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21 julho 2009

Se eu tivesse terraço

Tinha lhe comprado este trampolim nos anos.
Ela ia adorar, o pai de cá de casa é que não achou muita graça e desencorajou-me logo, mas ainda estou tentada a ver o tamanho do bichinho, para por onde é que não sei :P


22 julho 2008

Barbie(s)

Descobriu a boneca no aniversário. Ofereceram-lhe duas e gostou. Não brinca ainda muito com elas mas gosta de as tirar da prateleira e pentear. No Sábado viu no hiper um modelo em promoção deste tipo de bonecas da branca de neve e acabamos por lhe comprar. Perguntou se era um fantoche ( pelo vestido rodado que tem que dá para esconder a mão por baixo e agarrar na boneca ) e tem sido assim que tem brincado com a boneca. Não tem conta as vezes que já contei a história da branca de neve ( que ela já sabia de cor antes ).
Lembro-me que a minha primeira ( e única )Barbie foi-me oferecida como prenda de passagem de ano, já tinha eu 12 anos. Pouco brinquei porque passado pouco tempo deixei de brincar com bonecas ( e mesmo assim deu para lhe partir o pescoço ) mas lembro-me ainda hoje da ansiedade que tinha em receber a minha Barbie, da loja onde a comprei em conjunto com a minha mãe e do conjunto de roupa que a minha avó me ofereceu e das roupas em lã que me fez para ela. Ter uma Barbie na altura era quase um luxo pelo preço que custava e eu tive a mais baratinha de todas.
Pouco depois surgiu a polémica da estatura da boneca e da sua suposta anorexia mas eu, nos meus 12 recém feitos anos, nunca me interessei por isso, afinal, eu tinha a minha Barbie que tanto desejei e que tanto esperei.
Hoje comprar uma Barbie é banal, como se revelou neste fim de semana em que sem ser ocasião nenhuma especial, lhe compramos uma ( que não é da mattel mas é do género ) e eu recordei-me da minha ansiedade e satisfação que a compra da minha Barbie suscitou em mim.
Se bem que a crise esteja aí em força, o mercado aberto trouxe indubitáveis vantagens com a baixa dos preços de muitos produtos, mas mesmo assim, não deixo de achar que a minha primeira Barbie ( e única como disse ), me satisfez muito mais que à Beatriz.
Gostava que ela sentisse a satisfação de ter algo realmente desejado, esperado, ansiado e merecido. A sensação é tão boa que bate aos pontos os " facilitismos " desta era.

29 outubro 2007

Há coisas que só entendemos quando somos mães...

Debaixo da minha cama havia um gavetão, feito pelos meus pais onde guardava as tralhas pequeninas.
Lembro-me que de vez em quando a minha mãe de joelhos no meu quarto, puxar o gavetão e começar a fazer a" escolha ". Eu ia sempre a " medo " para junto dela porque sabia que quando ela se lembrava de mexer ali, grande parte dos brinquedos iam fora ( que nem sequer estavam em condições de ser dados ). Bonecas sem braços, com cortes de cabelo radicais, puzzles com falta de peças, mobilias pequeninas partidas, havia de tudo, mas eu achava sempre que os brinquedos estavam bons e custava-me desfazer deles. Havia sempre um ou outro em mau estado que a minha mãe deixava ficar mas o resto ia para o caixote.
Actualmente não sou nada ligada às coisas e não me custa desfazer do que esteja em mau estado ou até daquilo que estando em bom estado não uso e portanto não passa de tralha.
Ontem, como faço com alguma regularidade, comecei a dar volta ao cesto da sala que tem alguns brinquedos dela enquanto dormia. Lembrei-me da minha mãe a escolher os meus brinquedos e desejei que ela não acordasse entretanto. Ela acordou e se bem que a maioria das coisas já tinham sido ensacadas( uns para guardar para um eventual segundo filho, outros para dar e outros para o lixo ), ela começou a brincar com tudo aquilo que estava no chão para ir para o caixote como se fosse o brinquedo mais precioso que tinha. Deixei-a brincar e depois, quando se distraiu com outra coisa qualquer, os brinquedos ( ou restos deles ) tiveram o seu destino.
O cesto ficou bem mais liberto e até acho que assim, com as coisas mais visiveis, irá brincar mais( apesar de ela brincar bastante ) . É que muitas vezes acaba por não brincar com muitos deles porque não os vê.