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07 janeiro 2009

A Ema Madauena

( E tem mais nomes mas não me lembro ).
- Mãe, a Ema também vem para a escola.
- Está bem.
Fecho a porta, desço no elevador e vejo que me esqueci da mochila.
- Temos de voltar atrás, esqueci-me da tua mochila.
Abro a porta, trago a mochila e:
- A Ema tinha ficado fechada. Anda Ema.
- E já saiu, posso fechar a porta?
- Já!
- É que eu não a vejo, ela é a fingir, não é.
- É!
No carro.
- A cadeira para a Ema?
- Não tenho.
- Mas tens de ter, eua tem de ir na cadeira.
- Vai com o cinto.
- Mas o pouícia vai ver e não pode ser, as crianças tem de andar na cadeira, eua é criança.
- O polícia não a vai ver, porque eu também não vejo, só tu é que vês porque ela é a fingir.
- Pois é. Ema, amanhã a mãe põe a cadeira.
Chegamos à escola. Tiro-a da cadeira.
- Tira o cinto à Ema.
- Ela já tirou.
- Anda Ema.

Qualquer dia, ando a chamar a Ema para jantar, ou a dizer-lhe para se despachar a comer, lol, a miúda é tão convincente ( apesar dela saber que é imaginação ) que lá em casa, todos falamos da Ema.

03 janeiro 2009

Amigo imaginário - a Ema

Neste caso, uma amiga imaginária.
Desde há muito que brincava imaginando que os amigos da escola estavam com ela e recriando o dia-a-dia na escola, mas não era amigos imaginários, eram brincadeiras onde imaginava ter os amigos junto de si.
Descobri-lhe uma amiga imaginária, a Ema, um nome que até gosto bastante ( mas sem que ela o saiba ) e que não é o nome de nenhuma menina da escola dela, nem mesmo de outras salas.
A Ema é segundo a Beatriz, uma menina, que mora cá em casa mas que às vezes vai de férias e não está cá. A Ema tem 3 anos, tem cabelos claros e olhos escuros e faz muito barulho.
A Ema é desobediente e hoje por exemplo, insistia em pisar o chão molhado enquanto a Beatriz a repreendia para que não o fizesse. Há pouco estava junto da lareira acesa. A Ema faz muitas birras e é muito teimosa.
A Ema faz o que a Beatriz não faz porque sabe que não deve :).

Amigos imaginários
Texto: PAIS&Filhos
29 Agosto 2007


Muitas crianças entre os 3 e os 10 anos «têm» um ou vários amigos imaginários. Nestas idades, é frequente os pais encontrarem os filhos a falar e a brincar sozinhos, mas como se estivessem acompanhados.
Por vezes, estes amigos têm nomes verdadeiros e assumem uma importância grande na vida da criança. Nada de anormal existe neste fenómeno. As crianças que criam amigos imaginários não têm qualquer problema em distinguir a fantasia da realidade.
Simplesmente, brincam de uma forma mais imaginativa do que as outras crianças. Alguns estudos indicam que estas crianças acabam por desenvolver uma linguagem mais fluente, vêem menos televisão e revelam maior curiosidade, entusiasmo e persistência nas brincadeiras.
Os amigos imaginários são uma boa companhia para um filho único, por exemplo. «Juntos», brincam de forma feliz e criativa. Também podem ter um papel importante a um nível mais subconsciente: servem para exprimir desejos (a criança quer algo, mas atribui essa vontade ao amigo imaginário), «expiar» a culpa (foi o «amigo» que partiu a jarra, não a criança) ou deslocar o medo (é o «amigo» que sente medo ao ver um filme assustador, não a criança).
Ou seja, em geral, os mais pequenos usam os amigos imaginários como uma ajuda para lidarem melhor com o mundo real.