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03 setembro 2007

Privatização

Dia 10/9, próxima segunda-feira será o último dia em que este blogue estará desprivatizado.
Encerramos uma fase e iniciamos outra, mais reservada porque nesta, as portas escancaradas não me estão a deixar estravasar como me sinto. Este cantinho tem servido para os relatos da minha princesa e para os meus desabafos como mãe, mulher, como ser humano. Deixei de conseguir escrever o que me vai cá dentro. Começo " posts " que ficam em " draft" e depois acabam na lixeira. Não os publico e nem sei porquê, talvez porque não quero mais tarde recordar que isto aconteceu, talvez porque acho que chamo demasiadas atenções sobre mim quando quero apenas e só escrever, desabafar, arrancar o sentimento de dentro de mim para me sentir aliviada. Sempre foi assim, desabafo e passou, volto a sorrir, como se nada tivesse sido.
Encarei bem a doença e a dor, mas com o passar do tempo sem diagnósticos e sem tratamento começou a angústia e a ansiedade e face a uma possibilidade muito forte de poder ter de fazer uma intervenção cirúgica mais complicada, desmorenei como um castelo de cartas. Reergui-me ainda mais sólida, mais confiante e novamente acompanhada da minha alegria, dos meus sorrisos.
Ainda assim, não consigo deitar para fora aquelas experiências e sinto que enquanto não o fizer, não estarei bem comigo, por isso, privatizamos, pois pode ser que num cantinho mais resguardado consiga fazê-lo.

21 agosto 2007

Numa esfera mais privada

No último mês e meio a minha saúde tem me pregado partidas. Ontem finalmente descobri o que me atormenta, uma deficiência congénita herdada do meu pai ( que ele não liga nenhuma porque a ele é numa escala mas fraca ). Entre TAC, Ressonância magnética, análises à tirróide, punção lombar, exames oftálmicos tenho uma deficiência numa veia na nuca, em vez de mais ou menos uniformes, a veia direita é largamente mais grossa que a esquerda o que provoca uma pressão muito forte, cafaleias fortes, vomitar, paralização e dormência os membros, perda de fala e uma panóplia de situações. As consequências poderão ser muito graves, mas por enquanto tenho a esperança e o pensamento positivo. Vai tudo correr bem!
Esta doença faz-me reformular o príncipio da privacidade, eu não conconcordava em privatizar mas tenho noção de que chamarei muitos mais olhos sobre mim e perderei o pouco à vontade que tenho. Optei por privatizar com a injustiça que isso acarreta. Assim sendo, quem estiver interessada em seguir-nos, enviem e-mail que ponderarei e concederei os acessos. Não me levem a mal se recusar convites. Um beijinho.

PS- aluciacarvalho@gmail.com ;)