É tão tão bom, que vale a pena estarmos afastadas.
Beijinhos, miminhos, abraços, muitos amo-te, gosto muito de ti, tive muitas saudades tuas, minha mãezinha, etc etc que nos enchem o coração.
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16 março 2009
12 março 2009
Está nos avós
Chega a meio da semana e atinge o limite, quer voltar para casa, chama por nós nos sonhos. A " novidade " passa e ela quer voltar à rotina, a estar connosco. Felizmente não lhe deu para grandes choros e deve aguentar-se até sexta à noite. E eu hoje já não posso falar com ela ao telefone ou " arrisco-me " a ter de fazer 220 kms ao fim do dia para a ir buscar.
No fundo, fico até com alguma satisfação egoísta que assim seja.
Eu já estou cheia de saudades.
No fundo, fico até com alguma satisfação egoísta que assim seja.
Eu já estou cheia de saudades.
25 agosto 2008
Na noite do reencontro
Deitadinha junto de nós, acaricia-nos a cara e diz:
- És tão bonito, pai.
- És tão bonita, mãe :).
- És tão bonito, pai.
- És tão bonita, mãe :).
18 agosto 2008
Mais uma semana nos avós
Esta semana está por lá. Preparei-a de antecedência dizendo que iria ficar nos avós mas que dada a distância não a iria buscar todos os dias ao final do dia mas só ao fim de 5 dias. Perguntei se ia chorar e disse que não. Disse-lhe que ia ter muitas saudades e que logo que acabasse o trabalho iriamos ter com ela.
Concordou, veio despedir-se de nós ao carro e ficou bem. Hoje já falamos com ela. Sem choros nem voz de mimo lá disse como tinha corrido o dia e o que tinha feito e dada a demora que a conversa já estava a ter despachou-me sem um adeus nem um até amanhã mas com um:
- Olha, vou brincar com o Pêdo ( o primo )!
É nestes momentos que a noto a ficar menininha, por entender as explicações, por aceitar, por disfrutar daqueles momentos com os avós sem a angústia da separação e por conseguir despegar-se de nós com a confiança de que no final do 5º dia, nós estaremos lá para a buscar.
Concordou, veio despedir-se de nós ao carro e ficou bem. Hoje já falamos com ela. Sem choros nem voz de mimo lá disse como tinha corrido o dia e o que tinha feito e dada a demora que a conversa já estava a ter despachou-me sem um adeus nem um até amanhã mas com um:
- Olha, vou brincar com o Pêdo ( o primo )!
É nestes momentos que a noto a ficar menininha, por entender as explicações, por aceitar, por disfrutar daqueles momentos com os avós sem a angústia da separação e por conseguir despegar-se de nós com a confiança de que no final do 5º dia, nós estaremos lá para a buscar.
13 agosto 2008
Decisões dificeis
A minha filha vai ficar 5 dias longe de nós. Este fim de semana que é maior, partimos com ela de casa e regressaremos só os dois. Vai estar com a avó paterna ( e à noite também com o avô e a tia ). Como vai estar só com a avó e a avó não tem carta o que limita os passeios durante o dia, parece-me que ao fim do 2º ou 3º dia vamos ter problemas dela a querer regressar a casa. Além disso, anda há vários dias a queixar-se que lhe dói o ouvido mas não tem febre nem pús. Amanhã, para ficarmos mais descansados vamos com ela à pediatra para que possa ir para os avós. Caso esteja com otite não sei se a mandarei para lá doente, acaba por não aproveitar nada e claro que quando está assim fica mais impaciente e só me quer a mim por perto e eu também a quero perto de mim.
Não sei se sou eu a fazer filmes para disfarçar a minha veia de mãe galinha mas desta vez estou mesmo muito indecisa relativamente a ida dela. Das outras vezes custa-me que vá, mas ao mesmo tempo quero que o faça, porque acho essencial que partilhe mais tempo só com os avós, sem nós por perto. Desta vez, nem a parte do " é essencial, faz-lhes bem e ela vai gostar " me estão a convencer.
Vai ser complicado decidir, vai!
Não sei se sou eu a fazer filmes para disfarçar a minha veia de mãe galinha mas desta vez estou mesmo muito indecisa relativamente a ida dela. Das outras vezes custa-me que vá, mas ao mesmo tempo quero que o faça, porque acho essencial que partilhe mais tempo só com os avós, sem nós por perto. Desta vez, nem a parte do " é essencial, faz-lhes bem e ela vai gostar " me estão a convencer.
Vai ser complicado decidir, vai!
16 julho 2008
Continua por lá
Não fomos buscá-la.
Pedi à tia que lhe perguntasse se queria vir ou ficar explicando que se viesse iria para a escola por estarmos a trabalhar. Disse que queria ficar lá. Saimos do trabalho e estavamos dispostos a ir buscá-la. Ligamos antes para saber como estava. Dormia a sesta.
Acordou bem, brincou com o primo e aparentemente o choro anterior foi um episódio de mãezite aguda. Não fiquei tranquila, apenas mais descansada.
Em princípio não falarei com ela até Sexta-feira, não vá lembrar-se de voltar a fazer o mesmo. E para mim isto não tem lógica, mas também não tem ir buscá-la, fazer 200kms só porque desatou a chorar quando " falou " comigo.
Vamos ver...
Pedi à tia que lhe perguntasse se queria vir ou ficar explicando que se viesse iria para a escola por estarmos a trabalhar. Disse que queria ficar lá. Saimos do trabalho e estavamos dispostos a ir buscá-la. Ligamos antes para saber como estava. Dormia a sesta.
Acordou bem, brincou com o primo e aparentemente o choro anterior foi um episódio de mãezite aguda. Não fiquei tranquila, apenas mais descansada.
Em princípio não falarei com ela até Sexta-feira, não vá lembrar-se de voltar a fazer o mesmo. E para mim isto não tem lógica, mas também não tem ir buscá-la, fazer 200kms só porque desatou a chorar quando " falou " comigo.
Vamos ver...
O bom filho à casa torna
Falei com ela ao telefone hoje pela primeira vez. Ainda não tinha conseguido fazê-lo durante o dia e à noite não o quis fazer para que não começasse com o miminho do sono. Assim que a minha cunhada a chama para falar comigo ouço ao longe:
- Quero i pa caja, quero i pa caja.
Ao telefone comigo só dizia que queria vir para casa. Não me respondia e as minhas tentativas de conseguir um diálogo só conseguiram pô-la num berreiro sentido. A minha cunhada disse-me depois que sempre que falam nos pais, começa a chorar e diz que quer vir para casa mas que depois lhe passa ( ainda não me tinham dito isto ). Acredito que passe mas não há necessidade nenhuma de estar triste e contrariada. O objectivo em ir para lá era de se divertir, de se desvincular um bocadinho de nós e de aprofundar os laços com os avós e tia.
O Nuno já tinha falado com ela e não tinha feito nada disto, comigo, descambou!
Perante isto, vamos hoje buscá-la e a semana nos avós tornou-se em meia semana nos avós.
Em Agosto repete a dose, desta vez terá mesmo de ficar lá uma semana pois não temos alternativa.
- Quero i pa caja, quero i pa caja.
Ao telefone comigo só dizia que queria vir para casa. Não me respondia e as minhas tentativas de conseguir um diálogo só conseguiram pô-la num berreiro sentido. A minha cunhada disse-me depois que sempre que falam nos pais, começa a chorar e diz que quer vir para casa mas que depois lhe passa ( ainda não me tinham dito isto ). Acredito que passe mas não há necessidade nenhuma de estar triste e contrariada. O objectivo em ir para lá era de se divertir, de se desvincular um bocadinho de nós e de aprofundar os laços com os avós e tia.
O Nuno já tinha falado com ela e não tinha feito nada disto, comigo, descambou!
Perante isto, vamos hoje buscá-la e a semana nos avós tornou-se em meia semana nos avós.
Em Agosto repete a dose, desta vez terá mesmo de ficar lá uma semana pois não temos alternativa.
15 julho 2008
Invasão
A minha mãe foi hoje de férias e o meu querido teve a brilhante ideia de em vez de tomarmos conta do cão dela em nossa casa, irmos nós para casa dela com a nossa cadela, até sexta-feira. Ora a ideia pareceu-me excelente e foi dada como facto consumado à minha mãe.
Por 3 noites mudamos de casa e ainda vamos conseguir, se o tempo deixar, fazer uns banhitos de piscina ao final do dia ou ir ao ginásio ( e aí acho que a perguiça fala mais forte ).
Ou a casa da minha mãe é afrodisiaca ou realmente não há nada como ter a filha fora e uma casa que mais parece um oásis no meio da cidade para despertar a líbido.
Ainda bem que a minha mãe não lê isto ( e que a minha filha não o fará antes do quê, dos seus 20 anos talvez ) :)
Por 3 noites mudamos de casa e ainda vamos conseguir, se o tempo deixar, fazer uns banhitos de piscina ao final do dia ou ir ao ginásio ( e aí acho que a perguiça fala mais forte ).
Ou a casa da minha mãe é afrodisiaca ou realmente não há nada como ter a filha fora e uma casa que mais parece um oásis no meio da cidade para despertar a líbido.
Ainda bem que a minha mãe não lê isto ( e que a minha filha não o fará antes do quê, dos seus 20 anos talvez ) :)
14 julho 2008
Saídas dela
Tia - Beatriz come a carne.
Beatriz- Não como poque fico depemida ( deprimida).
E a tia não forçou porque lhe achou muita graça.
Ai que ela vem bonita, vem.
Eu dou-te a depressão minha menina, dou, dou!
Beatriz- Não como poque fico depemida ( deprimida).
E a tia não forçou porque lhe achou muita graça.
Ai que ela vem bonita, vem.
Eu dou-te a depressão minha menina, dou, dou!
Problemas intestinais ( ou post mal cheiroso )
Não tem comido sopa ( em casa que na creche come ). Não sei se por isso, nos últimos dias tem feito cócó com dificuldade. No Sábado chorava para fazer mas não se queria sentar com medo de doer. Tentava reter. Eu insistia para que se sentasse no bacio para fazer e ela recusava. Expliquei que ia doer o mesmo sentada e que se não se sentasse iria cair no chão. Perante as minhas explicações frustradas disse-lhe que se fizesse no chão iria apanhá-lo ela. Chorou e acabou mesmo por fazer, em pé, portanto, o " presente " caiu no chão. Como o prometido é devido e eu sou muito mázinha, disse-lhe que iria ela apanhar o que tinha feito:
- Buááá...Mas eu não quero sujar as mãos.
- Apanha Beatriz, pega no papel e apanha, eu disse-te para te sentares no bacio.
Foi tirar um bocado de papel mas como era pequeno dei-lhe um bocado de papel dobrado para que apanhasse. Enojada apanhou e deitou onde devia inicialmente ter feito. Aparentemente ficou de emenda porque depois veio a lição de moral que era no bacio que se fazia e que se ela fizesse no chão ou nas cuecas iria ela limpar.
Ontem à noite já estava nos avós e veio-lhe a vontade. Queria novamente fazer em pé. Como os avós muitas vezes estragam aquilo que nós pais conseguimos, deixaram que fizesse nas cuecas, não lhe ralharam e ainda fizeram uma grande festa quando deitaram o presente na sanita.
Os avós deseducam, não há dúvidas mas o que é chato é que depois quem tem de voltar a educar para que entre nos eixos somos nós pais. É que isto é muito giro de se deixar fazer as vontadinhas mas se nós pais também o fizessemos aposto que não quereriam ficar com a menina porque estaria muito " mal educada ".
Já ficou o recado para que não voltem a deixá-la fazer o cócó em pé/nas cuecas e como sabem como eu sou, a coisa não se deve repetir.
- Buááá...Mas eu não quero sujar as mãos.
- Apanha Beatriz, pega no papel e apanha, eu disse-te para te sentares no bacio.
Foi tirar um bocado de papel mas como era pequeno dei-lhe um bocado de papel dobrado para que apanhasse. Enojada apanhou e deitou onde devia inicialmente ter feito. Aparentemente ficou de emenda porque depois veio a lição de moral que era no bacio que se fazia e que se ela fizesse no chão ou nas cuecas iria ela limpar.
Ontem à noite já estava nos avós e veio-lhe a vontade. Queria novamente fazer em pé. Como os avós muitas vezes estragam aquilo que nós pais conseguimos, deixaram que fizesse nas cuecas, não lhe ralharam e ainda fizeram uma grande festa quando deitaram o presente na sanita.
Os avós deseducam, não há dúvidas mas o que é chato é que depois quem tem de voltar a educar para que entre nos eixos somos nós pais. É que isto é muito giro de se deixar fazer as vontadinhas mas se nós pais também o fizessemos aposto que não quereriam ficar com a menina porque estaria muito " mal educada ".
Já ficou o recado para que não voltem a deixá-la fazer o cócó em pé/nas cuecas e como sabem como eu sou, a coisa não se deve repetir.
11 julho 2008
Ausência
Acho que nunca vou ser daquelas mães que se apraz de ter uns dias longe das crias, só para si e para o seu parceiro. A mim atormentam-me os dias sem ela, ainda que consiga nesses dias descansar mais, ter algum tempo e apreciar da companhia do meu querido com conversas para além das associadas à maternidade.
Gosto desses momentos mas não o suficiente para dizer que me sabem bem e que as saudades de não a ter são compensadas por isso e pelos abraços do reencontro. Não o digo para parecer uma mãe " mais preocupada ", digo-o porque não me sinto completa sem ela, porque chegar ao fim do dia e ter o colo vazio mas faz confusão.
No primeiro e segundo dia parece mesmo que a chego a ouvir chamar-me. Já cheguei a acordar de noite e ter de raciocinar para me lembrar que não está lá.
Por mais vezes que vá não consigo habituar-me. Custa-me menos que na primeira vez, mas custa-me e acho que custará sempre. Uma noite, duas é razoável para o meu coração de mãe galinha, aliás, durante esse tempo consigo usufruir feliz da ausência de responsabilidades de mãe ( os banhos, a roupa do dia seguinte, a mochila da escola... ) Mais que isso e os olhos começam a encher-se de lágrimas quando falo ou penso nela. E não é porque não confie é mesmo porque lhe sinto a falta, tanta falta.
Como sempre começo a sofrer por antecipação e hoje sexta-feira estou como o tempo, triste e cinzenta porque a partir de Domingo vou deixar de a ter ao fim do dia, até sexta-feira. 5 dias longe e eu já sinto o vazio da sua ausência. Como é que uma fedelhinha que nem 90 cms tem me faz tanta falta é que não consigo explicar, só sentir.
Ainda assim, permito que vá porque ela quer e gosta e porque sei que é bom para ela ( e também para nós ainda que me cause este sofrimento tolo ).
Há quem não entenda mas para mim estas ausências são pequenos grandes sacrifícios em prol do seu crescimento harmonioso. E acho que não há volta a dar, hoje ou daqui a 10 anos, vai-me custar sempre.
Gosto desses momentos mas não o suficiente para dizer que me sabem bem e que as saudades de não a ter são compensadas por isso e pelos abraços do reencontro. Não o digo para parecer uma mãe " mais preocupada ", digo-o porque não me sinto completa sem ela, porque chegar ao fim do dia e ter o colo vazio mas faz confusão.
No primeiro e segundo dia parece mesmo que a chego a ouvir chamar-me. Já cheguei a acordar de noite e ter de raciocinar para me lembrar que não está lá.
Por mais vezes que vá não consigo habituar-me. Custa-me menos que na primeira vez, mas custa-me e acho que custará sempre. Uma noite, duas é razoável para o meu coração de mãe galinha, aliás, durante esse tempo consigo usufruir feliz da ausência de responsabilidades de mãe ( os banhos, a roupa do dia seguinte, a mochila da escola... ) Mais que isso e os olhos começam a encher-se de lágrimas quando falo ou penso nela. E não é porque não confie é mesmo porque lhe sinto a falta, tanta falta.
Como sempre começo a sofrer por antecipação e hoje sexta-feira estou como o tempo, triste e cinzenta porque a partir de Domingo vou deixar de a ter ao fim do dia, até sexta-feira. 5 dias longe e eu já sinto o vazio da sua ausência. Como é que uma fedelhinha que nem 90 cms tem me faz tanta falta é que não consigo explicar, só sentir.
Ainda assim, permito que vá porque ela quer e gosta e porque sei que é bom para ela ( e também para nós ainda que me cause este sofrimento tolo ).
Há quem não entenda mas para mim estas ausências são pequenos grandes sacrifícios em prol do seu crescimento harmonioso. E acho que não há volta a dar, hoje ou daqui a 10 anos, vai-me custar sempre.
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