março 2008
Espírito de contradição??? Nãooooo!
Gosta de contrariar porque sim, acho até que acha graça ao facto.
Hoje de manhã ao vesti-la peço para se levantar. Diz-me que não e eu peço novamente. Continua gozona, a dizer-me que não. Entro na brincadeira e digo,
- Não? Nãooooo??? Está bem, então ficas deitada.
- Oh mãe, não é axim. Eu digo não e tu dizes xim, tá bem?
Hoje de manhã ao vesti-la peço para se levantar. Diz-me que não e eu peço novamente. Continua gozona, a dizer-me que não. Entro na brincadeira e digo,
- Não? Nãooooo??? Está bem, então ficas deitada.
- Oh mãe, não é axim. Eu digo não e tu dizes xim, tá bem?
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