Mostrar mensagens com a etiqueta falar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta falar. Mostrar todas as mensagens
01 abril 2008
Tempos verbais
Sabo, fazi e dizi fazem parte dos tempos verbais incorrectos. De resto aplica correctamente os tempos verbais sejam eles na primeira, segunda ou terceira(s) pessoa(s).
Éfe ( f )
Já diz o som do éfe ( f ) em vez de o substituir pelo pê ( p ) apesar de ainda dizer Panxisco.
Que me lembre falta o som dos éles ( l )que soam a ús, os lhes que soam a is e os ésses ( s ) que soam a xis ( x ).
Que me lembre falta o som dos éles ( l )que soam a ús, os lhes que soam a is e os ésses ( s ) que soam a xis ( x ).
Boca de favas
Era o que chamavam a uma prima minha que contava tudo o que se passava por casa muitas vezes sem lhe perguntarem nada.
Parece que tenho um " espécimen " destes cá por casa.
Hoje a caminho da escola:
- Tenho de contar à Ana que a avó Mabíuia está doente, no hospitáu.
- Mas tens de contar porquê, Beatriz?
- Entãoooo, porque xim, óia ( Olha )
- Não tens de contar tudo à Ana filha, ela não tem de saber tudo o que se passa connosco.
- Então conto à Xofia.
- Oh mãe, eu tenho de cotar o cabéuo.
- Foste cortar no Sábado, não vais cortar outra vez.
- Mas o meu cabéuo tá gande.
- Não podes cortar mais se não não consigo fazer tótós nem rabo de cavalo.
- Mas a Ana disse que eu tenho o cabelo gande. O Panxisco não tem o cabelo gande, o Gabiél também não, a Maria tem, a ( xpto ) tem...
- Os meninos não tem o cabelo grande mas as meninas têm.
- E os meninos uavam o cabelo também não é?
- ( ?? ) É e as meninas também se não o cabelo fica sujo e cheira mal.
- A Ana tem o cabéuo gande.
- Não a Ana tem o cabelo curto, como o da mãe.
- Não, não, o cabeuo da Ana é gande mãe, queres ber?
- Não é preciso, o cabelo da Ana não é grande, eu sei.
- Quando chigar à escóua vou dijer à Ana que tu dixeste que ela tem o cabelo canino.
Parece que tenho um " espécimen " destes cá por casa.
Hoje a caminho da escola:
- Tenho de contar à Ana que a avó Mabíuia está doente, no hospitáu.
- Mas tens de contar porquê, Beatriz?
- Entãoooo, porque xim, óia ( Olha )
- Não tens de contar tudo à Ana filha, ela não tem de saber tudo o que se passa connosco.
- Então conto à Xofia.
- Oh mãe, eu tenho de cotar o cabéuo.
- Foste cortar no Sábado, não vais cortar outra vez.
- Mas o meu cabéuo tá gande.
- Não podes cortar mais se não não consigo fazer tótós nem rabo de cavalo.
- Mas a Ana disse que eu tenho o cabelo gande. O Panxisco não tem o cabelo gande, o Gabiél também não, a Maria tem, a ( xpto ) tem...
- Os meninos não tem o cabelo grande mas as meninas têm.
- E os meninos uavam o cabelo também não é?
- ( ?? ) É e as meninas também se não o cabelo fica sujo e cheira mal.
- A Ana tem o cabéuo gande.
- Não a Ana tem o cabelo curto, como o da mãe.
- Não, não, o cabeuo da Ana é gande mãe, queres ber?
- Não é preciso, o cabelo da Ana não é grande, eu sei.
- Quando chigar à escóua vou dijer à Ana que tu dixeste que ela tem o cabelo canino.
10 março 2008
Os " Bês " pelos " vês "
Começou a aplicar correctamente o som do " vê " ( V ). É engraçado porque sai qualquer coisa como " bvê ", parece que não tem dentes.
À semelhança do que aconteceu inicialmente com o som dos " érres " também substitui algumas incorrectamente, por exemplo, passou a dizer " Áve " em vez de " Ábe " ( Abre ).
À semelhança do que aconteceu inicialmente com o som dos " érres " também substitui algumas incorrectamente, por exemplo, passou a dizer " Áve " em vez de " Ábe " ( Abre ).
14 janeiro 2008
Érres
Aprendeu a dizer os érres ( r ) pronunciados que eram substituídos anteriormente por guês ( g ). Era o Guca, o Geuógio ( relógio ), etc. Assumiu que o som do guê devia ser sempre substituído pelo do érre e agora é ouvi-la dizer eu vez de consigo, consirro ou por exemplo papagáio é paparráio e por aí fora.
Está bonito, está!
Está bonito, está!
08 janeiro 2008
Ela e os seus pares
Outro dia brincava com o filho de uns amigos nossos que tem menos 1 mês e pouco que ela. Ele segurava os lápis de cor e ela pedia-lhe insistentemente o castanho. Ele foi dando outros lápis e ela já irritada continuava a insistir que queria o castanho. Perante a gritaria fui ver o que se passva. Disse-lhe que ele não sabia qual era o castanho por isso lhe estava a dar os outros lápis, porque ele não conhecia as cores. Ficou muito surpreendida como se saber as cores fosse algo inato. Expliquei que ele ainda não sabia mas que lhe podiamos ensinar. Sentei-me junto deles e com os lápis na mão comecei a explicar.
- Olha Bernardo vamos aprender as cores?
Ele não me ligou nenhuma e ela insite:
- Quéres apender as cores ou não?
Ele fica a olhar para ela do tipo, mas o que são as cores?
Começo a explicar-lhe:
- Vês, esta cor é igual ao chapéu do Noddy. Vamos pintar aqui. É azul. Diz tu, Bernardo.
Ele, completamente desinteressado retira-me o lápis e começa a tentar pintar mas como ainda não sabe segurar bem no lápis logo me fez compreender que não estava interessado naquela brincadeira.
Ela com ar de gozo diz:
- Ele não xabe as cores, mas eu xei.
( E eu não gosto disto, não quero que se pense superior )
Outro dia chega a casa e diz-me:
- Mãe o Chico não chama páxaro, chama piu-piu, ehehehe.
Eu explico que o Francisco diz piu-piu porque é o som que o pássaro faz mas que qualquer dia ele também ia dizer pássaro. Disse também que não é bonito gozar com os outros meninos porque ela também tinha palavras que não sabia dizer correctamente e que ninguém gozava com ela por isso . Expliquei que eles eram meninos pequeninos e que ainda estavam a aprender muitas palavras e por isso algumas diziam mal. Por exemplo, ela dizia ábua e não água. Nesse preciso instante passou a dizer água, como se apenas não o fizesse por mimo.
Confesso que nestas coisas fico sempre na dúvida se eu ajo bem para com ela, se lhe explico de forma a que entenda e se realmente estimulá-la tanto ( e apenas porque ela assim o exige ) não será prejudicial para o seu relacionamento com os outros porque as brincadeiras dos outros são por vezes básicas para ela o que faz com que acabe muitas vezes por querer brincar comigo ou sózinha e não com os outros meninos ( também é certo que nesta idade ainda são muito individualistas e que ainda não reconhecem as vantagens de brincar com outras crianças ).
Nunca tinha escrito e poucas vezes falei sobre o facto porque não quero parecer que a acho diferente dos demais ou melhor que..., pelo contrário, esta sede de saber muitas vezes até me assusta no sentido de eu conseguir estar à altura de continuar a acompanhá-la.
- Olha Bernardo vamos aprender as cores?
Ele não me ligou nenhuma e ela insite:
- Quéres apender as cores ou não?
Ele fica a olhar para ela do tipo, mas o que são as cores?
Começo a explicar-lhe:
- Vês, esta cor é igual ao chapéu do Noddy. Vamos pintar aqui. É azul. Diz tu, Bernardo.
Ele, completamente desinteressado retira-me o lápis e começa a tentar pintar mas como ainda não sabe segurar bem no lápis logo me fez compreender que não estava interessado naquela brincadeira.
Ela com ar de gozo diz:
- Ele não xabe as cores, mas eu xei.
( E eu não gosto disto, não quero que se pense superior )
Outro dia chega a casa e diz-me:
- Mãe o Chico não chama páxaro, chama piu-piu, ehehehe.
Eu explico que o Francisco diz piu-piu porque é o som que o pássaro faz mas que qualquer dia ele também ia dizer pássaro. Disse também que não é bonito gozar com os outros meninos porque ela também tinha palavras que não sabia dizer correctamente e que ninguém gozava com ela por isso . Expliquei que eles eram meninos pequeninos e que ainda estavam a aprender muitas palavras e por isso algumas diziam mal. Por exemplo, ela dizia ábua e não água. Nesse preciso instante passou a dizer água, como se apenas não o fizesse por mimo.
Confesso que nestas coisas fico sempre na dúvida se eu ajo bem para com ela, se lhe explico de forma a que entenda e se realmente estimulá-la tanto ( e apenas porque ela assim o exige ) não será prejudicial para o seu relacionamento com os outros porque as brincadeiras dos outros são por vezes básicas para ela o que faz com que acabe muitas vezes por querer brincar comigo ou sózinha e não com os outros meninos ( também é certo que nesta idade ainda são muito individualistas e que ainda não reconhecem as vantagens de brincar com outras crianças ).
Nunca tinha escrito e poucas vezes falei sobre o facto porque não quero parecer que a acho diferente dos demais ou melhor que..., pelo contrário, esta sede de saber muitas vezes até me assusta no sentido de eu conseguir estar à altura de continuar a acompanhá-la.
26 novembro 2007
Construções frásicas
Advérbios:
Pimeiro, depois, a xeguir.
Pronomes:
Connosco, contigo, eu, tu, nós, noxa, noxo, teu, tua, meu, minha, dele, dela ( nos pronomes possessivos ainda se baralha ).
Utiliza-os correctamente. Eu ainda fico espantada com estas construções frásicas dela e ainda sorrio sempre que aplica um termo novo. Ela fica a olhar para mim do tipo:
- Estás a rir-te porquê?
Verbos:
Responde às perguntas com o tempo correcto dos verbos, por exemplo:
- Gostas de...?
- Gosto.
- Queres...
- Quero.
- Vais ...
- Bou. :)
Mas o que me deixa de sorriso nos lábios é esta fase de me ensinar coisas e terminar as frases com um entusiasmado: Xabias, mãe, xabias?
Pimeiro, depois, a xeguir.
Pronomes:
Connosco, contigo, eu, tu, nós, noxa, noxo, teu, tua, meu, minha, dele, dela ( nos pronomes possessivos ainda se baralha ).
Utiliza-os correctamente. Eu ainda fico espantada com estas construções frásicas dela e ainda sorrio sempre que aplica um termo novo. Ela fica a olhar para mim do tipo:
- Estás a rir-te porquê?
Verbos:
Responde às perguntas com o tempo correcto dos verbos, por exemplo:
- Gostas de...?
- Gosto.
- Queres...
- Quero.
- Vais ...
- Bou. :)
Mas o que me deixa de sorriso nos lábios é esta fase de me ensinar coisas e terminar as frases com um entusiasmado: Xabias, mãe, xabias?
19 setembro 2007
Conversas quase às 11 da noite
- Mãe, amanhã eu num quero i à escóua.
Amanhã bou à china ( piscina ) dadái ( nadar - enquanto faz os gestos com as mãos das braçadas ) .
- Não queres mas tens de ir, amanhã vais para a escola.
- Max eu quero a chinaaaaa ( com aquele arzinho de mimo de vá lááááá )
- Mas não pode ser, amanhã vais à escola.
- Não, bou à china da abó Tininha.
- Não pode ser que a mãe vai trabalhar ( não vou nada que estou de baixa ) e tu tens de ir para a escola, está bem?
- Tá bem, amanhã bou ao mar, bincái da areia.
- Não, que amanhã a mãe vai trabalhar... ( blábláblá )
- Amanhã vou à china.
É de ideias fixas!
Amanhã bou à china ( piscina ) dadái ( nadar - enquanto faz os gestos com as mãos das braçadas ) .
- Não queres mas tens de ir, amanhã vais para a escola.
- Max eu quero a chinaaaaa ( com aquele arzinho de mimo de vá lááááá )
- Mas não pode ser, amanhã vais à escola.
- Não, bou à china da abó Tininha.
- Não pode ser que a mãe vai trabalhar ( não vou nada que estou de baixa ) e tu tens de ir para a escola, está bem?
- Tá bem, amanhã bou ao mar, bincái da areia.
- Não, que amanhã a mãe vai trabalhar... ( blábláblá )
- Amanhã vou à china.
É de ideias fixas!
09 setembro 2007
Frases e perguntas...
Esta semana deve ter engolido um dicionário, uma gramática e umas pilhas recarregáveis.
Fala, fala, fala, com novas expressões, mais frases completas, com uma dicção muito melhor. Foi impressionante porque de facto teve um desenvolvimento estrondoso nesta semana particularmente. Comecei por atribuir o facto a ter recomeçado a creche e presumi que tivesse novos colegas mais velhos e que falassem melhor mas não. Tive oportunidade de falar com a nova educadora e ainda não tem colegas novos, por enquanto mantêm-se os mesmos do ano passado e segundo a própria educadora todos falam ainda muito pouco e muito " abébézados ". Ela é a excepção.
Não se cala, literalmente. Nem de noite pois vai tendo sonhos e pesadelos e vai falando.
Alguns exemplos do passou a dizer:
- Não quero comer, em vez do simples: Não quero ( com os érres bem ditos )
- O pai tá a chamar.
- O tás a fajere mãe?
- Onde estás mãe?
- Mãe anda páqui pó quato.
- Eu ajudo, mãe, eu ajudo. ou
- Eu vou judar, mãe.
- Não quero tomá banho.
- O pai vai baiári? ( trabalhar )
- Tens dói-dói? Tá quaji? Mosta.
- Eu quero ver.
- Quero ir à janéua ( janela ).
- Apaga a úz. ( e diz quer para acender quer para apagar )
- Vamos paxiari ( passear )
Etc,etc,etc.
Fala pelos cotovelos.
Fala, fala, fala, com novas expressões, mais frases completas, com uma dicção muito melhor. Foi impressionante porque de facto teve um desenvolvimento estrondoso nesta semana particularmente. Comecei por atribuir o facto a ter recomeçado a creche e presumi que tivesse novos colegas mais velhos e que falassem melhor mas não. Tive oportunidade de falar com a nova educadora e ainda não tem colegas novos, por enquanto mantêm-se os mesmos do ano passado e segundo a própria educadora todos falam ainda muito pouco e muito " abébézados ". Ela é a excepção.
Não se cala, literalmente. Nem de noite pois vai tendo sonhos e pesadelos e vai falando.
Alguns exemplos do passou a dizer:
- Não quero comer, em vez do simples: Não quero ( com os érres bem ditos )
- O pai tá a chamar.
- O tás a fajere mãe?
- Onde estás mãe?
- Mãe anda páqui pó quato.
- Eu ajudo, mãe, eu ajudo. ou
- Eu vou judar, mãe.
- Não quero tomá banho.
- O pai vai baiári? ( trabalhar )
- Tens dói-dói? Tá quaji? Mosta.
- Eu quero ver.
- Quero ir à janéua ( janela ).
- Apaga a úz. ( e diz quer para acender quer para apagar )
- Vamos paxiari ( passear )
Etc,etc,etc.
Fala pelos cotovelos.
30 julho 2007
Palavras com " érre" que diz
Carinha
Paxarinho
Páxaro
Carne ( às vezes ainda sái cane )
Xenhôre/Xinhôri
Xinhôra/Xenhôra
Não me lembro de mais. :)
Noto-lhe um esforço em dizer os " érres ". Se for o som forte e carregado ainda não consegue mas os " res " saem muito bem.
Corrigi-se a si mesma, nunca insistimos no som.
Fala muito bem, pessoas externas entendem-na e tem conversas de uma criança mais velha. Se só se ouvir parece bem mais velha. O facto de parecer mais nova por ser pequena e falar muito para a idade, baralha quem a vê. Espantam-se se ela começa a falar, a fazer perguntas e a ter conversas. Dizem-me que é sobredotada. Digo que não, as pessoas é que tendem a considerá-la num corpo de 1 ano e um desenvolvimento linguístico mais de 2.
Vai crescendo e nós vamos assistindo... babadíssimos!
Paxarinho
Páxaro
Carne ( às vezes ainda sái cane )
Xenhôre/Xinhôri
Xinhôra/Xenhôra
Não me lembro de mais. :)
Noto-lhe um esforço em dizer os " érres ". Se for o som forte e carregado ainda não consegue mas os " res " saem muito bem.
Corrigi-se a si mesma, nunca insistimos no som.
Fala muito bem, pessoas externas entendem-na e tem conversas de uma criança mais velha. Se só se ouvir parece bem mais velha. O facto de parecer mais nova por ser pequena e falar muito para a idade, baralha quem a vê. Espantam-se se ela começa a falar, a fazer perguntas e a ter conversas. Dizem-me que é sobredotada. Digo que não, as pessoas é que tendem a considerá-la num corpo de 1 ano e um desenvolvimento linguístico mais de 2.
Vai crescendo e nós vamos assistindo... babadíssimos!
23 junho 2007
A pergunta que me deixou de " cara à banda "
No carro iamos conversando as duas. Comentava o que ia vendo, até que se calou por uns momentos e me pergunta:
- Mãe...amas o pai, amas? ( Assim mesmo )
Eu fiquei a pensar se tinha ouvido bem e perguntou-lhe num tom de espanto tão grande que a calou porque deve ter pensado que tinha dito asneira:
- Ãããããnnnnnnn?
Fico-me por ali e não confirmo o que me tinha perguntado. Espero, porque não pensei ser possível aquela pergunta numa chavala de 23 meses que ainda diz tanta palavra à bébé.
Uns minutos depois repete a pergunta:
- Mãe, amas o pai? Amas, amas?
- Sim amo. E tu amas o pai?
- Goxta. Amas a avó?
- Sim amo e tu, amas a avó?
- Goxta.
- Onde aprendeste isso? Que te ensinou filha? Foi a Sofia?
- Não.
- A Mena?
- Não.
- Foi quem?
- oi a Tiz! ( foi ela, portanto )
Eu ainda acho que ela não disse o que disse, mas disse, 3 vezes e percebeu o sentido porque à minha pergunta devolvida disse que gostava do pai e da avó.
Estou sem palavras!
- Mãe...amas o pai, amas? ( Assim mesmo )
Eu fiquei a pensar se tinha ouvido bem e perguntou-lhe num tom de espanto tão grande que a calou porque deve ter pensado que tinha dito asneira:
- Ãããããnnnnnnn?
Fico-me por ali e não confirmo o que me tinha perguntado. Espero, porque não pensei ser possível aquela pergunta numa chavala de 23 meses que ainda diz tanta palavra à bébé.
Uns minutos depois repete a pergunta:
- Mãe, amas o pai? Amas, amas?
- Sim amo. E tu amas o pai?
- Goxta. Amas a avó?
- Sim amo e tu, amas a avó?
- Goxta.
- Onde aprendeste isso? Que te ensinou filha? Foi a Sofia?
- Não.
- A Mena?
- Não.
- Foi quem?
- oi a Tiz! ( foi ela, portanto )
Eu ainda acho que ela não disse o que disse, mas disse, 3 vezes e percebeu o sentido porque à minha pergunta devolvida disse que gostava do pai e da avó.
Estou sem palavras!
20 junho 2007
A fala
Desenvolveu bastante nos nossos últimos dias de férias, como se tivesse dado um clique e ligado o tradutor. Ainda fala muito " estrangeiro " mas as frases com sentido e completas e as palavras perceptíveis para terceiros são muitas. Há ainda algumas palavras que só nós pais percebemos. Por exemplo Paípa é barriga. Já dizia qualquer coisa como baiga e agora anda na onda da paípa. Há também o cuscuais ou na variante cuais que não fazemos a mínima ideia do que seja.
Quando está envergonhada fala muito baixinho, quase sussura. Quando está a adormecer e começa a cantar digo-lhe para não o fazer e ela em vez de parar sussura as canções.
Distingue na maioria das vezes o feminino do masculino, a senóia, o senói ( a senhora/ o senhor ). Também distingue entre bébés, menino, menina, senhor e senhor. Aí fica baralhada apenas nas crianças da idade dela que ora chama bébé ora chama " mnino ou mnina " conforme o caso.
Aplica correctamente expressões como " Ais domí ?" ( vais dormir ) " Ais deitá?" ( vais te deitar ), Apanha, Ai apanhá ( vai apanhar ), etc.
Outro dia disse depois de já não querer comer mais : Já comi! ( assim, com as letrinhas todas ).
Quando se refere a nós faz a questão correctamente: " Já ( ou Á ) comesti? "
Ontem queria à força comer batatas e bolachas. O pai dizia-lhe que não ou batata ou bolacha.
Pergunta-lhe:
- O que queres, batata ou bolacha? Não podem ser as duas.
- Batata e buácha. ( ora toma ).
É mesmo impossível registar tudo, acho mesmo que nem a maioria registo, esqueço-me porque são muitas as expressões que correctamente utiliza. Vê-se que tem ainda a voz de bébé pelos " esses " que entoa como " xis " , ou os " erres " que omite, ou os " éles " transformados em " ús ", mas já faz frases frequentemente e tem uma quantidade de palavras no seu vocabulário superiores à idade. Não é nenhuma " supra-sumo " mas neste aspecto está desenvolvida, como acho que aliás sempre esteve.
Quando está envergonhada fala muito baixinho, quase sussura. Quando está a adormecer e começa a cantar digo-lhe para não o fazer e ela em vez de parar sussura as canções.
Distingue na maioria das vezes o feminino do masculino, a senóia, o senói ( a senhora/ o senhor ). Também distingue entre bébés, menino, menina, senhor e senhor. Aí fica baralhada apenas nas crianças da idade dela que ora chama bébé ora chama " mnino ou mnina " conforme o caso.
Aplica correctamente expressões como " Ais domí ?" ( vais dormir ) " Ais deitá?" ( vais te deitar ), Apanha, Ai apanhá ( vai apanhar ), etc.
Outro dia disse depois de já não querer comer mais : Já comi! ( assim, com as letrinhas todas ).
Quando se refere a nós faz a questão correctamente: " Já ( ou Á ) comesti? "
Ontem queria à força comer batatas e bolachas. O pai dizia-lhe que não ou batata ou bolacha.
Pergunta-lhe:
- O que queres, batata ou bolacha? Não podem ser as duas.
- Batata e buácha. ( ora toma ).
É mesmo impossível registar tudo, acho mesmo que nem a maioria registo, esqueço-me porque são muitas as expressões que correctamente utiliza. Vê-se que tem ainda a voz de bébé pelos " esses " que entoa como " xis " , ou os " erres " que omite, ou os " éles " transformados em " ús ", mas já faz frases frequentemente e tem uma quantidade de palavras no seu vocabulário superiores à idade. Não é nenhuma " supra-sumo " mas neste aspecto está desenvolvida, como acho que aliás sempre esteve.
19 junho 2007
Deturpação da verdade
Digo deturpação da verdade para não dizer mentira.
Ontem chego ao colégio e vejo como sempre o quadro onde diz se comeu bem, se dormiu, se fez cócó, etc. Quando o cócó é no bacio está lá mencionado.
Chego à sala e a auxiliar diz-me:
- Mãe, a Beatriz fez cócó...
É interrompida pela Beatriz que com a mão me desvia a cara para ficar a olhar para ela:
- Mãe, iz cócó no baxio.
- Fizeste cócó no baxio?
- Xim, iz cócó no baxio.
A auxiliar ria-se e diz-me:
A.-Não fez nada, eu ia dizer-lhe que ela fez há pouco cócó e que esse não estava no quadro porque ainda não registei mas foi na fralda, não foi no bacio.
B.- Não. Eu iz cócó no bacio.
A.- Oh Bia, não foi não? Onde fizeste cócó?
B.- No baxio.
A.-Não foi, não, foi na fralda. Não foi?
B.- Xim.
A.- Então fizeste cócó onde? No baxio?
B.- Não.
A.- Pois não, foi na fralda.
B.-Xim, oi!
Estou bem arranjadinha!
Ontem chego ao colégio e vejo como sempre o quadro onde diz se comeu bem, se dormiu, se fez cócó, etc. Quando o cócó é no bacio está lá mencionado.
Chego à sala e a auxiliar diz-me:
- Mãe, a Beatriz fez cócó...
É interrompida pela Beatriz que com a mão me desvia a cara para ficar a olhar para ela:
- Mãe, iz cócó no baxio.
- Fizeste cócó no baxio?
- Xim, iz cócó no baxio.
A auxiliar ria-se e diz-me:
A.-Não fez nada, eu ia dizer-lhe que ela fez há pouco cócó e que esse não estava no quadro porque ainda não registei mas foi na fralda, não foi no bacio.
B.- Não. Eu iz cócó no bacio.
A.- Oh Bia, não foi não? Onde fizeste cócó?
B.- No baxio.
A.-Não foi, não, foi na fralda. Não foi?
B.- Xim.
A.- Então fizeste cócó onde? No baxio?
B.- Não.
A.- Pois não, foi na fralda.
B.-Xim, oi!
Estou bem arranjadinha!
13 junho 2007
O mundo aos olhos dela
- Óia mãe, uma estêua, é uinda! ( ao descobrir a primeira estrela da noite com um céu ainda claro )
- Óia o passainho, tão uindo!
E eu adoro que ela veja o mundo desta forma!
- Óia o passainho, tão uindo!
E eu adoro que ela veja o mundo desta forma!
11 junho 2007
Do que ainda me vou lembrando ( são tantas que me esqueço )
Ai, ai, ai... não bate ú pai bô. ( acompanhado de guinchos raivoso tremeliques da cabeça, punhos cerrados e elevados ao nível da boca e um ummmmmmmm... como quem diz, ai se eu pudesse )
Não pixa ( calma, é não pisa )
Nã mexe
- Vou dar beijinhos ao pai, ai tão bom, beijinhos.
- Xão amúados
- O quê? Somos namorados filha?
- Xim, a mãe, ú pai amúados. ( não sei onde foi buscar esta conclusão ).
Tá míado ( está molhado )
Ai domi bó, na cama ( vai dormir na cama avó ).
Xoate - chocolate
Geuati/ Geuato - Gelado
Úte/Iute - iogurte
Xumo - sumo
Aquéua - aquela
Esta
Auí - ali
Aqui
Biquedos - brinquedos
mápis - lápis
papéu - papel
ejenho - desenho
Óido - ouvido
Oiêia - orelha
Xióia - Senhora
Xiói - senhor
Póco - copo
Espuma
Bóuinhas - Bolinhas
Cueu - cabelo
Ibo/ Bibo - livro
Babói - se faz favor
Obiáta/ Biata - Obrigada
Dedo
Chineuo -chinelo ( distingue chinelos, sapatos e botas mas chama chinelos às sandálias )
estido - Vestido
Ichina - Piscina
Páque - parque
Escóuéga - escorrega
Escadas
E tanta mas tanta coisa que me passa.
Não pixa ( calma, é não pisa )
Nã mexe
- Vou dar beijinhos ao pai, ai tão bom, beijinhos.
- Xão amúados
- O quê? Somos namorados filha?
- Xim, a mãe, ú pai amúados. ( não sei onde foi buscar esta conclusão ).
Tá míado ( está molhado )
Ai domi bó, na cama ( vai dormir na cama avó ).
Xoate - chocolate
Geuati/ Geuato - Gelado
Úte/Iute - iogurte
Xumo - sumo
Aquéua - aquela
Esta
Auí - ali
Aqui
Biquedos - brinquedos
mápis - lápis
papéu - papel
ejenho - desenho
Óido - ouvido
Oiêia - orelha
Xióia - Senhora
Xiói - senhor
Póco - copo
Espuma
Bóuinhas - Bolinhas
Cueu - cabelo
Ibo/ Bibo - livro
Babói - se faz favor
Obiáta/ Biata - Obrigada
Dedo
Chineuo -chinelo ( distingue chinelos, sapatos e botas mas chama chinelos às sandálias )
estido - Vestido
Ichina - Piscina
Páque - parque
Escóuéga - escorrega
Escadas
E tanta mas tanta coisa que me passa.
31 maio 2007
Mamã e Pápá
Deixou bem cedo de nos chamar assim, agora volta e meia, quando quer que a tiremos da cama por exemplo começa a chamar: Mãe, mãe, mamãããã!
Já o pai em vez de papá, diz-lhe pápá, mesmo à bébé. Vá-se lá entender!
Já o pai em vez de papá, diz-lhe pápá, mesmo à bébé. Vá-se lá entender!
28 maio 2007
Perguntas bem, perguntas!
No banho ontem em casa da avó.
- Olha o elefante Bia, o elefante faz assim: Búúúúú.
- Como xabes?
- Haaaannnn? Como sei?
- Xim
- Sei... ( breve pausa para pensar ) já vi um, filha.
Fiquei embasbacada porque não começou com o porquê mas com perguntas bem construídas.
- Olha o elefante Bia, o elefante faz assim: Búúúúú.
- Como xabes?
- Haaaannnn? Como sei?
- Xim
- Sei... ( breve pausa para pensar ) já vi um, filha.
Fiquei embasbacada porque não começou com o porquê mas com perguntas bem construídas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)