Hoje não queria nada, porque sim, ou antes, porque não. Não queria acordar, não queria vestir-se, não queria o fato de treino, não queria os ténis, não queria pentear-se, não queria fazer xixi, não queria lavar-se, não quis comer, não queria ir à escola, não queria sair de casa. Disse pela primeira vez : Não gosto de ti, vai-te embora e nem me magoou, primeiro porque sei que não é verdade mas fruto da frustração de estar a ser contrariada que claro que vestiu o que eu tinha escolhido de véspera, se penteou e lavou. Ainda comecei com a conversa pedagógica mas nestas alturas nem vale a pena falar-lhe que não ouve. Acabei por me calar, ignorar as reclamações e nem sei como não me saltou a mão para o rabo dela. Quando disse que não gostava de mim e para eu me ir embora disse-me:
- Pois vou Beatriz porque eu tenho de ir trabalhar e tu tens de ir para a escola. Se não vens vou eu.
Ponho a chave na fechadura e quase a fecho. Os choro gritado passam a berros. Abro a porta e só lhe digo,
- Anda.
Saiu e calou-se como se nada fosse. Nas escadas pede-me desculpa e a criança que minutos antes estava insuportável, não parecia a mesma. Viemos sem grandes conversas, comigo em estado de ansiedade. Chego à escola e dou-lhe o mesmo iogurte que em casa não quis comer. Comeu sem reclamar. Limpo-lhe a boca e mais uma vez sem reclamar entra na escola feliz e contente, a dar beijos a quem encontrava e a correr para a sala.
Eu vim a respirar fundo e a " dar graças " por hoje não ter de ficar com ela em casa.
Também tenho o meu lado anti-maternal, anti-pedagógico e sinceramente no caso dela funciona, sem ser preciso o recurso à violência ( mas às vezes salta uma palmada ou duas pois salta ) mas com o recurso a muuuuuita paciência mas se a palmada fosse a solução no caso dela, usaria sim.
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17 outubro 2008
06 fevereiro 2007
Amanhã será um dia melhor
É que só pode!
Hoje ao final do dia fico com uma enchaqueca daquelas com direito a cabeça adormecida, má disposição e vómitos ( cheira-me a cansaço ). Peço ao Nuno para vir ter comigo ao escritório para levar o carro pois não estou em condições de conduzir.
Chegados ao carro o da frente tem-no encostado ao nosso. Ajudo o Nuno na manobra e quando ele deixa descair o carro vejo a mossa no " capô" .
Chamo a polícia, peço à minha cunhada para ir buscar a Bia ao colégio ( que coitada estava em casa com o meu sobrinho doente e que teve de ficar uns momentos com a irmã ) e ficamos à espera. Entretanto chega o dono do dito carro. Digo-lhe que bateu no meu e diz que não, que o carro dele não tinha nada ( pudera, era um jeep e a traseira é bem mais forte ). Notavam-se uns riscos no carro dele mas diz que não bateu. Nem argumento, digo-lhe que chamei a polícia e peço para ficar a aguardar a dita para se identificar. Diz que não pode esperar e eu deixo-o a falar sozinho, mas fica à espera que a polícia chegue. Continua a dizer que não bateu e que se batesse tinha seguro e não tinha problema em participar e que o carro dele tinha sensores para estacionar.
- Pois eu sei, mas os sensores não o impedem de bater, o que fazem é um sinal sonoro diferente quando o seu carro está muito próximo de outro.
Muda o discurso e afinal até estava muito próximo do meu carro, mas que tinha deixado uma distância de 2 dedos ( olha a precisão ) e que não tinha batido.
Chegam os polícias ( que ainda tiveram um breve momento de estupidez que passou com o meu tom de voz de quem não lhe apetecia brincadeiras ), não há testemunhas e o sacana continua a dizer que não bateu ( a mim é que me apetecia bater-lhe se o tipo não se calava ).
Melhor que uma migraspirina, a enchaqueca passa-me e passa-se a hora a que devia ter ligado ao alergologista.
Vamos buscar a Beatriz e a minha cunhada diz-me que está doente, que teve febre e muita tosse. Admirei-me que não me tenham chamado mas depois leio na caderneta que teve apenas 38ºC de febre às 17h20, talvez por isso não me chamaram.
Ligamos para o consultório da pediatra mas tem muitas crianças por isso, a espera será longa. Optamos por ir para casa e chamar a assistência médica ao domicilio. Desistimos porque a previsão da hora de consulta é para as 3h da manhã. Amanhã fica com o pai que chama o médico a casa logo de manhã.
Hoje ao final do dia fico com uma enchaqueca daquelas com direito a cabeça adormecida, má disposição e vómitos ( cheira-me a cansaço ). Peço ao Nuno para vir ter comigo ao escritório para levar o carro pois não estou em condições de conduzir.
Chegados ao carro o da frente tem-no encostado ao nosso. Ajudo o Nuno na manobra e quando ele deixa descair o carro vejo a mossa no " capô" .
Chamo a polícia, peço à minha cunhada para ir buscar a Bia ao colégio ( que coitada estava em casa com o meu sobrinho doente e que teve de ficar uns momentos com a irmã ) e ficamos à espera. Entretanto chega o dono do dito carro. Digo-lhe que bateu no meu e diz que não, que o carro dele não tinha nada ( pudera, era um jeep e a traseira é bem mais forte ). Notavam-se uns riscos no carro dele mas diz que não bateu. Nem argumento, digo-lhe que chamei a polícia e peço para ficar a aguardar a dita para se identificar. Diz que não pode esperar e eu deixo-o a falar sozinho, mas fica à espera que a polícia chegue. Continua a dizer que não bateu e que se batesse tinha seguro e não tinha problema em participar e que o carro dele tinha sensores para estacionar.
- Pois eu sei, mas os sensores não o impedem de bater, o que fazem é um sinal sonoro diferente quando o seu carro está muito próximo de outro.
Muda o discurso e afinal até estava muito próximo do meu carro, mas que tinha deixado uma distância de 2 dedos ( olha a precisão ) e que não tinha batido.
Chegam os polícias ( que ainda tiveram um breve momento de estupidez que passou com o meu tom de voz de quem não lhe apetecia brincadeiras ), não há testemunhas e o sacana continua a dizer que não bateu ( a mim é que me apetecia bater-lhe se o tipo não se calava ).
Melhor que uma migraspirina, a enchaqueca passa-me e passa-se a hora a que devia ter ligado ao alergologista.
Vamos buscar a Beatriz e a minha cunhada diz-me que está doente, que teve febre e muita tosse. Admirei-me que não me tenham chamado mas depois leio na caderneta que teve apenas 38ºC de febre às 17h20, talvez por isso não me chamaram.
Ligamos para o consultório da pediatra mas tem muitas crianças por isso, a espera será longa. Optamos por ir para casa e chamar a assistência médica ao domicilio. Desistimos porque a previsão da hora de consulta é para as 3h da manhã. Amanhã fica com o pai que chama o médico a casa logo de manhã.
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