Com a crise, muitos empresários entraram em alarmismos muitos deles infundados.
Na minha entidade patronal a crise fez-se sentir no primeiro semestre do ano e fruto dos alarmismos infundados foi decidido levar à risca os horários de entrada. À risca no sentido de não respeitar os 15 minutos de tolerância de ponto que todos os trabalhadores têm para eventuais atrasos, à risca de considerar 3 minutos de atraso e os descontar no vencimento, numa base de cálculo confusa, sem qualquer legalidade e com um grande cunho de discriminação. Foram ao cúmulo de descontar os minutos de atraso mas não considerar os outros tantos compensados na hora de almoço ou ao final do dia, isto quando nem sequer existe livro de ponto.
Reclamei a ilegalidade e nada, voltei a reclamar e nada, fartei-me e pedi para trabalhar em horário flexível, com uma carta de pedido que não deixou sem qualquer argumento de recusa, que modéstia à parte, " sei fazer as coisas ".
Ao fim de 30 dias da comunicação comecei com o meu novo horário, depois de muita gente ter ficado vermelha de fúria. Sou a única na empresa que no total do grupo deve contar com cerca de 80 colaboradores.
Tive noção que ao fazê-lo não iria cair nas boas graças, mas quem não deve não teme. Pensei que os prémios de produtividade teriam acabado para mim. Geralmente é esta a arma de arremesso quando alguém se atreve a fazer frente, o que é caso raro, verdade seja dita.
Desde que fui mãe, por ter gozado licença de maternidade de 5 meses e por ter " ousado " gozar a licença de amamentação, mesmo depois da " sugestão " para não o fazer, os meus prémios decresceram 80% do pré-maternidade.
Não quis saber, a minha dignidade vale muito mais que os prémios e fiz frente.
Até meio de Junho percebia os comentários dos colegas e chefias ao chegar mais tarde e sair mais cedo mas ignorei que sabia que era uma questão de tempo até se " habituarem ".
Depois das minhas férias o ambiente melhorou consideravelmente e tinha até comentado que tinha voltado a ser a Bestial ( que aqui se passa de Bestial a Besta em menos de nada e vice-versa ).
Qual não é o meu espanto quando hoje de manhã, o meu marido me comunica que na minha conta bancária entrou uma transferência referente a 3/4 do meu ordenado.
Resumindo e concluindo, vale a pena fazer frente!
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15 julho 2009
22 maio 2009
1º dia
Em horário oficialmente flexível.
Em ano de crise, numa época em que as chefias andam em transe e espalham injustiças eu fiz-me valer dos meus direitos, fiz frente, bati pé e cá estou eu, a gozar durante 3 anos o horário flexível ( ex jornada contínua ) .
Muito a contra-gosto, mas tiveram de aceitar.
São precisas mais pessoas inconformistas para que o país mude um bocadinho!
Em ano de crise, numa época em que as chefias andam em transe e espalham injustiças eu fiz-me valer dos meus direitos, fiz frente, bati pé e cá estou eu, a gozar durante 3 anos o horário flexível ( ex jornada contínua ) .
Muito a contra-gosto, mas tiveram de aceitar.
São precisas mais pessoas inconformistas para que o país mude um bocadinho!
03 fevereiro 2009
Petição
Recebi o mail de uma familiar minha mas como também eu tenho parte do meu trabalho a recibos verdes, ainda que tenha a protecção da minha parte de rendimento da categoria A ( trabalhadora por conta própria ), tembém sinto na pele ( e no bolso ) a escandalosa discriminação de que quem trabalha nestas condições é alvo. É o facto de descontarem para a segurança social independentemente de receberem, são os 20% de IRS que são retirados ao vencimento, mesmo que na tabela de irs da categoria A ( se fosse trabalhador por conta de outrém ) fosse por exemplo 5% ou isento. Isto porque, para quem não sabe, nas tabelas de irs para trabalhadores por conta de outrém, apenas estão sujeitos à taxa de retenção de irs de 20% rendimentos entre os 2475€ brutos e os 4110€ brutos, conforme seja casado ou não, único titular de rendimentos ou não. ( vide http://www.dgci.min-financas.pt/pt/apoio_contribuinte/tabela_ret_doclib/ ) Sim, se recebessemos esses valores, se calhar não nos importariamos de descontar 20%, mas quer cobremos 100€ ou 20.000€ a taxa é sempre a mesma. Contribuimos grandemente para a diminuição da despesa pública com as nossas receitas de irs e segurança social e o que é que o estado nos dá desses rendimentos que descontamos?? Nada, absolutamente nada. Não há subsídios de desemprego, baixas, subsídios de maternidade, nicles. Há, há... há a obrigação de pagar ao Estado, só!
Como muitos sabem, estive doente e de baixa por 12 meses, entre 2007 e 2008 e nunca pude deixar de trabalhar a não ser quando estive internada. E porquê? Porque se não trabalhava, não recebia e ( felizmente não é o meu caso ) quem não trabalha porque adoece é substituído de imediato e lá se vai a fonte de rendimentos. Porque precisava ( e preciso ) desse rendimento que me advém dos chamados recibos verdes trabalhei com dores de cabeça fortíssimas, deitada na cama, com o pc ao lado e a teclar com uma mão. Trabalhei mesmo tendo a doença afectado gravemente a minha visão, com o pc em cima da cara para ver os milhares de números que me preenchem os meus dias. Trabalhei mesmo ainda quando não conseguia distinguir visualmente um 8 de um 3, um 5 de um 6, verificando o meu trabalho milhares de vezes, pedindo ao meu marido que me lesse o que eu tinha escrito. Porque em situação de doença, mais que nunca aquele dinheiro fez-me muita falta ( e mais houvesse ).
Por isso e porque é quase desumana esta realidade, peço-vos que assinem a petição, ainda que a mesma não vá alterar o irs ( que não falam no assunto ), mas e caso seja aceite na Assembleia da Republica, poderá pelo menos atribuir alguns direitos a quem contribui para o equilibrio das finanças públicas sem uma obrigação do Estado para com estes cidadãos. Para um Portugal um bocadinho menos discriminativo.
Por favor repassem aos vossos contactos.
Lúcia
http://www.petitiononline.com/recverde/petition.html
Como muitos sabem, estive doente e de baixa por 12 meses, entre 2007 e 2008 e nunca pude deixar de trabalhar a não ser quando estive internada. E porquê? Porque se não trabalhava, não recebia e ( felizmente não é o meu caso ) quem não trabalha porque adoece é substituído de imediato e lá se vai a fonte de rendimentos. Porque precisava ( e preciso ) desse rendimento que me advém dos chamados recibos verdes trabalhei com dores de cabeça fortíssimas, deitada na cama, com o pc ao lado e a teclar com uma mão. Trabalhei mesmo tendo a doença afectado gravemente a minha visão, com o pc em cima da cara para ver os milhares de números que me preenchem os meus dias. Trabalhei mesmo ainda quando não conseguia distinguir visualmente um 8 de um 3, um 5 de um 6, verificando o meu trabalho milhares de vezes, pedindo ao meu marido que me lesse o que eu tinha escrito. Porque em situação de doença, mais que nunca aquele dinheiro fez-me muita falta ( e mais houvesse ).
Por isso e porque é quase desumana esta realidade, peço-vos que assinem a petição, ainda que a mesma não vá alterar o irs ( que não falam no assunto ), mas e caso seja aceite na Assembleia da Republica, poderá pelo menos atribuir alguns direitos a quem contribui para o equilibrio das finanças públicas sem uma obrigação do Estado para com estes cidadãos. Para um Portugal um bocadinho menos discriminativo.
Por favor repassem aos vossos contactos.
Lúcia
http://www.petitiononline.com/recverde/petition.html
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