Há uns tempos que ela me perguntava com alguma frequência pelo meu pai. Nada que eu não esperasse vir a acontecer um dia. Perguntava se já tinha morrido e como pude expliquei que não, mas que tinha um trabalho que o obrigava a estar muitas vezes fora do país, daí a sua ausência das nossas vidas. Avizinhava-se a altura em que eu teria de dar o braço a torcer e ir mostrar à minha filha que tinha avô paterno, ainda que se desinteressasse pela nossa vida. Reconheço-lhe o direito a saber que tem avô e a " mostrar-lho " sempre que o desejasse, ainda que o desejo não fosse recíproco. Com o tempo ela decidirá se quererá ou não continuar a vê-lo e optará, como eu fiz.
Este Sábado o meu pai fez anos e eu telefonei-lhe, aproveitando a ocasião para tentar propiciar o encontro tão desejado pela minha filha. Engoli um sapo vivo e o meu orgulho pela minha filha e um dia ela saberá o quanto isto representou uma prova de amor por ela. Ao telefonar-lhe passei o telefone à minha filha, que falou com ele pela primeira vez, mas da forma tão doce como só ela sabe ser, que parecia sempre ter convivido com ele. Tocou-lhe no coração e ele não resistiu e disse que iria visitá-la Domingo. Relembrei-o que não iria permitir que ele fizesse com ela o que fez comigo, que foi dizer que vinha visitar-me, eu ficar na expectativa e quase nunca vir. Concordou e disse que viria. Eu na dúvida disse à Beatriz que ele ia " tentar " e não confirmei, não fosse ele não aparecer como tantas e tantas vezes fez comigo.
Domingo depois de almoço ele apareceu, ela fez-lhe uma grande festa, ele ficou derretido com a neta, pediu-lhe desculpa por ter perdido 4 anos da vida dela ( a ela não a mim ) e prometeu vir visitá-la mais frequentemente. Confesso que não me tocou minimamente a emoção dele e engoli o sapo, não lhe apontei nem cobrei nada e deixei-lhe " a porta aberta de nossa casa " para aparecer sempre que queira. Quem conhece a minha história e quem me conhece a mim sabe bem a prova que dei.
Ela matou a curiosidade, ele agradeceu-me por o ter recebido sem reclamar ou apontar-lhe todas as vezes que nos falhou. Não o farei, cansei-me , o que é pior do que enquanto lhe reclamava. Enquanto o fiz, tinha esperança de o chamar à razão, já não tenho. Passei um capítulo da minha vida e pela minha filha, não lhe negarei nem opinarei na relação que ela eventualmente estabelecer com o avô.
Sinto que fiz o correcto e tenho a não muit secreta esperança que ela tenha matado a curiosidade e não me peça muitas vezes para estar com o avô, mas se o fizer, na medida do possível, lá irei com ela ou convidarei o avô para ir a nossa casa.
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12 outubro 2009
Fim de semana, natação e afins
Depois de analisadas as opções ( ir pela escola 2* semana ou ir eu com ela 1* ao fim do dia ), acabamos por optar por ir pela escola. Fica mais caro porque além de ir 2 vezes e não 1, não aproveitamos um acordo que a empresa do Nuno tem com um clube, mas dada a distância, o valor que pagava a menos era quase perdido em gasolina e tempo e iria tornar pelo menos aquele final de dia stressante e para isso já bastam as situações " normais " do dia a dia.
Fica na condicionante de se portar como deve ser que anda a esticar a corda. A educadora diz que é normal agirem assim na transição dos 4 anos e que há que definir os limites. Pois há 4 anos que defino limites e volta e meia quer ultrapassa-los. Diz que tem personalidade forte e que sabe bem o que quer, antes dizia-se que era teimosia e má educação.
Mas tem momentos de verdadeira doçura e em que se porta realmente muito bem, como este fim de semana em que foi uma verdadeira menina crescida quer num jantar de amigos onde partilhou, brincou com mais 2 meninas que não conhecia e ainda comeu sozinha, sempre sem uma queixa da minha parte. Também correu assim tão bem porque verdade seja dita, as 2 meninas deixaram-se " comandar " por ela. Uma grande amiga minha diz que reconhece aquele feitozinho dela...lol.
No Domingo voltou a portar-se lindamente mas como já era demasiado, hoje de manhã voltou a fazer uma birra razoável.
Também no Domingo conheceu o avô materno, que apenas tinha visto 2 vezes, ainda muito pequena, daí o " conheceu " e não " viu / reencontrou ", mas isso fica para outro post.
Ontem à noite, comecei com uma crise ciática mas estou a trabalhar, vamos ver até quando aguento.
Foram as eleições autárquicas, eu cumpri o meu dever cívico, mas voltou a ganhar no meu concelho e freguesia o partido que nada fez, o que me deixou desiludida, pelo menos, alguém de novo iria querer mostrar " obra feita ".
Fica na condicionante de se portar como deve ser que anda a esticar a corda. A educadora diz que é normal agirem assim na transição dos 4 anos e que há que definir os limites. Pois há 4 anos que defino limites e volta e meia quer ultrapassa-los. Diz que tem personalidade forte e que sabe bem o que quer, antes dizia-se que era teimosia e má educação.
Mas tem momentos de verdadeira doçura e em que se porta realmente muito bem, como este fim de semana em que foi uma verdadeira menina crescida quer num jantar de amigos onde partilhou, brincou com mais 2 meninas que não conhecia e ainda comeu sozinha, sempre sem uma queixa da minha parte. Também correu assim tão bem porque verdade seja dita, as 2 meninas deixaram-se " comandar " por ela. Uma grande amiga minha diz que reconhece aquele feitozinho dela...lol.
No Domingo voltou a portar-se lindamente mas como já era demasiado, hoje de manhã voltou a fazer uma birra razoável.
Também no Domingo conheceu o avô materno, que apenas tinha visto 2 vezes, ainda muito pequena, daí o " conheceu " e não " viu / reencontrou ", mas isso fica para outro post.
Ontem à noite, comecei com uma crise ciática mas estou a trabalhar, vamos ver até quando aguento.
Foram as eleições autárquicas, eu cumpri o meu dever cívico, mas voltou a ganhar no meu concelho e freguesia o partido que nada fez, o que me deixou desiludida, pelo menos, alguém de novo iria querer mostrar " obra feita ".
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