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09 dezembro 2011

Homeopata II

Fomos com as gémeas ao homeopata, que à semelhança da Beatriz, queremos que as vá acompanhando pelo menos no 1º ano de vida. As consultas em homeopatia funcionam de forma diferente das da medicina convencional e não há consultas mensais ou trimestrais, há apenas ( caso a criança não adoeça ) uma consulta por voltas dos 6 meses, 1 por volta do ano e se e só se necessário aos 18 meses. Depois não há consultas de rotina, há apenas consultas e a criança adoecer.
A pediatra delas tem conhecimento que são seguidas em medicina homeopática e concorda ( mas se não concordasse também era um problema que não me afectaria lol ) com os métodos e tenta, na medida do possível conjugar as práticas da medicina tradicional com a natural.
Na consulta dos 6 meses foi detectada a fragilidade pulmonar da Joana e tal como a pediatra, a pediatra do internamento e o fisiatra da cinesoterapia detectaram.
O homeopata quis que antes do inicio do periodo de frio elas fossem observadas novamente para verificar se havia necessidade de tomarem um reforço imunitário.
A consulta aconteceu no dia 17/11 e de acordo com o homeopata a Matilde não tem necessidade do reforço imunitário mas a Joana sim. Parece-lhe ( apesar de ainda ser cedo ) que a Joana tem alergias e os pulmões mostram que há que ter resguardo este Inverno para ver se passamos sem pneumonias e afins. Por enquanto está óptima e vamos agir na prevenção e começou a tomar o tal reforço imunitário.
Receitou um medicamento para o cso de notar na mudança de estação, lá para Março que fica com os olhos lacrimejantes e que coça muito o nariz mas no caso disso acontecer, falar-lhe primeiro.
O refluxo da Matilde afinal não é refluxo mas sim excesso de gases. Perante o meu ar incrédulo ele explicou de forma muito simplista e lógica: O estômago fica pressionado com os gases e ao ser pressionado acaba por expulsar parte do conteudo. Disse também que não achava mesmo que ela tivesse intolerância ao glutén porque para tal, em principio teria mais sintomas e sintomas constantes, o que não acontece.
Receitou um medicamento para as cólicas e gases. Certo é que desde que fez a primeira toma do medicamento NUNCA MAIS BOLSOU . Já lá vão vários dias e não houve retrocessos .
Tiveram as duas alta das consultas de homeopatia " de rotina " e só lá voltara caso adoeçam.
Eu já disse que adoro este homeopata não já?

26 setembro 2007

Da consulta com o homeopata

Começo por lhe contar a história de início, os sintomas, as idas ao centro de saúde e hospitais, os exames efectuados.
Pede-me para não contar mais, diz-me que pela posição que adopto sentada tenho quase de certeza lateralidade da C2, mas que iria confirmar na marquesa e com a maquineta. Pergunto-lhe incrédula o que é a lateralidade da C2. Explica-me calmamente e de uma forma muito explícita o que é . Resumidamente, uma das vértebras tem tendência para se desviar. Ao desviar-se pressiona um nervo que conduz ao cérebro, o nervo inflama e como está em contacto com o cérebro e as meninges protegem o cérebro inflamam também. Inflamam, não infectam, daí não é meningite nenhuma, nem de origem sarcoidose nem tuberculose.
Diz-me todos os sintomas que este diagnóstico pode dar e são todos os que tive, fortes dores de cabeça, ansiedade, mudanças de humor frequentes, stress, vómitos, etc.
Vou à marquesa e vê-me a coluna. Vê a diferença que tenho no tamanho das pernas. Já sei desde os 4 anos do desvio que tenho na bacia, não sabia que era o dito desvio que fazia com que a vértebra se deslocasse. Mandou fazer um rx à coluna integral para observar o tamanho da diferença e se for superior a 5 mm's usarei uma palminha ortopédica para o corrigir, caso contrário, basta-me emagrecer mais uns 2 kgs e ele mesmo faz-me a correcçãoporque também é Osteopata ( ou seja sairei de lá toda partidinha mas boa ). Dificil vai ser emagrecer a tomar 80 mgrs de cortisona por dia.
Diz que este tipo de " doença " não precisa sequer de medicação no entanto, agora terei de fazer a desabituação gradualmente e apenas da medicação para a tuberculose. A cortisona mantem-se pois segundo ele o desmame da cortisona é bem mais lento e complicado.
Vou à máquineta e verifica os valores nos dedos das mãos e pés. Pergunta-me se tenho obstipação. Desde que tomo a medicação é um facto que achei curioso que o visse na maquineta e nas veias das mãos.
Confirma o diagnóstico e diz-me para regressar logo que consiga emagrecer e que tenha o rx.
Diz-me ainda que muitas vezes estas situações acontecem em situações de stress e que tenho de repensar a minha forma de viver a vida, que tenho de abrandar e de re-aprender a viver mais devagar. Foi quase uma consulta de psicologia.
Marcou-me a expressão : " Você gosta tanto de experimentar novas coisas que acha que a vida não lhe chega para viver tudo o que tem a viver, então mete-se em vários projectos em simultâneo, para não perder nada da vida não é? ".
Eu não seria capaz de me exprimir melhor, aliás, conseguiu explicar aquilo que eu não conseguia quando me perguntavam, não sei como consegues. É a adrenalina de conhecer novas coisas, de fazer novas experiências que me move.
Disse-lhe que estava a pensar fazer um MBA. Disse-me que a minha cabeça aguenta, mas o meu corpo não e por isso há que ter mais calma e aconselhou-me a não ingressar neste ano lectivo.
Perguntou-me ainda pela Beatriz e saí de lá com um:
- Isto foi um aviso. Cabe-lhe a si levá-lo ou não a sério.
Que Deus vos acompanhe.
Estou a tentar levá-lo a sério mas confesso que não está a ser fácil a minha cabeça abrandar.

19 setembro 2007

Homeopata

Fui ao homeopata segunda-feira, tenho diagnóstico dele que por sinal não tem nada a ver com os possíveis da medicina convencional, e que tem toda a lógica, mas não tenho tempo para fazer o post, que exige que seja com cabeça, tronco e membros.
Só para que saibam ( que quando puder escrevo ) o diagnóstico foi lateralidade da C2, que nada mais nada menos, se trata de um problema na cervical ( coluna ).
Depois conto.

26 junho 2007

Homeopata

Mais uma consulta, nova avaliação do estado de saúde. Está melhor mas não está boa. Era suposto ter deixado a medicação em finais de Maio mas tem de a continuar até finais de Junho e recomeçar em Setembro até finais de Novembro. Depois será reavaliada e em princípio não deve precisar de mais medicação e segundo palavras do médico: " Dou-lhe alta e não precisa mais de ser acompanhada por mim. " Eu duvido porque sinceramente, em finais de Novembro estaremos no Inverno e não me parece que na altura eu possa dispensar a " ajuda " do médico, mas logo se verá.
Está melhor. A função respiratória é já quase normal sem nenhuma medicação, mas ainda ligeiramente inferior ao normal. Retirou-lhe um medicamento e o outro deverá parar em finais de Novembro. Disse também que lhe parece que não venha a padecer mais de nada associado aos brônquios pois tem a função respiratória quase normal e com o Verão e a praia ( assim esperamos que o tempo não parece de Verão ) tem esperança que no próximo Inverno possamos descansar mais em termos de saúde. Disse ainda que achava que ela não iria ter mais conjuntivites ( e nunca mais teve de facto ), nem amigdalites ou bronquiolites, pois tudo isso estava associado aos adenóides aumentados que tem agora uma dimensão quase normal. Terá o que os miúdos normalmente têm, não mais que isso. Assim espero, sem grandes convicções que é para não " cair do cavalo ".
Falei-lhe da tosse que continua, contrariando a opinião generalizada de que passava no fim de Maio. Não passou e já estamos no fim de Junho, a miúda não gosta de pertencer à média, está visto. Certo é que tem tosse desde Agosto do ano passado. Também é certo que é uma tosse ocasional e raramente produtiva, mas está lá quando chora mais, principalmente de noite.
Disse que aquela tosse não o preocupava porque não trazia associado dificuldades respiratórias, nem problemas de brônquios ou pulmões e que ainda ia ter tosse por mais uns tempos.
Verdade também é que nunca mais teve nenhuma crise de insuficiência respiratória ( digo isto e bato ao mesmo tempo 3 vezes na madeira ). Está realmente melhor, mas eu esperava tê-la boa, BOA! É preciso calma, certo é que já tomou 4 medicamentos ( caríssimos por sinal ) diariamente tudo por causa da suposta asma, receitados pelo conceituado alergologista e certo é que estava muito pior, aliás, nunca lhe vi melhorias pelas mãos do outro médico, além de que, teria a sina dos 4 medicamentos fortíssimos, com efeitos secundários tão maus ou piores do que a própria doença, pelo menos até aos 4 anos. Face aos resultados em meia dúzia de meses, tenho de acreditar na homeopatia e no homeopata e no único medicamento que agora toma. 1 e não 4 como já chegou a tomar ( isto não contando com os anti-inflamatórios, os anti-piréticos, os aerosóis e os bronco-dilatadores que vinham por acréscimo ).
Verificou-lhe os ouvidos por causa das recentes otites mas disse que era já uma vitória o não ter tido febre. Aparentemente não tem lesões mas por via das dúvidas vai ao otorrino para um tira teimas. Provavelmente vai me falar em operação aos adenóides aos 3 anos, mas até lá, estes episódios farão parte do passado.
Saimos de lá com uma " atá manã na escóua " , que agora despede-se de toda a gente assim e com vontade de acreditar que em Dezembro, os últimos 16 meses não passaram de uma pedra no sapato, ou como diz Fernando Pessoa: " pedras pelo caminho, apanho-as todas. Um dia contruirei um castelo !"

05 abril 2007

Teste às vacinas de alergologia

Fomos hoje testar as vacinas. Olhou para os componentes da mesma e disse que um deles estava também num dos 2 medicamentos homeopáticos que toma. Ficou renitente em relação a um dos steptococcus. Explicou-nos grosso modo como se medem os valores no aparelhómetro. Os valores de uma função respiratória normal são superiores a 40 e de uma insuficiência respiratória rondavam os 25/30,valores inferiores ou iguais a 20 podiam ser casos de asma. Quanto menores os valores, maiores os problemas respiratórias, portanto.
Primeiro, os valores sem qualquer medicação sobre duas veias da mão esquerda, uma medida no dedo polegar, outra na palma da mão. Valores normais.
Coloca a primeira vacina, cujos componentes são mais fracos pois servem para gradualmente ir introduzindo os " virús " no organismo. A que está a tomar actualmente mas que está a acabar.
Valores a rondar os 30. Conjugou a vacina com a medicação homeopátca, faz novamente o teste eos valores vão para os 40. Disse-me que o que impedia de ter crises era a medicação homeopática que faz. Como é óbvio está a defender a sua dama ( também não sou ingénua ) mas o que eu vejo são resultados e de facto, está bem melhor desde que faz a medicaçação homeopática, de facto, quando deixei de lhe dar um dos medicamentos homeopáticos porque esgotou, ela piorou, de facto, ela teve várias crises de insuficiência respiratória quando começou com a vacina e de facto, um dos efeitos secundários da mesma é, como já referi, asma.
Mais um teste, desta vez só aos medicamentos homeopáticos. Valores bem acima dos 40. Valores esses que baixavam quando conjugados com a vacina A de alergologia.
Novo teste, desta vez com o segundo frasco do alergologista, o B, este com componentes mais fortes. Também este frasco seria o único que iria tomar na continuação do tratamento do alergologista, pelo menos, até aos 4 anos. Valores abaixo dos 20. Repete o teste, igual. Significa que com aquele frasco iria ter crises muito frequentes de asma. Conjugou a vacina B com os medicamentos homeopáticos e o ponteiro batia timidamente no 20. Os medicamentos homeopáticos não conseguiriam impedir a crise. Depois de crises frequentes e pelo esforço dos orgãos , aí sim, ela iria gerar um cenário de asma. Disse-me que na opinião dele, não daria mais nenhuma vacina de alergologia. Não tem asma, tem adenóides aumentados ( agora menos ) que faz com que dificulte a respiração pelo nariz, não ao nível dos brônquios e pulmões. Vai fazer a medicação homeopática até final de Maio, reavaliada na altura e em princípio deixará de a fazer no Verão.
Ouvi o que esperava, não sei se aquilo que queria. Estúpido dizer isso, mas aquela opinião fez-me tomar uma decisão e tratando-se de uma decisão de saúde dela, tratando-se de uma opção, nos deixou num quadro de incerteza. É dificil optar pela homeopatia em detrimento da medicina comum, quer queiramos quer não, é a medicina tradicional que existe nos nossos hospitais, é a medicina tradicional que está enraizada nos nossos costumes. Custa-me decidir mas já o fiz. Não sei se mal ou bem, tinhamos de o fazer, decidimos baseado na experiência da Beatriz, baseado no que vimos, nos resultados obtidos nela. A homeopatia " venceu ". Não imaginam o meu conflito interior, mas é mesmo assim, se piorar ( ou se não melhorar significativamente ) consultaremos um Otorrinolaringologista porque o seu problema ( adenóides ) é de facto tratado por este ramo da medicina convencional. A alergologia por enquanto está colocada na gaveta, não tem asma e não lhe foram detectadas alergias, portanto, a imuno-alergologia nada tem a fazer por ela. Continuo a ter o medicamento para as crises asmáticas por prevenção e é só. Não faz o anti-asmático há mais de um mês, idem para o Zirtec, a Primavera está aí e ela tem estado bem.
São 100€ que " vão para o lixo " das vacinas, mas vendo por outro prisma, são 1200€ que não gastamos por ano só nas vacinas, mais 600€ do anti-asmático, mais não sei quanto do Zirtec, mais não sei quanto das consultas com o imuno-alergologista em cada mês e meio. Mas não que isso pesasse na decisão. Estavamos dispostos a continuar a dar-lhe a medicação, no caso de ela ser necessária. Sinceramente, concluo que não.
Que pensar do Imuno-alergologista? Continuo a achar que os vários anos de carreia dele, os vários prémios de mérito e de investigação são merecidos. Mas é humano e como tal, erra, mesmo que seja um génio da medicina. Pode ter sido o caso, pode ter errado no diagnóstico, pode não se ter socorrido de todos os meios ao seu dispôr pra diagnosticar, já que, não foi feita a prova de função respiratória. Agiu na prevenção, baseado no historial clínico da Beatriz, em testes cutâneos que nada revelaram, em análises também elas sem indicar alergias, num RX aos pulmões que nada revelou de problemático e num RX aos seios peri-nasais que indicaram adenóides aumentados e inflamados. Mas a asma propriamente dita e as alergias, não conseguiu comprovar, até porque, antes dos 2 anos, isso é quase impossível. Se me pedissem para aconselhar um Imuno-alergologista continuaria a recomendá-lo , pelo seu " Curriculum ", não pelos resultados no nosso caso concreto.
Cada caso é um caso, hoje mais que nunca percebi isso mesmo. É aí que reside a principal diferença entre a homeopatia e a medicina convencional.
A partir de hoje, a Beatriz será seguida pela pediatra e pelo homeopata.
Desejo mesmo muito que esta tenha sido a opção correcta. Neste momento, preferia imiscuir-me da decisão, deixar andar, mas não posso, sinto de uma forma inexplicável que tenho mesmo de decidir e já o fiz, bem ou mal, ainda não sei.

28 fevereiro 2007

Fantástico ( para não dizer milagroso )!

É o medicamento homeopático dela para os adenóides e que também serve para a tosse ( e percebi que na homeopatia os medicamentos servem para muita coisa e tem 3 formas diferentes de administrar ). Começa a tossir, coloco uma gota nas costas e fricciono e não tosse mais o resto da noite.
Não vou dizer o nome porque em homeopatia mais que na medicina tradicional, cada caso é um caso, além de que o medicamento está esgotado e apenas é vendido em Lisboa em 2 farmácias.

19 fevereiro 2007

Revisão

Foi revista hoje pelo homeopata e disse que está melhor e apesar desta " recaída ", está a reagir positivamente à medicação ( também acho isso porque já não tem mau hálito, já dorme melhor e quase posso dizer que não tem tosse ) . Por isso, em príncipio não será necessária a análise à expectoração. Vai fazer a medicação até final de Março e no início de Junho volta para ver como está.
Acha que as crises que teve desde que está a tomar a vacina do alergologista podem ter sido desencadeadas por esta, já que é um dos efeitos secundários. Também nos passou isso pela cabeça mas é a tal coisa, se damos é porque damos, se não damos, a consciência pesa-nos. Antes da próxima consulta, pediu para levar a vacina para que ele a teste antes de começar com o segundo frasco já que o segundo poderá potenciar ainda mais essas reacções e desencadear mais casos de insuficiências respiratórias e infecções respiratórias.
Quarta-feira tem consulta com o alergologista, vamos ver o que diz.


PS - As unhas escamadas foi mesmo um fungo que já está controlado porque " ouvi " o meu 6º sentido que me fez começar logo a colocar-lhe fucidine.