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03 fevereiro 2009

Petição

Recebi o mail de uma familiar minha mas como também eu tenho parte do meu trabalho a recibos verdes, ainda que tenha a protecção da minha parte de rendimento da categoria A ( trabalhadora por conta própria ), tembém sinto na pele ( e no bolso ) a escandalosa discriminação de que quem trabalha nestas condições é alvo. É o facto de descontarem para a segurança social independentemente de receberem, são os 20% de IRS que são retirados ao vencimento, mesmo que na tabela de irs da categoria A ( se fosse trabalhador por conta de outrém ) fosse por exemplo 5% ou isento. Isto porque, para quem não sabe, nas tabelas de irs para trabalhadores por conta de outrém, apenas estão sujeitos à taxa de retenção de irs de 20% rendimentos entre os 2475€ brutos e os 4110€ brutos, conforme seja casado ou não, único titular de rendimentos ou não. ( vide http://www.dgci.min-financas.pt/pt/apoio_contribuinte/tabela_ret_doclib/ ) Sim, se recebessemos esses valores, se calhar não nos importariamos de descontar 20%, mas quer cobremos 100€ ou 20.000€ a taxa é sempre a mesma. Contribuimos grandemente para a diminuição da despesa pública com as nossas receitas de irs e segurança social e o que é que o estado nos dá desses rendimentos que descontamos?? Nada, absolutamente nada. Não há subsídios de desemprego, baixas, subsídios de maternidade, nicles. Há, há... há a obrigação de pagar ao Estado, só!
Como muitos sabem, estive doente e de baixa por 12 meses, entre 2007 e 2008 e nunca pude deixar de trabalhar a não ser quando estive internada. E porquê? Porque se não trabalhava, não recebia e ( felizmente não é o meu caso ) quem não trabalha porque adoece é substituído de imediato e lá se vai a fonte de rendimentos. Porque precisava ( e preciso ) desse rendimento que me advém dos chamados recibos verdes trabalhei com dores de cabeça fortíssimas, deitada na cama, com o pc ao lado e a teclar com uma mão. Trabalhei mesmo tendo a doença afectado gravemente a minha visão, com o pc em cima da cara para ver os milhares de números que me preenchem os meus dias. Trabalhei mesmo ainda quando não conseguia distinguir visualmente um 8 de um 3, um 5 de um 6, verificando o meu trabalho milhares de vezes, pedindo ao meu marido que me lesse o que eu tinha escrito. Porque em situação de doença, mais que nunca aquele dinheiro fez-me muita falta ( e mais houvesse ).
Por isso e porque é quase desumana esta realidade, peço-vos que assinem a petição, ainda que a mesma não vá alterar o irs ( que não falam no assunto ), mas e caso seja aceite na Assembleia da Republica, poderá pelo menos atribuir alguns direitos a quem contribui para o equilibrio das finanças públicas sem uma obrigação do Estado para com estes cidadãos. Para um Portugal um bocadinho menos discriminativo.
Por favor repassem aos vossos contactos.

Lúcia

http://www.petitiononline.com/recverde/petition.html

16 janeiro 2008

Petição

Recebi o seguinte e-mail que transcrevo abaixo acerca do eventual encerramento do Hospital D. Estefânia. Nunca fui cliente mas tenho várias boas referências relativamente ao mesmo pelo que não pude deixar de assinar.
No mínimo é vergonhoso!

A todos:
Está a decorrer no site abaixo indicado, uma petição para ser enviada contra o encerramento do Hospital D. Estefânia. A ideia não é construir um novo hospital pediátrico, mas sim juntar as nossas crianças num hospital com os demais doentes.
Isto vem no decorrer da junção de vários hospitais que o governo quer fazer com o tão falado Hospital de Todos os Santos em Chelas.
O que eles querem fazer não é uma melhoria, mas sim um retrocesso, pois deixaremos de ter profissionais que lidam exclusivamente com crianças para ter profissionais que lidam com todo o tipo de doentes. Assim vamos ter os nossos filhos em salas de espera conjuntamente com adultos com as mais variadas doenças. Mesmo que eles digam que o novo hospital vai ter um piso só para a pediatria, mas será uma ou outra especialidade, pois quando as crianças tiverem que ir fazer um RX, umas análises, etc, vão estar em salas de espera comum.
Passaremos, ao contrário de Coimbra, Porto, a ser uma cidade sem um Hospital pediátrico, para não falar do se passa lá fora.
Fui alertado para esta petição quando hoje fui ao Hospital D. Esfânia quando hoje lá fui com a minha filha e indicaram-me a fraca adesão que a petição está a ter.
Participem, não custa nada. Se a petição para o regresso do Luís Figo à selecção já conta com sete mil e tal assinaturas, não se percebe como esta só vai nas duas mil e pouco.

http://www.petitiononline.com/hde2007

08 outubro 2007

Porque me sinto discriminada, assinei

Tuga que é tuga arranja sempre forma de contornar a lei. Por diversas vezes assisti a situações da chamada " esperteza saloia " em que se fazem malabarismos para se contornar a lei e beneficiar com o facto. Mas, há sempre um mas, para uns sairem beneficiados, há outros tantos que " pagam " por isso. Eu não gosto das " espertezas saloias ", não gosto de saber que para eu sair beneficiada prejudico outros tantos, não me sinto bem com a minha consciência, mas conheço casos de perto de pessoas que optam por não casar por exemplo para obter benefícios fiscais ou simplesmente mais abono, mães que se dizem solteiras para obterem subsídios ou outras benesses e que sempre viveram com os pais das crianças e até, casais que se divorciaram no papel, mas não nos lares. Condeno, opino mas não posso fazer mais que isso porque depende da consciência de cada um e do seu sentido cívico. ( Atenção que não condeno quem opta por não estar casado, condeno quem faz essa opção apenas e só para obter benefícios ).
Várias associações se lembraram desta discriminação e criaram uma petição para apresentar ao Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, para acabarem com esta discriminação.
Eu, está claro, assinei.
http://www.forumdafamilia.com/peticao/obrigado.htm