( E tem mais nomes mas não me lembro ).
- Mãe, a Ema também vem para a escola.
- Está bem.
Fecho a porta, desço no elevador e vejo que me esqueci da mochila.
- Temos de voltar atrás, esqueci-me da tua mochila.
Abro a porta, trago a mochila e:
- A Ema tinha ficado fechada. Anda Ema.
- E já saiu, posso fechar a porta?
- Já!
- É que eu não a vejo, ela é a fingir, não é.
- É!
No carro.
- A cadeira para a Ema?
- Não tenho.
- Mas tens de ter, eua tem de ir na cadeira.
- Vai com o cinto.
- Mas o pouícia vai ver e não pode ser, as crianças tem de andar na cadeira, eua é criança.
- O polícia não a vai ver, porque eu também não vejo, só tu é que vês porque ela é a fingir.
- Pois é. Ema, amanhã a mãe põe a cadeira.
Chegamos à escola. Tiro-a da cadeira.
- Tira o cinto à Ema.
- Ela já tirou.
- Anda Ema.
Qualquer dia, ando a chamar a Ema para jantar, ou a dizer-lhe para se despachar a comer, lol, a miúda é tão convincente ( apesar dela saber que é imaginação ) que lá em casa, todos falamos da Ema.
Mostrar mensagens com a etiqueta imaginação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta imaginação. Mostrar todas as mensagens
07 janeiro 2009
12 agosto 2008
Principes e princesas
- Mãe, vais dijer adeus a mim e ao Gábi quando eu for andar no cavauo com eue?
- O quê? Vais andar num cavalo com o Gabriel? ( a pensar que lhes tinham dito que quando regressassem à escola em Setembro iriam a algum passeio com cavalos )
- Sim!
- Sim? Não estou a perceber.
- Eue é um pinxepe eu xou uma pinxeja baiuarina. Os pinxepes tem um cavauo e eu vou andar no cavauo do Gábi. Vais dijer adeus, vais?
Ando a contar-lhe histórias de encantar a mais.
- O quê? Vais andar num cavalo com o Gabriel? ( a pensar que lhes tinham dito que quando regressassem à escola em Setembro iriam a algum passeio com cavalos )
- Sim!
- Sim? Não estou a perceber.
- Eue é um pinxepe eu xou uma pinxeja baiuarina. Os pinxepes tem um cavauo e eu vou andar no cavauo do Gábi. Vais dijer adeus, vais?
Ando a contar-lhe histórias de encantar a mais.
12 junho 2008
Imaginação e brincadeiras
Duas almofadas formam uma " cajinha para esconder ". As mesmas almofadas transformam-se em " espéios mágicos " da história ( em livro ) da Branca de Neve e logo lhes pergunta:
- " Espéio, espéio meu, auguém é mais béua do que eu? "
Depois por detrás dos espelhos mágicos descobre " monstos " e o " aiumbaué "( hipopótamo do hipo & the dog que passou da adoração ao pavor não sei porquê ) dos quais finjo ter muito medo. Dá-me uma chucha imaginária para eu não ter medo.
De seguida ela torna-se na minha médica que me vem tatar das minhas " bigulhas " ( borbulhas ) da cara. Digo-lhe que tenho medo e diz-me que " os médicos não fajem máu, só tatam os meninos " .
A mesa de apoio é um abrigo da chuva que " cai " fora dos contornos da mesa e onde ela se esconde com os seus " amigos ". Os amigos são 3 livros com os nomes dos colegas da escola, o Gabiéu, o Guiéme e o Fanchisco.
Um cantinho da casa transforma-se numa " pijão " onde fica " peja " com a avó e portanto, não pode sair dali nem para lanchar.
Descobre nas pequenas coisas potenciais brinquedos e brincadeiras e é nestes momentos que eu tomo como certa a minha opção, por vezes dita pelos outros que é tomada ao exagero, de não fazer da televisão e dos filmes infantis de " baby-sitter " dela( o único filme que conseguiu ver foi o da Abelha no cinema, ainda assim com uma pausa para xixi. De resto não vê mais que 5 minutos que perde o interesse ). É verdade que ela também não liga mas também o é que não o faz porque eu nunca tentei que assim fosse. A minha filha quase não vê televisão/videos e não é porque ache que a caixinha que mudou o mundo seja o terror infantil, acho sim que é meio caminho para lhes cortar a imaginação e impedir que brinquem e não há melhor meio de crescerem de forma estruturada e feliz do que brincando.
É certo que exige muito mais de nós mas foi também por isso que quisemos ser pais, para brincar com ela e para vê-la crescer feliz!
- " Espéio, espéio meu, auguém é mais béua do que eu? "
Depois por detrás dos espelhos mágicos descobre " monstos " e o " aiumbaué "( hipopótamo do hipo & the dog que passou da adoração ao pavor não sei porquê ) dos quais finjo ter muito medo. Dá-me uma chucha imaginária para eu não ter medo.
De seguida ela torna-se na minha médica que me vem tatar das minhas " bigulhas " ( borbulhas ) da cara. Digo-lhe que tenho medo e diz-me que " os médicos não fajem máu, só tatam os meninos " .
A mesa de apoio é um abrigo da chuva que " cai " fora dos contornos da mesa e onde ela se esconde com os seus " amigos ". Os amigos são 3 livros com os nomes dos colegas da escola, o Gabiéu, o Guiéme e o Fanchisco.
Um cantinho da casa transforma-se numa " pijão " onde fica " peja " com a avó e portanto, não pode sair dali nem para lanchar.
Descobre nas pequenas coisas potenciais brinquedos e brincadeiras e é nestes momentos que eu tomo como certa a minha opção, por vezes dita pelos outros que é tomada ao exagero, de não fazer da televisão e dos filmes infantis de " baby-sitter " dela( o único filme que conseguiu ver foi o da Abelha no cinema, ainda assim com uma pausa para xixi. De resto não vê mais que 5 minutos que perde o interesse ). É verdade que ela também não liga mas também o é que não o faz porque eu nunca tentei que assim fosse. A minha filha quase não vê televisão/videos e não é porque ache que a caixinha que mudou o mundo seja o terror infantil, acho sim que é meio caminho para lhes cortar a imaginação e impedir que brinquem e não há melhor meio de crescerem de forma estruturada e feliz do que brincando.
É certo que exige muito mais de nós mas foi também por isso que quisemos ser pais, para brincar com ela e para vê-la crescer feliz!
23 maio 2008
Da imaginação dela
Continua a atribuir parecenças a quase tudo, incluíndo aos cócós :).
Na quarta-feira pelo caminho no carro:
- Óia mãe, aqueua árvre ( árvore ) parexe um ananás.
Não vi a árvore em causa mas percebi que seria uma palmeira. De facto nunca tinha pensado nisso mas até que se parecem sim.
Na quarta-feira pelo caminho no carro:
- Óia mãe, aqueua árvre ( árvore ) parexe um ananás.
Não vi a árvore em causa mas percebi que seria uma palmeira. De facto nunca tinha pensado nisso mas até que se parecem sim.
27 agosto 2007
A casa do teclado
Sentou-se ao meu lado e como é habitual pergunta-me onde está o sete (7). Indico-lhe e de seguida pergunta-me onde está a casa. Digo-lhe que não há casa e volta a insistir. Pergunto-lhe onde vê a casa e aponta para o shift cujo símbolo ( seta ) é semelhante a um desenho de uma casa.
Imaginativa a minha filha! ( baba ).
Imaginativa a minha filha! ( baba ).
Subscrever:
Mensagens (Atom)