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30 janeiro 2012

Rescaldo do 1º dia

Telefonei e falei coma educadora.
O 1º dia não poderia ser mais pacífico. Comeram bem, dormiram 1h ( o que para elas é bom mais ainda porque dormiram pela primeira vez em catres, sem as grades da cama ).
Brincaram sózinhas e com os outros bebés. Exploraram a sala e não estranharam os adultos, não choraram.
Não poderia pedir mais para um 1º dia.
Vamos ver se com a continuação, será assim.

1º dia de creche

‎1º dia de creche das gémeas e a noção de que conheço muito bem as minhas filhas :)
A Joana ficou na boa, a Matilde chorou ( nem tanto quanto eu esperava mas amanhã será concerteza pior ).
Tem mesmo de ser não é?? Eles têm de crescer certo?

19 janeiro 2012

Creche

Há cerca de 2 semanas, a Laine, ama das gémeas disse-me que o marido lhe tinha pedido para ir para junto dele, que emigrou em Dezembro.
Ela acedeu e decidiu ir por volta de dia 20/2. Comunicou-me a sua intenção entre lágrimas mútuas e abraços.
Fico com muita pena, mesmo, porque gosto dela, porque gosto do trabalho dela e porque as minhas 3 filhas gostam muito dela.
Comecei a procura pela creche, que já estava facilitada pois a intenção inicial, quando pensamos ter ama em nossa casa era que fosse apenas para passar o 1º inverno, logo já tinhamos visitado algumas.
Fui às IPSS junto do meu trabalho que aceitavam a entrada das gémeas sim, mas que só a partir de Setembro, com sorte eu conseguiria apoio da segurança social. Isto porque supostamente têm uma espécie de números clausulos. Até lá pagaria o valor máximo que numas era de 375€ cada criança ( com desconto numa delas de 10% ), outras 410€ com desconto de 10% nas duas. Valores incomportáveis para mim.
Fui a umas amas, que me tinham dito bem, que são 2 educadoras irmãs e a sua mãe que aproveitaram uma casa que tinham e fizeram uma espécie de creche, estando apenas legalizadas como amas.
Fui também a uma creche privada e no inicio desta semana fizemos a nossa opção por esta última. Segui o meu instinto na escolha.
Vão é ter de começar em Fevereiro porque não posso pagar meio mês da ama e 1 mês completo de creche+ inscrições e seguros.
Vou ter de ter o trabalho de fazer e levar a comida, que a alimentação das 2 ficava em mais 200€ e como permitem que eu leve a comida, assim farei.
Gostei muito da directora, gostei das instalações ( apesar de não terem espaço exterior mas levam-nos com bom tempo a um jardim que fica logo atrás ), observei as crianças, os pais, as reacções e relação com os adultos da instituição . Gostei apesar de não ter referências de ninguém conhecido.
A directora disse para iniciarem a 30/1 ( sem q eu pague esses 2 dias ) para fazerem uma semana completa e perceberem que passam a estar ali, o dia todo enquanto os pais trabalham. Disse que achava preferível ficarem logo a semana toda que apenas 3 dias.
Assim será.
Tenho medo sim, que adoeçam e voltem a ficar internadas por causa da sua fragilidade pulmonar mas infelizmente não há alternativa.
Na foto na creche, ontem, depois da 2ª reunião com a directora, ao fim do dia.

21 agosto 2008

Amiguinhas da escola

Na reunião do final do ano lectivo percebi que uma das meninas, pelo horário dos pais e disponibilidade dos avós, não vai frequentemente para a creche. A educadora alertou a mãe para o facto de os outros meninos começarem a segregá-la porque como não vai com frequência acabam por não ter tanta afinidade e brincadeiras em comum. Parece que é frequente a menina se apresentar triste por não querem brincar com ela e parece que a minha filha é das poucas que vai ter com ela e a enquadra no " seu grupo " para brincar.
Inchei de orgulho com a atitude dela porque revela que as directirzes que tomamos na sua educação estão, pelo menos por enquanto, a dar resultado, gerando uma criança preocupada com os outros.
Na festa da escola reparei que realmente os poucos qe estavam da sala dela não se dirigiam à menina e também ela, que é tímida, não se tentava enquadrar. A Beatriz viu-a e feliz foi ter com ela, brincaram as duas, abraçaram-se, sorriram. Tal como fez com outros dos amigos que lá estavam.
Tirei-lhes várias fotos e pedi à mãe dela o e mail para lhas enviar. Entretanto a Beatriz não foi à creche, ela também não e só há pouco teve o meu e mail para que eu lhe reenviasse com as fotos.
Recebi a seguinte mensagem:

Olá Lúcia,
Recebi as fotos.
Muito obrigado! Beijinho
PS: Tenho em casa um desenho que a Maria fez há cerca de 1 mês, para a Beatriz!

Fico feliz por saber não que tenho uma criança muito inteligente, muito desenrrascada ou muito bonita, mas sim por saber que se está a revelar um ser humano bondoso e altruísta. E venham de lá com a teoria que os filhos únicos são egocentristas... pois sim!

02 agosto 2008

Brincadeiras

Simula que as almofadas são os colegas da escola e ela é a educadora. Depois de os " sentar " alinhados chega à sala e diz:

- Olá meus amores !

31 julho 2008

Último dia de aulas

Agora, escola só em Setembro oficialmente no Jardim de Infância.
Como não temos férias agendadas para Agosto ficará umas semanas com uma amiga nossa que também tem uma filha com menos 9 meses que a Beatriz e irá uma semana para os avós. Apesar de estar de férias, continua a ter horários mas pelo menos, muda a rotina.

27 julho 2008

Final das idas à praia

Na sexta chegaram apenas às 18h30, felicíssimos e muito, muito porcos. Andaram na mata e notava-se pelo encardido.
Para o ano há mais e provavelmente para o ano terei mesmo de a levar as 3 semanas apesar da exorbitância do valor e do quanto nos vais custar 3 semanas a acordar cedíssimo pois já com 4 anos não me parece que seja adequado que fique 2 semanas juntamente com os bébés e os da sala do 1/2 anos ( que são os bébés de agora ).



25 julho 2008

Ultimo dia de praia

E quando saimos do carro para a deixar chove. O tempo está cinzentão e logo hoje o plano passa por estarem todo o dia fora, com uma suposta manhã de praia, pic-nic com direito a gelado ( pago por nós pois claro ) e tarde de brincadeiras, sem sesta e com regresso à escola previsto para as 17h.

23 julho 2008

Arrufo

Hoje de manhã a caminho do autocarro a educadora diz-me:

- Mãe, a Beatriz já começou a partir corações logo pela manhã.
- Então porquê?
- Tenho o Gabriel a chorar baba e ranho porque ele quer dar-lhe a mão para vir para o autocarro e ela não quer.
- Ohh, então, ela até diz que ele é o " amurado " ( namorado ) dela?
- Pois, mas hoje não quer nada com ele.
- Deve ser um arrufo :)
Entretanto chegam os dois separados junto do autocarro e ele de olhos vermelhos e a chorar.
- Olha Gabriel, está ai a mãe da Beatriz.
- Então Gabriel, a Bia não quer ir contigo é ?
- É???
Ela olha para mim e encolhe os ombros do tipo " não estou nem aí " enquanto se apressa a entrar no autocarro.
Tens bem a quem sair chavala que a mãe era um bocadinho arisca :)

Da escola

Tem alguns pontos de vista com os quais não concordo. Essencialmente é a parte do verem lucro em quase todos os actos e do exagero das actividades que arranjam para fazerem mais dinheiro. Sim é uma instituição particular, sim visa o lucro, mas quererem enfiar-nos Lisboa pelos olhos dentro dizendo que não o fazem pelo dinheiro e que até nem estão a ganhar nada tira-me um bocadinho do sério.
Mas admito que a deixo tranquila e venho tranquila, que não tenho medo de a deixar ir para a praia ou em passeios, que sei que gosta de lá estar e que gosta das pessoas de lá, sem excepção. Ali respira-se carinho pelas crianças, ali raramente os miúdos se batem ( à excepção da fase que todos tem por volta dos 2 anos ), ali são mimados mas também são castigados, cumprem regras, pedem desculpas e não são " reizinhos ", são todos pequenos príncipes e princesas, não reis e rainhas.
Ontem assisti a um diálogo mais aceso entre a dona do colégio e a mãe de um menino. A mãe insinuava que a educadora castigava mais o filho dela que os outros , que tinha preferências mais por uns meninos/as que pelo seu filho. A dona do colégio, de lágrimas nos olhos defendia a educadora ( e verdade seja dita aquela educadora é mto meiga para todos, mesmo os que não são da sala dela, mas é exigente e rígida quando necessário ) desdizendo que existam preferências. Até poderão existir, mas de facto não se notam e nisso tenho de dar razão à escola/educadoras.

22 julho 2008

Idas à praia

Hoje espreitei-a sem que me visse à entrada do autocarro. Não porque tivesse receio que chorasse mas porque queria observá-la no seu " meio ".
Deixei-a na escola. Saem todos em fila indiana com as mochilas às costas, rumo ao autocarro. O trajecto é mínimo mas vê-se que a mochila não lhe é fácil de transportar.
Apesar dos solavancos que dá, não pede ajuda e lá transporta a mochila como pode. É a mais pequena do grupo ( não a mais nova ) e a estatura física nisto influencia. Apesar de ter o cuidado de lhe colocar lá dentro o mínimo indispensável ( tem de levar toalha, protector solar, cuecas, uma t-shirt, uma garrafa de água, fruta numa pequena caixa e um iogurte), a verdade é que para o tamanho dela, acaba por ser pesado.
Tive o cuidado de comprar uma mochila almofadada nas costas para causar o mínimo desconforto e com uma parte térmica para colocar em segurança a comida. É própria para crianças pelo tamanho diminuto das alças.Chegados junto da " bagageira " do autocarro, deixam todos a mochila. Depois sobem para o autocarro. Uns ajudados, outros por si próprios. A minha escala o degrau alto do autocarro sózinha e depois é ajudada e sentada no seu lugar.
Depois venho embora a rir sózinha pelo seu " desenrrasque ".

10 julho 2008

Festa de final do ano lectivo

Fomos para a Quinta dos Gnomos, em Azeitão com a indicação de levarmos água, roupa e calçado desportivo para participarmos em actividades com as crianças.
Não participamos nos jogos e estivemos mais interessados em explorar a quinta. Fomos ao galinheiro e ela correu e desesperou atrás dos patos e galinhas que queria apanhar. Vimos aos longe os porcos, demos cenouras aos burros e ainda " fizemos " um queijo de azeitão.
O à-vontade dela perante os animais surpreendeu-nos, sendo ela uma criança de cidade. Sem medo quase metia a mão dentro da boca dos burros, mexia nas galinhas e nos patos e o que aparecesse, enquanto a maioria, da mesma idade, mais novos e mais velhos, gritavam de cada vez que os animais se aproximavam.
Mas o que eu gostei mesmo de ver foi a cumplicidade dela com os seus amiguinhos, as brincadeiras partilhadas e os abracinhos.
Um dia bem passado que deu não só para fugir à rotina mas também para conviver com os pais e crianças que partilham o seu dia-a-dia com a nossa.
Um aparte, somos abordados por quase toda a gente, pais de outros meninos de outras salas, outras educadoras, auxiliares, todos vem cumprimentar a Beatriz, ou boneca como é mais vulgarmente designada. É popular e ela gosta desse protagonismo. Já nós dispensavamos ter tantos olhos " em cima " de nós e ter de fazer tantos sorrisinhos de simpatia :).

03 julho 2008

Bolo da Minnie

O bolo para levar para a escola está feito. É da Minnie como ela pediu e contou com a participação dela na confecção. Poupamos 11€ e ainda tem direito ao brinquedo ( carro e Minnie ). À última hora e já sem andar à procura lá encontrei uma vela a um preço razoável, não da Minnie mas do Mickey que também serve.
Espero que esteja bom, pelo menos fofo está.

O bolo para a escola

( Bolo chiffon de chocolate com cobertura de chocolate e côco ralado )

Para a festa da escola

A festa inicia-se pela manhã com pic-nic pelo meio em que nós pais é que temos de levar as coisas que a escola não oferece nada.
Foram feitas rifas e ontem a Beatriz escolheu a nossa:

- 200 pratos de plástico
- 6 rolos de papel de cozinha.

Sempre é menos mal que os 5 kilos de pepinos que calharam a um amigo nosso e pelo menos, é algo que não vai dar trabalho a preparar.

20 junho 2008

Reunião de final de ano

Foi ontem ao final do dia, assim permitiu que só visse 20 minutos daquela desgraça de jogo do europeu.
Falou no geral das " aquisições " dos meninos e congratulou-se das mesmas como se as crianças por si só não as alcançassem. Coisas como: " Calçam-se sózinhos, vão à casa de banho e limpam-se sózinhos ( com a supervisão de um adulto ), contam até 5, alguns até 10 e um ou outro até 20, que sabiam as cores, etc, etc."
Os pais iam abanando a cabeça e diziam que sim e outros até diziam-lhe que notavam uma grande evolução nos filhos desde que estavam com ela. Ela inchou de orgulho e eu tratei de dizer que muitas das coisas eles aprendiam porque é a ordem natural das coisas, porque aprendem por imitação dos pais, dos colegas, etc e também porque nós pais, devemos " fazer o trabalho de casa " e dedicar-lhes tempo para brincarem e aprenderem connosco. Percebi que muitos só brincam com os filhos aos fins de semana, quando é, que uns se deitam às 20h e outros à meia noite. Uma mãe congratulava-se dizendo quase que a filha era um génio porque sabia distinguir quando estavam 2 copos na mesa e apenas um.
Percebi que de 10 pais que lá estavam, apenas dois ( contando comigo ) se dedicam a pintar com os filhos, a ler-lhes histórias e a brincar. Dizem que não tem tempo, ou não tem jeito ou paciência, ou porque tem outros irmãos, brincam entre si, numa de " isso chega ".
Alguns pais assumiram que não sabiam quando deviam e não deviam castigar os filhos e como. Todos se queixam dos seus " pequenos terrores " que fazem birras infernais, que se atiram para o chão, esperneiam, batem quando as suas vontades não são satisfeitas. Das duas uma, ou exageraram todos ou preocupa-me o futuro desta pequena geração de pequenos ditadores. Não quero com isto dizer que tenho a fórmula mágica de como bem educar, tenho muitas dúvidas e cometo erros mas ouvir coisas como: " A minha filha não pede desculpa é escusado ", ou, " o meu filho tem de ver os power rangers ao sábado de manhã se não ninguém o cala " , ou ainda, " a minha filha quer fazer o cócó em pé e não faz de outra maneira" faz-me pensar que ou eu tenho uma filha muito educadinha ou eu sou muito rígida mas uma coisa é certa, quando estamos numa de medir forças nem que me custe as entranhas, mas a minha filha tem de perceber que há coisas em que é possível ceder e outras que não. Para mim é inadmissível que não se peçam desculpas sentidas, que com 2 anos se domine o comando da televisão ou que se façam cenas de espernear e bater com os pés no chão ( ou nos pais ) e no fim os pais cedam e lhes façam a vontade. Faço-lhe muitas vontades sim, quando tem o comportamento correcto, com birras não cedo, mesmo que muitas vezes tenha de vir a reboque com uma miúda no colo a espernear e a gritar num centro comercial para casa ou para o carro.
Disse também que todos eles eram muito autónomos já e que eram todos " espertinhos " mas muito mimados no sentido de fazerem birras sem causa plausível. Birras do tipo de querer sentar na cadeira onde está outro sentado quando tem um lugar vazio, por exemplo. Diz que nota que cada vez mais as crianças são assim e que lhe preocupam essas mesmas crianças quando tiverem 14/15 anos. Aconselhou a entender as birras ( que fazem parte do desenvolvimento e afirmação pessoal ) mas perceber quando são birras que fazem sentido e quando não fazem sentido e nas que não fazem sentido nem para nós adultos nem para a criança, então os pais deveriam castigar, isolando-os e fazendo com que refletissem sobre o que tinham feito. Deveriam pedir desculpa e não os retirar do castigo logo a seguir ao pedido de desculpas mas sim um pouco depois para que entendam quem " manda ".
Disse que teve " problemas " de adaptação com quase todos os pais e fiquei descansada por não ter sido só eu a não ter conseguido coadunar-me com ela. Admitiu que aparenta uma certa distância que faz com que os pais não se sintam à vontade com ela mas que as crianças gostam dela e que nunca nenhuma tinha ficado a chorar consigo. De facto é verdade.
Falou nas brincadeiras que eles tem ultimamente entre si e das quais já me apercebi pela imundisse em que chegam os pés dela: trocarem de sapatos, andarem descalços no recreio e pisarem-se uns aos outros.
Para o ano segue a mesma turma que recentemente cresceu para 12 elementos com a entrada de mais um menino e que em princípio não iriam ser mais, no entanto, o limite para o J.I são 25 crianças e por isso poderão ingressar mais no novo ano lectivo.
Falou nas idas à praia e no que é necessário levarem e frisou que cada criança levará as suas coisas na mochila às costas. Disse que deveriam colocar protector antes mas que lhes voltavam a colocar protector enquanto lá estão, cerca de uma hora depois de chegarem.
Entregou a pasta com os " trabalhos " deles e devo dizer que não tenho uma artista plástica em casa, ela é mais de intelecto e menos artística :) Ainda assim, tem alguns trabalhos pintados dentro dos limites, coisa que em casa não faz.
Vim desiludida com os pais daquelas crianças, sinceramente vim e preocupada com o futuro destes meninos que não sabem o que é ter limites para além da escola. Daqui a uns anos, nem a escola lhes conseguirá impor esses mesmos limites.

30 maio 2008

Há tanto tempo que isto não acontecia

Só para contrariar o post em que dizia que não estranhou a mudança no colégio hoje ficou a espernear porque não queria ficar na “ escouinha amarela “ ( Jardim de Infância ) e queria ir para a escola dela.

E por falar no mês de Agosto

Falei com a directora mas não me disse o que depois li em casa no " comunicado ", não teve coragem, pois, claro!
Para além da mensalidade sem alimentação, já paga em Jan/Fev/Março, pedem um extra de 10€/dia por criança para ficarem uma quinzena com eles em Agosto. Significam mais 100€ por 10 dias úteis quando a diferença entre a mensalidade com alimentação e sem alimentação para um mês inteiro é de 50€ e inclui a ginástica e a música que em princípio não terá por os professores estarem de férias.
Se isto não é um roubo, não sei o que lhe chamar!
Já leva um daqueles meus recadinhos na caderneta e quero ver se a apanho ao final do dia para lho dizer, cara a cara.

Jardim de Infância II

Falei com a directora. A mudança afinal foi não só porque a educadora do ATL saiu ( ou vai sair não sei bem ) mas também porque como este ano estarão abertos metade do mês de Agosto, implica que a partir de Junho algumas educadoras comecem a gozar férias. Para que as crianças não estranhem estarem com outras educadoras que não a sua, decidiram reorganizar as " turmas " para que cada criança conviva um pouco mais com a educadora que ficará a substituir a sua nas férias. Esta adaptação já estava pensada mas não tinha sido comunicada aos pais e foi antecipada com a notícia da saída da educadora.
Assim, metade dos meninos da sala da Beatriz, os maiores ficaram com a educadora dos 3/4 anos e a outra metade ficou com a sua educadora. A Beatriz, sendo " minorca " ficou na metade dos pequenitos. Na sala da Beatriz está a outra metade dos meninos dos 3/4 anos mais " pequeninos ". Assim, os miúdos adaptam-se a estar com ambas as educadoras e não haverá grandes problemas com rivalidades dos miúdos entre salas porque já começaram a conviver entre si, apesar de, desde Janeiro, haver o tal intercâmbio regular entre a creche e o jardim de infância. Isto porque a educadora dos 3/4 fará as férias da educadora da Beatriz e vice-versa.
Na quinzena da praia, os meninos que tal como a Beatriz não vão, ficarão de manhã com a educadora Sofia, da sala do 1/2 anos, a sua ex-educadora. À tarde em princípio juntar-se-ão aos colegas regressados da praia e à educadora.
A Beatriz não estranhou mas continua a dizer que a sua escola é a outra e pede os brinquedos que lá ficaram e que estava habituada a ter.
Afinal, a alegria da educadora deveria ser pela colega ( e amiga ) e não por si, já que se manterá, pelo menos este ano, no colégio.

29 maio 2008

Sabe sempre bem ouvir

Mas sabe ainda melhor quando é dito por uma profissional com cerca de 10 anos de experiência como educadora de infância.
Ontem fui buscar a Beatriz ao J.I.
Chegada lá a educadora da Beatriz já tinha saído ( às 18.00 ) e ela estava há cerca de 15 minutos com a educadora da sala dos 4/5 anos. A educadora veio dizer-me que estava espantada com a Beatriz, que não tinha noção do quão desenvolvida ela estava, que lhe tinha dito todas as letras que estão afixadas na sala, os números, que falava muítissimo bem e com vocábulos incomuns, que era muito cooperante e que a tinha ajudado a tratar dos " bébés " ou seja, dos meninos da sala dela ( 2/3 anos ). Disse que em tantos anos nunca tinha conhecido nenhuma criança com um desenvolvimento tão grande da idade dela. Eu limitei-me a sorrir e a babar mas há mais desenvolvidas que ela sim, mas também é um facto que ela é especial e eu tenho direito a sentir orgulho nela :)