Fiquei de escrever o post sobre a minha opinião sobre a região Turca onde estive nas férias. Esqueci-me e com isso esqueci-me de registar um facto sui generis que aconteceu.
Ao contrário do que eu pensava, as loiras de olhos azuis não causam sensação, por lá, apesar de serem mussulmanos. As morenas é que é gordas, magras, morenas.
O fotógrafo do hotal, assim que me via ou à minha filha, não tirava o dedo do gatilho. Raio do homem que era mesmo sangue-suga e podia ser apenas pelo lado comercial da coisa, mas não era que via que sempre, as morenas eram muito mais fotografadas que as loiras, em maioria naquele hotel.
O turismo é essencialmente de paises de leste, logo, russas, moldavas, ucranianas são às paletes.
Os turcos são fisicamente semelhantes aos" tugas " mas há loiras também morenas, de olhos escuros, claros, há de tudo. Os homens não fossem as feições mais " brutas " seriam o meu paraíso na terra de adolescente. Maioritariamente morenos de olhos claros :).
Bom voltando à vaca fria, o fotógrafo não nos largava e quando a minha miúda o via ao longe já me avisava:
- Oh mãe, vem ai o fotógrafo outra vez.
O gajo era chato, mas divertido e simpático e à pala dele tirei fotos vergonhosas, ora sozinha ora com o marido. Eu bem senti uma coisa a crescer numa das fotos em que me encostei com o traseiro... enfim, isto é um babyblog, fico por aqui.
Ele foram fotos à beira mar, tipo baleia dada à costa com os belos dos sapatinhos para andar nas pedirnhas, ( um must ), ele eram fotos do casalinho agarradinho , do casalinho com a filha ao colo, a apontar para as nuvens, parecia que o dia do nosso casório se repetia, com a vertente de q no nosso casamento, dissemos que não queriamos fotos destas, com grandes poses falsas. Pimba, apanhei um fotografo chato e persuasivo e era vermo nos em figuras impensáveis.
A minha filha para o final já embirrava com o tipo, parecia a nossa sombra. Disse-lhe isso mesmo e ele abrandou :)
Continuando para bingo, não só eu tinha muitos olhares dos gajos turcos, como tinha muitos olhares desses mesmos turcos, NA MINHA FILHA.
Ora se não tinha muita graça ser comigo, fazia-me ficar irada quando se dirigiam à miúda.
Não havia loja, rua por onde passassemos que não se metessem com ela, que não lhe quisessem tocar ( são muito físicos os turcos ), e em todas as lojas, todinhas, lhe ofereceram coisas, pulseiras, penduricalhos, olhos turcos, eu sei lá, mesmo que não entrassemos nem comprassemos, ofereciam-lhe.
Eu andava com ela quase sempre no carro que ao princípio esta forma de estar me deixava insegura. No carro ela estava presa, não me fugiria e eu agarrava me aquele carro de unhas e dentes :).
Depois de conversar com um elemento da equipa de animação do hotel de quem gostamos bastante, percebemos que não o fazem por " gostos mais estranhos dos homens ", mas porque são um povo muito dedicado às crianças, que adoram e quase veneram, e que no fundo, acabam por valorizam muito mais que nós, ocidentais. Descansei um pouco mas não deixei de ter algum receio, mas passei a sorrir quando lhe ofereciam presentes ou a tentava acariciar ( tentavam que ainda assim eu não deixei grandes tocanços ).
Logo no início da nossa estadia aconteceu um episódio caricato que talvez não esqueça o resto da minha vida. Fomos a uma loja, no centro histórico de Side, edificado nas muralhas e ruinas gregas. Lá dentro o simpático comerciante, dono da loja recebeu-nos com um chá turco e uma chicha ( tabaco fumado nos cachimbos, vulgo ha-xixe ). Claro que não a fumamos mas agradecemos que é quase ofensivo recusar estas ofertas.
Bebemos o chá e passeamo-nos pela loja à procura dos " recuerdos ". O tal sr. não deixava de meter-se com a Beatriz e eu ia fazendo de tradutora entre os dois. A miúda, desinibida como é, lá foi conversando e conversando com o sr. No fim ele " espetou-lhe " 2 beijos nas bochechas e ela retribuiu. Puxou-me a mim e ao Nuno para o lado, depois de termos pago. Queria negociar. Ao princípio nem percebi o quê, já tinhamos feito as compras.
Explicou-me que na cultura deles, os pais programam o casamento dos filhos desde tenra idade. Disse que tinha 3 filhos e que o filho varão tinha a idade dela, 3 anos. Eu ainda estava incrédula e a pensar que estava a perceber mal a conversa.
Depois continuou dizendo que geralmente os homens ( pais ) combinavam entre si os pormenores e as mulher ( mães ) idem, que homem não negoceia com mulher e vice-versa, mas a mulher dele não estava ali e disse-me mais ou menos isto: já vi que você é que é o pilar do vosso lar e por isso combino as coisas consigo e não apenas com o seu marido.
Se eu tivesse bolinhas tinham-me caído aos pés, tal era o espanto. Eu desejava sair dali a correr, mas algo me colava ao chão, eu não queria acreditar no que ouvia.
Foi então que desvendou tudinho. Queria trazer uma foto do filho no dia seguinte para que o vissemos e caso concordássemos, combinariamos o casamento dos 2. A mulher dele também viria no dia seguinte, bebiamos mais um chá e acertavamos o dote.
Aí já eu tinha a boca aberta de espanto e foi quando lhe expliquei que na cultura ocidental os não combinamos casamentos, que somos livres de escolher o parceiro, que não há dotes. Ele insistiu dizendo que as mulheres eram bem tratadas e que a Turquia de hoje não era a mesma de há 10 anos atrás. Já havia casamentos escolhidos pelos próprios mas cabia-lhe como pai cumprir a tradição e encontrar-lhe noiva. Eu frisei que não queria fazê-lo, que respeitava a cultura deles mas que cumpriria a minha cultura e não iria prometê-la em casamento. Ainda me disse para pensar bem e disse-me o valor do dote que lhe daria : 100 ou 200 camelos, já não me recordo que eu já estava a fugir pela loja fora. respondi-lhe a brincar que não faria nada com camelos na Europa. Ele reformulou o dote e ofereceu-nos um Ferrari, isso mesmo um FERRARI para a minha filha ficar prometida em casamento ao filho dele.
Agradeci, voltei a dizer que não iria fazê-lo e saimos.
Toda esta conversa foi feita com muito respeito ( pelas culturas e por nós ) e aceitou a decisão. Acho que ficou connosco em boa consideração por não nos tentarmos com tamanha oferta. Convidou-nos para aparecermos na loja dias depois, não para combinar casamento que percebeu que não queriamos nada disso, mas para convivermos. Agradeci, disse que voltaria mas claro que não voltei que apesar de tudo ter sido respeitoso, calmo fiquei com medo que me tirassem a miúda, fiquei sim. Depois abrandou esse receio como reafirmei no inicio deste post, mas não deixei de ter algum.
Agora já brincamos com o assunto, mas eu posso dizer a viva voz e com testemunhas:
A MINHA FILHA VALE MAIS QUE UM FERRARI ! :)
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30 julho 2009
26 junho 2009
Algumas Fotos da Riviera de Antalya
23 junho 2009
Poliglota
Na piscina principal das crianças na Turquia, uma senhora ( não sei de que nacionalidade ) devolve-lhe a bola que lhe fugira enquanto brincava.
Ela não agradece de seguida e eu como é hábito faço-lhe o reparo e agradeço.
- Thank you. Beatriz, diz obrigada.
- Obrigada, Thank you, Dank u well. ( Assim de seguidinha )
Despachou os agradecimentos em 3 línguas, sem que nunca lhe tivessemos ensinado a não ser em Português, claro.
Percebeu ( penso eu que por causa da animação infantil ) que Thank you e Dank u well ( holandês ) quer dizer obrigada em diferentes idiomas ( óbvio que não sabe quais ).
Fiquei " parva ".
Ela não agradece de seguida e eu como é hábito faço-lhe o reparo e agradeço.
- Thank you. Beatriz, diz obrigada.
- Obrigada, Thank you, Dank u well. ( Assim de seguidinha )
Despachou os agradecimentos em 3 línguas, sem que nunca lhe tivessemos ensinado a não ser em Português, claro.
Percebeu ( penso eu que por causa da animação infantil ) que Thank you e Dank u well ( holandês ) quer dizer obrigada em diferentes idiomas ( óbvio que não sabe quais ).
Fiquei " parva ".
Para quem pediu
O link do operador pelo qual fui com os preços http://174.142.16.41/Conteudos/85.pdf. No panfleto, o hotel onde estivemos está como 4 estrelas mas podem confirmar no site do hotel que é de 5. Não é um 5 estrelas de luxo, mas é bom.
Acho que depois de verem o panfleto se vão desencorajar... é que é mais caro que a tão badalada República Dominicana, mas pediram, eu partilho. É nesta zona que está um dos hotéis mais caros do Mundo, não são de surpreender os preços por isso mesmo...
Acho que depois de verem o panfleto se vão desencorajar... é que é mais caro que a tão badalada República Dominicana, mas pediram, eu partilho. É nesta zona que está um dos hotéis mais caros do Mundo, não são de surpreender os preços por isso mesmo...
20 junho 2009
O hotel
A viagem para os 3 foi a minha prenda de aniversário da minha mãe que este ano ( apesar de sempre dar presentes dispendiosos ) perdeu a cabeça :)
Deu-me um valor e eu arranjei um destino e um hotel em que conseguissemos ir os 3 sem ter de por dinheiro.
Fomos para a Riviera de Antália, na Turquia, entre Manavgat e Side, para o resort de 5 estrelas com praia privativa Club e Hotel Nena, ao estilo das caraíbas, apesar de estarmos em continente asiático :)
Fomos o 2º grupo de turísticas portugueses na zona e fomos muito bem recebidos. Portugal e os portugueses são tidos como boa gente e não há quem não conheça o Cristiano Ronaldo.
Mar Mediterrâneo, águas cristalinas e com boa temperatura ( sem choque térmico mas também não quente como no México, média 25ºC ). Areia nalgumas zonas, noutra pedrinhas que não incomodavam se fossemos de sapatos apropriados. Não foram as pedrinhas que nos fizeram deixar de ir a banhos naquelas águas calminhas e apetecíveis :).
O hotel foi o Club e Hotel Nena, em sistema tudo incluído ( pequeno almoço, snacks, almoço, lanche, ceia, bebidas e sempre com bebidas, cafés, chás e cafés com leite quando quisessemos. A ideia era mesmo se não quisessemos não gastarmos um tostão.
Ainda levava uma verba ( ainda do plafond da prenda da minha mãe ) para excursões que pouco fizemos mas isso fica para a descrição daquela região Turca.
No hotel 2 piscinas para adultos, 2 para crianças, escorregas para as piscinas ( slides ) para adultos e crianças, animação para crianças e adultos, mini disco, mini club ( para crianças dos 4 aos 12 ) discoteca para adultos, espectáculos no anfiteatro para adultos todas as noites, parque infantil, mini golf, salão de jogos, desportos mais radicais na praia ( à parte ), jardins muito bonitos com camas de rede a convidar ao descanso, puffs com as mesmas funções, vários bares, comida razoável ( que passa muito pelos grelhados, saladas e legumes estufados ), restaurantes temáticos e doçaria divinal. também tem spa mas os tratamentos não estavam incluídos. Não resisti a experimentar pois claro que é sabida a minha admiração por estes mimos :). Também tinha supermercado, fotografos e algumas lojas. Uma mini cidade.
Os quartos quase todos em bungalows com jardins exuberantes à volta. O interior dos mesmos era mais fraco que o exterior e espaços comuns mas nada de mau, regulares, suficientes para a nossa exigência :)
deram-nos um bungalow suficientemente perto da piscina e praia mas também suficientemente afastado do anfiteatro onde aconteciam os espectáculos e da discoteca, aberta até às 4h da manhã.
Os jardins covidavam ao descanso com as camas de rede, a praia bandeira azul também com cama de rede também era tentadora. Menos tentador era o recanto na praia para a aeróbica e step que faziam todas as manhãs e que me deu alguma saudade dos tempos em que pratiquei este desporto.
Na praia ainda era possível ver locais devidamente assinalados onde as tartarugas Careta Careta colocam os seus ovos de Maio a Setembro.
O pôr-do-sol era de cortar o fôlego com o mar como pano de fundo e o céu e sol de um laranja vivo.
Jantamos muitas noites com este cenário na esplanada do restaurante.
Se eu não achasse um desperdício voltar a um mesmo local, dado o mundo ser tão grande e tão aliciante, seria um local a regressar, concerteza!
Deu-me um valor e eu arranjei um destino e um hotel em que conseguissemos ir os 3 sem ter de por dinheiro.
Fomos para a Riviera de Antália, na Turquia, entre Manavgat e Side, para o resort de 5 estrelas com praia privativa Club e Hotel Nena, ao estilo das caraíbas, apesar de estarmos em continente asiático :)
Fomos o 2º grupo de turísticas portugueses na zona e fomos muito bem recebidos. Portugal e os portugueses são tidos como boa gente e não há quem não conheça o Cristiano Ronaldo.
Mar Mediterrâneo, águas cristalinas e com boa temperatura ( sem choque térmico mas também não quente como no México, média 25ºC ). Areia nalgumas zonas, noutra pedrinhas que não incomodavam se fossemos de sapatos apropriados. Não foram as pedrinhas que nos fizeram deixar de ir a banhos naquelas águas calminhas e apetecíveis :).
O hotel foi o Club e Hotel Nena, em sistema tudo incluído ( pequeno almoço, snacks, almoço, lanche, ceia, bebidas e sempre com bebidas, cafés, chás e cafés com leite quando quisessemos. A ideia era mesmo se não quisessemos não gastarmos um tostão.
Ainda levava uma verba ( ainda do plafond da prenda da minha mãe ) para excursões que pouco fizemos mas isso fica para a descrição daquela região Turca.
No hotel 2 piscinas para adultos, 2 para crianças, escorregas para as piscinas ( slides ) para adultos e crianças, animação para crianças e adultos, mini disco, mini club ( para crianças dos 4 aos 12 ) discoteca para adultos, espectáculos no anfiteatro para adultos todas as noites, parque infantil, mini golf, salão de jogos, desportos mais radicais na praia ( à parte ), jardins muito bonitos com camas de rede a convidar ao descanso, puffs com as mesmas funções, vários bares, comida razoável ( que passa muito pelos grelhados, saladas e legumes estufados ), restaurantes temáticos e doçaria divinal. também tem spa mas os tratamentos não estavam incluídos. Não resisti a experimentar pois claro que é sabida a minha admiração por estes mimos :). Também tinha supermercado, fotografos e algumas lojas. Uma mini cidade.
Os quartos quase todos em bungalows com jardins exuberantes à volta. O interior dos mesmos era mais fraco que o exterior e espaços comuns mas nada de mau, regulares, suficientes para a nossa exigência :)
deram-nos um bungalow suficientemente perto da piscina e praia mas também suficientemente afastado do anfiteatro onde aconteciam os espectáculos e da discoteca, aberta até às 4h da manhã.
Os jardins covidavam ao descanso com as camas de rede, a praia bandeira azul também com cama de rede também era tentadora. Menos tentador era o recanto na praia para a aeróbica e step que faziam todas as manhãs e que me deu alguma saudade dos tempos em que pratiquei este desporto.
Na praia ainda era possível ver locais devidamente assinalados onde as tartarugas Careta Careta colocam os seus ovos de Maio a Setembro.
O pôr-do-sol era de cortar o fôlego com o mar como pano de fundo e o céu e sol de um laranja vivo.
Jantamos muitas noites com este cenário na esplanada do restaurante.
Se eu não achasse um desperdício voltar a um mesmo local, dado o mundo ser tão grande e tão aliciante, seria um local a regressar, concerteza!
19 junho 2009
As viagens
5 horas e pouco de avião para lá e mais 5h para cá.
A sua 3ª viagem de avião ( se contar com a ida e volta então a 6ª )e a mais longa de todas que antes foi a Paris e à Bélgica ( Aeroporto de Bruxelas ).
Para lá não dormiu nem um segundo, apesar de termos chegado quase à 1 h da manhã portuguesas. No autocarro até ao hotel adormeceu quase assim que se sentou e assim foi até chegar ao quarto do hotel. ( De notar que raramente dorme a sesta e neste dia foi o caso, ou seja, não tinha dormido )
Na ida estava excitadissima, eufórica e eu já cansada de tanta pergunta, tanta resposta e tanta repreensão. Valeu-me o leitor de dvd's portátil e o facto de já ligar aos desenhos animados e as histórias que fui contando.
No regresso eu estava o que pensei ser estupidamente em alerta. Uma suposta " premunição " ou o que quer que se queira chamar. Acordei antes das 4 da manhã portuguesas e já não conseguia dormir mais. Como já era manhã há cerca de uma hora, vesti-me e fui fotografar o nascer do dia na praia numa de me despedir do local que gostei bastante.
Almoçamos no aeroporto e lá embarcamos para mais 5h de caminho. Eu que não tenho ( ou devo dizer não tinha? ) medo de andar de avião ia um pouco em sobressalto.
Ela no regresso esteve mais calma, apesar de só ter adormecido meia hora antes da aterragem. Adormeceu na melhor altura possível que cerca de 25 minutos antes de aterrar o piloto avisa que Lisboa estava sob uma forte tempestade e que nos dirigiamos para Norte enquanto aguardava informações do aeroporto para saber se poderia aterrar ou se seguiria para o Porto. Traduzo para o Nuno que dada a rapidez com que o comandante falou não conseguiu perceber tudo. Acabo de traduzir, ela felizmente dorme, e dois fortes solavancos como se o avião tivesse sido sugado e voltado a subir. As pessoas ( e eu ) ficaram num pânico contido e só se ouviram uns ahhs durante os solavancos. Viamos o rio Tejo e o medo foi maior por estarmos a baixa altitude. Com uma mão segurava-a e com o ombro apoiava-lhe a cabeça e com a outra mão segurava-me no banco da frente. Rezava para que o piloto não tentasse a aterragem em Lisboa e naqueles 25 minutos imaginei que o avião cairia, lembrei-me do recente caso do airbus francês, revi mentalmente a posição de segurança, tudo em silêncio. A maioria das pessoas que consegui ver estavam de olhos fechados. O silêncio era soturno e eu só desejava que tudo corresse bem e que a Beatriz não acordasse entretanto para não lhe ter de explicar nada do que estava a acontecer.
Conforme vamos descendo sente-se a chuva fortíssima, o avião vai abanando com os embalos do vento, dou a mão ao Nuno e encosto-me no banco enquanto com toda a força seguro na Bia com a outra mão. pensamentos positivos, vai tudo correr bem, vai tudo correr bem... o avião aterra e tenho uma das minhas melhores aterragens de sempre, e eu já tive várias experiências de voos. Mereceu um forte aplauso de todos, coisa que raramente se faz actualmente, assim como alguns vivas e boa.
Respirou-se de alívio.
O Nuno que tem medo de " voar " pediu-me para não lhe falar em viagens de avião nos próximos 12 meses. Eu naquele preciso momento também não estava a pensar nisso e ainda tenho be presente aqueles minutos de susto mas não me vai impedir de " voar ". Até já tenho destino em mente para o próximo ano, assim haja dinheiro e saúde :)
A sua 3ª viagem de avião ( se contar com a ida e volta então a 6ª )e a mais longa de todas que antes foi a Paris e à Bélgica ( Aeroporto de Bruxelas ).
Para lá não dormiu nem um segundo, apesar de termos chegado quase à 1 h da manhã portuguesas. No autocarro até ao hotel adormeceu quase assim que se sentou e assim foi até chegar ao quarto do hotel. ( De notar que raramente dorme a sesta e neste dia foi o caso, ou seja, não tinha dormido )
Na ida estava excitadissima, eufórica e eu já cansada de tanta pergunta, tanta resposta e tanta repreensão. Valeu-me o leitor de dvd's portátil e o facto de já ligar aos desenhos animados e as histórias que fui contando.
No regresso eu estava o que pensei ser estupidamente em alerta. Uma suposta " premunição " ou o que quer que se queira chamar. Acordei antes das 4 da manhã portuguesas e já não conseguia dormir mais. Como já era manhã há cerca de uma hora, vesti-me e fui fotografar o nascer do dia na praia numa de me despedir do local que gostei bastante.
Almoçamos no aeroporto e lá embarcamos para mais 5h de caminho. Eu que não tenho ( ou devo dizer não tinha? ) medo de andar de avião ia um pouco em sobressalto.
Ela no regresso esteve mais calma, apesar de só ter adormecido meia hora antes da aterragem. Adormeceu na melhor altura possível que cerca de 25 minutos antes de aterrar o piloto avisa que Lisboa estava sob uma forte tempestade e que nos dirigiamos para Norte enquanto aguardava informações do aeroporto para saber se poderia aterrar ou se seguiria para o Porto. Traduzo para o Nuno que dada a rapidez com que o comandante falou não conseguiu perceber tudo. Acabo de traduzir, ela felizmente dorme, e dois fortes solavancos como se o avião tivesse sido sugado e voltado a subir. As pessoas ( e eu ) ficaram num pânico contido e só se ouviram uns ahhs durante os solavancos. Viamos o rio Tejo e o medo foi maior por estarmos a baixa altitude. Com uma mão segurava-a e com o ombro apoiava-lhe a cabeça e com a outra mão segurava-me no banco da frente. Rezava para que o piloto não tentasse a aterragem em Lisboa e naqueles 25 minutos imaginei que o avião cairia, lembrei-me do recente caso do airbus francês, revi mentalmente a posição de segurança, tudo em silêncio. A maioria das pessoas que consegui ver estavam de olhos fechados. O silêncio era soturno e eu só desejava que tudo corresse bem e que a Beatriz não acordasse entretanto para não lhe ter de explicar nada do que estava a acontecer.
Conforme vamos descendo sente-se a chuva fortíssima, o avião vai abanando com os embalos do vento, dou a mão ao Nuno e encosto-me no banco enquanto com toda a força seguro na Bia com a outra mão. pensamentos positivos, vai tudo correr bem, vai tudo correr bem... o avião aterra e tenho uma das minhas melhores aterragens de sempre, e eu já tive várias experiências de voos. Mereceu um forte aplauso de todos, coisa que raramente se faz actualmente, assim como alguns vivas e boa.
Respirou-se de alívio.
O Nuno que tem medo de " voar " pediu-me para não lhe falar em viagens de avião nos próximos 12 meses. Eu naquele preciso momento também não estava a pensar nisso e ainda tenho be presente aqueles minutos de susto mas não me vai impedir de " voar ". Até já tenho destino em mente para o próximo ano, assim haja dinheiro e saúde :)
18 junho 2009
Das férias
Esteve-se muito bem por lá...


Mas cá tb não se está mal!

Já tinha muitas saudades de ir para destinos diferentes, com culturas diferentes, hábitos diferentes e paisagens diferentes.
Gostei bastante da Turquia, a voltar, daqui a uns anos ( isto na suposição de que volto a um mesmo destino o que nunca aconteceu a não ser ao Algarve por ter alojamento gratuito :) )
Mas cá tb não se está mal!
Já tinha muitas saudades de ir para destinos diferentes, com culturas diferentes, hábitos diferentes e paisagens diferentes.
Gostei bastante da Turquia, a voltar, daqui a uns anos ( isto na suposição de que volto a um mesmo destino o que nunca aconteceu a não ser ao Algarve por ter alojamento gratuito :) )
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